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WADA apresenta nota com justificativas para liberação de Froome


2 JUL, 2018     Gustavo Figueiredo     2    
     


Na manhã do dia 02 de julho, menos de uma semana para a largada do Tour de France, a noticia de que a UCI liberou Froome de suas acusações por uso indevido de Salbutamol caíram como uma bomba no mundo do ciclismo. Isso porque, segundo David Lappartient, francês presidente da entidade máxima do ciclismo, as chances do veredito chegar antes do Tour eram praticamente inexistentes.

Segundo a UCI, a decisão de liberar Froome veio depois de um relatório da WADA (Agência Mundial Anti Doping), que concluiu que o atleta não ingeriu a medicação fora do regulamento vigente. Até por isso, a WADA não vai recorrer do caso.

Para explicar sua conclusão, a WADA apresentou uma nota para a imprensa. Além disso, o próprio Froome afirmou que informações sobre o caso serão apresentadas em breve. "São dados muito técnicos e tudo será apresentado para a imprensa nos próximos dias, tudo para explicar como chegamos até aqui. Estou aliviado e pronto para correr o Tour de France", explicou.

Tradução dos trechos mais importantes da nota da WADA

A Agência Mundial Anti Doping (WADA) anuncia que não apelará da decisão da Union Cycliste Internationale’s (UCI) em não implicar o ciclista Britânico Chris Froome em um caso de violação das regras anti-doping.

Deve ser ressaltado que a lista de substâncias proibidas de 2017 destaca que o Salbutamol é um beta-2 agonista proibido....mas, como exceção, o Salbutamol inalado é permitido com uma dosagem máxima de 1600 microgramas em 24 horas e não mais do que 800 microgramas a cada 12 horas.....se a concentração exceder 1200ng/mL...é presumido que o uso não foi terapêutico...a não ser que o atleta prove via estudo de farmacocinética que o resultado anormal foi consequência de um uso terapêutico".

....o Sr. Froome forneceu explicações para a UCI e informações apoiadas por especialistas para tentar explicar a concentração de Salbutamol encontrada em sua urina resultaram do uso de Salbutamol inalado dentro da dose máxima permitida....

A decisão da WADA segue uma revisão cuidadosa das explicações e evidencias de apoio enviadas pelo Sr. Froome em Junho...e também consultas com especialistas externos independentes. Com base nisso, a posição da WADA é a seguinte:

Baseado em vários fatores...incluindo um aumento significativo da dose em um período curto antes do controle de dopagem, em conexão com uma doença bem documentada e a variabilidade de excreção do Salbutamol em um mesmo indivíduo, concluímos que o resultado da amostra não é inconsistente com a ingestão de Salbutamol inalado dentro da dosa permitida.

A WADA reconhece que, em raros casos, um atleta pode exceder a concentração limite de 1200ng/mL na urina sem ultrapassar a dose máxima permitida de Salbutamol inalado. É justamente por isso que a lista de substâncias proibidas permite que atletas que ultrapassaram o limite possam demonstrar, geralmente com base em estudos farmacocinéticos, que a concentração encontrar é compatível com o uso permitido.

Nota da WADA na íntegra em inglês

The World Anti-Doping Agency (WADA) announces that it will not be appealing the Union Cycliste Internationale’s (UCI’s) decision not to assert an Anti-Doping Rule Violation (ADRV) in the case involving British rider Christopher Froome.

WADA’s announcement follows that of the UCI earlier today, which announced that the anti-doping proceedings involving Mr. Froome have now been closed. Based on careful consideration of the facts, the Agency accepts that the analytical result of Mr. Froome’s sample from 7 September 2017 during the Vuelta a España, which identified the prohibited substance Salbutamol at a concentration in excess of the decision limit of 1200 ng/mL(1), did not constitute an Adverse Analytical Finding (AAF).

It should be noted that the 2017 Prohibited List provides that Salbutamol is a prohibited beta-2 agonist under section S.3. However, as an exception, inhaled Salbutamol is permitted subject to a maximum dose of 1600 micrograms over 24 hours, not to exceed 800 micrograms every 12 hours. If Salbutamol is reported in a urine sample in a concentration in excess of the decision limit of 1200 ng/mL(1), the Prohibited List provides that it “is presumed not to be an intended therapeutic use of the substance and will be considered as an AAF unless the athlete proves, through a controlled pharmacokinetic study (CPKS), that the abnormal result was the consequence of the use of the therapeutic dose (by inhalation) up to the maximum dose indicated above.”


After being notified of the presumed AAF in September, Mr. Froome provided the UCI with explanations, supported by expert opinions, in order to attempt to explain that the concentration of Salbutamol found in his sample resulted from the use of inhaled Salbutamol within the permissible maximum dose of 1600 mcg/24 hours, not to exceed 800 mcg per 12 hours.

WADA’s decision follows a full and careful review of all explanations and supporting evidence submitted by Mr. Froome in the month of June (which the UCI shared with WADA), as well as thorough consultation with internal and independent external experts. On the basis of this, WADA’s position is as follows:

Based on a number of factors that are specific to the case of Mr. Froome — including, in particular, a significant increase in dose, over a short period prior to the doping control, in connection with a documented illness; as well as, demonstrated within-subject variability in the excretion of Salbutamol — WADA concluded that the sample result was not inconsistent with the ingestion of inhaled Salbutamol within the permitted maximum dose.

WADA recognizes that, in rare cases, athletes may exceed the decision limit concentration (of 1200 ng of Salbutamol per ml of urine) without exceeding the maximum inhaled dose. This is precisely why the Prohibited List allows for athletes that exceed the decision limit to demonstrate, typically through a controlled pharmacokinetic study (CPKS) as permitted by the Prohibited List, that the relevant concentration is compatible with a permissible, inhaled dose.


In Mr. Froome’s case, WADA accepts that a CPKS would not have been practicable as it would not have been possible to adequately recreate the unique circumstances that preceded the 7 September doping control (e.g. illness, use of medication, chronic use of Salbutamol at varying doses over the course of weeks of high-intensity competition).

Therefore, having carefully reviewed Mr. Froome’s explanations and taking into account the unique circumstances of his case, WADA accepts that:

the sample result is not inconsistent with an ingestion of Salbutamol within the permitted maximum inhaled dose; an adequate CPKS is not practicable; and the sample may be considered not to be an AAF.

WADA believes this to be the right and fair outcome for what was a very complex case.

(1) Notes:

As defined in WADA’s International Standard for Laboratories, a:

Decision Limit is a concentration, accounting for the maximum permitted combined uncertainty, above which a WADA-accredited laboratory shall report an AAF. The threshold for Salbutamol is 1000 ng/mL and the decision limit, taking into account measurement uncertainty, is 1200 ng/mL.

Threshold Substance is an exogenous or endogenous prohibited substance, metabolite or marker of a prohibited substance which is analyzed quantitatively and for which an analytical result (concentration, ratio or score) in excess of a pre-determined Decision Limit constitutes an AAF.


Comentários

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    Luis Mayllo   

    Luis Mayllo   

    Ridiculo. Só falta liberarem o doping mecânico para a Sky também...
    10 mes(es) atrás - Denunciar


  • avatar

    Leo   

    Leo   

    vai correr e vai ganhar!
    10 mes(es) atrás - Denunciar




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