MENU

Tour de France 2022 - Confira como foi a primeira semana

Evento chega a oitava etapa com emoções, acidentes e reviravoltas

Com início em primeiro de julho, na Dinamarca, a 109ª edição do torneio começou com emoção: na véspera da estreia, a polícia fez buscas nos hotéis onde se hospedavam as equipes a fim de localizar substâncias para doping. Mas a competição começou normalmente no dia seguinte, em um contrarrelógio de 13,2 km pela capital do país, Copenhague.

Publicidade



Primeira etapa - Copenhague - 1° de julho

Sob chuva fina suficiente pra deixar o asfalto escorregadio, a etapa de abertura, de contrarrelógio, começou em Copenhague, na Dinamarca. Cidade com cerca de 675 mil bicicletas - número maior do que o de habitantes da cidade -, o percurso de pouco mais de 13km contou com 20 curvas e passagens por atrações da capital dinamarquesa, como o Langelinie Park e o Tivoli Gardens, parque de diversões da cidade com 180 anos de funcionamento.

Quem levou a melhor na abertura foi o belga Yves Lampaert, do time Quick-Step Alpha Vinyl. Ele completou o trajeto em 15 minutos e 17 segundos, cinco segundos a frente do segundo colocado, o também belga Wout Van Aert, que terminou em 15 minutos e 22 segundos. Van Aert foi protagonista de uma perda catastrófica no início de junho no Critérium du Dauphine, na França, ficando em segundo lugar por comemorar antes de passar pela linha de chegada.

foto: A.S.O./Pauline Ballet
foto: A.S.O./Pauline Ballet


Yves Lampaert foi o primeiro belga a conquistar a etapa de abertura desde 2018, quando Greg Van Avermaet conquistou o contrarrelógio inaugural do torneio. O favorito da primeira etapa era Stefan Bissegger, suíço da equipe EF Education - Easypost, que acabou chegando em 99º. Ele caiu duas vezes durante o percurso (vídeo abaixo mostra uma das quedas).



O terceiro lugar na etapa ficou com o esloveno Tadej Pogacar, de 22 anos, que alcançou a marca de 15 minutos e 24 segundos.

Segunda etapa - Roskilde > Nyborg - 2 de julho

Ainda na Dinamarca, o trajeto de 199,2km entre as duas cidades foi vencido pelo holandês Fabio Jakobsen, que terminou a etapa em 4h34’34”. Com o título, essa foi a 50ª vitória da sua equipe, a Quick-Step Alpha Vinyl Team desde 2001 no Tour de France. Van Aert ficou em segundo lugar, seguido pelo dinamarquês Mads Pedersen.

O campeão da primeira etapa, Yves Lampaert, caiu na Ponte Great Belt, terminando em 15º.

Foto: A.S.O./Charly Lopez
Foto: A.S.O./Charly Lopez


Publicidade


“Foi “incroyable”, como diríamos em francês. Tem sido um longo processo [voltar após seu acidente com risco de vida em 2020], muitas pessoas me ajudaram a voltar, então esta vitória é para retribuir. Estou feliz por ainda gostar de correr e poder vencer!” disse o ganhador da etapa, Fabio Jakobsen.

Terceira etapa - Vejle > Sonderborg - 3 de julho

Três anos após sua última vitória no Tour de France, Dylan Groenewegen conquistou sua quinta vitória em etapas ao correr com sucesso em Sonderborg, atingindo a marca de 4h11’33” nos 182km do trajeto. Ele derrotou Wout van Aert, que ficou em segundo, e ainda Jasper Philipsen e Peter Sagan numa final apertada.

Foto: A.S.O./Charly Lopez
Foto: A.S.O./Charly Lopez


“Caí faltando 9km, mas a equipe me trouxe de volta. Enfrentei muita resistência do vento e minhas pernas estavam cansadas, mas ainda tinha o suficiente para chegar até a linha de chegada. Wout van Aert sempre brinca dizendo que se você não tem certeza de ter vencido, deve reivindicar a vitória comemorando. Foi isso que eu fiz. Só entendi que ganhei quando minha equipe começou a gritar no carro de apoio”, disse Dylan.

Publicidade


Quarta etapa - Dunkerque > Calais - 5 de julho

Um dia depois da folga para transferência das equipes entre a Dinamarca e a França, Wout van Aert conquistou uma vitória solo em Calais depois de não vencer o contrarrelógio e os sprints na Dinamarca. Primeiro a chegar após três empates de segundo lugar, o belga ampliou a liderança na classificação geral na véspera da etapa que teve paralelepípedos, em Arenberg. Van Aert, que já vestia a jersey amarela de melhor classificação no ranking, completou os 171km da etapa de colinas na marca de 4h01’36”. Jasper Philipsen venceu o sprint oito segundos atrás do “Maillot Jaune” (como se chama a jersey do primeiro do ranking) e o francês Christophe Laporte completou o pódio.

Foto: A.S.O./Charly Lopez
Foto: A.S.O./Charly Lopez


“Eu não queria correr o risco de perder mais. Era bastante óbvio que estávamos tentando algo com a equipe. Estávamos em uma posição perfeita com Nathan [van Hooydonck] e Steven [Kruijswijk]. Ouvimos pelo rádio que havia algum dano, então dei todo gás para ver o que aconteceria. Nos últimos 10km eu fui com tudo. Esta jersey dá asas! Foi definitivamente uma subida difícil, mas esta etapa foi toda difícil.

Quinta etapa - Lille Métropole > Arenberg Port du Hainaut - 6 de julho

O australiano Simon Clarke conquistou sua primeira vitória na etapa do Tour de France. O veterano da Israel-Premier Tech, de 35 anos, superou Taco van der Hoorn na linha de chegada, enquanto Edvald Boasson Hagen completou o pódio. No trajeto de colinas de 157km, Wout van Aert caiu antes do trecho de paralelepípedos e teve de esperar pelo companheiro de equipe. Jonas Vingegaard, que havia furado o pneu. Apesar dos contratempos, ele conseguiu manter a jersey amarela por uma margem de 13 segundos sobre o americano Neilson Powless.

foto: A.S.O./Charly Lopez
foto: A.S.O./Charly Lopez


“Depois do inverno que eu tive, eu não tinha time e Israel-Premier Tech me ligou. Foi me dada essa chance. Hoje é a realidade que tudo pode acontecer se você aproveitar a oportunidade. As etapas que ganhei em La Vuelta e a jersey rosa que ganhei no Giro vieram na primeira semana da corrida. Então pensei que hoje talvez fosse o dia… Mas ainda não consigo acreditar. Fui o mais forte que pude até a linha. Eu me mudei para a Europa para correr quando tinha 16 anos e farei 36 no segundo dia de descanso do Tour, então depois de 20 anos, agora o sonho se torna realidade” disse o australiano.

Publicidade


Sexta etapa - Binche > Longwy - 6 de julho

foto: A.S.O./Charly Lopez
foto: A.S.O./Charly Lopez

Com a etapa sendo iniciada no terceiro país europeu, a Bélgica, o esloveno Tadej Pogacar venceu a etapa 6 em Longwy na marca de 4h27’13” e assumiu a liderança na classificação geral depois que Wout van Aert seguiu na frente durante toda etapa exceto nos últimos onze quilômetros na etapa mais longa da 109ª edição do torneio. Completaram o pódio dos 220km do percurso o australiano Michael Matthews e o francês David Gaudu completaram o pódio. Com a vitória, Pogacar conquistou a jersey amarela de Van Aert.

Sétima etapa - Tomblaine > La Super Planche des Belles Filles - 8 de julho

foto: A.S.O./Charly Lopez
foto: A.S.O./Charly Lopez

Tadej Pogacar conquistou sua segunda vitória consecutiva em La Super Planche des Belles Filles ao superar Lennard Kämna a 100 metros da final, chegando junto também de Jonas Vingegaard. Até esta etapa, de 176,5km, quatro participantes já haviam desistido da competição, que largou com 172 ciclistas.

Oitava etapa - Dole > Lausane - 9 de julho

Saindo da França e chegando na Suíça numa etapa de 186,5km. 170 pilotos largaram e dois deles não puderam correr: Geoffrey Bouchard (AG2R-Citroën) e Vegard Stake Laengen (UAE Team Emirates) testaram positivo para Covid-19.

foto: A.S.O./Pauline Ballet
foto: A.S.O./Pauline Ballet


Wout van Aert conquistou sua segunda vitória no Tour de France 2022 ao superar Michael Matthews e Tadej Pogacar na rampa do Estádio Olímpico de Lausanne, na Suíça. O belga, que chegou na marca de 4h13’06”, ampliou largamente sua liderança na competição por pontos, enquanto o esloveno ganhou mais quatro segundos de bônus de tempo, mas seu terceiro lugar permitiu que Magnus Cort continuasse classificado como rei das montanhas.

Até aqui, Pogacar ainda veste a jersey amarela de primeiro lugar no ranking com diferença de 39 segundos para o dinamarquês Jonas Vingegaard.




Relacionados

Comentários

Outras notícias

Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência no site. Ao continuar navegando você concorda com a nossa política de privacidade.