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SRAM registra patente de câmbio com amortecimento hidráulico e fixação no eixo

Em teoria, câmbio teria vantagens de precisão, suavidade e economia de baterias

Seja qual for a bicicleta, a precisão das trocas de marcha depende, antes de qualquer coisa, do bom alinhamento da gancheira. Porém, mais do que isso, diferentes quadros utilizam diferentes gancheiras. Com isso, a posição do câmbio em relação ao cassete muda dependendo do quadro da bicicleta - tanto é verdade que existe um gabarito utilizado por técnicos dos fabricantes de câmbios para verificar se um determinado modelo de quadro é compatível seus produtos.


Com a chegada dos grupos de 12 e até 13 velocidades, os pinhões ficaram realmente grandes, assim como o espaço entre eles ficou bem menor. Com isso, a criação de um câmbio que fique preso exatamente no mesmo lugar em todas as bikes passa a ser algum cada vez mais interessante - entra aí a nova patente da SRAM. Segundo o site Bike Rumor, um câmbio com montagem direta no eixo traseiro da bike.

No projeto, podemos ver que o próprio câmbio faz as vezes de gancheira, com uma peça que fica presa no quadro utilizando a mesma porca na qual o eixo traseiro vai aparafusado, o que permitiria um alinhamento perfeito entre quadro, cassete e câmbio.


O projeto ainda permite que o paralelogramo que faz o câmbio traseiro funcionar seja posicionado totalmente na horizontal, eliminando trocas involuntárias que podem acontecer quando forças verticais atingem o câmbio, fazendo ele se movimentar lateralmente se o paralelogramo ficar na diagonal - algo como um aprimoramento da tecnologia X Horizon utilizada pela SRAM atualmente.

A desvantagem é que este sistema precisa de um quadro especial para funcionar, já que a fixação do câmbio é feita diretamente no mesmo ponto de fixação que retem o eixo traseiro. Outro detalhe é que o projeto prevê a criação de eixos de 15mm na traseira, em teoria melhor para o uso em e-bikes do que os atuais de 12mm.

Retenção hidráulica

Atualmente, muitos câmbios utilizam mecanismos de trava, sendo alguns deles por fricção. Apesar de reduzirem bastante os movimentos da corrente, este tipo de mecanismo aumenta consideravelmente a força necessária para trocar de marcha, já que subir a corrente pelo cassete significa superar a resistência da embreagem.

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Para câmbios mecânicos, isso pode ser percebido como uma alavanca um pouco mais dura. Porém, para os eletrônicos, isso significa mais uso de bateria a cada troca de marcha. Por isso, um mecanismo hidráulico que controla os movimentos da corrente pode ser bastante interessante.

Com ele, movimentos rápidos como a corrente querendo bater ao passar por um trecho esburacado são controlados, enquanto movimentos lentos como a troca de marcha dão tempo para o fluido passar pelos controladores de fluxo, mantendo as trocas de marcha macias para economizar dedos e baterias.

Obviamente, o registro de uma patente não significa que a ideia deve entrar rapidamente em produção. De uma forma ou de outra, as ideias mostram que o MTB e o esporte com bicicletas deve continuar evoluindo constantemente.






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