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Specialized S-Works Tarmac SL6 2018 - Primeiras impressões


6 JUL, 2017     Gustavo Figueiredo    



No último fim de semana, tivemos a oportunidade de testar os mais importantes lançamentos da linha Specialized 2018 em um evento realizado em Campos do Jordão, onde pedalamos a nova Specialized Epic 2018 e também a nova S-Works Tarmac SL6 2018.

Para quem não conhece a linha do fabricante americano, a Tarmac é a linha de bicicletas de estrada com foco competitivo da Specialized, sendo a S-Works um dos modelos de gama mais elevada.

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Principais Mudanças

Esta geração da Tarmac perdeu 25% do peso do quadro, atingindo a marca de 733g no tamanho 56 da versão Ultralight. Além disso, a bike ganhou um desenho mais aerodinâmico, com um canote em forma de D e com a rabeira rebaixada.

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Em algumas versões, a bike pode vir com medidor de potência integrado. Para manter o conforto, a Specialized afirma que o novo canote é capaz de flexionar em sua porção superior. Além disso, o garfo fica 10% mais leve e ainda mais aerodinâmico.

Diferente de outros anos, a linha masculina e feminina utilizam a mesma geometria, sendo os pontos de contato e as cores as únicas diferenças entre as linhas. Todavia, o quadro é construído com a filosofia Rider First Engineered, que utiliza construções completamente diferentes em cada tamanho da bike para garantir o mesmo desempenho independente do tamanho.

Especificações

Transmissão: Shimano Dura-Ace Di2 9150 11V
Rodas: Roval CLX 50
Freios: Shimano Dura-Ace 9110F
Pneus: Turbo Cotton 700×26 mm
Pedivela: S-Works Fibra de Carbono

Tabela de geometria

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Pedalando

A primeira coisa que se repara na S-Works Tarmac SL6 2018 é o peso - ou a falta dele no caso. Ao levantar a bike, a sensação realmente impressiona. Porém, é só ao pedalar pela primeira vez que percebemos a real personalidade da bike.

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Logo de cara, pegamos uma subida com asfalto bastante judiado, onde fizemos algumas acelerações em pé e sentado. Aqui, percebemos dois grandes traços da bike: ela parece acelerar com mais facilidade que o modelo anterior, mas sua rodagem também é mais áspera.

No geral, a bicicleta parece ter ganhado em rigidez nos dois triângulos, acelerando com enorme facilidade e sem nenhuma flexão aparente. Com ela, cada pisada no pedal parece aumentar a velocidade com um pulo pra frente.

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Nas curvas, a frente é muito ágil - um traço já bastante acentuado no modelo anterior que ficou ainda mais evidente com algumas mudanças de geometria feitas pela marca como o rebaixamento do movimento central.

No departamento de frenagem, os excelentes freios com dois pivôs Dura-Ace funcionam com maestria, passando muita potência e uma sensação bem sólida nos manetes - todavia, em uma frenagem mais longa o som da sapata de freio não foi o mais bonito que já ouvimos.

Conclusão

Com a nova Tarmac, a Specialized da um passo além na direção da eficiência de suas bikes de estrada nesta categoria. Mais leve, ágil e responsiva, a bike tem tudo para se tornar uma verdadeira arma para vencer corridas nas mãos certas. Infelizmente rodamos pouco com a bike, o que acaba comprometendo uma avaliação mais profunda, mas a primeira vista a bike parece estar mais eficiente do que nunca.



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