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Proibição do Tramadol causaria 675 casos de doping no ciclismo


21 NOV, 2015     Gustavo Figueiredo    



No mundo dos esportes, o doping nem sempre é um assunto "preto no branco", e este é o caso do Tramadol. Trata-se um analgésico que só pode ser utilizado com prescrição médica, extremamente potente e capaz de anestesiar a dor causada pelo esforço, mas que não é banido pela WADA.

Em uma recente nota à imprensa, o Cycling Anti-Doping Commission (CADF), pediu para que a WADA, entidade máxima do controle de dopagem, proibisse o uso da substância, já que existem estudos que apontam que o uso de analgésicos pode aumentar o desempenho de atletas. Além disso, por ser derivado do ópio, o Tramadol ainda causa tonturas e desorientação - o que já foi ligado com o grande número de acidentes no pelotão nos últimos tempos.

A WADA afirma que não pretende banir a substância e deve mantê-la em observação ao longo de 2016. Porém, os números do abuso de Tramadol são assustadores. Segundo Francesca Rossi, diretora do CADF, foram registrados 675 casos de ciclistas com a substância em seus corpos. Segundo Rossi, esses números são um forte indicativo de abuso.

"O Tramadol me deixava eufórico, mas era duro manter a concentração. Ele acaba com a dor nas pernas, então você consegue pedalar realmente forte", disse o ex ciclista Michael Barry. As equipes que fazem parte do Movimento Pelo Ciclismo Limpo (MPCC), concordaram em não utilizar o Tramadol, assim como a SKY também afirma não utilizar a substância. A Cannondale-Garmin afirma que só utiliza a medicação em caso de ferimentos com muita dor.



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