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Teste - Mochila Deuter Trans Alpine 30


9 AGO, 2012     Pedro Cury    



A Deuter é uma marca alemã de mochilas de alta qualidade para diversos esportes de montanha, incluindo não só o mountain biking, mas também escalada, trekking, ski e snowboard, além de uma linha casual. Dessa vez testamos a Trans Alpine 30, uma das mais premiadas mochilhas da marca e também a de segundo maior volume para o segmento Bike. A mochila é contemplada pelas principais revistas européias desde 2001.

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Apesar de ter sido criada para "travessias alpinas de bike", como diz a marca, a mochila não é só destinada para esse segmento. Ela também traz benefícios para qualquer outra atividade que precise de uma mochila de grande volume e alta qualidade.

Esse é o teste mais longo que já fizemos aqui no Pedal. A Trans Alpine foi por 7 anos a mochila escolhida por nosso editor, Pedro Cury, para levar todo seu equipamento fotográfico em viagens por 16 países! Sendo pedalando ou não, sempre com alto grau de exigência.

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Características

Características Principais

30 litros - Esse é o volume total da mochila, o segundo maior do segmento bike, perdendo apenas para a Trans Alpine 32 EL, que é a versão da mochila destinada a pessoas de maior estatura e não é vendida no Brasil.

Capa de chuva - Este item também já vem com a mochila e fica dobrada em um compartimento inferior. É uma capa fina e leve, mas que protege até de chuva forte.

Porta capacete - Permite que você pendure seu capacete na parte de fora da mochila,sem ocupar espaço interno.

Espaço para reservatório - A mochila permite que seja usado um reservatório d´água de até 3 litros (não incluso).

Sistema Airstripes - Sistema de fluxo de ar que mantêm as costas do ciclista ventilada.

Refletivos - Existem refletivos na parte da frente da mochila (alças), nos bolsos laterais, na barrigueira, na parte de trás (no loop do bolso inferior) e também na capa de chuva. Assim, ao pedalar a noite, o ciclista está mais visível. A capa de chuva também é amarela, facilitando a visualização.

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Tira Peitoral e abdominal - As duas tiras ajudam a fixar melhor a mochila ao corpo. Ambas são ajustáveis e a superior também tem um elástico para maior conforto ao respirar e também para o movimento dos braços no guidão. Já a tira abdominal possui dois bolsos de tela com zíper, sendo um em cada lado.

Isolante térmico removível - Na parte de trás, dentro da mochila, existe um compartimento com velcro que abriga um isolante térmico (feito de espuma de alta densidade), para evitar que a temperatura do reservatório passe para as costas do usuário e vice-versa. Como é removível, esse isolante também serve para sentar em lugares frios ou sobre a neve.

Tiras laterais ajustáveis - Acima de cada bolso lateral, existe uma tira ajustável que serve para comprimir a mochila, deixando-a mais perto do corpo quando ela não está muito cheia e também evitando que o conteúdo armazenado se mexa muito com o movimento.

Loops de fixação - Nas alças e atrás do bolso inferior existem loops de fixação que podem ser usados para colocar faróis e aumentar a visibilidade do ciclista.

Divisões e compartimentos

Volume principal - Pode ser aberto por cima como uma mochila normal e por baixo, facilitando o acesso. Também tem um zíper interno para dividir o volume, facilitando a organização. O volume principal também tem dois grandes bolsos na frente e atrás, que quase não ocupam espaço quando não são usados, mas podem abrigar o reservatório de água (de trás) ou qualquer outro item que precise ser separado.

Bolso superior - Localizado na parte mais alta da mochila, abriga dois bolsos de tela e ainda uma outra divisão com zíper para proteger melhor itens de valor, assim como um porta chaves, sempre muito útil.

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Bolsos externos laterais - Dois bolsos grandes de tela, de fácil acesso e com tira de aperto.

Bolsos externos na tira abdominal (barrigueira) - Um bolso de tela com zíper de cada lado da tira abdominal.

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Bolso inferior - Pequeno bolso na parte de baixo da mochila.

Bolso lateral - do lado direito existe um bolso fundo, mas estreito, que pode ser usado para colocar documentos, mapas etc.

Compartimento da capa de chuva - O bolso que guarda a capa de chuva ainda tem espaço que pode ser aproveitado .

Outras características

Peso: 1180 g
Volume: 30 litros
Bolsos: 2 externos laterais, 2 externos com zíper na tira abdominal, volume principal com abertura superior e inferior, bolso inferior, bolso superior contendo bolso de tela e um bolso interno de zíper.
Material: Deuter-Super-Polytex / Deuter-Nylon e
Dimensões: 54 x 34 x 26 cm
Cores: Preto/Cinza, Vermelho/Cinza ou Azul/Cinza

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O Teste

Como comentamos, a mochila já foi usada extensivamente nas situações mais exigente para ciclistas. Essa é a mochila de escolha do nosso editor Pedro Cury, que conta um pouco de sua experiência ao longo desses anos.

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"Quando comprei a mochila pela primeira vez, ainda não conhecia a marca. Gostei das tecnologias, volume e qualidade aparente do material, além de ter divisões internas que abrigariam meu equipamento e bolsos externos que poderiam prender meus tripés. A capa de chuva também foi um ponto decisivo, já que o principal uso era para levar material fotográfico para corridas e viagens. Pesquisando um pouco sobre a mochila, descobri que era uma marca tradicional na Europa e poderia confiar.

Foram muitas viagens e coberturas. Na mochila consigo encaixar duas câmeras SLR, dois tripés, três flashes, quatro lentes, um laptop de 15 polegadas, capacete e casaco. Essa carga toda soma pouco mais de 10 kg e sempre carrego esses itens quando preciso viajar de avião. Aliás, a mochila cabe facilmente nos compartimentos da cabine, mesmo toda carregada. Com esse peso todo, a barrigueira se torna muito útil, para ajudar a equilibrar melhor o peso nas costas.

Também fiz diversas viagens que precisei pedalar com o equipamento fotográfico na mochila, exceto o laptop e carregadores, mas ainda assim com mais de 7 kg de carga, inclusive sendo algumas viagens difíceis, como a Transalpina, que tem muitos trechos técnicos em sua longa extensão de 400 km. Para encarar essas viagens, consegui equilibrar o peso dos equipamentos na mochila usando as diversas divisões (gosto de separar a parte interna e colocar a lente maior e mais pesada na parte de baixo, mais perto do selim). A resistência também entra como um fator importante, afinal, não quero nada rasgando em um descida e ver minha câmera voando. Nos sete anos em que uso a mochila, não vi nada descosturado ou nenhum sinal de defeito.

Além da versatilidade e qualidade do produto, preciso também destacar o conforto. Posso regular as tiras, e as alças e uso bastante isso dependendo de quanto peso carrego e até se estou com um casaco ou não. A capa de chuva realmente funciona. Na verdade, quando a chuva é bem leve eu nem coloco a capa, mas já encarei chuvas muito fortes com a capa e não tive nada molhado. Dentro do compartimento da capa aproveito para levar um saco estanque e alguns plásticos para proteger meu equipamento se precisar fotografar na chuva.

Muita gente me pergunta se não prefiro uma mochila de fotografia, já com as divisões para o equipamento e toda a proteção que elas oferecem. Pela minha experiência profissional, prefiro mochilas normais, que são mais compactas, mais rápidas para abrir e mais práticas para serem usadas depois como mochilas do dia-a-dia. No meu caso em particular, preciso pedalar ou encarar situações adversas e uma mochila de fotografia não me atenderia 100%, além de também pesar mais.

Já estou usando há alguns meses a versão 2012 da mochila e algumas melhorias foram bem-vindas. No bolso lateral guardo itens que preciso pegar com frequência, como passaporte, por exemplo. Já os bolsos da barrigueira costumo guardar o celular, GPS e itens pequenos como moedas".

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O que é ruim na mochila ? Com tantas qualidades, será que temos uma mochila realmente perfeita ? Difícil dizer! Depende do uso de cada um. O que sentimos falta é um isolante térmico também na parte da frente onde fica o reservatório de água. Isso evita que haja condensação em equipamentos eletrônicos que possam ficar em contato com o o reservatório gelado. Outro ponto negativo é que este modelo não vem com o reservatório de água, que precisa ser comprado separadamente.

A Deuter justifica que existe um isolante específico para o reservatório, vendido separadamente, que o cobre por completo e é mais fino. Sobre o reservatório não vir com a mochila, o argumento é que isso diminui o preço final do produto e consumidor que já tem outro reservatório pode usá-lo sem problemas, sem ter que arcar com o custo novamente.

Garantia

A mochila tem garantia de 3 anos contra defeitos de fabricação.

Conclusão

Uma mochila versátil para qualquer atividade, mas robusta e confortável para pedalar. Para quem quer levar grandes volumes pedalando, sem se preocupar com imprevistos, a Transalpine é uma ótima opção. É a mochila perfeita para viagens de bike ou sem bike.

Pros

- Qualidade de construção
- Divisões e bolsos bem planejados
- Capa de chuva

Contras

- Não vem com reservatório de água
- Isolamento do reservatório é apenas para as costas

Onde Comprar

Conheça as Lojas Master onde você pode encontrar produtos Deuter em todo o Brasil.


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