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Rodas eletromagnéticas seriam o próximo passo do doping mecânico


1 FEV, 2016     Gustavo Figueiredo    



No último fim de semana, o mundo do esporte a pedal foi abalado por uma notícia assustadora. No campeonato mundial de Cyclo-Cross realizado em Zolder, na Belgica, a ciclista Femke Van den Driessche foi flagrada com um motor elétrico em sua bicicleta, fato confirmado pela UCI algumas horas depois.

O fato reascendeu a discussão sobre a existência do doping mecânico, assunto que ganhou notoriedade em 2010 com acusações contra Fabian Cancellara, que teria utilizado dispositivos elétricos para vencer diversas provas. Porém, segundo o jornal italiano Gazzetta dello Sport, motores elétricos escondidos na bicicleta são coisa do passado. Agora, rodas eletromagnéticas capazes de gerar até 60 watts seriam a opção usada por atletas de elite.

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Foto: Gazzetta dello Sport


Ao todo, o jornal dedicou uma página inteira para o assunto, em uma matéria escrita pelo jornalista Claudio Ghisalberti, especialista em ciclismo. Segundo a publicação, a roda seria muito avançada e custaria até 10 vezes mais do que os motores escondidos, podendo chegar a 200 mil euros, com uma lista de espera de até 6 meses. Segundo a publicação, este modelo seria capaz de transformar um ciclista mediano em um vencedor. Além disso, ele seria tão perfeito que nem o próprio ciclista seria capaz de detectar sua presença na bike.

No momento, é impossível saber se isso é verdade ou não. Até a última sexta-feira, muitos considerariam uma alegação desse porte uma piada de mal gosto ou uma tentativa de vender rodas eletromagnéticas milagrosas. Porém, tendo em vista os últimos acontecimentos, não podemos duvidar de mais nada.


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