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Surto de Coronavírus coloca em dúvida temporada européia de clássicas

Equipes já consideram calendários alternativos em caso de cancelamento de provas importantes

O surto de Coronavírus ou COVID-19 que se originou na China e agora se alastra pela Europa já coloca em dúvida a temporada européia de provas clássicas de primavera, com provas como a tradicional Milano-Sanremo estando no epicentro da epidemia, correndo sério risco de cancelamento. Por conta disso, algumas equipes já começaram a mudar seus planos.

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    Fleche Wallonne / Divulgação

Neste fim de semana, por exemplo, o atleta Wout Van Aert (Jumbo-Visma) vai largar na Omloop Het Nieuwsblad, prova que entrou em seus planos na tentativa de garantir um resultado caso a Strade Bianche (7 de março), GP Industria & Artigianato (8 de março) ou a Milan San-Remo (21 de março) sejam canceladas - uma das regiões mais afetadas é a Lombardia, no norte da Itália, localidade onde algumas cidades já estão em alerta máximo.

Há alguns dias, a RCS Sport, organizadora de inúmeras provas, inclusive o Giro d'Italia, emitiu um comunicado afirmando que o calendário ainda está em pé, mas existe o risco de cancelamentos começarem a acontecer há qualquer momento.

"Não sabemos muito sobre as corridas italianas no momento. Temos que pensar em alternativas e planos B, mas não vamos começar a fazer calendários alternativos ainda. Vamos esperar confirmação", afirmou Grischa Niermann, diretor da Jumbo-Visma. "Não estamos escutando muito da RCS porque eles também não sabem o que vai acontecer", complementou.

Atualmente, a decisão de cancelar ou não eventos esportivos está nas mãos das autoridades italianas de saúde.Vale destacar que muitos jogos de futebol já foram adiados, com diversas comunidades locais já tendo sido colocadas em quarentena.

"Como todos, nós estamos preocupados com o que está acontecendo. No momento, só nos resta esperar que a situação melhore e o número de casos não cresça", comentou Mauro Vegni, diretor da RCS. "Milão é um dos lugares-chave que mais regitrou casos até agora. Por isso, vamos seguir as recomendações do governo e do ministro da saúde pública", finalizou.


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