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Entrevista com Laininha - IV Pedalada das meninas

Quem pensou que Simone Coraiola iria passear em Itu, estava enganado. Exigimos uma série de tarefas da menina! Colaboradora exemplar, Simone conseguiu fazer muito bem suas tarefas. Como esta entrevista descontraída com Laininha, a organizadora da Pedalada das Meninas.

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Simone: Como e quando começou a pedalada das meninas?

Laininha: A pedalada das meninas começou por acaso, com uma brincadeira. Eu sempre reclamava para o Cando que não tinha companheiras de pedal, que só pedalava com homens, tinha apenas uma amiga que pedalava comigo, a Xuxa que estava começando naquela época. Aí um dia falei pra ela: está chegando o dia das mulheres, podíamos usar este pretexto e convidar umas amigas pra pedalar, ou pelo menos começar; aproveitamos e comemoramos o nosso dia. Ela topou! Convidamos algumas meninas, coloquei uma notinha na net no site de um amigo e acabamos surpreendidas com garotas que nem imaginávamos. E eram de várias cidades vizinhas. Elas e seus respectivos acompanhantes. A partir daí, notei que eu não era a única a reclamar da falta de “companheiras” de pedal. Então, com a ajuda do Cando, decidimos melhorar e dar continuidade na idéia.

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Simone: Qual o principal objetivo do seu passeio?

Laininha: O principal objetivo da pedalada é incentivar as mulheres a praticarem o mountain bike, descobrir os prazeres deste esporte e ver o quanto de coisa boa o envolve, ajudá-las a superar mitos e medos relacionados à mulher e a bike, essas coisas que atrapalham e às vezes até as impede de começar. Além disso, fazer com que mulheres e os homens descubram a sensação boa de pedalar juntos, de ter um esporte em comum.


Simone: Você esperava que o passeio se realizasse tão bem? E que hoje já no quarto ano, tivesse com tantos participantes assim?

Laininha: Nossa principal preocupação é que todas as pessoas que estão participando se divirtam, tenham a atenção merecida e que realmente tudo corra bem, mas as falhas acabam ocorrendo e tentamos ficar atentos para melhorar sempre e corrigi-las. Quanto às participantes, confesso-lhe que me surpreendi! Não imaginava que lotaria nossa capacidade e menos ainda que algumas pessoas enviassem e-mails solicitando ficar na espera, caso alguém desistisse de participar.


Simone: Ainda hoje é difícil achar patrocínio para o passeio?

Laininha: Ahh é sim! Temos que agradecer o apoio que conseguimos da Trek/WSD que estão conosco desde o começo. Na primeira pedalada eles estiveram presentes como amigos e a partir daí amadureceram a idéia conosco e apostaram desde o início que isso poderia dar certo. Este ano o apoio foi um verdadeiro presente para as meninas, mas é um pouco complicado. O evento tem um custo para ser realizado, pois além das despesas de todo o material produzido para o evento, envolve estrutura física de outras empresas, por isso se paga inscrições, o que gostaríamos era chegar num ponto em que o evento se pagasse apenas com patrocínio e que as participantes pudessem estar presentes isentas de custo. Mas o evento está ganhando credibilidade aos poucos e há amigos que acreditam na idéia e nos dão força sempre que podem. Um exemplo foi o apoio da Bike Tech Jardins, que também foi fundamental para melhorarmos e aumentarmos a capacidade do evento e o outro é o Portal Amigos da Bike que nos apóia desde o início assim como a Trek.


Simone: Já pensou no roteiro do ano que vem? Eu vou, só queria menos subidas hehehehe..

Simone: Hahahaha.. já pensamos sim, mas a questão “subidas” é um complicador para nós. Tentamos sempre elaborar um roteiro legal, bonito, agradável aos olhos. Itu tem muita fazenda histórica, locais lindos e cheios de coisas pra contar. Buscamos agregar esses valores à pedalada também, mas nossa região é cheia de subidas, pra qualquer lugar que se vá elas estão sempre lá, devido às características do nosso terreno. Mas o negócio é não temê-las, colocar uma marchinha leve, ir tranqüilos, sem pressa, admirando o que a paisagem tem pra nos oferecer, essas coisas distraem e os amigos que conquistamos no final do role compensam este sofrimento. Ahh.. e o “Caminhão da Alegria” vai estar sempre por perto!


Simone: Qual a sensação de ver todas as pessoas pedalando juntinho, fazendo tua idéia se concretizar, famílias, reunidas, casais dando força um ao outro, as crianças se divertindo no caminho, o tempo ajudando com um sol escaldante?

Laininha: É simplesmente fantástico! Como eu e o Cando dizemos, é isso que serve de motivador para continuarmos levando a Pedalada das Meninas em frente. É muito bom ver que as meninas curtem, que os casais curtem, que as crianças curtem. E mais legal ainda é quando no ano seguinte, eles vêm novamente!

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Simone: Esse ano eu participei com vocês e digo que adorei tudo, não estou puxando saco não hehehe. A infra-estrutura do camping é um show a parte, você é uma simpatia amei te conhecer, aquelas pessoas que ficam pra sempre guardadinhas aqui dentro, me diz quanto tempo você fica organizando tudo isso?

Laininha: Na verdade nossa correria começa bem uns oito meses antes da pedalada, quando apresentamos nosso projeto e saímos atrás de apoio. Mas o bicho pega mesmo nos dois meses que antecedem o evento, porque somos nós que fazemos tudo, desde a arte da camiseta, panfletos, folder, anúncios, notícias, etc. Aí temos que entrar em contato com um, mandar material para o outro... e assim vai. Mas eu adoro tudo isso!


Simone: Como mulher, quais as dificuldades que você encontra pra poder pedalar? E como acha que isso podia mudar?

Laininha: Acho que hoje minha única dificuldade é a correria do dia a dia. Acabo pedalado só domingo e ser “atleta” de fim de semana não é uma coisa legal, a gente sofre!!! rsrsrs. Mas acredito que com as mulheres num geral que tem vontade de pedalar e não dão o primeiro passo, melhor a primeira pedalada, a grande dificuldade seja a falta de incentivo e paciência dos homens. Digo isso levando em consideração a prática do mountain bike como lazer, não competitivamente. É difícil encontrar um pelotão feminino para começar, existem muito mais homens nesse meio e eles pedalam muito mais forte, tem mais técnica, menos medo. Enfim, isso não significa que as mulheres não façam igual, mas precisam de um tempo pra chegar lá e de colaboração pra que isso possa fluir.


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