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UCI vai investigar objeto retirado do bolso de Evenepoel depois de tombo

Deceuninck - Quick-Step, equipe do atleta, afirma que irá colaborar com investigação

Há, algumas semanas, durante a Il Lombardia, a jovem revelação belga Remco Evenepoel sofreu um grave acidente ao despencar em uma ravina depois de cair por cima do muro de proteção de uma ponte. Na queda, o atleta quebrou a pélvis e, com isso, só deve voltar a competir na próxima temporada.

Porém, há alguns dias, imagens de Davide Bramati, diretor esportivo da Deceuninck - Quick-Step retirando um objeto não identificado do bolso do atleta e colocando em seu próprio bolso começaram a circular na internet, o que gerou diversas teorias sobre o conteúdo do que parece ser uma embalagem.

Para resolver a questão, a UCI pediu para que a Fundação anti-doping do ciclismo descubra exatamente o que era o objeto.



Em nota, a equipe afirmou que tratava-se apenas de uma "embalagem contendo produtos de nutrição". A retirada deste e de outros objetos, como o rádio, foi feita, segundo a equipe, para evitar mais lesões nas costas de Remco, já que em mais alguns momentos ele teria que deitar-se em uma maca.

"Davide Bramati desceu na ravina depois do tombo de Remco e removeu os objetos para evitar mais lesões. Capacete, rádio e também uma garrafa, nesse caso uma pequena embalagem de alguns centímetros. A imagem apenas mostra a garrafa, que é o que mais apela para a imaginação", afirmou Patrick Lefevere, chefe da equipe, em sua coluna no periódico belga Het Nieuwsblad.

"É a chamada 'garrafa final', que infelizmente ganhou uma má reputação como alguma poção mágica do ciclismo de antigamente, mas é pouco justificável hoje em dia. O que pode ter nessa garrafa? Coca-cola, Red Bull ou um pouco de cafeína, mas nada que seja proibido. Não usamos analgésicos e nunca usamos Tramadol", complementou ele.

Há alguns anos, o pelotão profissional sofreu uma "epidemia" de abuso do analgésico Tramadol, que era usado por centenas de atletas para mascarar as dores da prova, melhorando o desempenho em momentos decisivos como o sprint final

O uso do medicamento causa dependência e desorientação. Ele foi tido como responsável por diversos acidentes pouco comuns. Felizmente, o Tramadol foi proibido em 2018.

Transmissão ilegal

Outro ponto que a UCI pretende investigar é se a equipe estava recebendo informações ilegais do atleta, já que o regulamento limita o que a equipe pode receber do atleta. A suspeita foi levantada porque, depois da queda, Bramati afirmou que "A informação havia parado".

"O diretor esportivo afirmou que eles sabiam do acidente porque eles pararam de receber informações do Evenepoel", afirmou David Lappartient, presidente da UCI.

"De que informações estamos falando aqui? É alguma transmissão proibida de alguma informação, ou apenas sua localização? Se for a localização, está tudo bem, mas não podemos ter outros tipos de informações sendo transmitidas", complementou ele.

Segundo a Deceuninck - Quick-Step, Bramati referia-se ao transmissor da Velon instalado na bike para complementar a transmissão televisiva da prova com dados sobre o atleta.

"Estamos certos de que vamos colocar um fim em qualquer especulação sobre este incidente", finalizou Patrick Lefevere.


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