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Teste - TSW e-Quest X0 2024

O Pedal andou na e-bike nacional de configuração mais avançada do mercado até o momento

A TSW lançou uma linha bem extensa de modelos no início desse ano. Entre as novidades da marca nacional, um grande destaque foi a TSW e-Quest versão X0, uma mountain bike elétrica de carbono, full suspension, com transmissão AXS, com câmbio traseiro SRAM X0 Eagle Transmission T-Type (eletrônico e wireless) já com o sistema de montagem Full Mount e com as suspensões controladas pelo sistema Rockshox Flight Attendant.

Teste - TSW e-Quest X0 2024
Teste - TSW e-Quest X0 2024    Pedro Cury


Com essa configuração, a TSW e-Quest X0 se torna, até o momento, a e-bike nacional de configuração mais avançada do mercado e uma das mais avançadas do mundo. A linha TSW e-Quest conta também com outras configurações, que testamos aqui.

Índice - Review TSW e-Quest

  1. Vídeo - Resumo da e-Quest
  2. Impressões Iniciais
  3. Ficha Técnica
  4. Geometria
  5. O Teste
  6. Pros
  7. Contras
  8. Conclusão
  9. Vestuário


Vídeo - Uma visão rápida da TSW e-Quest X0 2024



Impressões Iniciais

Teste - TSW e-Quest X0 2024
Teste - TSW e-Quest X0 2024    Pedro Cury


A bike chama muita atenção pelo setup topo de linha. Quase não se vê cabos, já que os passadores, câmbios e canote são wireless (toda a comunicação é sem fio). O sistema Rockshox Flight Attendant adiciona uma pequena caixa externa (e bateria) integrada a suspensão dianteira, amortecedor traseiro e canote, o que desperta curiosidade de quem não conhece a nova tecnologia. E para completar, no topo da suspensão dianteira, do lado direito, ficam os 3 leds do sistema, sempre com algum aceso ou piscando.

A bateria é integrada e tudo muito “clean”, passando despercebida como uma bike elétrica para olhos mais distraídos. A única coisa que destoa são os punhos de silicone, sem sistema lock-on. Uma escolha bem errada, mas felizmente fácil de corrigir.

Mais um componente que está na lista dos sonhos atuais é o câmbio traseiro que agora conta com o “indestrutível” sistema Full Mount. Nesse sistema, ao invés de gancheira, o câmbio traseiro encaixa diretamente no quadro por um eixo passante, tornando o sistema muito resistente a impactos. A TSW acertou em cheio na construção do quadro, pois para usar essa tecnologia, o quadro precisa ter construção compatível com o novo sistema UDH (Universal Derailleur Hanger), uma proposta de licença aberta que busca padronizar o sistema de gancheiras.

Apps e Configuração Geral

Inicialmente, por ser um sistema novo e todo digital, a configuração da bike pode ser intimidadora. Afinal, são 2 botões em cada passador e 3 botões na suspensão dianteira, além do display com mais 2 botões e diferentes telas. Tudo isso alimentado por 4 pequenas baterias da SRAM e a bateria do motor Shimano EP8 (interna, não removível).

Apps da SRAM e RockShox configuram a bike
Apps da SRAM e RockShox configuram a bike


Porém, uma vez que se entende como o sistema funciona, fica fácil. O App SRAM AXS permite que você crie uma bike e então sincronize (pareando por bluetooth) todos os componentes wireless, que no caso da TSW são: sensor de pedalada, passadores esquerdo e direito, câmbio traseiro, canote, amortecedor traseiro e suspensão dianteira. Após a sincronização, é preciso calibrar as suspensões, um processo também muito fácil que não leva nem um minuto. Uma vez que os componentes estão sincronizados e as suspensões calibradas, não é preciso fazer o processo novamente.
SRAM AXS - Baterias e carregador
SRAM AXS - Baterias e carregador    Pedro Cury


Feita a sincronização, você pode ajustar:

- As funções dos botões dos passadores, escolhendo qual sobe e qual desce as marchas, qual ativa o canote dropper e qual controla as suspensões.
- A quantidade de marchas que são alteradas caso você segure o botão do passador.
- O LSC (compressão de baixa velocidade) das duas suspensões, de forma independente.
- O “Bias” da suspensão, que é a tendência do sistema de ajuste da suspensão tender mais para o aberto, neutro ou mais para o fechado (são 5 posições).
- O “modo override” da suspensão, que permite que você mantenha o comportamento da suspensão (em Open, Pedal ou Lock), através do botão do passador, desabilitando o modo automático.

Todos os ajustes de suspensão também podem ser feitos pelos botões na própria suspensão dianteira, exceto o modo Override.

Display e Motor Shimano EP8

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Teste - TSW e-Quest X0 2024    Pedro Cury

Uma bike assistida (elétrica), possui 4 componentes no sistema: Motor, Passador, Display e Bateria. Cada um desses componentes tem variações de modelos, que podem te dar maior ou menor flexibilidade.

O display SC-EN600 que vem neste modelo, em conjunto com o motor EP8, permite a conexão do aplicativo Shimano E-Tube via Bluetooth e através dele é possível configurar alguns detalhes do funcionamento do sistema, como: quantidade de modos de assistência, torque mínimo e máximo de cada modo e o quão progressivo é a resposta do motor. Também é possível configurar a velocidade em que o motor para de oferecer assistência, sendo o máximo 32 km / h.

Nossa bike veio configurada com 7 modos de assistência e mantivemos assim, já que no passado testamos apenas configurações com 3 modos.

Uma coisa que nos chamou atenção negativamente foi a posição da porta de carregamento da bike, que fica na parte do quadro acima do pedivela. Apesar de outras marcas terem também esse design, ao nosso ver, é um local mais exposto à água e lama. Andamos nessas condições e não tivemos problemas, mas foi algo que nos acendeu um sinal amarelo. Conversando com a TSW eles afirmaram estar observando essa questão, mas não acreditam que será um problema.

Ficha Técnica

Quadro: Full de Carbono T700 / T800 / T1000 | padrão UDH
Suspensão dianteira: RockShox Lyrik Ultimate Flight Attendant AXS| Curso 160mm
Amortecedor traseiro: Rockshox Super Deluxe Flight Attendant AXS
Motor: Shimano EP8, potência de 250Wh
Bateria: Shimano Steps 630Wh
Display: Shimano Steps SC-EN600
Guidão: TSW Quest, alumínio, 800mm x 35mm | Backsweep: 7º | Upsweep: 5º
Mesa: 50mm x 35mm
Freios: SRAM Code SLV, rotores 220mm frente, 200mm trás
Câmbio traseiro: SRAM X0 Eagle Transmission T-Type
Cassete: SRAM X0 Eagle AXS
Passadores: AXS Pod Ultimate Controller
Pedivela: Shimano FC-EM600 - STEPS E-BIKE
Abraçadeira: 34,9mm
Canote: RockShox Reverb AXS
Pneus: Vittoria Mazza 2.60 frente e Mazza 2.40 atrás
Rodas: WTB Kom Trail i35 29" | 35mm interno | Alumínio
Peso divulgado: 23,26kg
Preço: R$84.990,00
Garantia: XXX

Geometria

TSW e-Quest 2024 - Geometria
TSW e-Quest 2024 - Geometria

O quadro das três versões da e-Quest são iguais, logo, os modelos compartilham a mesma geometria já que tem o mesmo curso na suspensão dianteira.

Quem gosta de um rolé mais agressivo puxado para o Enduro, já corre pra ver o ângulo de direção. A versão testada tem 65,5o de direção, número interessante pra uma bike trail / all mountain e no meio do caminho para enduro nível mais hardcore. Outro ótimo acerto foi no ângulo do tubo do selim, com 76 graus, a tornando bem confortável e eficiente para pedalar nas subidas. O números de stack e reach também estão bem na média esperada.

É uma geometria bastante adequada para a realidade da imensa maioria das trilhas brasileiras, onde em poucos lugares vamos encontrar obstáculos que realmente exijam uma bicicleta muito mais longa ou com ângulo de direção super aberta.

O Teste

Testar uma MTB elétrica, com essa geometria e toda essa tecnologia é um sonho! Andamos em todos os lugares que nosso tempo com a bike permitiu, entre eles: Vista Chinesa, Floresta da Tijuca, Parque da Cidade de Niterói e Montanha Azul Bike Park em Itaipava, todos na cidade / estado do Rio de Janeiro.

Teste - TSW e-Quest X0 2024
Teste - TSW e-Quest X0 2024    Pedro Cury


Nessa variedade de trilhas encontramos tudo que é necessário para um teste detalhado: pedras, drops, raízes, saltos, curvas, trechos velozes, trechos técnicos travados e lama, além de ter deslocamentos longos onde usamos toda a bateria. Como de costume, nossos testes levam a bike ao extremo, usando em todos os cenários para que foi projetada e eventualmente extrapolando um pouco o uso tradicional.

O piloto de teste dessa vez foi nosso editor Pedro Cury, com mais de 25 anos de MTB e com experiência em provas de enduro e também com bikes assistidas.

Suspensões

Teste - TSW e-Quest X0 2024
Teste - TSW e-Quest X0 2024    Pedro Cury

Um dos principais destaques são as suspensões, não só pelo sistema Flight Attendant, mas também pela suspensão dianteira Rockshox Lyrik e o amortecedor traseiro Rockshox Super Deluxe serem topo de linha, mesmo em suas versões sem o sistema automático.

Regulamos ambas as suspensões de acordo com as recomendações padrão da Rockshox, fazendo o SAG e ajustando o retorno de acordo com as instruções do App Rockshox Trailhead. Seguindo essa tabela, nosso SAG ficou um pouco conservador, em 25%. Diminuímos um pouco o retorno apenas quando andamos nos bike parks com trilhas mais lisas e fluidas.

As duas suspensões contam também com regulagem de compressão de baixa velocidade (LSC), que deixamos em posição mediana.

Sistema Rockshox Flight Attendant

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Teste - TSW e-Quest X0 2024    Pedro Cury

O sistema de ajuste de suspensões e acionamento de canote tem mais opções do que imaginamos - e isso é ótimo.

Suspensões em automático
O principal benefício do sistema é o ajuste automático entre as posições Open, Pedal e Lock, tanto da suspensão dianteira, quanto traseira. Para quem não sabe, a posição Open (aberto) permite o livre e total funcionamento das suspensões. A posição Lock (fechado) deixa as suspensões bem duras ou travadas, evitando seu funcionamento (para melhor desempenho em subidas ou sprints). Já a posição Pedal é intermediária.

O sistema, através dos seus sensores avaliam qual é a melhor opção de funcionamento das suspensões e escolhe a posição automaticamente. É levado em consideração, a inclinação, velocidade e cadência.
Teste - TSW e-Quest X0 2024
Teste - TSW e-Quest X0 2024    Felipe Almeida


Não gosta do automático ? Sem problemas!
Porém, é possível colocar o sistema no modo manual, onde você pode escolher, pelo passador ou pela suspensão dianteira, que modo quer usar. Existe também o modo Override que citamos acima, onde você pode rapidamente pelo passador, fixar o funcionamento em um dos modos e pelo mesmo botão, voltar ao automático. Pra completar, há também o Safe Mode, um modo que é ativado quando as baterias estão fracas e força às suspensão a ficarem apenas na posição aberta (que é mais segura). Vamos explicar como funcionou a suspensão nas diversas situações de uso.

Descendo

Uma bike assistida, com esse curso, proposta e configuração pede para ser desafiada nas descidas. Apesar de ser capaz de fazer qualquer tipo de rolé, a geometria, pneus, suspensões e demais detalhes a colocam capaz de encarar qualquer condição: e é justamente isso que fizemos.

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Teste - TSW e-Quest X0 2024    Felipe Almeida


Exceto em uma pista lisa e com saltos, onde fixamos as suspensões na posição “Pedal”, usamos o modo automático, no qual o sistema optou, de forma correta, por deixar as suspensões abertas todo o tempo. Nessa posição, o funcionamento das suspensões foi exemplar.

Os obstáculos maiores, com a bicicleta ainda no chão, não foram problema. A bike atropelou tudo, de forma suave e usando todo o curso e sem qualquer sensação de fim de curso ou batida mais seca. O ajuste indicado pelo app funcionou muito bem para todas as situações.

Uma característica que gostamos muito foi a facilidade de tirar a bike do chão quando impulsionada com algum obstáculo como uma raiz, pedra ou mesmo relevo natural da trilha: basta soltar os freios, posicionar corretamente o corpo ou puxar, que ela voa! Uma característica proporcionada pelo sistema de suspensão somado a geometria acertada. Essa sensação nos fez esquecer por algumas vezes que estávamos com uma e-bike.
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Teste - TSW e-Quest X0 2024    Felipe Almeida


Um outro grande acerto foram os freios SRAM Code SLV. Com 4 pistões e rotores de 220mm na frente e 200mm atrás, funcionaram perfeitamente em todas as situações, especialmente quando precisamos “ancorar” a bike nas emergências ou erros. Os freios também tem ajuste tanto do curso da manete, quanto da pegada da pastilha, sem precisar de ferramentas.

Os pneus Vittoria e-Martello 2.6 na frente e e-Mazza 2.4 atrás, de grande volume e montados com tubeless (diferente da configuração de venda) em aros WTB com largura interna de 35mm, permitiram o uso com pressões baixas e também engoliram tudo, com apenas algumas observações nas curvas, que vamos falar abaixo.

Não tivemos também qualquer problema com o canote wireless Rockshox Reverb AXS: funciona rapidamente e ficamos satisfeitos que ele encaixa completamente dentro do quadro, permitindo o uso na posição mais baixa possível.

Tudo isso somado, nos trouxe uma grande sensação de segurança e rápida adaptação com a bike nas situações mais difíceis.

Saltos

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Teste - TSW e-Quest X0 2024    Felipe Almeida

Encarar drop offs e mesas com a bike foi muito natural. Como falamos anteriormente, ela traz muita segurança e é fácil tirar a bike do chão. Também gostamos da maneira como ela absorveu os impactos de recepções mais planas, sem qualquer batida seca e boa progressividade.

Em uma pista com terreno mais liso e com saltos, experimentamos usar a suspensão na posição “Pedal”, onde oferece maior resistência a comprimir todo seu curso e logo não altera tanto a geometria e nem “come” demais a velocidade nos saltos. A experiência foi interessante, sem qualquer problema também nas aterrissagens. Em teoria, fazer um ajuste fino de LSC, traria efeito parecido no modo Open. Mas não exploramos tão a fundo.

Curvas

A bike também foi muito bem nas curvas, sendo muito fácil de mudar de direção e se posicionar, mesmo com o peso de uma bike elétrica. Poder ajustar a compressão de baixa velocidade (LSC) também ajuda muito a manter a bike em curso intermediário em curvas de maior pressão. Não tivemos problemas com isso usando a configuração intermediária (5 de 10).

Teste - TSW e-Quest X0 2024
Teste - TSW e-Quest X0 2024    Felipe Almeida


Em uma situação específica - nas curvas rápidas, secas, lisas e soltas - sentimos um pouco a tendência dos pneus escorregarem se você descuidar. Então observamos o desenho do E-Martello e E-Mazza pelo site da Vittoria, descobrimos que ambos os pneus não são direcionais, ou seja, podem ser usados tanto na frente, quanto atrás. Porém, pneus com desenhos similares ao do e-Mazza muitas vezes são usados na dianteira. Ficamos curiosos para saber como seria o comportamento invertendo os pneus, mesmo quebrando uma regra geral de que pneus de maiores larguras devem ficar na frente. Talvez a TSW poderia ter na configuração, ambos os pneus de mesmo tamanho, trazendo flexibilidade desse uso. Não podemos falar que isso é um defeito, mas poderia trazer esse plus de flexibilidade, fora que para uma proposta “racing”, ambos pneus com largura 2.4” atenderiam bem.

Subindo

O motor Shimano EP8 tem força mais do que suficiente para encarar qualquer subida. O limite que enfrentamos foi apenas a habilidade do piloto e em muito poucas situações falta de tração dos pneus - não por não terem tração, mas porque foram situações extremas, de muita inclinação e lama.

TSW e-Quest subindo
TSW e-Quest subindo    Felipe Almeida


Como falamos, o motor veio configurado com 7 níveis de assistência. Para dosar bem a bateria, usamos na maioria do tempo o nível 2 e 3, que foram suficientes para subidas mais lisas. Quando ficamos mais cansados ou em trechos técnicos, dificilmente passamos do nível 5. Se continuássemos com a bike, mudaríamos a configuração para 4 ou 5 níveis, para facilitar o uso.

Claro que também nos divertimos no modo turbo, usando a força máxima, para cruzar as subidas como se fossem descidas - e isso é uma experiência muito divertida que só bikes elétricas proporcionam! Claro que você pode acelerar nas subidas em uma bike comum, mas por quanto tempo?

Transmissão Wireless - SRAM AXS

Teste - TSW e-Quest X0 2024
Teste - TSW e-Quest X0 2024    Pedro Cury

Essa foi nossa experiência mais extensiva com a transmissão SRAM wireless e gostamos bastante. Uma vez configurado, não tivemos qualquer problema e é interessante as possibilidades que o sistema permite, como configurar as marchas do lado esquerdo ou direito, no botão de cima ou de baixo e a passagem de marchas múltiplas quando pressionado.

Uma outra vantagem do sistema da SRAM T-Type é que é possível trocar marchas "under load", ou seja, enquanto se está pedalando forte. Outras transmissões, especialmente as mais antigas, traziam risco da corrente estourar, devido ao o torque do motor. Isso é uma vantagem essencial

A única desvantagem da escolha da SRAM é não contar com a possibilidade de usar o sistema Shimano auto-shift, as marchas automáticas que já falamos aqui. Esse motor permitiria essa possibilidade se usado com transmissão Shimano. Não é um ponto negativo, apenas uma escolha das vantagens da SRAM vs Shimano. Outras versões da e-Quest contam com essa tecnologia.

A questão que fica é a que todos se perguntam: pode dar algum problema que seria mais fácil resolver com um sistema tradicional de cabos ? Vale o preço alto do sistema ? Talvez com um preço acessível, basta substituir um passador ou câmbio caso haja algum problema, especialmente em uma competição de múltiplos dias ou viagem. Temos que admitir que é muito prático aparafusar um passador ou câmbio e apenas parear com o resto do sistema, sem se preocupar com cabos.

Autonomia da TSW

Teste - TSW e-Quest X0 2024
Teste - TSW e-Quest X0 2024    Pedro Cury


A bateria de 630 Wh, montada no motor Shimano EP8 é uma configuração bem padrão encontrada em outras bikes. Nossa experiência foi bem similar a dos outros motores Shimano - se houve maior ou menor autonomia, não notamos. Para nós, isso só será notado ao usar baterias de maior capacidade ou os motores mais leves que entram muito menos potência.

Essa é uma pergunta recorrente e que não existe uma resposta pronta. A autonomia de uma bicicleta elétrica depende de vários fatores, como peso do ciclista, preparo físico, perfil de inclinação, quantidade do uso do motor, entre outros fatores.

Pros

- Geometria / construção do quadro
- Sistema Flight Attendant
- Transmissão SRAM AXS T-Type

Contras

- Punhos de silicone, sem lock-on
- Pneus de tamanhos diferentes

Conclusão

A TSW e-Quest não só é a bike nacional de configuração mais avançada atualmente, mas também supera as expectativas no que se propõe: ser uma e-MTB para trail / enduro. A escolha dos componentes, funcionamento das suspensões e geometria do quadro trazem uma pilotagem que vai agradar até aos mais exigentes.

É claro que isso tem um preço alto e não esperávamos nada diferente. Ainda assim, a configuração mais próxima que achamos em um modelo importado, fica quase 40% acima desse valor. A boa notícia é que as outras versões usam o mesmo quadro, porém com configurações mais modestas e vão oferecer parte da experiência dessa experiência de pilotagem.

Para quem é a TSW e-Quest X0

Na nossa avaliação, a bike tem uma configuração perfeita para competições de e-bike, especialmente de enduro, uma vez que tem componentes topo de linha, especialmente com o sistema eletrônico de suspensão que propicia um ganho marginal que pode fazer diferença e uma configuração bem robusta.

Teste - TSW e-Quest X0 2024
Teste - TSW e-Quest X0 2024    Felipe Almeida


Ao mesmo tempo, a bike vai agradar aos entusiastas de novas tecnologias, que gostam de alta personalização, usar a bike sem precisar se preocupar e principalmente que já encaram trilhas mais técnicas e querem subir de nível com a pilotagem que a bike permite.

Uma MTB assistida atende basicamente a qualquer situação de trilha, e no caso da e-Quest, as situações mais extremas. A escolha fica limitada pelo altíssimo preço de ter as últimas tecnologias, se justificando melhor para os casos acima.

Vestuário

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Teste - TSW e-Quest X0 2024    Felipe Almeida

Piloto: Pedro Cury - Perfil no Strava
Capacete Lazer Coyote Kineticore
Sapatilha Giro Latch
Camisa AR Sports All Mountain Olive
Bretelle La Maglia Endurance
Bermuda Vortek
Luvas Vortek Flow
Óculos Shimano

Mais sobre TSW e-Quest
Para saber mais, acesse o site oficial da TSW ou a página de modelos da E-Quest 2024. Veja também os lançamentos da TSW 2024 aqui.


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