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Teste - Specialized Turbo Levo Carbon Comp 2018


10 JUL, 2018     Pedro Cury     1    



Lançada em 2016, a Turbo Levo é a primeira mountain bike elétrica da Specialized e uma das primeiras do mundo a serem oferecidas comercialmente em larga escala. Com um sistema integrado e um projeto totalmente voltado ao pedal assistido, a bike rapidamente tornou-se referência neste mercado.

Lançado originalmente em alumínio, o modelo ganhou recentemente uma versão em fibra de carbono, tendo diversas configurações disponíveis. Neste teste, você fica conhecendo todos os detalhes da Turbo Levo Carbon Comp 2018, opção mais simples com quadro de carbono.

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Impressões iniciais

A Specialized fez um excelente trabalho no visual da Turbo Levo. A bateria é integrada ao tubo inferior e o motor também fica interno, de forma bem discreta. Para olhos menos treinados, a diferença entre ela e uma bike "convencional" é pequena - prova disso é que em alguns casos, pessoas não entendedoras de bicicleta simplesmente não perceberam que tratava-se de uma elétrica quando estávamos com ela.

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   Pedro Cury

No caso da Turbo Levo, a maior diferença visual fica pelo avantajado tamanho da junção do tubo inferior com o seat tube, região que abriga o motor e seu sistema de engrenagens. No caso da versão testada, os largos pneus plus ainda fazem ela parecer mais uma bike de enduro do que uma elétrica. Apesar disso, o peso deixa bem claro que a Turbo Levo carrega "algo a mais", principalmente pela maior dificuldade em colocar a bike no rack do carro, por exemplo.

O quadro feito em carbono FACT 11m da Specialized foi pintado predominantemente com a cor preta, assim como a balança traseira em alumínio M5. O tubo superior recebeu uma coloração laranja que, em nossa bike de teste, já apresentava alguns sinais de desbotamento. O cabeamento interno trata de manter o visual limpo.

Ficha Técnica

Quadro: Carbono FACT 9m com traseira em alumínio M5 / curso 135mm / boost
Suspensão Dianteira: RockShox Revelation RC 6Fattie/29, 51mm offset, 34mm, curso 150mm
Amortecedor traseiro: RockShox Monarch RT
Aros: Roval Traverse 27.5, 38mm interno, tubeless ready, 24/28F
Cubos: Specialized
Raios: DT Swiss
Pneus: Butcher, GRID casing, Gripton compound, 2Bliss Ready, 27.5 x 2.8"
Freios: SRAM Guide RE
Rotores de Freios: 200mm
Passadores: SRAM GX
Câmbio traseiro: SRAM GX
Pedivela: Custom
Cassete: SRAM PG-1130, 11V, 11-42t
Corrente: KMC X11ET
Selim: Henge Comp
Canote: Command Post IRcc
Guidão: Specialized 780mm de largura / 27mm ride
Manoplas: Specialized Sip Grip
Mesa: Specialized Trail
Peso Aferido: 23,430 kg
Preço Sugerido: R$ 49.999,00

Componentes

A Turbo Levo Carbon Comp vem equipada com um garfo RockShox Revelation RC e um amortecedor RockShox Monarch RT com Autosag. A combinação proporciona 150mm de curso na dianteira e 135mm na traseira.

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   Pedro Cury
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   Pedro Cury
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   Pedro Cury

As trocas de marcha são realizadas por um câmbio traseiro SRAM GX de 11 velocidades e uma única coroa na pedivela. A relação aposta em um cassete 11-42t e em uma coroa de aço com 32 dentes.

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   Pedro Cury

O canote retrátil é um Command Post IRcc com 12 posições e funcionamento mecânico, com 125mm de curso. A mesa de 60mm segura no lugar um guidão com 780mm de largura e 27mm de rise. O selim é um Henge Comp. Como era de se esperar, todos com componentes do cockpit - até as manoplas, são feitas pela Specialized.

Pesos

Confira abaixo os principais pesos da Turbo Levo. Devido a complexidade do modelo, alguns componentes foram mantidos em seus lugares.

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Totais

Total Aferido: 22.430g

Rodas

Dianteira montada: 2.500g
Traseira montada: 2.600g
Roda Dianteira: 1.020g
Roda traseira: 1.250g
Pneus: 1.110g
Câmaras: 350g
Eixo traseiro: 40g

Componentes

Quadro + bateria + motor - Parcial* 12.290g
Selim
Manoplas Par: 83g
Guidão: 365g
Mesa: 130g
Disco: 189g
Pedais: 438g

Transmissão

Corrente: 256g
Cassete: 530g
Câmbio: 262g

Geometria

Com a geometria largamente inspirada na Stumpjumper FSR 6Fattie, o projeto da Turbo Levo é bastante moderno, com comprimentos e ângulos compatíveis com muitas trail bikes sem motor elétrico presentes no mercado. O modelo testado tem 66.1 graus na caixa de direção e 75.1 no tubo do selim - um pacote teoricamente bom em descidas, mas com o ciclista posicionado sobre o eixo do central, facilitando o trabalho nas subidas.

Apesar da caixa de direção bem inclinada, o tubo superior não é dos mais longos, tendo apenas 581mm - com isso, o tamanho M da bike tem apenas 411mm de alcance. Por conta do sistema de propulsão e do espaço ocupado pelos grandes pneus, a traseira não chega a ser super curta - o chain stay mede 459mm.

O Teste

Testar a Turbo Levo foi um desafio diferente para a equipe do Pedal. Afinal, apesar de já ter pedalado com bikes deste tipo, este foi nossa primeira avaliação de longo prazo com uma elétrica. Para deixar o teste bem completo, pedimos um tempo a mais com a bike para coloca-la em todo tipo de situação.

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Ao longo de 3 meses, aproveitamos a rapidez e flexibilidade de locomoção para fazer praticamente todas as trilhas técnicas do Rio, além de levar iniciantes para pedalar em locais que eles não aguentariam chegar.

No geral, o que mais nos impressionou foi justamente ela se comportar como uma bicicleta tradicional, quebrando aquele paradigma de que elétricas são motos, mobiletes ou "bicicletas de preguiçosos". A bem da verdade, nunca pedalamos tanto quanto com ela - com certeza uma das bikes mais pedaladas da história dos testes do Pedal.

Descendo

Com pneus grandes, boas suspensões e geometria relaxada, era de se esperar que a Turbo Levo fosse uma boa descedora. Porém, no caso desta bike, os predicados citados acima ganham uma característica inesperada - o peso da bike.

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Pode até parecer estranho, mas a verdade é que a grande massa acaba melhorando muito a estabilidade sobre terrenos acidentados. Em linhas gerais, ela se comporta como uma bicicleta normal, mas com uma dose extra de confiança.

Para completar, o peso está concentrado em partes baixas do quadro, atrapalhando muito menos a agilidade do que nós imaginávamos. Sim, é possível sentir uma diferença na hora de inclinar a bike em curvas ou desviar, mas rapidamente nos acostumamos com a sensação.

Durante o teste, passamos por trechos realmente técnicos e inclinados, repletos de pedras, erosões e muita raízes. Nestas situações, os pneus foram o destaque, com a bike engolindo praticamente tudo sem pestanejar. Esses pontos positivos, porém, acabam destacando uma fraqueza da bike: o curso da suspensão.

A verdade é que a Turbo Levo convida você a abusar cada vez mais da velocidade e da agressividade do terreno. Com isso, o curso de 150mm na frente e 135mm atrás, acabou sendo inferior a capacidade da bike. Em caso extremos, sentimos cansaço nos braços depois de muitas descidas. Não é a toa que a marca possui uma versão com mais suspensão, a Kenevo.

Vídeo - Helmet Cam com a Specialized Turbo Levo


Como o motor não te auxilia mais depois de 25km/h, a única situação que tivemos restrição foi quando tentamos seguir outros pilotos rápidos em algumas descidas em que era preciso pedalar pra ganhar mais velocidade - com 10 kg a mais de peso e sem ajuda do motor, a tarefa se torna difícil.

Agilidade e Saltos

Sim, a bike é pesada. Você sente isso quando inclina em curvas. Porém, com a concentração do peso no centro e embaixo da bike, saltar com a Levo te trás bastante segurança. A sensação é que é muito mais difícil virar pra frente ou pra trás se você se manter centrado na bike.

Subindo

As elétricas estão reinventando o esporte quando trata-se de subir. Isso porque, além da obvia vantagem de encarar grandes elevações sem necessariamente ficar super cansado, elas abrem a possibilidade e encarar novos desafios - com todas as adaptações de técnica decorrentes disso.

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Com o esforço sendo uma preocupação menor, detalhes como controlar a cadência para não patinar o pneu traseiro em terrenos escorregadios ou evitar empinadas quando o motor despeja potência em subidas insanamente inclinadas tornam-se os verdadeiros desafios. Para se ter ideia, em algumas situações chegamos a subir com o banco baixo para conseguir encontrar um posicionamento diferenciado.

Dito isso, é preciso ressaltar que a geometria da bike não é voltada para escaladas e, por isso, é preciso adaptar o jogo de corpo e a distribuição de peso para encarar os morros. Para um de nossos pilotos mais acostumado com bikes de XC, a Levo apresentou uma certa dificuldade em seguir a linha ladeira acima - obviamente fruto da geometria relaxada e da frente alta. Algumas outras marcas possuem propositalmente uma geometria mais equilibrada, defendendo que subir de E-MTB também faz parte da diversão.

No geral, a Turbo Levo sobe bem, com seus pneus enormes e com baixa pressão agarrando bem em diversos tipos de terreno. Para subir, descobrimos que é melhor manter a cadência constante e um pouco alta, já que o sistema demora um pouco para responder em re-acelerações, mesmo na configuração de resposta mais rápida.

Nas subidas muito inclinadas, sentimos uma dificuldade inesperada com a Turbo Levo. Nesta situação, é difícil entrar embalado por conta do corte do motor e, ao perder velocidade rapidamente durante a subida, o sistema demora para perceber que você precisa de mais potência. Com isso, a ajuda só aparece depois que você já esta muito devagar, fazendo você perder o embalo ou empinar.

Essa é uma situação extrema, que acontece pouco, mas abriria um novo leque de possibilidades, como subir por drops inclinados em que até mesmo alguns tem medo de descer.

Pedais longos

Como citamos acima, a Levo foi uma das bikes que nós mais pedalamos, tanto no quesito quantidade quanto na duração dos pedais.

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Em um de nossos testes, levamos um amigo iniciante para um pedal de asfalto que durou 50 km, com um total de 1000 metros escalados. No fim, a bike ainda tinha um resto de eletricidade "no tanque".

Já com ciclistas experientes, que fazem mais força e usam melhor as marchas, chegamos a pedalar 70 km, acumulando 1.700 metros.

A posição de pedalada é bem ereta e relaxada, o que não inspira muita velocidade. Até porque, a assistência elétrica termina em 25km/h e, a partir dai, o ciclista teria que vencer o arraste do ar e dos enorme pneus com as próprias pernas.

Suspensão

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   Pedro Cury
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   Pedro Cury


A suspensão dianteira possui apenas as regulagem de compressão e retorno, sendo que a primeira é um dial e não trava totalmente o funcionamento na posição mais fechada. Isso não atrapalhou em nenhuma situação, já que com o motor, a perda de energia com o movimento indesejado não é um dos maiores problemas - até porque sprintar em pé não é uma situação comum pra este tipo de bike.

Já no amortecedor traseiro, temos a alavanca de duas posições da compressão, que também não trava totalmente o movimento, o retorno e também a válvula de AutoSag - exclusividade da Specialized para ajudar a fazer o sag correto.

O funcionamento de ambas as pontas foi conforme o esperado, oferecendo progressividade, com suporte bem previsível ao longo do curso, e sem nenhuma batida seca. Como falamos mais acima, houve um cansaço dos braços em alguns momentos, que talvez seja por falta de mais curso em situações muito técnicas ou até mesmo algum reflexo do peso a mais do conjunto.

Freios
Os freios SRAM Guide RE ofereceram força suficiente para as situações que enfrentamos. Como as bikes são mais pesadas e muitas vezes pilotadas por praticantes com menos experiência, é preciso ter freios confiáveis. Esta versão do Guide é otimizada para bikes elétricas, oferecendo ainda mais frenagem que a versão tradicional que já conta com 4 pistões e, neste caso, rotores de 200mm.

Transmissão
Uma característica diferente da Levo é que só é possível passar uma marcha de cada vez, tanto leve, quanto pesada. Em alguns modelos antigos era possível passar mais, porém houve muito problema de quebra de componentes da transmissão, já que existe o torque forte do motor na corrente e essa múltipla mudança pode gerar situações extremas.

Novamente, por ter um motor, isso não é um problema. Não é na velocidade de mudanças que estávamos procurando o desempenho. Algumas pessoas podem apenas estranhar o "tranco" ao mudar marchas.

Rodas e pneus
A Turbo Levo pode usar também rodas 29", porém estávamos apenas com a versão 27.5+. A largura interna do aro de 38mm, somado aos pneus plus, obviamente faz um conjunto pesado. Novamente, isso não foi um grande problema por ser uma bike elétrica.

Em geral, as E-MTBs estão vindo com rodas e pneus mais robustos. Isso acontece porque além do peso maior da bike, muitos iniciantes no mountain biking passaram a praticar o esporte por causa da facilidade que o motor oferece. Em geral, esses praticantes acabam gerando um desgaste maior nas peças, por estarem acostumados e aliviarem menos os impactos, modularem os freios, etc.

Sendo assim, seria interessante poder testar rodas mais leves. Novamente, por ter um motor e um peso grande, talvez não seja uma grande vantagem.

Nos pneus plus é muito interessante o conforto e amortecimento que temos nesses modelos, inspirando muita confiança em trechos muito técnicos. O ponto negativo fica em curvas onde é preciso deitar a bike, em que eles tendem a ser um pouco mais lentos. Com os Specialized Butcher 2.8, a sensação não foi diferente. Usamos com câmara.

Neste modelo em especial, mesmo com pressão bem baixa (em torno de 14 psi na frente e 17 atrás), tivemos dificuldades e pedras e raízes molhados, precisando de cuidados extras.

Motor, Bateria e Sistema de Controle

A Turbo Levo testada já trabalha com o novo motor feito pela marca alemã Brose na versão 1.3 que fornece picos de potência de até 530 watts. Ele é alimentado pela bateria mais avançada da marca, que possui 504Wh de capacidade - ainda existe uma versão de 460Wh.

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   Pedro Cury

Seu funcionamento é relativamente silencioso - principalmente comparando às outras marcas - e a potência é fornecida de forma natural e gradativa, facilitando encarar terrenos técnicos de forma muito semelhante a uma bike normal. A sensação é que você é muito mais forte e pode acelerar sem se cansar.

Modos Configuráveis
A bike possui 3 modos de ação, Eco, Trail e Turbo. Cada um desses modo oferece um determinado nível de força do motor. A configuração de fábrica oferece 30%, 50% e 100% em cada um dos respectivos modos. Porém, essas porcentagens são em cima da quantidade de força que o motor vai oferecer, que é configurável. Ou seja, é como se houvesse uma configuração global da força do motor, com esses modos obedecendo a força máxima.

Os modos podem ser trocadas pelo controle no guidão ou pelo botão que fica no lado esquerdo do tubo superior - que ainda conta com luzes que indicam o nível da bateria e o botão liga / desliga.

Essa á uma vantagem bem grande em cima de bikes elétricas concorrentes. Com essa possibilidade de ajuste, eu posso configurar o modo Eco, por exemplo, para apenas 5% de força do motor e, além de economizar bateria, ainda treinar como uma bike normal em termos de esforço. As possibilidades de combinações são enormes!

Smart Control - Autonomia Inteligente
Uma das funções também muito úteis da Levo é o Smart Control. Com ele vc configura quantos KM pretende pedalar ou quantas horas, e também a porcentagem que quer restante da bateria. Assim, a dosagem da força do motor vai ser dada respeitando esses parâmetros para que você não corra o risco de ficar sem bateria no meio do rolé.

Infelizmente, não conseguimos testar a eficácia dessa função, pois o App nunca funcionou por muito tempo nos nossos telefones Android.

Medidor de Potência Integrado
Uma coisa inesperada é que o sistema de transmissão da Turbo Levo conta com um medidor de potência embutido. Então é possível integrá-lo à ciclocomputadores e contar com mais essa funcionalidade para treinos.

Autonomia

Como já falamos no nosso artigo Entendendo Mountain Bikes Elétricas, é muito difícil definir a autonomia dessas bikes. São muitas variáveis em jogo, como: inclinação e nível técnico do terreno, uso inteligente das marcas, força e peso do ciclista, pressão do pneu, uso dos motos de força do motor, etc.

O que podemos dizer é que o rolé mais longo que fizemos foi 70km, subindo 1.500 metros. Esse uso foi com a maior parte em asfalto pra chegarmos às trilhas.

Pedalando a Turbo Levo Desligada
Pedalar a Specialized Turbo Levo com o motor desligado não é uma experiência agradável, mas é melhor do que esperávamos. Não parece haver influência do sistema que atrapalhe o funcionamento da transmissão, sendo a dificuldade o peso total da bike e os pneus largos.

Nosso teste foi na Vista Chinesa, no Rio de Janeiro, que é uma subida de asfalto de 3.5 km e inclinação media perto dos 10%. Levamos em torno de 70% a mais de tempo que nossa média na subida. Em outras situações em que a bateria acabou, já estávamos no plano, o que foi bem mais tranquilo.

Vale lembrar que no asfalto, onde não existe tanta re-aceleração, é muito mais fácil lidar com o peso da bike e o motor desligado. Quanto mais técnico o terreno, maior o problema. A bike possui até mesmo um botão de assistência que gira a roda traseira com pouca força para ajudar a empurrá-la em terrenos muito inclinados.

App

Uma particularidade da Levo é que existe um App de celular dedicado a ela e muito inteligente. Além das regulares que falamos sobre a força do motor, também é possível ver a quantidade de ciclos de uso da bateria, detalhes técnicos de número de série e firmwares, ajustar o tempo de resposta do motor, integrar algumas funções ao ciclocomputador e ainda registrar a sua pedalada no mapa, com uma integração e upload automático pro Strava.

Infelizmente, nossa experiência com o App em celulares Android foi limitada. O App travava em pedaladas mais longas e não conseguimos usar todo o seu potencial. A julgar pela nota da Play Store, não é apenas nós que temos esse problema. Ao menos era possível ajustar as configurações da bike.

Preço

Em geral não fazemos análises de preços nos nossos testes, mas um ponto que chama atenção no preço das E-MTBs ainda é preço quase proibitivo. O modelo testado custa R$ 50 mil reais. Um dos maiores motivos, como sempre, são nossos impostos. As bikes elétricas pagam 35% de IPI ao invés de 10% das bikes tradicionais. Acreditamos que em pouco tempo esses valores vão cair muito, também com a entrada de mais concorrentes no mercado, maior oferta internacional e, quem sabe, alguma mudança em tributações.

Para quem está pensado em comprar fora do Brasil, existe ainda mais um impeditivo, que é também uma grande desvantagem das E-MTBs - é proibido carregar essas bikes em aviões de passageiros. Algumas companhias proíbem até mesmo o transporte sem a bateria.

Pros
- Modos de Força Configuráveis
- Experiência similar a uma bike tradicional

Contras
- Perda de força em subidas extremas
- App não funciona bem em celulares Android

Conclusão

A Specialized saiu na frente da corrida pelas E-Bikes no Brasil, oferecendo diversos modelos. A bike tem bateria e motor muito bem integrados ao visual e com um funcionamento que lembra muito uma bike tradicional.

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Fora o App, cujas funções não são essenciais, é difícil achar ainda um defeito que nos tire o sorriso do rosto quando estamos com a Turbo Levo. A única limitação é realmente quando temos uma subida muito curta e inclinada em que é preciso entrar com muita velocidade.

Encaramos todas as situações e os problemas que vimos é comum à todas as bikes elétricas - o peso do conjunto dificulta colocar no rack do carro e a pedalar quando a bateria acaba. Temos que lembrar que o mundo do E-MTB está só começando e vamos ver mais e mais refinamentos daqui pra frente.

Piloto: Pedro Cury - Strava

Vestuário: Capacete Lazer Magma, sapatilha Specialized 2Fo.

Para saber mais sobre a bike, acesse a página da Turbo Levo no site oficial da Specialized Brasil.


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Comentários

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    Fabio    São Paulo - SP

    Fabio    São Paulo - SP

    Quanto custa uma bateria extra? É possível levar uma segunda bateria num passeio longo e fazer a troca?
    8 dias atrás - Denunciar




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