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Testamos o pedivela Truvativ Stylo 3.3 Team


2 JUN, 2009     Pedro Cury    



A Truvativ é uma marca de componentes que surgiu em meados na década de 90. Em 2004 foi adquirida pelo grupo SRAM, detentora também da marca Rock Shox e Avid. A marca produz canotes, mesas, guidões, pedivelas, pedais e guias de corrente.

Testamos, desta vez, o pedivela Truvativ Stylo 3.3 Team. O pedivela, com três coroas, é indicado para todas as modalidades que vão do Cross Country ao All Mountain mais extremo, ficando acima do modelo Firex e abaixo da linha Noir.

A linha também tem como opção o modelo Stylo OCT (não testado). Para fabricar a tecnologia OCT, uma única massa de alumínio é prensada e esticada, formando um braço de pedivela totalmente oco. O resultado é um pedivela 70g mais leve e com a melhor relação entre peso e rigidez do mercado.

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:: CARACTERÍSTICAS

Material: Alumínio 7075 T6 nas coroas e Alumínio 7050 TV nos braços. Pinos e eixo de aço.
Coroas: 22 / 32 / 44 dentes
Tamanho de braços: Opção de 170mm, 175mm (testado) e 180mm
Compatibilidade: 9 velocidades / furação 64mm - 104mm
Sistema de encaixe: Eixo integrado e rolamentos externos (Sistema GXP)
Movimento central: Team GXP
Opções extras: OCT - Braços ocos
Peso: 933 com movimento central e espaçadores / 803 sem o central / 128 central + espaçadores


:: TECNOLOGIAS

- AL 7050 TV - Essa liga de alumínio é um dos pontos fortes na criação das peças. Depois da extrusão, a peça é forjada e tratada termicamente, ficando 75% mais forte que o alumínio 6061, comumente usado nos pedivelas. Esse mesmo material é usado na produção das peças da linha de downhill e freeride.

- Powerglide - A partir de uma placa de alumínio 7075-T6, as coroas são cunhadas (um processo mais meticuloso de estamparia). Após a cunhagem, elas recebem anodização dura e posteriormente são usinadas em CNC. Os processos utilizados para a formação dos dentes e relevos internos são complementares e o resultado final nao poderia ser alcançado sem um ou outro. Depois disso, são prensados os pinos em aço inox. Essa combinação de rampas internas, dentes com formatos facilitadores e pinos estrategicamente localizados possibilita um trânsito otimizado da corrente durante as trocas de marchas. Soluções como estas, juntamente com outros pequenos detalhes (espaçamento, escolha de materiais, acabamento, tolerâncias), fazem a troca de marchas ficar cada vez mais precisa. Para alguns desses processos são necessárias máquinas especiais, sendo exclusividade apenas das grandes marcas.

- GXP - O movimento central usa dois rolamentos externos selados, desenvolvidos especialmente para este uso, e oito anéis de vedação para uma pedalada mais suave e com menos manutenção. Esse sistema traz diversas vantagens como: menor peso, menor torção e maior resistência do conjunto.


:: IMPRESSÕES INICIAIS

Esteticamente o pedivela chama atenção. Os braços são pretos e brilhantes, feitos por um processo de polimento especial. O nome do modelo é impresso em baixo relevo, de forma discreta, mas elegante. As coroas são prateadas, foscas, e lembram titânio, um pouco mais escuras. As coroas são bem acabadas, com detalhes arredondados e especificações escritas a laser, tudo muito bem feito.

O movimento central GXP também é prateado, um pouco mais claro que as coroas e o pequeno copo que une os dois lados é transparente, com o logotipo GXP em relevo. A direção de aperto também está impressa em cada lado, para que não haja confusão (já que cada lado tem a rosca para uma direção).

A facilidade de instalação é outro ponto positivo. Basta encaixar os rolamentos no quadro, encaixar o eixo que é integrado ao braço direito e encaixar o braço esquerdo do lado oposto. Aperte o parafuso de fora com o torque indicado no manual e está pronto para pedalar.

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:: O TESTE

Para testar o pedivela, mais uma vez convidamos o carioca Amarildo Ferreira, que compete há mais de 15 anos nas principais provas de cross-country do país. Possui os títulos mais importantes do esporte, sendo os principais: Bi-Campeão Brasileiro de XC (Master), Campeão Panamericano 2006 (Master), Campeão do Big Biker 2006 (Elite), tetra-campeão do Iron Biker (diferentes categorias) e tetra-campeão do Ecomotion MTB Trip Trail (Elite).

Os testes foram realizados em 2 trilhas do estado do Rio de Janeiro e uma na capital. Foi possível analisar o comportamento do pedivela em diversas situações, principalmente em subidas curtas e fortes, onde a rigidez é importante. Não se notou nenhum problema de rigidez ou torção, mesmo pedalando mais forte.


Depoimento de Amarildo Ferreira:

"Fiquei muito satisfeito com a rigidez do pedivela. Não notei nenhuma torção ou qualquer folga, mesmo pedalando em pé, forçando bastante. Para o XC competitivo, o peso está um pouco acima, afinal, não é a linha de XC".

Lembramos que o modelo testado é voltado para mountain biking em geral. Para o cross-country competitivo, existe o Stylo OCT, que conta com os braços ocos, além da linha Noir, com braços de carbono. Portanto, o pedivela cumpre muito bem seu papel nas trilhas e all mountain, podendo encarar também provas de cross-country, por um preço mais em conta.


:: CONCLUSÕES

O Truvativ Stylo Team 3.3, apesar de ser um modelo do meio da linha, não deixou a desejar em qualidade e em tecnologia. O funcionamento foi excelente, sem torção ao se exigir o máximo do pedivela e o peso está de acordo com o uso indicado para o modelo. Porém, é aceitável para cross-country não competitivo, principalmente por ter o preço bem abaixo dos modelos superiores.


:: GARANTIA

A representante da SRAM no Brasil é a Proparts. Para peças compradas no Brasil e em lojas autorizadas, a garantia é de 2 anos para defeitos de fabricação. Ao comprar, tenha certeza que a loja é autorizada para revender produtos da marca. Para ver o site internacional da Truvativ, com todos os modelos, acesse: http://www.truvativ.com .

Conheça também o blog da Proparts, importadora da Sram: http://blog.proparts.esp.br




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