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Teste - Gonew Endorphine 6.3 2016


11 SET, 2017     Gustavo Figuereido     8    



Criada em 2014, a Gonew é uma marca própria pertencente ao grupo Netshoes. A linha de bikes se chama Endorphine e possui diversos modelos e montagens e são vendidas exclusivamente online.
Depois de testar a Gonew Endorphine 8.3 e Gonew Endorphine 10.3, avaliamos de forma completa a Endorphine 6.3, uma mountain bike de passeio equipada com quadro de alumínio e pacote básico de componentes.

Foto 63249
   Pedro Cury

Ficha Técnica

Quadro: Alumínio, tamanhos: 17" (testada), 19" ou 21"
Suspensão: Mola com trava mecânica Gonew
Freios: Shimano Tourney TX805
Câmbios e passadores: Tourney TX800
Corrente: KMC Z72
Pedivela: Triplo Shimano Ty701 - 42 / 34 / 25
Marchas: 24
Aros: 29, Alumínio Parede Dupla
Pneus: CST Critter 29 x 2.1
Cubos: Shimano Tx505 Center Lock
Canote: Alumínio
Selim: Gonew
Pedal: Gonew plataforma de plástico
Guidão: Gonew Alumínio 680mm
Manoplas: Gonew com trava
Ferramentas incluídas: 2 chaves de aperto, canivete allen, bomba de ar, sacola para transporte e manual de instruções.
Peso divulgado: 17 - 15,54 kg, 19 - 15,93 kg, 21 - 15,95 kg
Garantia do Fabricante: 10 anos para quadro - 3 meses para demais componentes
Preço: (Setembro 2017): R$ 1,499,90

Impressões Iniciais

A Endorphine 6.3 veio praticamente montada dentro de uma grande caixa de papelão. Todos os componentes estavam muito bem protegidos contra riscos e, para andar, bastou instalar a roda dianteira e os pedais.

Foto 63254
Quadro tem um vinco no tubo superior   Pedro Cury

O quadro utiliza cabeamento externo e soldas não alisadas, mas bem acabadas. O tubo superior apresenta um vinco bastante característico e a pintura segue o bonito padrão da Gonew Endorphine.

O freio traseiro utiliza o padrão IS com suporte por fora da rabeira. Além disso, Os suportes dos cabos de freio são feitos para conduites e precisariam de adaptações para receber freios hidráulicos

Na nossa bike, a combinação de preto e vermelho não só no quadro, mas também nos outros componentes, criam um visual chamativo e bem equilibrado. Com apenas um suporte para garrafa no tubo inferior, a bike conta com furação para bagageiros e o arco da suspensão tem um furo para instalação de para-lamas.

Componentes

Assim como em outras bikes da marca, a Endorphine 6.3 vem equipada com mesa, guidão e selim com logotipos Gonew.

Foto 63250
   Pedro Cury

O destaque fica pela manopla com punho com trava combinando com a pintura. Já o selim é grande e macio, oferecendo conforto para o iniciante, principalmente se utilizado sem bermudas de ciclismo com forro, porém pouco adequado para pedais mais longos.

A suspensão dianteira também leva a marca da Gonew Endorphine, tendo 100mm de curso, controle de pré-carga da mola, trava mecânica e nenhum controle hidráulico.

Pesos

Realizamos uma desmontagem completa e pesagem dos principais componentes na H.Bike, oficina localizada na zona sul de São Paulo
Total divulgado: 15.5kg
Total aferido: 14,5kg
Suspensão dianteira: 2.905g
Quadro: 1.995g

Componentes
Pneus: (unidade): 860 g
Roda traseira: 1.375 g
Roda dianteira: 1.180 g
Central: 335 g
Canote: 350 g
Pedivela: 995 g
Guidão: 230 g
Mesa: 180 g
Selin: 345 g

Geometria

No papel, a Endorphine 6.3 é uma bike de passeio. Com 125mm de altura de head-tube e diversos espaçadores, a frente é alta e ideal para quem busca uma posição mais ereta para pedalar com tranquilidade.

Foto 63260

O tubo superior não é exageradamente longo, o que também economiza a região lombar. Além disso, o guidão com uma leve inclinação (rise) amplia ainda mais esta característica.

Com entre-eixos de 1098 mm, chain-stay de 455 mm e caixa com 71 graus de inclinação, a geometria da bike apresenta um pacote bastante comum e voltada para o conforto, sendo que nenhum número chama a atenção e nada parece "fora do lugar".

O Teste

Testamos a bike ao longo de 4 meses no asfalto e na terra. Vale ressaltar que, por se tratar de um modelo mais simples, o uso em trilhas extremamente técnicas foi limitado.

No geral, a bike se destaca pela posição confortável e descompromissada, ideal para o ciclista iniciante tanto na trilha quanto no asfalto.

Subindo

Com peso de quase 15kg e posição bem ereta de pedalada, subir em alta velocidade não é o forte da 6.3. Porém, se a pressa não for prioridade, a bicicleta encara bem subidas tanto no asfalto quanto na terra.

Foto 63255
   Pedro Cury

Com uma coroa pequena de 25 dentes e um pinhão grande de 32, a Endorphine 6.3 não é muito adequada para subidas muito inclinadas. Mas, a relação é plenamente satisfatória para estradões de terra e uso no asfalto - situações onde subidas do tipo "parede" são menos comuns.

Vale lembrar que bicicletas curtas e altas possuem a tendencia de empinar em subidas muito inclinadas, por isso convém deslocar o peso para frente se for encarar alguma. O ponto positivo fica pela boa tração dos pneus, principalmente em terrenos mais duros.

Descendo

Encarar descidas de asfalto o na terra mais lisa não é um problema para a Endorphine 6.3. Porém, em caso de estradas mais esburacadas, a suspensão simples não é capaz de seguir irregularidades e absorver buracos de forma eficiente.

Foto 63251
   Pedro Cury

Com uma geometria de passeio, a bike não apresenta nenhum comportamento estranho durante curvas. Porém, ao se forçar mais na velocidade, as limitações da frente alta ficam evidentes, com a dianteira tendendo a flutuar um pouco.

Em terrenos mais inclinados, a distribuição de peso mais recuada e a posição mais ereta mostram-se vantajosas, principalmente por evitarem a sensação de que a bike vai capotar para frente - o terror de quem está começando no esporte.

Suspensão

Trata-se de um modelo com controle de pré-carga da mola e trava mecânica sobre a espiga direita. Sem controle hidráulico, o retorno do curso é bem rápido, exigindo cuidado na pilotagem.

Foto 63256
   Pedro Cury

A suspensão pode ser travada, mas para que isso aconteça ela deve estar totalmente estendida.. Por isso, parar antes de efetuar o travamento é recomendado. Depois de travada, a suspensão não apresenta nenhum movimento.

Para ciclistas leves, o modelo utiliza molas bastante duras e raramente vimos o curso sendo plenamente utilizado. Além disso, a suspensão apresenta uma folga e os selamentos não são eficientes para manter a sujeira do lado de fora.

Transmissão

O Tourney TX800 aposta em 24 marchas para uso urbano ou para passeios na terra. Sua pedivela para eixos de ponta quadrada possuem três coroas (42 / 34 / 25) e um protetor plástico - algo muito bem vindo para passeios mais "civis".

Foto 63252
   Pedro Cury

O cassete 12-32 mostra-se eficiente para um uso não extremo e as marchas passam sem grandes dificuldades de um pinhão para o outro.

Embora sejam macias, o acionamento dos botões tem uma sensação de simplicidade e, por vezes, sentimos alguma dificuldade em achar a marcha. A alavanca no dedão direito sobe até três marchas traseiras de uma vez.

Para descer, é preciso de um pouco de malabarismo no dedo indicador para encontrar a alavanca posicionada na parte de cima do manete de freio.

Para privilegiar a leveza nas trocas, o câmbio traseiro utiliza uma mola bem macia, o que se traduz em suavidade com um efeito colateral inevitável - o barulho da corrente batendo ao sinal de qualquer buraco. No geral, as trocas dianteiras são bastante positivas, mesmo que por vezes seja preciso aliviar a pressão no pedal para que elas aconteçam.

Freios

Para o uso proposto pela bike, os freios a disco mecânicos Shimano TX805 são práticos e eficientes. Eles param a bicicleta sem grandes dificuldades, desde que o ciclista não abuse demais do sistema.

Foto 63257
   Pedro Cury

Andando mais rápido, sentimos um pouco de dificuldade de modulação e, para realmente estancar a bicicleta, dois dedos no manete são obrigatórios. Mesmo assim, as alavancas de nylon inevitavelmente vão flexionar ao serem apertadas com força.

Conforme as pastilhas vão gastando, parafusos de tensão do cabo tanto no manete como na pinça dão uma grande amplitude de regulagem.

Outro detalhe que agradou em cheio foi o parafuso regulador com cliques de posição da pastilha fixa, o que facilita ainda mais os necessários ajustes dos sistemas mecânicos.

No geral, o sistema é de simples regulagem e funciona bem no uso proposto. Obviamente, para pedais mais exigentes, as limitações inerentes aos freios mecânicos estarão presentes.

Rodas e pneus

Curiosamente, a 6.3 tem a vantagem de contar com o mesmo conjunto de rodas que alguns modelos superiores da linha. Os aros de parede dupla são pesados, mas comprovadamente resistentes.

Foto 63258
   Pedro Cury

Os cubos Shimano TX505 são básicos mas não apresentaram nenhum tipo de problema ao longo do teste. Os já conhecidos CST Critter podem não ser pneus de altíssimo desempenho, mas destacam-se pela resistência e boa durabilidade.

Graças ao pequeno volume de ar, a rodagem não é muito suave. Porém, o pacote promete acompanhar o ciclista iniciante por muitos e muitos quilômetros sem maiores dores de cabeça.

Pros

- Posição confortável de pedalada
- Excelente custo-benefício

Contras

- Suspensão dianteira muito simples
- Câmbio traseiro barulhento

Conclusão

Custando R$ 1,499,90, a Endorphine 6.3 é uma bicicleta de passeio urbano ou na terra com uma relação custo-benefício bem interessante. Sendo uma das poucas atualmente nessa faixa de preço a ser equipada com 24 velocidades e não 21.

Foto 63259
   Pedro Cury

Embora suas peças sejam simples, é possível utilizar a Endorphine 6.3 em trilhas de média dificuldade sem problemas, tornando a bike uma boa escolha para começar no esporte.

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Piloto: Gustavo Pacheco (Strava)


Fotos (10)

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Comentários

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    Cebo    São Paulo - SP

    Cebo    São Paulo - SP

    Olá amigo! Encontramos em mais de uma fonte essa pedivela tanto na versão 24 quanto na 25 dentes. Vamos averiguar se a informação está correta, se a GoNew utilizou mais de um modelo ou se tudo não foi um erro de digitação de alguém que se espalhou. A única forma de fazer isso é pegar a bike testada e contar os dentes.
    4 dias atrás - Denunciar


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    Uendel   

    Uendel   

    Há um erro de informação, tenho uma desse modelo 2016 de 24v e a menor coroa do pedivela tem 24T e não 25T como informa a materia.
    6 dias atrás - Denunciar


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    Fellipe Dias   

    Fellipe Dias   

    Boa tarde, tenho umas dessas e estou fazendo um UP nela, mas preciso saber se o quadro é Conico ou reto... preciso mudar a suspensão e estou perdido nesse assunto.. tbm vi algumas descritas como 1 1/2 ou 1 1/8... sou novato nessa parte de bike... que dúvida
    2 mes(es) atrás - Denunciar


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    Cassio   

    Cassio   

    Valeu pelas dicas!
    2 mes(es) atrás - Denunciar


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    newhouse    Embu - SP

    newhouse    Embu - SP

    Pra usar essa bike no asfalto vc pode tirar o pneu de cravo e colocar um slick, um kenda kwest é bom e barato, tem outros modelos melhores e mais caros dependendo do seu objetivo, quando menor o pneu e maior a pressão mais rápido a bike anda e menos confortável fica, sempre respeitando o mínimo de 700x28 (28-622) por conta da largura do aro de MTB. Outra dica bacana é tirar a suspensão e colocar garfo rigido, os da Fib são bons e baratos, o mosso é super confortável, mais ainda assim a bike fica bem dura usando garfo rígido, se o asfalto for ruim você pode sofrer um pouco. De resto é só pedalar, pela geometria confortável o comportamento dessa bike deve ser bem bacana pra rodar tranquilo no asfalto.
    2 mes(es) atrás - Denunciar


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    Melks1985    Porto Alegre - RS

    Melks1985    Porto Alegre - RS

    Muito bacana o review. Já estava inclinada a comprar este modelo, por ser a 29er que me pareceu mais interessante em termos de custo benefício. Agora tenho mais convicção de que essa será minha primeira bike decente.
    2 mes(es) atrás - Denunciar


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    Cassio   

    Cassio   

    Comprei uma igual a essa pelo custo benefício. Meu uso é praticamente só no asfalto para queima de calorias, 20 km, três vezes por semana. Tem alguma sugestão de up a ser feito na 6.3 para esse tipo de uso?
    2 mes(es) atrás - Denunciar




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