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Tom Boonen é tricampeão da Paris-Roubaix


17 ABR, 2009     Péricles    
     


Tom Boonen confirmou novamente que é o "rei dos paralelepipedos" depois de vencer a Paris -Roubaix, considerada a "rainha das clássicas" pela terceira vez em cinco anos, no último domingo de Páscoa, dia 12 de abril de 2009.

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Uma semana após Stijn Devolder defender seu título no Tour de Flanders abordo da Tarmac SL2, Boonen fez a mesma coisa no quente e úmido domingo de Páscoa abordo da sua S-Works Roubaix SL2, dando a ambos um lugar único na história do ciclismo mundial, por serem os primeiros colegas de equipe a defender as vitórias em Flanders-Roubaix, respectivamente.

"Vencer sozinho em Roubaix é como um sonho," disse Boonen. "Honestamente, eu não pensei que venceria hoje. Não achei que estava com as pernas boas, mas eu estava no lugar certo no momento decisivo e comecei a me sentir melhor."

A vitória em Roubaix - considerada uma das corridas mais difíceis do ciclismo devido os 52.9km de paralelepípedos espalhalhos por 27 seções ao longo da competição com 259km entre Compiègne to Roubaix - nunca é fácil, como Boonen admitiu facilmente.

O capitão da Quick Step superou uma queda, um problema mecânico e evitou dois tombos na parte decisiva em Carrefour de l’Arbre, uma seção de paralelepípedos a 17km da chegada, que dividiu o pelotão de elite em seis ciclistas, no qual qualquer ciclista poderia vencer.

Boonen saiu do trecho de Carrefour na liderança com uma pequena vantagem de 10 segundos sobre o rival e amigo, Filippo Pozzato. O par pedalou na mesma cadência até ficar claro que o triunfo de Boonen estava assegurado com uma vantagem final de 47 segundos. Thor Hushovd subiu no pódio na terceira colocação após superar no sprint, Leif Hoste e Johan Van Summeren.

"Eu sofri uma queda no início e foi difíicil de recuperar. Depois ainda tive uma roda quebrada por 30km, só então finalmente resolvi trocá-la. Na parte final eu comecei a me sentir melhor," relembra Boonen. "Ataquei no trecho do Carrefour e continuei forte. Eu não sabia que tinha ocorrido tombos atrás de mim. Eu sabia que Pozzato estava perseguindo. Esse foi um belo duelo entre grandes campeões. Isso é bom para o ciclismo."

Boonen ainda teve muito tempo para fechar o ziper da camisa da Quick Step e levantar os braços com os três dedos simbolizando suas três vitórias. "Essa foi a vitória mais difícil das três," conta. "Na verdade eu sentia menos pressão do que no ano passado, quando parecia que todos pensavam que era minha última chance de vencer uma grande corrida. Eu acho que essa é a melhor temporada de toda minha carreira. Eu tenho ficado entre os os ciclistas que decidem em todas as corridas que participei até agora".

Vencer o "Inferno do Norte" tornou-se um hábito para o Tom "Tornado", que conquistou sua primeira vitória em 2005. Com isso ele está muito próximo de alcançar o recorde de quatro vitórias de Roger de Vlaeminck.

"A chave do sucesso em Roubaix é nunca deixar morrer. É uma corrida sobre sobreviver, sobreviver e sobreviver," disse Tom. "Eu não sei porque sou tão bom nos paralelepípedos. O segredo é nunca desistir."

Esse foi mais um dia espetacular para a equipe Quick Step, com quatro ciclistas entre os Top 14. Sylvain Chavanel ficou em oitavo, Wouter Weylandt em 11º e Kevin Van Impe em 14º. O ciclista Maaten Wynants também esteve no pelotão de 11 ciclistas que escaparam quando faltava 70km para a meta final.

"Essa foi outra corrida linda com a vitória da equipe", disse o feliz Chavanel. "Eu fiz muita força no início e depois fui afetado por tombo em Arenberg. Acabei pagando por isso no final. Eu não corria em Roubaix desde 2001, então terminar em 8º e ter a vitória da equipe foi extraordinário".

Apesar do início fantástico nos primeiros dois terços da corrida, as coisas não saíram como o planejado para a equipe Saxo Bank. O time Saxo Bank colocou Kasper Klostergaard na primeira fuga do pelotão, depois o campeão de 2006, Fabian Cancellara que retomou sua plena condição física após algumas contusões na primavera, liderou o grupo principal nos paralelepípedos de Arenberg, com 92.5km para a chegada.

Em um ponto da prova, a Saxo Bank tinha seis ciclistas no pelotão principal a menos de 50km do final, mas o time terminou sem chances de disputar a vitória por não acompanhar os ataques de Hushovd e Boonen.

Matti Breschel deixou escapar a 10ª posição após ser superado no sprint pelos adversários já no velódromo Kur-Asle Arvesen, finalizando na 16ª colocação e Marcus Ljungqvist foi 30º a 6:32 do líder.


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