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Em novo julgamento, Uênia é condenada por uso de EPO


28 JAN, 2016     Gustavo Figueiredo    
     


Recentemente, a atleta brasileira Uênia Fernandas foi flagrada com EPO em um teste surpresa realizada pela Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD). Porém, em um julgamento bastante controverso, viu-se livre de suas acusações.

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Uênia Fernandes. Foto: Divulgação


"O exame teve uma série de irregularidades. Os atletas não puderam se hidratar. As pessoas que foram tentar tirar o sangue eram incapazes, chegaram a ferir os atletas. Teve atleta que teve que aguardar até 1h da manhã ou mais. O STJD entendeu que havia o risco de contaminação da amostra. O positivo do outro atleta (Alex Arseno) pode ter contaminado o dela", argumenta Itamar Côrtes, defensor de Uênia.

Em dezembro, o STJD entendeu que erros de procedimento na colheita do exame invalidam o resultado adverso para o hormônio sintético. O médico português Luis Horta, um dos maiores especialistas mundiais no combate ao doping, ex-presidente da agência antidoping portuguesa e do conselho dos laboratórios da Agência Mundial Antidoping (Wada), foi quem comandou o exame surpresa realizado.

De acordo com ele, o exame começou às 16h e só terminou um pouco antes da meia-noite, "porque muitos atletas propositadamente se hiperidrataram". A amostra com urina muito diluída não é válida para o antidoping. Ainda segundo Horta, Uênia foi uma das responsáveis por prolongar o exame. Todavia, a ABCD encontrou uma brecha para pedir um novo julgamento, já que ela não foi convocada para dar a sua versão da história no primeiro - o que fere as regras do STJD. Com isso, na terça-feira à noite, Uênia Fernandes foi novamente julgada pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Ciclismo e recebeu quatro anos de suspensão.



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