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Relato de Simone Coraiola - IV Pedalada das Meninas

"Depois de longo contato com o Guiné (the Boss), combinei a viagem para ITU. Eu iria participar da “pedalada das meninas”, fazer uma matéria para o PEDAL, e de quebra, conhecer meus amigos de lá que até então eu só conhecia pelo site mesmo.

Foram mais de dez horas de viagem, pinga-pinga infernal.
Cheguei às sete da manhã, o Alessandro_sp foi me buscar e conheci a família queridusca. Fizemos uma “city tour” em ITU e fomos para o Camping Cabreúva.

Acabei me atrasando na clínica, "sorry", culpa da fazenda de chocolate é perfeita. Conheci a Laininha, parece uma bonequinha sempre sorrindo, um amor de pessoa, e pedala muito também; o Cando, meus vizinhos Satoshi San e Angélica San.

O Camping Cabreúva é dez, perfeito, muito organizado e com uma infra-estrutura de babar, tem que ir com tempo, para poder se divertir e conhecer tudo. Eu não andei em metade do lugar, piscinas, lagos, tiroleza, pedalinho e muitos felinos de todas as cores e tamanhos, devia ter uns 4 gatos para cada visitante... quase trouxe um na mala.

Domingo era o grande dia, fomos ao café da manhã, ganhamos o kit da pedalada (com luvas trek WSD rosa, camiseta estilizada, e squeeze da loja Bike Tech Jardins), tudo de muito bom gosto. A Laininha carinhosamente personalizou cada kit com bilhetinho pessoal a cada uma das participantes, foi um gesto tão delicado e atencioso que emocionou a todas. Obrigada!

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Meninas arrumadinhas com suas respectivas bikes e companheiros, esperando o passeio começar. Já na saída do camping, a primeira de muitas subidas (a palavra que eu viria a ouvir várias vezes heheheh), juro que eu tava indo bem quando apareceu uma lombadinha de tartaruga no meu caminho... aahhh não...foi à primeira de muitas mortes.

É complicado, pelo menos para mim foi conseguir manter o ritmo para subir quando tem alguém na minha frente, quando eu precisava pedalar mais rápido ou tava embalada e a “Rosinha” na minha frente não girava.

Agora muitas meninas já tinham evoluído e mataram todas as subidas. Outras empurraram, mas todas sorriam. Era lindo!!! Principalmente quando viam um flash!

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O caminho era lindo, aquelas pedras gigantes no meio dos morros, as flores exóticas, o famoso cheiro de fazenda. O silêncio era presente, não tinha pernilongo, nem butuca, o sol estava lindo, mas nos castigou no final, e a lanchonete não chegava nunca hehehe.

Houve poucos “acidentes” e todos terminaram bem. Os carros de apoio eram ótimos, um deles tinha até colchãozinho. É aquele que vocês chamam de “vassourão”, que sai recolhendo os últimos numa competição, mas nós mudamos o nome para caminhão da alegria: “Chega de sofreeeeeeer”. Valeu a pena, pois conheci novas amigas: Karina japa loira; Karina minha amiga de pedal; Evelin; e até o Edinho “risadinha” com a esposa Stella encontrei por lá. Realizamos até uma enquete de comida predileta, mas sem resultados até aqui.

O mais legal do “caminhão da alegria” era a paciência do nosso motorista, já que ele descia a nossa bike quando queríamos; era só dar um grito.

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Agora que isso devia se chamar Desafio da Mulher Maravilha isso devia, a Pocahontas aqui morreu inúmeras vezes, galera tinha hora que as subidas pareciam crescer. O Cando sempre tentando me animar, a Laininha também; ambos estão de parabéns. Conseguiram levar só gente boa para lá. Todo mundo era bacana, todo mundo ajudava, pessoas sempre sorrindo sem estress.

Foram mais de 80 pessoas, casais, filhos no reboque, filhos com suas bikes, e até aqueles que seguiam de cima do caminhão, mulheres de fibra, com sorriso estampado no rosto, verdadeiras guerreiras, não só na trilha, mas na vida também.

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São essas mulheres que devem ser admiradas, aquelas que cuidam da família, de casa, dos filhos, de seus estudos, que trabalha fora, e ainda tem shopping (também dá trabalho viu).

Ainda assim essas mulheres têm disposição, e paixão para acompanharem seus parceiros nos pedais, onde elas enfrentam seus medos, onde elas querem ser cada vez melhor, para vencer a si mesma, tentar quebrar as barreiras de preconceito e provar que MTB também é pra mulher, onde elas todas são capazes de fazer uma trilha, e ainda ser charmosa de capacete hehhehe.

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Sofri sorrindo na trilha.
Obrigada, amei mesmo.
Simone Coraiola"


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