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SRAM Eagle AXS 2024 chega com refinamentos e maior durabilidade

Linha 2024 das transmissões eletrônicas de MTB já nasce com um grande Pedigree de vitórias e já disponíveis para compra no Brasil

Enfim a SRAM revelou a nova família Eagle AXS topo da gama depois de desafias o jargão “o segredo mais mal guardado”.

A marca tem um grande histórico em usar seus atletas para testar seus produtos dentro das competições, dessa vez não foi diferente. A marca que testou equipamentos com vários atletas, conquistou várias vitórias na temporada anterior (incluíndo títulos com Nino Schurter e Pauline Prevost) nas versões Blackbox, como a SRAM chama seu programa de protótipos.

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Já na pré-temporada 2023 foram várias vitórias com a versão de pré produção em provas de aquecimento e agora no Cape Epic vemos a versão final.

Família Eagle AXS:

A nova família recebeu um novo membro. Agora temos 3 versões entre os antigos XO1 e o antigo XX1.

A SRAM agregava o número 1 aos seus grupos que usam uma única coroa, desde os idos de 2011 e 2012, isso começou a mudar com a entrada das linhas GX, NX e SX que popularizaram a tecnologia, enfim abandonando o câmbio dianteiro de uma vez por todas e usando cassetes de longa gama e 12 marchas.

Esse ano, o 1 agregado aos nomes dos produtos do topo da gama também caí. Desde que a SRAM lançou o GX Eagle AXS, popularizando as transmissões eletrônicas para as bikes intermediárias, se esperava uma renovação da gama top de linha.

XO1 e XX1 Sempre foram o equivalente aos concorrentes XT e XTR da japonesa Shimano respectivamente. Agora o novo XO e XX mantém o mesmo posicionamento, porém se agrega o XX SL, para o uso exclusivo no XC.

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O coração da mudança:

A grande maioria das imagens vazadas e rumores foram justamente em torno dessa versão, pois foi ela que levou Nino Schurter ao todo do podium do Campeonato Mundial de Cross Country Olímpico (XCO) de 2022.

Essa versão recebe algumas mudanças, com componentes mais leves, buscando tirar peso e ganhar performance em todos os lados. Porém, cerne das mudanças não está na redução de peso e sim na nova tecnologia de fixação do câmbio ao quadro.

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As gancheiras UDH, que são de montagem universal e já estão presentes em 2,3 milhões de bike rodando no mercado e outras 3,4 milhões a chegarem em 2023, são a base para as mudanças da SRAM no MTB para 2024.

Essas gancheiras padronizadas e uniformes dentro da grande maioria das grandes marcas de bicicletas. Dessa forma, com a interface quadra gancheira uniformizada a SRAM pode criar uma solução para uma montagem mais firme, rígida e durável ao quadro.

Mostramos esses rumores quando nasceram e questionamos como seria a durabilidade e reposição, pois o temos era quebrar o quadro e o câmbio ao invés da gancheira, a qual nasceu justamente para ser uma peça de fácil reposição para preservar itens mais valiosos.

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Pois bem, a resposta da SRAM foi criar um sistema com peças facilmente substituíveis e intercambiáveis. Dessa forma, além de garantir a plena reposição dos componentes, reduz a necessidade de peças no estoque das lojas e distribuidores e ainda abre a porta para customizações, pois agora você pode fazer upgrades de um XO 2024 com peças de um XX SL 2024 por exemplo.

O sonho das trocas de marchas limpas:

As novas transmissões SRAM Eagle AXS prometem alguns avanços importantes devido ao conjunto de tecnologias denominadas T-Type. Os novos câmbios são excepcionais quando se faz o “shifting under load” ou seja, trocar de marcha enquanto se faz força, como em sprints e subidas, a promessa se extende até 1000 watt, excedente até mesmo sprints com e-bikes. Esse sempre foi o calcanhar de Aquiles de qualquer câmbio, seja SRAM, Shimano ou qualquer outra marca.

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Mas o novo desenho do câmbio, que ai usar uma montagem que abraça o quadro na altura do eixo e traz um nível não antes vistos de rigidez, proporciona menos torção no conjunto, assim possibilitando a precisão necessária para essas trocas pesadas sem grandes estralos, riscos de quebra de correntes ou mesmo de gancheira.

As novas polias inferiores chamadas de Magic Polley agora tem uma melhor capacidade de lidar com detritos, evitando que eles enrolem na mesma e reduzam a sua capacidade de girar, além de manter a corrente mais bem tensionada e alinhada do que as polias anteriores.

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Durabilidade e sustentabilidade:

Um dos grandes focos da SRAM nesse nova família e melhorar a sustentabilidade dos produtos.

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Seja por reduzir materiais nas embalagens, usar recicláveis, mas principalmente poder tornar os componentes mais duráveis e fáceis de manter.

A décadas um dos maiores diferenciais da SRAM quando a seus concorrentes e possibilitar a manutenção de sua linha a qualquer usuário, fazem isso por uma série de iniciativas, seja por disponibilizar o conteúdo técnico de forma aberta para qualquer usuário acessar, tutoriais no YouTube ou mesmo ao simplificar procedimentos e esse é o grande ponto desse conjunto de lançamentos.

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Ao aposentar as gancheiras tradicionais e focar na UDH a SRAM possibilitou que lojas, distribuidores e fabricantes uniformizassem seus estoque com um componente coringa. Agora com as nova família Eagle AXS com as tecnologias T-Type, isso fica ainda mais claro e abrangente com a possibilidade de intercambiar peças, substituir partes do cambio e criar equipamentos mais resistentes e resilientes a erros, isso sem falar na grande facilidade de instalação.

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Novos Cassetes:

Claro que, por mais interessante que os novos câmbios tenham ficado, eles não fariam milagres sozinhos, os novos cassetes com 44 pontos de troca ajudam e muito. Pontos de trocas são regiões do cassete que possuem dentes diferentes, justamente para que possibilite a mudança de marcas sem que traga riscos de marchar pulares por impactos ou vibrações do terreno.

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Agora o escalonamento dos novos cassetes recebem uma atualização, assim mudando de 10-50 ou 10-52 dentes para exclusivos 10- 52 dentes, mas com nova configuração, reduzindo o degrau para o com 52, que antes pulavam-se 10 dentes, agora 8 com a mudança do penúltimo com para 44 dentes antecedido de um com 38 dentes, tornando essas mudanças de cadência mais fluidas.

Simplicidade:

A simplicidade do sistema é algo notável, a montagem não requer nenhuma ferramenta específica ou processo complexo. A novo processo é montado em 3 passos e 3 ferramentas para preparar, montar e ajustar.

Na hora de preparar basta parear o bluetooth entre os componentes, na hora de montar apenas uma chave de corrente e uma Allen 6 e uma 8 mm são necessárias para montar os dois únicos parafusos, o que prende o câmbio no espaço antes usado pela gancheira UDH e o da braçadeira do trocador no guidão. Adeus aos parafusos, gancheiras, procedimentos complexos de medição de corrente, agora são passos simples e todos podem ser acompanhados pelo App.

APP:

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O aplicativo SRAM AXS agora conta com tutoriais e check listas para a instalação, além dos já tradicionais modos de customização dos sistema AXS.

Para montar os novos grupos, você pode acompanhar pelo APP e ele até lhe ajuda a identificar o tamanho da corrente correto.

Trocadores:

Os novos trocadores agora são ambidestros. O mesmo trocador pode ser montado em ambos os lados do guidão e em diversas configurações e posições distintas. O APP continua lhe possibilitando a customização completa dos trocadores, seja quem o que cada botão faz ou mesmo com quantas marchas ele deve baixar por vez.

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No mesmo APP também é possível fazer a compatibilização dos novos trocadores com o sistema Flight Atendent de controle automático de suspensões ou compatibilizar com seu canote Reverb AXS.

Correntes:

As novas correntes para a nova família Eagle AXS apresenta o mesmo perfil e estilo das correntes de estrada, com a parte superior plana e um novo perfil para acompanhar as inovações. Sendo de uso exclusivo com as novas transmissões T-Type.

XX SL:



A linha XX SL vem dos anseio de redução de peso, pois SL rotineiramente significam “Super Light” no inglês e “Super Ligero” em italiano (sim, ligeiro é leve e não rápido em italiano) .

O cassete é uma versão evoluída do irmão XX, porém as 3 últimas coroas em alumínio aliviado, reduzindo ainda mais o peso em especial em um componente que está se movendo, trazendo uma diferença importante. Outras peças ,como as pernas do câmbio, coroas, e afins também recebem ainda mais atenção na usinagem para redução de peso e de watts necessários para que se movam.



Foco: XC - XCO, XCM, XCC e também montagens em conjuntos mullet (trocadores road com câmbios de Mtb) nas bikes gravel.

Pesos:
Cassete: 385graamas
Câmbio traseiro: 440gramas

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XX:


Compartilhando a arquitetura do cassete do irmão XX SL porém usando outros materiais, a linha XX é um tanto mais robusta e o maior simbolismo disso é a opção de montar uma bash guard no pedivela. Bash guards são protetores para batidas da coroa no chão e em pedras, trazem uma proteção extra normalmente apenas necessárias no Enduro e Trail/All Mountain.



Suas coroas são um pouco mais robustas e apresentam a interface para as bash guards que podem sem adicionadas posteriormente, a desejo e customização do cliente.

O câmbio traseiro usa o mesmo corpo do XX SL com uma perna mais robusta, assim o tornando ainda mais rígido e forte em casos de batidas em pedras e raízes na trilha ou ao rigores das E-Bikes.

A linha já nasce totalmente compatível com o uso nas bike de pedal assistido, ou seja, nas e-bikes.

Pesos:
Cassete: 385 graamas
Câmbio traseiro: 450 gramas

XO:


O nível XO agrega toda a funcionalidade dos irmãos XX e XX SL com um conjunto a valores mais moderados, apresentando opções mais económicas tanto para o cassete, câmbio e pedivela, mas mantendo os atributos que chamam a atenção na linha topo da gama.



Com uma filosofia mais genérica, a linha XO nasce a atender desde o ciclista gravel, de Cross country, Trail e até aos endurecidos mais radicais.

O pedivela apresenta uma versão em alumínio vazado justamente para justamente entregar a usabilidade e reduzir o peso, o colocando como um dos mais leves pedivelas mais leves do mercado.

O cassete apresenta a mesma gama de marchas, porém mantendo o tratamento negro e um pouco menos de tempo no alívio de peso, o tornando uma opção mais económica para treinos aos usuários de XX SL ou mesmo uma opção de reposição interessante para acessar o novo escalonamento aos usuários de outros versões de SRAM Eagle, sejam AXS eletrônicos ou mecânicos.

Pesos:
Cassete: 385gramas
Câmbio traseiro: 466 gramas

Fiquem ligados, pois a SRAM tem prometido ainda mais novidades para os próximos dias.

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