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ZÉ DO PEDAL VAI DESCER O RIO SÃO FRANCISCO EM UM PEDALINHO


15 MAR, 2002     Pedro Cury    



O ciclista mineiro, José Geraldo de Souza Castro (Zé do Pedal), que ficou conhecido nos anos 80, após ter viajado em bicicleta para a copa do mundo de futebol na Espanha e ter dado a volta ao mundo, também em bicicleta, está de volta com um novo projeto: viajar de Nova York ao Rio de Janeiro em um barco a pedal, cobrindo uma distância de aproximadamente 23.000 quilômetros. O projeto denominado "Da Liberdade ao Cristo”, tem por objetivo procurar conscientizar a todas as pessoas da urgente necessidade de manter limpos nossos rios, lagos e oceanos, principalmente as nascentes. De acordo com o ciclista, “caso continuemos a poluir e não cuidar nossas águas, o futuro da vida no planeta estará ameaçado. Deve ser prioridade da vida de todo cidadão fazer a sua parte. Só assim estaremos evitando guerras, acredite, por um simples copo...de água. Por esta razão, quero chamar a atenção do mundo, fazendo um apelo ao aglomerado humano através desta viagem, de tal maneira que as diferentes organizações sociais (governamentais, não governamentais, políticas, intelectuais e econômicas) - a nível mundial - se juntem a esta causa, mediante a qual se pretende alcançar importantes resultados dignos de interesse internacional. Só assim, mediante um trabalho interdisciplinar, poderá gerar condições de sensibilizar a um maior número de pessoas sobre os problemas fundamentais da água no planeta, através da difusão de fotos e dados dos resultados desta viagem.” Concluiu Zé do Pedal.

Para fazer o lançamento e promover o projeto, Zé do Pedal estará saindo no dia 22 de março (dia internacional das águas), da cidade de Três Marias (Minas Gerais) para uma viagem até Aracaju (Sergipe) no oceano Atlântico. A viagem, de 3000 quilômetros, será realizada em um barco tipo pedalinho, doado pela empresa PLAYBALSA, percorrendo o rio São Francisco até sua foz, e depois, pelo mar até a capital do estado de Sergipe. “Escolhi o rio São Francisco porque ele é um rio místico e que conta muito do sonho brasileiro, é uma beleza que se renova a cada dia com sua beleza e mistério. Vai ser muito emocionante viver este momento no VELHO CHICO, e tentar mostrar ao Brasil, um rio diferente, um rio que luta para manter viva as tradições e os sonhos daqueles que depositaram nele toda a sua esperança de um amanhã melhor”.

O rio São Francisco nasce preguiçosamente a 1285 metros sobre o nível do mar, na Serra da Canastra no município de São Roque de Minas em Minas Gerais, serpenteando, ele percorre os estados da Bahia, Pernambuco, Alagoas e Sergipe até chegar ao mar.

Durante os seus 3160 quilômetros de percurso, o rio atravessa o semi-árido nordestino tornando-se um fator fundamental para a economia da região, ao permitir uma intensa atividade agrícola em suas margens e ainda oferecer condições para a irrigação artificial em áreas mais distantes, amenizando assim, um pouco do sofrimento dos brasileiros que habitam aquelas paragens. Lamentavelmente, nem tudo são flores no caminho do Velho Chico; As constantes agressões, bem como o intenso desmatamento em suas margens, desmoronamentos de barrancos e poluição por coliformes fecais e metais como cádmio, mercúrio, zinco, chumbo, etc, fazem com que o rio São Francisco sofra os efeitos de um constante processo de degradação.

O pedalinho a ser usado nesta viagem mede 2.40x1.20 e pesa 117 quilos, e foi cedido pela empresa PLAYBALSA (playbalsa@novanet.com.br), da cidade do Rio de Janeiro.

Zé do Pedal batizou o pedalinho de “Sir Blake”. Uma homenagem póstuma ao navegador neozelandês Sir Peter Blake, que havia partido desde Auckland, Nova Zelândia, em novembro de 2000 a bordo do veleiro “Seamaster”, e tinha como objetivo educar a população nos quatro cantos do mundo sobre a importância de proteger o meio ambiente, ajudando assim, a proteger as águas do planeta e outros ecossistemas. A viagem de Peter Blake era parte de um projeto de exploração, organizando expedições a áreas estratégicas do Planeta, como a Antártica, o Ártico e grandes rios como o Nilo e o Amazonas.

Durante sua travessia, o navegador pode constatar que passados cinco anos desde que foram descobertas as ilhas South Shetland, a população de elefantes marinhos está quase extinta, e, na península Antártica o comercio das baleias azuis quase causou a dizimação total da espécie. Hoje apenas resta 1% da população original das espécies.

Peter Blake dizia “Se a água é boa, a vida é boa. Se há pouca água, há pouca vida. Sem água, não há vida”.

Peter Blake não pode continuar seu sonho de ver um mundo melhor para todos nos: o herói morreu assassinado covardemente a tiros quando seu barco (um dos veleiros mais sofisticados do mundo) estava ancorado na praia da Fazendinha, a 17 quilômetros de Macapá, foi invadido por um grupo de assaltantes que queriam roubar um bote inflável, relógios e um motor de poupa. A tripulação reagiu ao assalto, e Peter morreu, aos 53 anos, com dois tiros pelas costas.

Peter havia acabado uma importante etapa de seu projeto, a Amazônia, e na manhã seguinte daquele fatídico cinco de dezembro de 2001, zarpariam rumo a Venezuela.

Para realizar a viagem pelo São Francisco, Zé do Pedal conta com o apoio das seguintes empresas: Vurk Design, Playbalsa, Transportes Eureka, Number One Instituto de Idiomas.

As pessoas, empresas e entidades que queiram entrar em contato com o Zé do Pedal, o endereço é: José Geraldo de Souza Castro, Travessa do Castelo 80/101, Centro, 36570-000, Viçosa – Minas Gerais, fax: (xx31)3891-2883, Celular: (xx31) 9125-0383. E-mail: zedopedal@zedopedal.com.br, hp www.zedopedal.com.br


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