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Teste - Sapatilha Shimano Torbal ME5 2018


17 MAI, 2018     Gustavo Figueiredo     3    
     


Indicada para o uso em trilhas, a sapatilha SH-ME5 é o segundo modelo mais avançado da linha Torbal da Shimano, que ainda conta com a ME7 - a mais desenvolvida - além da ME3 e da ME2, as mais simples.

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Sapatilha Shimano Torbal ME5   Pedro Cury

Segundo a Shimano, Torbal significa "Torsional Balance" (ou Equilíbrio de Torção) - conceito que permite criar sapatilhas com boa transferência de potência e com flexibilidade para acomodar o pé do ciclista em situações de pilotagem agressiva, como curvas e saltos.

Principais Tecnologias

Low Profile Reverse Buckle - A trava da sapatilha tem a operação invertida, oferecendo confiabilidade e segurança - mais sobre o mecanismo a seguir.

Cross X Straps - As tiras com velcro fecham-se em direções contrarias, supostamente aliviando a tensão durante a puxada do pedal.

Harder Contact Block - A parte da sola que suporta o taquinho é mais rígida, melhorando a transferência de potência e a estabilidade.

Cushion Insole - Segundo a Shimano, a palmilha acolchoada promete absorver impactos e vibrações.

Couro Sintético - O material oferece mais resistência do que o couro natural, sendo inclusive mais durável.

Características

Nome: Shimano Torbal SH-ME5
Tamanhos Brasil: 36, 37, 38, 39, 40, 41, 42, 43, 44, 45, 46, 47, 48, 49, 50, 51 e 52
Cores: Preta ou Cinza
Peso: 385g cada no tamanho 40UE

Primeiras Impressões

A primeira vista, a Torbal ME5 não chama tanto a atenção. Seu desenho é simples e praticamente preto. O solado é de borracha com dois tons diferentes e a sola não usa nenhum material de última geração, sendo feito de plástico.

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Excelente qualidade de contrução   Pedro Cury

A graduação de rigidez da Shimano para sapatilhas de MTB do 5 e termina no 11. Apesar disso, a imensa maioria das Sapatilhas de MTB da marca estão no nível 5, com apenas três modelos (ME7, XC7 e XC9) sendo mais rígidos do que a ME5 que é nível 6.

O fechamento da sapatilha utiliza um sistema de trava com catraca e dois velcros que trabalham em direções opostas. Para manter a ventilação, ela possui perfurações nas duas laterias e a parte que cobre os dedos é feita de uma lona mais ventilada.

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Ventilação lateral e o velcro central voltado para dentro   Pedro Cury

Olhando de perto, reparamos na boa qualidade geral da construção, com costuras bem feitas e aparência de robustez - a parte emborrachada da sola, por exemplo, sobe até quase metade da altura da sapatilha no calcanhar, reforçando a região.

No geral, a Torbal ME5 não é um modelo chamativo, mas isso também vale para a quando ela é colocada no pé. Isso quer dizer que, assim que é vestida, ela simplesmente "some", graças a sua excelente ergonomia e conforto - algo que percebemos logo no primeiro uso

O teste

A Torbal ME5 foi testada em diversas situações, indo de competições de maratona à incursões em pistas de XCO, passando por trilhas com direito a empurradas sobre pedras, raízes e terra. Ainda caminhamos com ela sobre pedras escorregadias e molhadas perto de cachoeiras.

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A Torbal ME5 em ação   Pedro Cury

Conforto - Como falamos acima, o conforto ficou evidente logo de cara. Porém, foi no uso contínuo por longas horas que ela realmente se destacou. A sola não muito rígida, o grande acolchoamento no calcanhar e a ergonomia eficiente permitiram usar a sapatilha por bastante tempo sem incômodos, mesmo sem nenhum período de adaptação.

Para se ter ideia, um dos primeiros usos dela aconteceu durante uma viagem para a Serra da Canastra, com o modelo sendo utilizado praticamente o dia todo, com direito a muitas horas em pé, caminhando ou pedalando. Alguns dias depois, a mesma sapatilha foi utilizada para correr uma maratona, missão cumprida sem zonas de desconforto, "hot spots" ou dormências.

Além do bom posicionamento das partes acolchoadas, a parte da frente é bastante ampla, deixando espaço de sobra para os dedos do pé - uma característica de boa parte das sapatilhas da Shimano que já tivemos ao longo da vida e que sempre agradou.

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Praticamente direto da caixa para uma competição   Pedro Cury

Tempo de Uso - Apesar de muito confortável, a Torbal ME5 apresentou alguns pontos não muito favoráveis em sua usabilidade, principalmente por conta do velcro superior virado para dentro e, em menor peso, da trava com a catraca presa na tira e não no corpo da sapatilha.

O primeiro ponto torna-se evidente se você tem o pé "magro" ou precisa apertar a sapatilha com força. Como o velcro é virado para dentro, sua ponta passa a raspar na pedivela. Apesar de ser irritante e poder riscar a peça, o problema pode ser solucionado com o corte da tira da sapatilha, que não é costurada e não corre risco de desfiar.

A dificuldade só aparece quando a ponta da tira passa da área de fixação do velcro. Por preferir usar a sapatilha mais "soltinha", isso não incomodou demais. Todavia, para quem gosta do calçado justo ou tem o pé pequeno isso poderá incomodar.

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A catraca vai presa na tira e o velcro central é virado para dentro   Pedro Cury

Já a catraca presa na tira é uma detalhe menor, bastando acostumar o cérebro para realizar uma operação invertida da maioria das sapatilhas - algo que você rapidamente vai se acostumar. Além disso, a peça mostrou resistência, ficando apenas riscada depois de sofrer um "contato imediato de quinto grau" com o chão de concreto em um tombo sofrido por nosso piloto de testes.

Sola e Solado - Embora possa ser utilizada em competições de XC, a Torbal ME5 pode não agradar ciclistas muito explosivos nesta situação. Sua real vantagem está na sola que mescla bem rigidez e flexibilidade e no solado eficiente, características que permite pedalar muito bem, além empurrar a bike e caminhar sobre terrenos escorregadios.

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Solado apresentou boa aderência   Pedro Cury

Feito com uma borracha macia, a ME5 encarou bem diversos tipos de terreno e, apesar do uso sobre pedras, não apresentou sinais exagerados de desgaste ou arrancamento de cravos. Aparentemente, assim como a maioria das sapatilhas Shimano que já tivemos, esta também será usada por bastante tempo.

Apesar da sola confortável e flexível, não sentimos ineficiência na transmissão de potência, com a Torbal funcionando bem inclusive em circuitos mais explosivos de XCO. Todavia, nosso piloto de testes pesa 65kg e é do tipo "girador". Ciclistas mais fortes ou pesados podem sentir mais a flexibilidade.

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A Torbal funciona bem na bike ou fora dela   Pedro Cury

Pros

-Conforto
-Permite vários usos

Contras

-Velcro virado para dentro

Conclusão

A Shimano Torbal ME5 é uma excelente sapatilha para o uso em trilhas e que pode ser utilizada em competições e treinos que vão do XC ao Enduro. Seus pontos fortes ficam no grande conforto e na boa tração para empurrar a bike em terrenos diversos, além da sola com um bom mix entre flexibilidade e rigidez.

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Uma sapatilha versátil e confortável   Pedro Cury

Apesar de não ser super leve ou super rígida, ela pode ser uma boa opção para amadores que correm provas de XCO e XCM, já que para muitos, empurrar a bike em alguns momentos é comum até em competições. Em linhas gerais, trata-se de um modelo bastante versátil e que agradou bastante apesar dos pontos citados anteriormente.

Piloto: Gustavo Figueiredo - Strava

Vestuário: Camiseta La Maglia ProTour Abstrato, Bretelle Italy La Maglia, meias Hupi Cinza Wave e Laranja, capacete Scott Centric Plus.

Para saber mais sobre a bike, acesse a página da Torbal ME5 no site oficial da Shimano Brasil.


Comentários

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    Wallace   

    Wallace   

    Acabei de verificar com meu fornecedor e custa 665 . Leandrotss
    1 ano atrás - Denunciar


  • avatar

    leandrotss    Rio de Janeiro - RJ

    leandrotss    Rio de Janeiro - RJ

    Preço?
    1 ano atrás - Denunciar




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