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Santa Cruz Bikes - Conheça a história da marca


2 FEV, 2018     Gustavo Figuereido     1    



Fundada em uma garagem da Califórnia em 1993, a Santa Cruz é hoje um dos fabricantes de bicicleta mais conhecidas do mundo. Porém, diferente de muitas outras, a marca possui uma filosofia distinta e que tem a ver com suas origens.

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Lançada em 1994, a Tazmon foi a primeira Santa Cruz

Tecnologia com atitude Rock and Roll

A Santa Cruz Bikes nasceu da parceira entre Rob Roskopp, um skatista profissional, Mike Marquez, engenheiro especializado em suspensões de bicicleta e Rich Novak, da Santa Cruz Skateboards, conhecida marca shapes, roupas e acessórios de skate.

Foi justamente este encontro que criou as bases da Santa Cruz Bikes, uma marca que utiliza alta tecnologia, mas mantém uma atitude de curtir a vida. "Tanto a marca quanto a equipe e seus atletas tem um posicionamento premium, porém com atitude", explicou André Sanches, fundador da Santa Cruz Bikes no Brasil.

A Santa Cruz no Brasil

A história da Santa Cruz aqui em terras brasileiras começou oficialmente em 2007, com uma trajetória que se confunde com a dos sócios no Brasil: André Sanches, Rodrigo Martins e Theo Duarte, que hoje produz o Brasil Enduro Series.

Nesta época, André morava nos Estados Unidos há 10 anos, competindo de downhill enquanto estudava International Business na San Diego Stade University e depois trabalhando no setor de International Operations da Oakley.

"Nas provas do exterior observávamos como o MTB era trabalhado de formas diferentes e ficou nítido que no Brasil o mountain bike era limitado ao cross-country", explicou. Esta constatação fez André começar a pensar em voltar para o Brasil com um negócio em mente.

"Em 2007, o Theo Duarte, amigo de longa data, me visitou na Califórnia para correr provas regionais e o extinto circuito americano NORBA. Nessa viagem contei dos meus planos de regressar ao Brasil e de como haviam lacunas vazias no mercado Brasileiro de MTB. Daí foi só unir os pontos", complementou.

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André Sanches e Rodrigo Martins, atualmente responsáveis pela marca no Brasil
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Rodrigo Martins da Santa Cruz Brasil
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André Sanches em Whistler, em 2014

No começo, a importação era bastante exclusiva e só sob encomenda. Porém, com o tempo, o que começou como um "projeto paralelo" ganhou corpo, permitindo que os sócios focassem apenas na Santa Cruz Brasil no ano de 2013, quando Theo fechou sua loja e André deixou seu cargo de gerente de marketing da Red Bull.

Em 2014, a necessidade de mais conhecimento em gestão de outros segmentos abriu uma porta para a entrada de mais um sócio, Rodrigo Martins, natural de Petrópolis e apaixonado por MTB. No ano seguinte, Theo deixou a Santa Cruz para conduzir o Brasil Enduro Series. A boa relação entre os amigos e o comprometimento da Santa Cruz com o esporte foi mantido e intensificado com a marca apoiando o BES desde sua criação.

A linha de bikes

Por conta da atitude rock'n roll, a forte presença no downhill com bikes com a fama de "indestrutíveis", muitos acham que a Santa Cruz limita-se ao downhill, o que está longe de ser verdade.

"Fabricamos mais de 15 modelos de bicicletas de montanha incluindo bicicletas femininas sob a marca Juliana, e dessas somente um modelo para o DH", explicou André Sanches.

Pouco depois de sua fundação, a Santa Cruz lançou em 1994 sua primeira bicicleta, a Tazmon - uma full com pivô único posicionado pouco acima do movimento central. Feito com alumínio 6000, o modelo possuía 80mm de curso e era compatível com garfos de até 80mm. Sua produção seguiu até 1997.
Em 1996, a Santa Cruz apresentou aquele que seria um de seus mais conhecidos modelos, a Heckler. No ano seguinte, a marca também apresentou a primeira versão de sua hardtail polivalente, a Chamaleon.

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A Heckler, uma das bikes mais emblemáticas da Santa Cruz
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A Superlight, antiga Full de XC da Santa Cruz
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Anúncio de época da Santa Cruz Super 8
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A Bullit, da Santa Cruz

Pouco depois, em 1998, a marca diversificou ainda mais sua linha, apresentando modelos como a Super 8 e a Bullit. A primeira era uma bike de downhill com absurdas 8 polegadas (ou 200mm) de curso na suspensão traseira - números realmente impressionantes na época.

Com curso de 152mm ou 178mm, a Bullit era robusta o suficiente para aguentar muitos abusos, com um peso relativamente baixo para este tipo de bike - levando em conta os padrões da época. O modelo foi o esboço das atuais bikes de enduro, capaz enfrentar terrenos técnicos ladeira abaixo e levar o ciclista morro acima com as forças das próprias pernas.

No ano seguinte, as primeiras Superlights, uma bike full de XC, chegavam ao mercado. Muito conhecida até hoje, este modelo recebeu atualizações até pouco tempo atrás, com sua última versão sendo lançada em 2012 já com rodas aro 29, geometria moderna e 100mm de curso na traseira - ela seguiu em produção até 2016.

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E a Tallboy, uma moderna e agressiva máquina de XC
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A Highball, XCzeira HT da Santa Cruz
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A Chameleon, uma HT com muitas funções e a mais barata da linha Santa Cruz
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A V10 em sua versão atual

Hoje, a marca tem 12 modelos de bike, indo da Highball, uma legítima hardtail de cross-country até a V10 no downhill. No meio deste caminho ainda encontramos bikes de cyclocross como a Stigmata, a hardtail multi-tarefa Chameleon e a Tallboy, uma full para o XC agressivo.

Suspensões VPP - Uma tecnologia que se mistura a história da Santa Cruz

De todas as tecnologias presentes nas bicicletas da Santa Cruz, certamente o Virtual Pivot Point (VPP), ou Pivô Virtual é a que mais se destaca. A tecnologia é baseada em dois links que rotacionam em direções opostas, fazendo com a que traseira da bicicleta funcione ao redor de um pivô imaginário (ou virtual).

Com isso, os projetistas conseguem manipular com grande precisão todas as características de funcionamento da suspensão, ajustando, dentre outras características, a progressão do shock e a forma com que o sistema recebe forças vindas do solo ou do ciclista.

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Esquema do sistema VPP da Santa Cruz
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Entradas de graxa garantem durabilidade

A história do VPP da Santa Cruz começou em 1999, quando a marca comprou a patente da Outland Bikes. Porém, o fabricante ainda precisou de alguns anos para aperfeiçoar o projeto. Três anos depois, em 2002, a marca apresentava suas duas primeiras bikes VPP, a Blur de XC e a V10.

Aos poucos, a tecnologia foi ganhando espaço na linha e substituindo os modelos de pivô único.

Atualmente, a tecnologia VPP também evoluiu bastante e, além de melhorias gerais de desenho, o projeto ainda ganhou vantagem como os "grease ports", pequenas válvulas que permitem a introdução de graxa diretamente nos pivôs, facilitando a manutenção e aumentando a vida dos componentes.

Apoio ao esporte nacional

No Brasil, a Santa Cruz aposta no desenvolvimento do esporte com bicicletas, principalmente nas modalidades de gravidade como o Enduro e o Downhill. Afinal, desde muito novos os sócios competem em várias modalidades do ciclismo, do BMX até o Triathlon, passando por XC e DH.

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Bernardo Cruz em 2011 com sua Santa Cruz

Rodrigo Martins por exemplo já correu Sul-Americanos e mundiais de BMX e André Sanches já correu final de Copa do Mundo de DH e diversos triathlons. Na última década, a marca apoiou praticamente todos os atletas relevantes das modalidades de gravidade, como Bernardo Cruz, Lucas Borba, Markolf, Wallace Miranda, André Bretas na sua época de DH e Celsinho de Mello no XC.

Visite a Santa Cruz Brasil

Para conhecer, testar e levar a sua Santa Cruz para casa, uma boa pedida é visitar o "quartel general" da Santa Cruz no Brasil que fica em Itaipava, na cidade de Petrópolis no RJ. Além de bikes disponíveis para teste e um staff dedicado à visitantes, o showroom fica a minutos de algumas das trilhas mais clássicas do RJ.

Para saber mais, acesse o site oficial da Santa Cruz Bikes.


Comentários

  • avatar

    Ivan    

    Ivan    

    Ótima bike tenho uma super laigth 2007 não vendo não troco não empresto rs
    3 mes(es) atrás - Denunciar




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