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Teste - Freios SRAM Guide RSC 2015


26 AGO, 2015     Gustavo Figuereido    



A SRAM lançou esse ano uma nova linha de freios do modelo Guide, com diversas novas tecnologia e destaque para o uso de 4 pistões. O Guide vem em diferentes versões, a R, RS, RSC e Ultimate. Testamos a versão RSC, que fica logo abaixo do topo da linha.

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As manetes podem ser montadas da forma tracional ou invertidas para quem prefere

Principais Tecnologias

Swinglink

Um novo sistema de resposta do freio deixa-o mais macio e exigindo menos força na alavanca durante a frenagem. Assim, diferente de outros sistemas, o Swinglink elimina a zona morta do freio sem perder a modulação, diminuindo o intervalo entre o acionamento da alavanca e o toque das pastilhas no rotor (deadband). Logo que as pastilhas entram em contato com o rotor, esta energia é modulada dando equilíbrio entre a potência e precisão.

Reservatório PiggyBack

O reservatório de óleo é de simples manutenção e funcional. A troca de óleo pode ser feita facilmente, além de permitir o uso das alavancas de ambos os lados.

Contact Point Adjust

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O ajuste de contato da pastilha fica dentro do corpo da manete, bem protegido

Esta tecnologia permite a regulagem, sem ferramentas, da posição da pastilha em relação ao rotor. É possível ter um acionamento mais curto ou mais longo – ou seja, a manete pode ter maior ou menor amplitude até que as pastilhas encostem nos rotores.

Reach Adjust

Ajuste, sem ferramentas, da distância da manete. Gosta da manete mais alta ou mais baixa ? Tem mãos pequenas ou grandes ? Esse ajuste resolve o problema.

Pure Bladder

O novo freio tem um novo bladder chamado Pure, que é uma pequena borracha que ajuda a ajustar o funcionamento do reservatório de óleo. A nova tecnologia ajuda a regular e reduzir as bolhas de ar no óleo. O sistema foi desenhado especificamente pra expulsar o ar da manete e empurrar o óleo pro lugar certo. Com isso, o retorno da manete também fica mais consistente

Pivô da manete com rolamentos selados

O pivô da manete possui rolamentos selados, permitindo um funcionamento leve, suave e constante.

O freio pesa 375 gramas, possui quatro pistões e vem disponível nas cores prata polido anodizado e preto anodizado. O rotor é oferecido nos tamanhos 140, 160, 170, 180, 200mm, desenhado para equilibrar a fricção e minimizar a vibração. Veja a galeria completa de fotos para o peso de cada componente em separado.

Ficha Técnica

Peso Divulgado - 381 g
Peso Averiguado - Ver fotos
Material do manete - Alumínio
Rotor - Centerline
Tamanho de Rotores - 140 (apenas traseiro), 160, 170, 180 e 200mm
Desenho do Caliper - 4 pistões e caliper de diâmetro duplo
Montagem com passadores - Compatibilidade com MatchMaker X
Acabamento - Prata Polido Ano ou Black Ano
Fluido - DOT 5.1
Destaques tecnológicos - SwingLink, PURE Bladder, Timing Port Closure, Lever Pivot Bearings
Site Nacional - http://www.proparts.esp.br/sram/sram-mtb/guide/freios-sram-guide-rsc
Site Internacional - https://www.sram.com/sram/mountain/products/guide-rsc

Impressões Iniciais

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O dial de ajuste da altura da alavanca fica na própria alavanca

Quanto a parte estética, o freio divide opiniões: Há quem ache muito bruto e grande. Em termos de construção, nenhuma crítica. O dial ajuste de pastilha está dentro do corpo da manete, enquanto o de altura da alavanca fica na própria alavanca, mas um pouco mais exposto. Nenhum deles têm possibilidade de serem desregulados por acidente devido a construção e dificilmente podem ser danificados em uma queda.

A pastilha entra no caliper por cima, então não é preciso tirar o freio da bike para trocá-la. A montagem das manetes é compatível com a tecnologia MatchMaker X da própria SRAM, permitindo a integração com passadores da marca.

O Teste

Relato de Igor Ramon

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"Logo que instalei os freios, senti que estava pilotando algo diferente e teria que reaprender a frear. Venho do XCO e uso um freio com pouquíssima modulação, muito mais sensível e o Guide já se mostrou muito superior neste quesito mesmo no processo de queima das pastilhas.

Usei rotores 160 / 160 e fiz questão de passar por todos os tipos terreno para exigir ao máximo o equipamento. Me impressionei com o rápido e fácil ajuste das manetes tanto em relação à ergonomia quanto à altura das pastilhas, consegui encontrar minha configuração ideal apenas enquanto queimava as pastilhas.

Tenho menos de 60kg e estes freios com pistão duplo me fizeram retardar a frenagem uns 20%. Impressionante!

Eles foram testados nas nossas pistas locais com descidas de raízes, gaps e curvas tanto no seco quanto no terreno úmido. O que percebi foi que as rodas não travavam por completo nunca, tive uma pequena dificuldade para começar a controlar isto e usar como um ponto positivo dos freios. Uso as derrapagens para ajudar nas curvas sem perder velocidade, mas com estes freios posso frear dentro da curva sem medo de capotar!

Em condições mais extremas onde os testei como na Serra do Vulcão em Nova Iguaçu (8km com -20% de inclinação média e todo tipo de terreno) percebi que os mesmos não mudam no meio da descida após o aquecimento como em versões da Avid que a manete subia ou da Shimano que descia. Fiz uma descida na chuva e com o terreno seco que não senti diferença alguma com relação aos freios.

Por último - Fiquei com eles sob teste por mais de 2 meses usando a bike por umas 4 vezes na semana e ainda estou. Fora as pastilhas que baixaram um pouco as manetes pelo desgaste, nada aconteceu com relação a pressão de óleo ou coisa parecida. A bike fica na vertical em casa pendurada por gancho na roda dianteira".

Relato de Pedro Cury
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Pedro Cury usando os freios Guide RS em terreno técnico
"Usei o modelo Guide RS, que segundo a Pro Parts (distribuidora SRAM no Brasil), possui o mesmo funcionamento que o Guide RSC, apenas não conta com o Contact Point Adjust. Os freios, com rotores de 180mm, estavam montados em uma Specialized S-Works Enduro e posteriormente, também os usei na nova Camber 2016. Foram todos os tipos de situações, do downhill urbano às trilhas mais tranquilas.

O que mais me impressionou foi a modulação que esses freios possuem, ou seja, é possível acioná-los com diferentes forças, gradativamente, sem travar as rodas. A resposta da manete é perfeita, tudo muito suave e previsível.

Já o ponto negativo é que a força final de frenagem não é tão grande, ou seja, é mais difícil travar a roda. Claro que pro freio dianteiro isso pode ser visto até como uma vantagem, mas com uma pilotagem agressiva e terrenos mais inclinados, travar a roda traseira faz parte do jogo. As vezes até é desejável sentir a roda derrapar um pouquinho para saber que estamos "passando do ponto" e com os Guide essa situação aconteceu bem pouco.

Talvez o uso de rotores maiores ajude a aumentar o poder de frenagem, porém trazendo um leve ganho de peso".

Conclusão

O SRAM Guide RSC tem uma modulação impressionante, permitindo uma frenagem muito precisa e previsível. A frenagem é bastante eficiente, porém quem gosta de travar a roda traseira terá dificuldades e deve tentar usar rotores maiores ou procurar o modelo Code, mais específico de downhill.

Ponto positivo

Alta modulação
Ajustes externos da pastilha e da alavanca

Ponto negativo

Dificuldade para travar a roda

Pilotos de Teste

Igor Ramon e Pedro Cury

Vestuário

Capacete Specialized, luvas Specialized Enduro, joelheiras Specialized Atlas, sapatilha Specialized 2FO


Fotos (24)

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