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São Paulo inaugura ampliação de Ciclovia neste domingo


28 MAI, 2011     Guiné    



A Ciclofaixa de Lazer, que liga parques das zonas sul e oeste da cidade de São Paulo, começa a funcionar a partir deste domingo (29) das 7h até as 16 horas - antes, era até as 14h - e em percurso ampliado em 7,5 quilômetros em cada sentido. Com a ampliação, a via, que sai do parque do Povo, chegará até a avenida Jornalista Roberto Marinho, no futuro Parque do Chuvisco, no Campo Belo. O trajeto passa ainda pela avenida Chedid Jafet, pela rua Funchal e pela avenida Engenheiro Luís Carlos Berrini.

Com o trecho de 15 quilômetros em duas vias, a ciclofaixa passará a ter 45 quilômetros, no total, e ligará os parques das Bicicletas, Ibirapuera, do Povo e Villa-Lobos, além do futuro parque do Chuvisco.

Além do horário e da ampliação de pista, a secretaria municipal de Transportes anunciou também como novidade a redução no limite de velocidade a carros e a outros veículos nas vias que compõem o trajeto durante o horário de funcionamento da ciclofaixa. De 60 km/h, a velocidade máxima permitida será de 40 km/h.

Outra medida será a proibição de estacionamento na rua Funchal - entre as avenidas dos Bandeirantes e Cardoso de Melo, no sentido da avenida Juscelino Kubitschek - , na Berrini - entre as ruas Taperoá e Kansas, no sentido da avenida dos Bandeirantes - e na Roberto Marinho - entre a Berrini e a rua Gabriel de Lara, nos dois sentidos. Durante o horário de funcionamento da ciclofaixa também serão desativados retornos e conversões à esquerda.
Ciclofaixas na capital paulista

Ciclofaixas na capital paulista

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Estatísticas e finalidade

A ciclofaixa em São Paulo começou a ser implantada em agosto de 2009. Segundo a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), a medida teve incidência direta no número de ciclistas mortos no trânsito da capital: em 2010, por exemplo, 49 deles morreram --19,7% a menos que as 61 vítimas do ano anterior. Os ciclistas representam 3,6% do total de mortos no trânsito de São Paulo.

Para o diretor da Abramet (Associação Brasileira de Medicina de Tráfego), Dirceu Rodrigues Alves Junior, a ampliação de ciclofaixas é bem vinda, mas ainda há muito a ser feito - sobretudo, opinou, no que tange à finalidade dessas vias específicas.

“É muito pouco ter 45 quilômetros de ciclovia para uma cidade do tamanho de São Paulo, com a população que tem (mais de 11 milhões de habitantes); o ideal seria haver cada vez mais ciclofaixas no intuito de que todos os bairros tivessem uma passagem pela qual as pessoas pudessem se movimentar como um todo, e não apenas em sentido marginal", diz Alves Junior. "Mesmo porque, pelo que acompanhamos, em dez anos motocicleta e bicicleta serão os principais veículos de utilização nos grandes centros urbanos, pois são leves e não poluentes.”

Quanto à finalidade dessas vias, Alves Junior criticou o fato de elas serem limitadas ao lazer. “É positivo ter mais ciclofaixas, mas ainda é uma pena que elas sejam só para lazer, e não para trabalho também”, avaliou. “Se tivéssemos a ciclofaixa para o trabalho, com condições de segurança para o deslocamento sobre duas rodas, seria uma ótima oportunidade de o cidadão praticar atividade física e melhorar sua oxigenação --chegaria mais bem disposto ao trabalho”, completou o especialista.


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