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Teste - Mochila Thule Commuter

Com bom espaço, organização e resistência à água, a Thule Commuter é prática e eficiente


22 MAR, 2019     Gustavo Figueiredo    
     


Produtos são como pessoas: alguns a gente gosta logo de cara, outros a gente não gosta e alguns a gente não se impressiona à primeira vista mas, na convivência, acabamos sendo conquistados. Este foi o caso da Commuter, uma mochila indicada para uso urbano da Thule que foi ganhando nossa preferência a cada uso. Confira mais detalhes no teste a seguir.

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Ficha Técnica

Dimensões: 38 x 17 x 48 cm
Volume: 24 L
Peso: 1.16 kg
Materiais: Nylon tipo Cordura 500D
Cor: Black
Preço Sugerido: R$ 1.102

Características

Com seu desenho quadradão, coloração totalmente preta e desenho sem nenhum atrativo aparente, confessamos que, a primeira vista, a Commuter parece uma mochila qualquer. O único detalhe que nos chamou a atenção foram os quadradinhos de EVA presentes nas costas - "deve ser mais confortável", pensamos.

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Outro detalhe obvio é o sistema de fechamento idêntico ao de uma mochila estanque. "Ela é a prova d'agua mas não chega a ser estanque", explicou o pessoal da Thule ao nos entregar a mochila para avaliação. Abrindo o compartimento principal, existe um case acolchoado e destacável para notebook com um bolso externo telado com zíper e outro com velcro.

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Com o passar dos dias, semanas e meses, os detalhes da Commuter foram tornando-se cada vez mais interessantes. Detalhes como a prática tela de retenção para capacetes rapidamente mostraram sua eficiência e, quando menos percebemos, ela havia se transformado na mochila oficial para quase todas as situações - principalmente pelo generoso espaço interno. As alças são parcialmente ventiladas e acolchoadas, com uma faixa peitoral ajustável com 5 posições de altura.

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Na parte de baixo, além de pequenos furos para drenagem de água, existe um bolso secreto que abriga a capa de chuva da mochila. Além disso, ela possui um bolso externo bi-partido com nichos telados e com zíper para organizar pequenos objetos, algumas faixas refletivas e um suporte externo para luzes traseiras. Fechando o pacote, as laterias são equipadas com um bolso telado do lado esquerdo e um "safe" semi-rígido do direto.

O Teste

Ao longo de quase um ano, utilizamos a Thule Commuter para inúmeras atividades. A mochila tornou-se nossa principal companheira para viagens curtas, pedais urbanos e até para transportar nossas roupas e equipamentos para os pedais de fim de semana.

Conforto e ventilação

Com um desenho "quadradão" e com o acolchoamento das costas sem nenhum formato anatômico especial, a Commuter está longe de ser desconfortável. Apesar disso, ela não se destaca pela ergonomia, sendo sua adaptação ao corpo apenas "normal".

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Além disso, suas alças são apenas parcialmente ventiladas - a parte externa é telada e o "recheio" de espuma é perfurado. Porém, depois destas duas camadas, ainda existe uma terceira forração sem nenhum tipo de perfuração. Mais uma vez, a Commuter fica "na média".

Espaço

A Thule Commuter é grande por fora e maior ainda por dentro. Com ela, é possível carregar computador, um par de calçados, roupas, eletrônicos, artigos de higiene e ainda sobra um bom espaço para a toalha. No modo "ir para o trabalho de bike" ela oferece espaço de sobra mesmo que você precise carregar uma blusa extra.

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Ao chegar no trabalho, a tela externa segura o capacete firmemente enquanto o bolso lateral aceita uma garrafinha sem dificuldades. Com o tempo, ainda aprendemos a utilizar o sistema de fechamento para "ajustar" o tamanho da mochila, dando uma volta a mais quando ela está vazia e uma a menos quando está muito cheia - em emergências do tipo "estou voltando de viagem com mais coisas do que fui", é possível não enrolar as abas de fechamento, ganhando assim um precioso volume.

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O porta computador abriga um notebook de 14 polegadas tranquilamente. Embora não tenha testado, tenho certeza que um tamanho maior não caberia. Os bolsos recebem bem objetos menores como um mouse, mas a fonte com fio e extensão fica "justa" a ponto de preferirmos jogar direto dentro da mochila.

Resistência a água

Embora não seja estanque, a Commuter protege bem seu interior contra a água mesmo sem a capa. Divulgada pela Thule como uma mochila "resistente à água", a Commuter possui um compartimento principal impermeável com um zíper que enrola-se par esconder o zíper. Para testar o tecido, fechamos a boca de uma torneira aberta com uma parte do tecido e seguramos a água - mesmo assim, o lado interno permaneceu seco.

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Se a chuva for torrencial, a capa de chuva embutida protegerá suas coisas até naqueles dias que só falta o Noé passar com a arca. Sem ela, existe a possibilidade da água encontrar um caminho pelos zíperes ou costuras.

Esta impermeabilidade externa somada a facilidade do limpeza do interior fazem da Commuter uma companheira particularmente eficiente para carregar as tralhas do pedal do fim de semana - principalmente na hora de voltar para casa de roupa trocada, com uniforme e sapatilhas seguramente acomodados dentro da mochila - vale ressaltar que, ao longo do teste, ela mostrou-se muito resistente.

Pros

- Espaço interno
- Facilidade de limpeza

Contras

- Preço
- Poderia ser mais ergonômica

Conclusão

A Thule Commuter é o tipo de mochila que agrada cada vez mais com o passar do tempo. Espaço interno, resistência e facilidade de limpeza unem-se para fazer dela uma excelente companheira para uso geral, inclusive para viagens de um ou dois dias. Seu maior ponto fraco, porém, certamente é o preço que passa dos mil reais - um custo elevado mesmo levando em conta a qualidade do produto.

Ela não é super leve, ventilada, particularmente confortável e nem desconfortável. A bem da verdade, a Commuter lembra muito a bicicleta ideal para ir trabalhar pedalando - forte, prática, robusta e extremamente versátil.

Para mais informações, acesse a página da Commuter no site da Thule.