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UCI vai re-analisar amostras de sangue de 2016 e 2017 em busca de sinais de doping

Segundo entidade, decisão veio depois de novas revelações da polícia austríaca na Operação Aderlass


28 NOV, 2019     Gustavo Figueiredo    
     


Na última quarta-feira, dia 27 de novembro, a UCI anunciou sua intenção de re-analisar diversas amostras de sangue coletadas entre 2016 e 2017, com o objetivo de detectar possíveis sinais de doping. A ação da entidade máxima do ciclismo veio depois de uma investigação da polícia austríaca chamada Operação Aderlass, que revelou, em fevereiro deste ano, o envolvimento do time nacional de Esqui Nórdico e do médico Mark Schmidt, que também atua no ciclismo, com técnicas de transfusão de sangue.

Durante as investigações, as autoridades recolheram 40 bolsas de sangue armazenadas na cidade alemã de Erfurd em uma garagem ligada ao doutor Schmidt. Segundo a polícia, ao menos 21 atletas de cinco países diferentes estão sob investigação por doping sanguíneo.

No ciclismo, Georg Preidler, Stefan Denifl, Kristijan Durasek, Kristijan Koren, Borut Bozic e Alessandro Petacchi, que já está aposentado, estão suspensos por envolvimento com o caso. Em nota emitida ontem, a UCI se posicionou sobre quais são os próximos passos em relação ao envolvimento de mais atletas no escândalo de doping.

Nota traduzida

A luz de novas informações e documentos recebidos pelas forças da legais da Áustria na Operação Aderlass, a UCI anuncia ter pedido para que a Fundação Anti-Doping do Ciclismo (CADF) proceda para re-analisar amostras de sangue colhidas entre 2016 e 2017

Durante as investigações, e graças a colaboração entre a UCI e as autoridades austríacas, diversos procedimentos começaram a acontecer por conta de violações de regras anti-doping. Diversos indivíduos, muitos deles ainda ativos e em alto nível, já foram suspensos.

"A UCI gostaria de agradecer todas as autoridades trabalhando nesta investigação e vai continuar trabalhando em proximidade com as partes envolvidas com o objetivo de defender os atletas honestos e promover um esporte limpo.

A UCI não fará mais comentários neste momento.




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