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Teste - Sense Impact Factory 2020

Testamos, desmontamos, pesamos e testamos mais um pouco a nova XC topo de linha com quadro de alumínio da Sense Bike

Apresentada no ano passado pela nacional Sense Bike, a Impact Race, bike que você conheceu neste teste completo do Pedal, chamou bastante atenção por conta de sua geometria diferenciada. O modelo apresentou um novo conceito de quadro com caixa de direção mais relaxada, em 68.5 graus, que proporcionou uma tocada bem interessante. Agora, para a próxima temporada, o topo da gama de alumínio do fabricante de Lagoa da Prata será ocupado por uma nova bike: a Impact Factory, modelo equipado com componentes ainda mais avançados do que a Race.

A Impact Factory 2020
A Impact Factory 2020    Paulo Prezoto

A bike é montada ao redor do mesmo quadro de alumínio SL 6061 T4-T6 de tripla espessura - cujo modelo 2020 não difere do 2019 - mas aposta em componentes como o novíssimo Shimano XT M8100 de 12 velocidades e outras melhorias que prometem elevar seu desempenho.

Ficha Técnica

Quadro: Sense aluminio hidroformado 6061 T4-T6 Tripla Espessura / Tapered / Boost / Eixo E-thru 12x148mm / Cabeamento Interno
Suspensão: Rockshox Recon RL 32 a Ar, 100mm, Boost 15x110mm, Trava Remota
Caixa de direção: Neco Integrado
Guidão: Sentec RS1 31.8x720mm
Avanço: Sentec RS1 31.8x90mm -10°
Manoplas: Sentec Silicon High Density
Canote: Sentec RS1 31.6x400mm
Abraçadeira: Sentec 35.0
Selim: Selle Royal Sirio
Trocador Direito: Shimano XT M8100
Freio Dianteiro: Shimano M6000
Freio Traseiro: Shimano M6000
Disco Dianteiro: Shimano RT MT800 180mm
Disco Traseiro: Shimano RT MT800 160mm
Câmbio Traseiro: Shimano RD M8100 SGS 12v
Movimento Central: Shimano BB MT800
Pedivela: Shimano XT M8100 32D 170mm (S.size) 175mm (M/L/XL Sizes)
Corrente: Shimano CN M8100
Cassete: Shimano XT M8100 12v 10x51
Roda Dianteira: Sentec Factory 25mm / Raios DT Swiss Competition / Cubos DT Swiss 350 / Compativel Tubeless (Necessario Kit De Conversão)
Roda Traseira: Sentec Factory 25mm / Raios DT Swiss Competition / Cubos DT Swiss 350 / Compativel Tubeless (Necessario kit de conversão)
Pneu: Schwalbe Racing Ray / Racing Ralph Addix 29x2.35 Classic Edition TLR
Câmara de ar: Chaoyang
Preço sugerido: R$9.990,00

Impressões iniciais

A seleção de cores da Impact Factory aposta na predominância do cinza escuro, com algumas pinceladas de preto e outros detalhes em verde claro. Combinadas com a faixa creme nos pneus, a bike tem um visual menos agressivo, que foge de cores gritantes e muito espalhafatosas. Se a Race do ano passado era "sexy sem ser vulgar", a Factory seria a versão mais sóbria disso, com um toque adicional de classe.


Em nosso primeiro contato com a bike, reparamos que a pintura e o acabamento em geral pareciam melhores do que no ano passado - fato confirmado pelo fabricante, que afirma ter adquirido novos equipamentos de pintura para sua planta de Manaus.

Alguns detalhes da Sense Impact Factory 2020
Alguns detalhes da Sense Impact Factory 2020

A bike ainda aposta na mesma configuração de cabeamento parcialmente interno, com o cabo do câmbio passando por dentro do triangulo dianteiro e por fora do traseiro. A mangueira do freio traseiro passa totalmente por fora do quadro, sendo presa por presilhas plásticas. Apesar de facilitar demais a manutenção, esta configuração já não é mais tão comum em bikes de linha elevada, que cada vez mais apostam no cabeamento totalmente interno.


Um detalhe é que a passagem para um eventual câmbio dianteiro foi totalmente elimina nesta iteração do quadro de alumínio mais avançado da Sense, que aposta no espaçamento Boost e na caixa de direção cônica para manter-se atualizada no mercado.

Componentes

Como citamos acima, a Impact Factory 2020 vem equipada com um grupo Shimano XT M8100 de 12 velocidades, sendo este o ponto de maior destaque no pacote de componentes da bike. Seu cockpit é o já conhecido Sentec RS1, com mesa semi-integrada com a caixa de direção e seus espaçadores, canote 31.6 de 400mm e guidão reto com 720mm de comprimento - sem surpresas aqui.


O modelo ainda vem equipado com pedivela Shimano XT M8100 e com freios Shimano Deore M6000, da linha SLX, mordendo discos MT800 Ice Tech de 180mm na dianteira e 160mm na traseira. Eles são presos em cubos boost DT Swiss 350 no padrão center lock,com as rodas sendo montadas com raios DT Swiss Competition straight pull e aros Sentec Factory com 25mm de largura interna, calçados por pneus Schwalbe Racing Ralph e Racing Ray Addix, ambos com 2.35'' de largura e uma banda creme especialmente desenvolvida para a Sense (mais informações abaixo).


Os impactos são absorvidos por um garfo Rock Shox Recon RL 32 com 100mm de curso, trava remota, espiga cônica e espaçamento boost com 110mm de largura. O selim é um Selle Royal Sirio.

Pesos

A desmontagem, pesagem e remontagem da Impact Race foi realizada na H.Bike, oficina especializada localizada na Zona Sul de São Paulo. A montagem e a desmontagem foram muito simples e, no geral, trata-se de uma bike que pode ser mantida por mecânicos de nível intermediário sem grandes problemas.

Foto 73943

Totais

Total Aferido: 11.9kg
Total divulgado: 11.9kg

Rodas

Dianteira montada sem disco e eixo: 828g
Traseira montada sem disco e eixo: 942g
Câmaras: 180g e 214g
Disco dianteiro: 131g
Disco traseiro: 128g
Eixo traseiro: 66g
Eixo dianteiro: 40g
Pneus: 670g dianteiro / 641g traseiro

Componentes

Canote: 324g
Quadro: 1.938Kg
Suspensão com trava: 2.419kg
Selim: 301g
Freio traseiro (sistema): 285g
Freio dianteiro (sistema): 273g
Mesa: 151g
Guidão: 352g
Manoplas (par): 25g
Abraçadeira canote: 23g
Caixa de direção: 71g
Espaçadores do freio com parafusos: 67g

Transmissão

Cassete: 470g
Pedivela: 643g
Câmbio: 279g
Trocador com cabo: 130g
Conduíte câmbio: 56g
Central: 79g
Corrente: 260g

Geometria

A Impact Factory, como dito acima, carrega exatamente o mesmo pacote de geometria de sua irmã, a Race. Isso quer dizer que, quando falamos em ângulos e comprimentos, trata-se de uma bike com a caixa um pouco mais relaxada do que as bikes de XC mais comuns no mercado. No papel, este ângulo têm 68.5 graus, enquanto a maioria das bikes do mercado orbitam entre 69 e 70 graus. Pode não parecer muito, mas faz toda a diferença em trechos mais inclinados e de maior velocidade.

Foto 73944

Um detalhe importante é que, apesar de optar por relaxar a caixa, a Sense manteve o alcance, e por contrapartida o entre-eixos, relativamente curtos. A bike M, por exemplo, tem cerca de 410mm de alcance, enquanto as bikes de XC mais modernas do mercado giram entre 420mm e 430mm. Quando comparada com as bikes nacionais de alumínio, a traseira da Factory com seu chainstay de 439mm está do lado dos curtos, embora algumas bikes importadas possuam números muito menores, principalmente quando falamos em quadros de carbono.

Com este pacote, a Sense criou uma geometria que mescla bem agilidade e capacidade em descidas, com o controle adicional proporcionado pelo ângulo da caixa casando muito bem com um entre-eixos não demasiadamente longo para manter a velocidade nas trocas de direção.

O Teste

A Sense Impact Factory foi testada por pouco mais de um mês, em diversas pedaladas em diferentes situações. Apesar do tempo curto, pedais com frequência elevada, condições climáticas variadas e a experiência anterior com a Race permitiram avaliar a Factory 2020 muito bem. Vale destacar que praticamente todas as situações que um ciclista típico vai encontrar em trilhas de XC foram verificadas e, inclusive, levamos as coisas até um lado um pouco mais ao extremo, em condições indicadas para bikes full suspension de trail ou enduro.

Sense Impact Factory 2020
Sense Impact Factory 2020    Paulo Prezoto

Descendo

Não há como dizer que a Factory é uma bike que desce mal. Isso porque, tanto em estradões como no single, ela mostra boa disposição e estabilidade. Em curvas de raio longo, a bike é neutra e previsível, com o ponto de maior destaque ficando para as mudanças rápidas de linha em singles mais planos e com curvas de raio médio. A bike possui um comportamento bem típico e que agrada bastante - ao deitar nas curvas, o guidão é puxado quase que automaticamente, permitindo que você "surfe" a bike nas trocas de direção.

As curvas são um prazer
As curvas são um prazer    Paulo Prezoto

A Impact Factory também agrada naquele tipo de trilha comum no Brasil, com muitas pedras expostas e erosões causadas pela chuva - a bike atropela muito bem o terreno acidentado. O modelo encara com desenvoltura as trilhas inclinadas, desde que o piloto tenha coragem e habilidade para se jogar nas inclinações. Nos cenários mais extremos, ainda sentimos falta de um alcance um pouco maior e de uma mesa mais curta, já que a original tem 90mm de comprimento e acaba deslocando o peso do piloto mais para frente do eixo dianteiro, causando aquela leve sensação de "capotamento frontal".

Além disso, não conseguimos atingir uma regulagem 100% satisfatória na suspensão, o que nos obrigou a rodar com a frente um pouco mais dura e com o retorno um pouco mais lento do que gostaríamos - entenda porque mais abaixo no texto.

Bike desce com controle
Bike desce com controle    Paulo Prezoto

Um destaque extremamente positivo certamente é a aderência dos pneus, com o dianteiro funcionando particularmente bem para manter a frente pregada em todas as condições climáticas. Durante o teste, fosse a trilha seca, com lama e até mesmo na terra dura molhada, não levamos nenhum susto com os Racing Ray. Em um dos testes, visando justamente avaliar os pneus, foi preciso realmente forçar a barra, repetindo a mesma curva dezenas de vezes, até encontrar o limite de aderência.

Subindo

Quando comparada com uma bike de XC com geometrias super tradicionais (dessas com caixa de direção de 70 graus), a frente da Factory exige um pouco mais de concentração quando a velocidade fica super baixa, mas nem por isso a bike deixa de ser capaz de encarar trechos de grande inclinação. A frente baixa e a mesa longa evitam que a roda dianteira levante e, quando a inclinação fica realmente grande e o terreno escorregadio, o pneu traseiro faz um trabalho excelente para encontrar tração. Porém, um detalhe acabou tirando um pouco o brilho da Factory nas ascensões: seu peso.


Com 11.9 quilogramas, ela tem um peso competitivo quando comparada com outras bikes de alumínio em sua faixa de preço, mas o fato é que ela pesa praticamente a mesma coisa do que a Race do ano passado - boa parte dessa massa está concentrada na suspensão dianteira (2055g na Race 2019 para suspensão e trava contra 2400g na Factory 2020). O peso total da bike não chega a assustar, mas gostaríamos de ter visto uma evolução também neste quesito, já que ela é melhor em todos os outros.

Pedais longos

A geometria da Sense Impact Factory no tamanho M, a bike que testamos, coloca o piloto em uma posição de ataque, com a frente baixa e uma boa parte do peso apoiada nos braços. Isso ajuda a manter a dianteira bem pregada em curvas, trocas de direção e subidas, mas acaba cansando o tríceps em pedais de maior duração - ao menos no caso do nosso piloto de testes.

Pedais longos podem ser cansativos
Pedais longos podem ser cansativos    Paulo Prezoto

Outro detalhe é que, mais uma vez no caso do nosso piloto, foi preciso optar por uma configuração um pouco mais rígida na suspensão dianteira, o que acabou comprometendo um pouco o conforto em pedais maiores. Obviamente, isso foi uma escolha pessoal e teria sido possível rodar com uma configuração mais macia.

Os pneus, por outro lado, fizeram um excelente trabalho de filtrar o terreno, principalmente depois que uma montagem sem câmara permitiu o livre trabalho de suas laterais. Segundo a Sense, esta versão dos Schwalbe Racing Ray e Racing Ralph são exclusivos para o fabricante nacional. Ainda segundo a marca, além da cor, eles possuem mais capacidade de flexionar para copiar o terreno. Manoplas e selim também agradaram e, durante nossas pedalas, não sentimos dores ou formigamentos fora do comum nestes pontos de contato.

Suspensão

A Recon RL que equipa a Factory têm hastes de 32mm, 100mm de curso, trava remota, espiga cônica e espaçamento boost. Trata-se de uma suspensão bem parruda, o que pode ser sentido tanto nas curvas e tocadas agressivas quanto na balança. Apesar de não ser uma suspensão ruim, a Recon RL é um modelo intermediário que conta com algumas tecnologias que já mostram os sinais dos anos.

Câmara de ar
Câmara de ar

A mola de ar dela é a conhecida Solo Air, que é bem simples de regular mas possui uma curva de compressão mais linear. Apesar de não termos tido problemas de pancadas de fim de curso e de seu trabalho ser melhor na Recon do que nas linhas mais básicas da RockShox, sentimos ela funcionar um pouco mais baixa do que gostaríamos em situações mais extremas.

Trava remota
Trava remota

Por isso, optamos por utilizar algumas libras a mais, o que não prejudica a leitura de terreno mas compromete um pouco o conforto, especialmente em buracos de tamanho médio. Infelizmente, as molas Solo Air não possuem a opção de utilizar espaçadores de volume bottomless tokens, o que poderia deixar a suspensão mais progressiva.

Suspensão usa bem o seu curso
Suspensão usa bem o seu curso    Paulo Prezoto

O controle hidráulico é feito por um cartucho Motion Control, que possui duas posições de compressão (travado e aberto) e cinco de retorno. Com isso, embora o ajuste seja extremamente simples (você pode até utilizar o aplicativo RockShox Trailhead), pilotos mais exigentes correm o risco de não encontrarem uma regulagem plenamente satisfatória. No nosso caso, a suspensão acabou ficando com o retorno um pouquinho mais lento do que gostaríamos.

Quando a trilha vira para baixo, o modelo agrada bastante pela rigidez lateral e por manter a compostura em situações extremamente esburacadas. Ela, combinada com a geometria da Factory, são capazes de proporcionar bons momentos de diversão em alta velocidade para o piloto, com o mesmo valendo para trechos de inclinação maior - desde que se ajuste a suspensão para isso.

Freios

Os freios hidráulicos da Shimano são amplamente conhecidos por oferecerem um excelente desempenho em todas as situações, com performance provada e comprovada em todas as suas linhas. Basicamente, qualquer modelo que possua a tecnologia Servo Wave já é capaz de entregar um desempenho consistente para uma boa parcela dos ciclistas.

Os excelentes freios SLX com discos IceTech
Os excelentes freios SLX com discos IceTech

Criada na metade dos anos 1990, a tecnologia muda a alavanca do manete ao longo de seu curso, permitindo que a sapata ou pastilha aproxime-se rapidamente da superfície de frenagem, mesmo com poucos centímetros de movimento nos dedos. Depois do ponto de contato, a alavanca do manente aumenta, multiplicando mais a força das mãos do piloto. Com isso, os freios da marca possuem uma característica bem particular - eles engatam rápido e seguram com força.

Manete de freio Shimano
Manete de freio Shimano

No caso da Impact Factory, o sistema escolhido foi o já excelente M6000, mordendo discos MT800 Ice Tech de 180mm na frente e 160mm atrás. O sistema comportou-se exatamente dentro do esperado: força abundante, boa resistência ao calor e uma leve tendencia ao travamento enquanto o cérebro não se acostuma com a ação do manete. Como você vai reparar nas fotos, a bike de testes veio equipada com dois discos de 180mm, o que não acontecerá com os modelos vendidos ao público. A mudança não afeta e nem altera o resultado final do teste.

Transmissão

Depois de conviver com o novo Shimano XT M8100 por pouco mais de um mês e algumas boas trilhas, algumas inclusive com bastante lama e chuva constante, a impressão que ficamos é que a gigante japonesa pode até ter demorado para lançar seu grupo de 12 velocidades, mas certamente ele está um degrau acima de seus adversários mecânicos de 12 velocidades em alguns quesitos.

Câmbio traseiro
Câmbio traseiro

Primeiramente, a troca de marchas no novo sistema de engates Hyperglide+ são definitivamente diferentes (algo difícil de sentir em um teste de primeiras impressões, mas que fica claro no longo prazo). Nas subidas, as trocas para cima acontecem de maneira muito fluída e a impressão é que a corrente engata a marcha maior antes de desengatar a menor, criando uma sensação bem agradável de eficiência.

Trocador Shimano XT M8100 12 velocidades
Trocador Shimano XT M8100 12 velocidades

O acabamento e o visual das peças é muito bom, mas a bela e leve pedivela fatalmente ficará com um visual bem surrado rapidamente - um destino comum para muitas pedivelas Shimano. A relação aposta em um cassete 10-51 bastante leve, preso na roda livre pelo novo sistema Micro Spline. A coroa dianteira tem 32 dentes e o conjunto agradou no quesito amplitude de marcha, com a bike sendo capaz de rodar em boas velocidades no falso plano e encarar subidas de inclinação elevada.

Pedivela com adesivo de proteção também pode ficar feia
Pedivela com adesivo de proteção também pode ficar feia

O trocador possui um acionamento macio, mas com cliques positivos e audíveis, com botões de toque agradável e simplicidade para encontrar a posição ideal no guidão. No mais, ele oferece todas as melhores tecnologias da Shimano:

Instant release - libera o cabo para descer as marchas quando a alavanca é apertada, não quando ela é solta.

Multi release - A alavanca dianteira do trocador tem a capacidade de descer uma ou duas marchas no cassete dependendo do quanto você aperta a alavanca.

2-way release - trocas para baixo podem ser feitas puxando ou empurrando a alavanca dianteira do trocador.

Rodas e pneus

No geral, o conjunto rotativo da Impact Factory agradou bastante, com os pontos positivos começando já nas rodas. Mesmo utilizando aros de 25mm de largura, elas pesam apenas 1.770 g o par, o que é bem menos do que os 2.110 g do par de rodas da Race. Com 2.35'' de largura, os pneus pesam alguns gramas a mais do que os 2.25 da Race, mas seu desempenho melhor mais do que reverte a diferença.

Excelentes cubos DT
Excelentes cubos DT

Durante o teste, independente da condição, os Schwalbe Racing Ralph e Racing Ray Addix proporcionaram tração extremamente positiva e uma boa rolagem. O desenho específico para dianteira do Ray, combinado com o composto "grip" indicado pela faixa azul na banda de rodagem, formam uma excelente parceria com os aros de 25 mm e uma carcaça mais "quadradona", com o limite da aderência sendo realmente difícil de encontrar.


Já na traseira, rodando sem câmara, o Racing Ralph rola, traciona e absorve bem o terreno, fruto de uma carcaça macia e do composto "speed", indicado pela faixa vermelha na banda de rodagem. Dito isso, existe apenas uma característica que não agradou: a frequência dos furos e a dureza para montar e desmontar o pneu do aro. Ambos solucionados com a conversão para tubeless.


Vale destacar que o processo é muito simples de ser realizado: depois da fita passada e do bico montado, basta fechar o pneu, aplicar o selante e encher - o pneu e o aro já são tubeless e o sistema enche com uma bomba de pé comum, sem a necessidade de compressores.

Conclusão

Pros

- Geometria
- Transmissão Shimano XT M81000
- Rodas e pneus

Contras

- Suspensão poderia ser mais avançada

Em resumo

A Impact Factory é uma bike muito divertida e com um ótimo desempenho em trilhas de XC de nível variado, sendo indicada principalmente para quem gosta de - ou tem dificuldade em - terrenos mais técnicos e descidas em alta velocidade. A combinação de uma boa geometria com pneus de altíssima aderência agradaram bastante, mas a suspensão poderia ser um pouco mais leve e moderna.

Sense Impact Factory 2020
Sense Impact Factory 2020    Paulo Prezoto

Seu pacote de componentes aposta em um excelente grupo com peças fabricadas pela própria Sense com desempenho e durabilidade comprovados. Certamente trata-se de uma bike capaz de encarar trilhas e competições com desenvoltura, sendo uma boa opção para quem deseja desempenho, mas não pode investir em uma bike de carbono.

Piloto: Gustavo Figueiredo - Strava
Altura: 1.75m
Peso: 66kg

Para mais informações, acesse a página da Impact Factory 2020 no site oficial da Sense Bike.


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Comentários

Qual bike vocês indicariam nesses quesitos ser alumínio e com Shimano XT... ???
Tô procurando tem.um tempo já, importadas os valores são absurdos e não vejo diferença das nacionais em qualidade.
Até agora a Oggi 7.6 , Sense Factory são as mais interessantes... Se puderem me dar uma ajuda.
Brunogianninihp@hotmail.com

Poxa, o quadro continua pesado, não mudaram nada neste quesito. Acho que a Audax auge 700 2020 mais leve.

Perderam a oportunidade de aproveitar o feedback do Gustavo no ano passado com a Race, e atualizarem o quadro...

Digo e repito, diminuíram a caixa de direção em aumentar o Top Tube, diminuindo ainda mais o Reach...

Se querem que essa bike seja destaque no mercado nacional, vai ter que corrigir as falhas no modelo 2019..

Acredito que 69° de caixa de direção e um top tube uns 10mm mais comprido, casariam mais com uma bike Hardtail...

Sem contar o peso, que deveria estar na faixa de 11kg...

Perderam a oportunidade de aproveitar o feedback do Gustavo no ano passado com a Race, e atualizarem o quadro...

Digo e repito, diminuíram a caixa de direção em aumentar o Top Tube, diminuindo ainda mais o Reach...

Se querem que essa bike seja destaque no mercado nacional, vai ter que corrigir as falhas no modelo 2019..

Acredito que 69° de caixa de direção e um top tube uns 10mm mais comprido, casariam mais com uma bike Hardtail...

Sem contar o peso, que deveria estar na faixa de 11kg...

Perderam a oportunidade de aproveitar o feedback do Gustavo no ano passado com a Race, e atualizarem o quadro...

Digo e repito, diminuíram a caixa de direção em aumentar o Top Tube, diminuindo ainda mais o Reach...

Se querem que essa bike seja destaque no mercado nacional, vai ter que corrigir as falhas no modelo 2019..

Acredito que 69° de caixa de direção e um top tube uns 10mm mais comprido, casariam mais com uma bike Hardtail...

Sem contar o peso, que deveria estar na faixa de 11kg...

Baita bike pelo preço. O que me surpreendi foi a relação xt com o pedivela e os cubos dt 350, acredito que estes sejam com o sistema star ratchet de 18t (básico). Aros largos seguindo o padrão moderno e sistema boost. Deixa a desejar a suspa recon, porem pelo valor da bike não pode exigir tanto. A sense podia mudar o design da gancheira que parece estrangular se para colocar a pinça do lado de dentro (inspirem se na spz rsrsr). A matéria acho que tem um erro sobrenos freios pois disseram ser slx e colocaram m6000. Acredito que deve ser o m6000 deore.

linha M6000 é Deore e não SLX, ou estou enganado?

Oi, gente! Foi mal! Esquecemos de colocar o preço no teste. Agora está na ficha técnica mas é R'9.990,00.

Preço no link, 10k

Valores???

Preço?

Pena a mesa ter vindo direto dos anos 90



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