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Uênia Fernandes é absolvida de doping por EPO


18 DEZ, 2015     Gustavo Figueiredo    



A ciclista brasileira Uênia Fernandes, flagrada com EPO em um exame surpresa realizado em Outubro, foi absolvida pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva em um julgamento realizado na semana passada. O entendimento do STJD é que supostos erros no procedimento de colheta invalidam o resultado.

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Uênia Fernandes. Foto: Divulgação


"O exame teve uma série de irregularidades. Os atletas não puderam se hidratar. As pessoas que foram tentar tirar o sangue eram incapazes, chegaram a ferir os atletas. Teve atleta que teve que aguardar até 1h da manhã ou mais. O STJD entendeu que havia o risco de contaminação da amostra. O positivo do outro atleta (Alex Arseno) pode ter contaminado o dela", argumenta Itamar Côrtes, defensor de Uênia.

Luis Horta, um dos maiores especialistas mundiais no combate ao doping, ex-presidente da agência antidoping portuguesa e do conselho da WADA (Agência Mundial Anti Dopagem), rebate com veemência a versão da defesa. "Nada disso aconteceu. Havia três oficiais, além da minha pessoa. O controle foi muito prolongado, realmente. Começamos às 16h e terminou um pouco antes da meia-noite, porque muitos atletas propositadamente se hiperidrataram, porque a amostra diluída é inválida. Eu mesmo comprei 20 garrafas da água a pedido deles", contou Horta.

De acordo com ele, Uênia foi uma das maiores responsáveis pelo prolongamento do exame. "Ela teve uma série de urinas diluídas, que não foram aceitas. Só a última, colhida às 23h, teve uma densidade adequada, por isso foi enviada para a análise. Todas as amostras diluídas deram negativo e isso demonstra que o controle deveria mesmo ter sido prolongado", completou.

Agora, a A Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD), responsável pelos teste, tenta invalidar o julgamento, alegando que não foi intimada a participar dele, como manda o Código Brasileiro Antidoping.


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