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Specialized Roubaix e Ruby 2017 trazem sistema de amortecimento inovador

Nova linha da Specialized aposta em molas e em geometria para ganhar conforto e velocidade


10 SET, 2016     Gustavo Figueiredo    



Há cinco anos, a Specialized Roubaix chegou ao mercado com uma promessa ambiciosa - oferecer uma bicicleta que unisse velocidade e conforto. Para muitos, o modelo inaugurou o segmento deste tipo de bike no mercado. Com o lançamento da Roubaix e da Ruby 2017, a marca americana deu um passo adiante no desenvolvimento destes modelos.

Para atingir este objetivo, a Specialized uniu-se com a britânica McLaren Applied Technologies para criar algumas inovações bastante interessantes para sua nova linha de bikes.

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Saem os Zertz, entra o Future Shock

Além da geometria que colocava o ciclista em uma posição menos inclinada e cansativa, a Specialized apostava nos Zertz - enxertos de elastômeros no garfo e no seat-stay - para aumentar a capacidade de absorção de vibrações da Roubaix.

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Agora porém, o fabricante criou um sistema de amortecimento baseado em molas que vai montado dentro do Head Tube, mais ou menos como o Headshock da Cannondale, só que com o amortecimento acontecendo na mesa e não no garfo.

Para chegar a este conceito, a Specialized afirma ter testado inúmeros modelos diferentes de absorção de impactos, indo da suspensão convencional a garfos com a parte inferior curva e flexível.

Porém, o fabricante concluiu que este sistema é o mais eficiente, já que ele oferece um bom amortecimento com 20mm de curso sem prejudicar a estabilidade e a eficiência da bike, já que o "bob" - movimento da suspensão que rouba energia do ciclista - não acontece.

Geometria mais ágil

Outro detalhe interessante das novas Roubaix e Ruby é que elas herdaram o ângulo de caixa da Tarmac. Com isso, o fabricante afirma que a bicicleta ganhou agilidade - uma reclamação de alguns ciclistas patrocinados pela marca. Complementando as mudanças na frente, agora o head tube é menor, o que deixa o ciclista em uma posição mais aerodinâmica.

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O quadro também ficou mais leve e agora pesa apenas 900g no modelo S-Works e 1050g no convencional, números bem próximos aos 966g da Tarmac. Isso quer dizer que mesmo utilizando um canote CG-R e o sistema de suspensão, a Roubaix não é uma bike pesada, atingindo a respeitável marca de 7.2kg no modelo S-Works, o topo de linha.

Traseira reformulada

Além de ganhar uma suspensão sob a mesa, a Roubaix também teve sua traseira completamente reformulada para ampliar o conforto. Agora, o seat-stay é mais baixo e a fixação do canote é feita por uma abraçadeira de alumínio nesta área.

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Preso em uma parte mais baixa do quadro, o canote fica mais longo e flexível. Para não prejudicar a movimentação, o seat tube é bem mais largo do que o canote, permitindo sua livre movimentação dentro do quadro.

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Tanto na traseira quanto na dianteira você não vai encontrar furação para freios convencionais, já que as novas Roubaix utilizarão apenas freios a disco. A bike ainda ganhou uma caixa de ferramentas SWAT acoplada sobre o movimento central, exatamente na junção entre o down-tube e o seat tube.

Funcionamento da suspensão e da nova traseira





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