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Teste - Canote ajustável X-Fusion Hilo 2011


18 AGO, 2011     Pedro Cury    



Canotes ajustáveis começaram a surgir de 2009 para cá e agora estão se tornando cada vez mais populares e até equipamento se série de algumas bikes. Com a popularização do all mountain, a possibilidade de baixar e subir o banco sem precisar desmontar da bicicleta se torna algo muito bem-vindo, especialmente pela facilidade dessas bicicletas encararem terrenos muito técnicos, onde ter o banco baixo se torna mais seguro e divertido.

Nesse ano, também houve uma surpresa no uso dessas canotes: pilotos da elite do downhill mundial, como Gee Atherton, Steve Peat e Aaron Gwin competiram com esse tipo de canote na primeira etapa da Copa do Mundo, sendo esse último piloto o vencedor da etapa. O canote nesse caso deu a vantagem de "sprintar" com o banco alto em alguns trechos da pista.

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A X-Fusion é uma marca de Taiwan, que produz suspensões para bikes há mais de 10 anos. Porém, muitos ainda não a conhecem porque apenas nos últimos 4 anos que a empresa começou a vender e divulgar com mais intensidade a marca para os consumidores. Antes desse período, a marca equipava apenas bikes que eram vendidas já montadas para o consumidor, o chamado OEM. Apesar de não ter a mesma fama que os gigantes do mercado, a marca últimamente têm mostrado força, patrocinando atletas como Aaron Chase, Mike Vine, Andrew Taylor, Tyler MacCaul, Sandra Tomlinson entre outros.

Características

Diâmetros: 27.2 mm , 30.9 mm e 31.6 mm.
Cores: Preto e preto com detalhes prateados.
Acionamento: alavanca no próprio canote ou acionamento remoto pelo guidão por cabo de aço (ambas incluídas).
Curso: 0 a 100 mm com ajuste infinito.
Funcionamento: ar
Peso: 646 g (modelo 31.6mm)

O Teste

Para testar o canote, convidamos o piloto Rodrigo Tiuma, que é competidor de downhill e tem como principal título o 2o lugar no estadual de downhill 2006 do RJ (sub 30). Tiuma já está muito envolvido com o all mountain e já usa o canote por mais de 4 meses nos seus rolés regulares.

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A primeira coisa que se vem a cabeça é se realmente existe um benefício ou é apenas um capricho poder alterar a altura do banco sem precisar sair da bike. Especialmente levando em consideração que o canote pesa pelo menos o dobro que um canote comum. E a resposta depende do tipo de terreno que o piloto costuma pedalar. Para pedalar apenas em estradas de terra e sem trechos técnicos, realmente não há muita necessidade de baixar o banco com agilidade. Porém, a grande flexibilidade das bikes de all mountain está em ser uma bike leve capaz de subir com bom desempenho, mas também poder descer atropelando pedras, voando nos saltos e estando a altura das habilidades do piloto. Nesses casos, se torna óbvio a necessidade de um banco baixo. As fotos podem comprovar.

Nas palavras de Tiuma: "Comecei a ver muitas bikes no exterior usando canotes ajustáveis e mesmo sem nunca ter experimentado, resolvi arriscar. Já no primeiro rolé fiquei impressionado com a facilidade de uso e principalmente por passar mais veloz em trechos curtos que não valia a pena desmontar da bike para baixar o selim. Comecei com a alavanca no próprio canote, mas quando experimentei o acionamento no guidão, não consigo mais voltar atrás. O canote se tornou essencial para o tipo de rolé que eu faço".

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Durante o período testado, o canote foi colocado em diversas situações: chuva, lama e impactos. Nada afetou o funcionamento do produto. É possível notar, uma folga lateral muito pequena quando forçado, porém é algo que não piorou durante os meses e, pelo menos nos nossos testes, não foi algo que chamou atenção durante o uso. Esta folga mínima pode fazer parte do sistema de funcionamento - natural.

O uso da alavanca tanto do canote, quanto do guidão, se mostraram suaves. Para o acionamento remoto, é preciso apenas seguir as recomendações básicas para colocação do conduíte, evitando dobras ou curvas fechadas. A possibilidade de travar a altura em qualquer intervalo entre 0 e 100mm traz flexibilidade, porém, o piloto preferiu manter a parte fixa do canote em uma altura já determinada para ficar ideal para pedalar quando tiver todo estendido. Com o ajuste de ar, também é possível ajustar a força em que o canote sobe ou desce, sendo ainda progressivo de acordo com o acionamento da alavanca: quanto mais forte acionar, mais rápido irá subir.

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O maior ponto negativo do Hilo é o que atinge ainda os outros modelos: peso. Com 646 g, o canote não tá na faixa dos mais leves, porém oferece um ótimo custo-benefício, já que possui um ótimo funcionamento e o menor valor entre as outras opções disponíveis até agora no mercado.

Garantia e Investimento

O canote é distribuído no Brasil pela Scitex e o site oficial da marca é http://www.xfusionshox.com/.

O preço fica em torno de R$ 750,00 e possui 1 ano de garantia.

Conclusão

Se você não é neurótico por peso e nem competidor profissional de cross-country ou maratona, experimente um canote ajustável. A praticidade do sistema faz com que você ultrapasse mais trechos técnicos que antes não "valiam a pena" parar para abaixar o selim. O X-Fusion Hilo se mostra como uma opção confiável, com o menor preço do mercado.


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