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Elemento surpresa - Um motivo para não pedalar sozinho

     

Uma tarde de sol no Rio. Como de costume a dúvida: praia ou pedal ? O telefone toca: "Vamos lá para a nova trilha dos saltos. Vai todo mundo!" Questão resolvida. Preparei todo o equipamento, coloquei tudo no carro e parti.

Chegando lá, tudo normal. Ficamos nos salto básicos tentando sempre pular melhor, fazendo algumas fotos e filmando. Papo vai, papo vem, metade do pessoal foi embora. Então, os 5 que sobraram resolveram ir para a segunda parte da trilha, onde tem um pequeno drop de pouco mais de um metro e meio, mas a descida inclinada faz com que a altura total fique em quase 2 metros. Nenhum absurdo. Um tombo seria ruim, mas provavelmente não muito perigoso. O lugar não é técnico.

"Você tem plano de saúde ?"

Cada um dropou um pouco. Depois de um tempo, eu estava fotografando e um amigo filmando. Em um dos drops feitos pelo Marcelo "Xuxa", aparentemente normal, ouvimos um "cleck" estranho. Parecia um galho quebrando. Tudo normal, até que começaram alguns berros: "Putz! Vamos embora, vamos embora!". Na hora achei que era algum ataque de abelhas (que tinham "atacado" um de nós momentos antes). O primeiro a chegar gritou: "Putz! Tá muito feio!".

Quando chegamos, ele estava pálido e tinha um corte enorme na perna. Pensando no que íamos fazer, ainda com a filmadora ligada vem a pergunta: "Mas peraí, você tem plano de saúde ?". O corte foi provocado pela coisa mais improvável que poderia acontecer: "O movimento central (eixo do pedal) quebrou e a ponta que restou cortou sua perna quando ele tentou se apoiar no pedal que já não existia mais.

Quando todo mundo conseguiu se acalmar, decidimos que 3 iriam carregá-lo até o carro e o outro ia levar as bikes de todo mundo. No final deu tudo certo. Contando os pontos internos e externos, ele chegou a tomar 100 pontos.

A questão que fica é: E se ele estivesse sozinho ?

Portanto, por mais que você conheça a trilha, nunca pedale sozinho. Mesmo não fazendo algo radical, se você passar mal (ficar desidratado em um cross-country longo por exemplo) estará sozinho. Na cidade há centenas de pessoas para te socorrer, mas no meio do mato não tem jeito, e nem sempre o sinal de celular pega.


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