home

Pass’Portes Du Soleil 2016 - Enduro e downhill entre Suíça e França

Conheça esse festival com 7.200 participantes percorrendo quase 80km de descidas


18 JUL, 2016     Pedro Cury     4    
     


Já imaginou um final de semana prolongado em uma região com trilhas de todos os tipos, cruzando dois países e ainda com a ajuda de 15 teleféricos ? Sim, isso existe! E estivemos presentes na 13a edição que rolou nos dias 24 a 26 de junho.

imagem

Os números impressionam! Foram mais de 7.200 inscritos nesta edição, de 46 nacionalidades, sendo mais de 400 mulheres, pedalando em 3 dias de evento por 80 km de trilhas. Ao longo do trajeto, foram 7 pontos de reabastecimento, com comidas e bebidas variadas (incluindo cerveja!), além de 2 pontos de assistência mecânica. Para bicicletas elétricas, o trajeto também conta com estações de recarga.

Portes Du Soleil - Conhecendo a região

A região fica bem na fronteira entre Suíça e França, onde pelas montanhas você nem percebe em que país está. São 3 vales diferentes, com 12 cidades / resorts e uma infinidade de trilhas para bike, caminhada e escalada. No verão, chega a ter 21 teleféricos só para bikes. Um paraíso para quem gosta de se divertir descendo sem sofrer nas subidas!

imagem
Chatêl é um dos destinos com uma bike park famoso. Uma bela pedida é conhecer algumas das trilhas antes de seguir para outros resorts.

Diversas cidades fazem parte da região, mas as mais famosas do lado francês são Châtel, Les Gets e Morzine. E do lado Suíço são Champéry, Morgins e Torgon. A maioria dessas cidades tem seus bike parks dedicados e são os principais pontos de hospedagem.

Apesar da região ficar aberta com todas as opções durante todo o verão Europeu, o evento é um acontecimento a parte. Existe uma sinalização específica para as trilhas, horário estendido, pontos de alimentação e recargada, além de alguns eventos paralelos. E claro, é muito mais legal pedalar com mais gente.

O Evento

Downhill, Enduro ou Cross-Country ?
Não existem regras. Alguns pilotos participam até de bike rígida. Porém, mesmo os caminhos mais fáceis são rápidos e com muitas pedras soltas. O trajeto oficial acumula 6 mil metros de descidas, com apenas mil de subidas, então sem dúvida as bikes mais divertidas são as fulls, de pelo menos 140mm de suspensão. Uma bike de ainda mais curso e pedalável é a opção mais versátil, já que existe a opção de descer trilhas bem difíceis de bike parks, mas sem esquecer que é preciso pedalar em algumas travessias.

imagem
Galera reunida na transição de uma trilha pra outra

Uma bike de downhill acabaria limitando, certamente seria preciso empurrar para completar todas as opções de trajeto. Existe um ônibus para conectar as cidades em que é possível levar a bike, porém tudo isso acabaria com a ideia inicial de andar em várias trilhas diferentes de forma independente. É possível, mas não é o ideal e precisa de um maior planejamento.

imagem
Quase toda cidade de passagem tem seu bikepark. Vale a pena dar umas dropadas antes de continuar as travessias.

O trajeto oficial acumula 6 mil metros de descidas, com apenas mil de subidas


Mas afinal, é uma competição ?

Não é uma competição e sim um festival. Cada piloto tem em sua bike a placa de numeração, mas é apenas para controle. Todo o trajeto fica aberto durante os 3 dias, com funcionamento prolongado nos teleféricos e não há horário e nem ponto de largada ou chegada.

imagem
Um pequeno trecho da travessia ainda tinha neve para dar uma dificultada

A região é extensa, cercada de resorts que funcionam para o ski no inverno e para a bike no verão, então, os participantes acabam ficando bem espalhados, em geral fazendo seus planos de forma mais independente. Não existe nenhuma obrigação de cumprir todo o trajeto. Se um grupo quiser ficar apenas nas trilhas de uma certa região, não há nenhum problema.

Cruzando Cidades

O grande barato é cruzar diferentes regiões. Cada posto de reabastecimento tem uma comida diferente e algumas vezes atrações, como bandas tocando. As paisagens também mudam: é possível ver de perto montanhas brancas com neve ou verdes dependendo de onde você tiver.

As trilhas também possuem características diferentes. Quase todos os pontos de passagem possuem um bike park da região, então é possível chegar no teleférico da cidade, descer diferentes trilhas e subir novamente para o mesmo ponto para depois seguir para outra cidade.

imagem
Algumas travessias precisam pegar trechos de estrada de terra, mas a maioria é de trilhas


Planejamento

Rodar um dia inteiro por grandes distâncias e em com uma pegada mais agressiva requer alguns cuidados. A filosofia do Enduro de ser auto-suficiente vale aqui mais do que nunca.

imagem
O kit do evento veio com mochila esse ano. O mapa mostra detalhes de cada região.

Não se pode negligenciar de jeito nenhum os itens básicos de mecânica: câmara(s) de ar, chaves allen e de corrente. Um problema mecânico poderá te obrigar a caminhar por algumas horas, mesmo sendo trajetos apenas em descidas.

imagem
Lama... esteja preparado! As últimas semanas foram de chuvas e as trilhas fechadas não secaram. A notícia boa é que as trilhas abertas costumam estar secas.

Como existem pontos de reabastecimento, comida não é uma grande preocupação e água pode ser também renovada a cada parada. Aí vai um pouco de cada um. Uma capa de chuva é essencial, já que o clima na montanha pode mudar de uma hora pra outra. Um casaco fino ou segunda pele pode ser bem vindo pro final de tarde.

Foram mais de 7.200 inscritos nesta edição, sendo mais de 400 mulheres, pedalando em 3 dias de evento



Eventos Paralelos

Para quem quer interagir um pouco mais com outros participantes, existem alguns eventos paralelos. Em Chatêl, um dos resorts do lado francês, foi realizada nessa edição uma feira de expositores, com cerca de 60 marcas expondo suas novidades, além de alguns sorteios. No primeiro dia de evento, também aconteceu um rolé a noite, organizado pela Hope, também saindo de Chatêl.

imagem


Em todos os dias, aconteceram apresentações de biketrial e shows de bandas em diferentes resorts. Também haviam bikes para teste, inclusive elétricas. Para completar, algumas paradas ofereciam massagem para os participantes.

Nossa Experiência

Nosso editor, Pedro Cury, esteve nessa 13a edição do evento e nos conta um pouco de sua experiência.

imagem
Diferentes tipos de teleféricos são usados no trajeto

“O evento é sensacional. Apesar da quantidade de participantes, não fiquei mais de 5 minutos em nenhuma fila de teleférico ou de reabastecimento.

O clima é bem legal, não é uma competição e todo mundo parece estar lá pra curtir. Quando você está parado e vem outros participantes, sempre te perguntam se está bem. E também quando você encontra alguém mais lento, sempre te perguntam se você quer ultrapassar. A rivalidade é inexistente.

imagem
Postos de reabastecimento com comida e bebida. Muito top!

A organização é quase perfeita. Como são diferentes bike parks, algumas vezes não temos certeza se algumas trilhas vão realmente parar onde queremos e se faz parte do trajeto oficial. O mapa precisa de um tempo para se acostumar e, apesar de mostrar as quilometragens, não dá ideia de quanto tempo é preciso para vencer as subidas. Para pedestres, as placas mostram um tempo médio estimado e isso ajudaria no planejamento, principalmente no final do dia com risco de perder um teleférico de volta.

Estava usando uma Scott Genius LT Plus, bike que conta com 170mm de curso, trava e canote ajustável. Foi um setup excelente e indico usar uma bike parecida, já que é preciso pedalar para fazer o trajeto completo.

Não consegui ir apenas em duas cidades, justamente pelo risco do horário. De qualquer maneira, saindo cedo é possível fazer todo o trajeto oficial em um dia só. Espero fazer isso da próxima vez, já que é um evento que certamente quero ir novamente”.

Vídeo de uma das travessias



Como ir

Em 2017, o evento vai acontecer nos dias 23, 24 e 25 de junho. O aeroporto de Zurich está a cerca de 3 horas da região e é possível ir de trem, colocando a bike dentro, até Champéry, que é um das cidades do lado Suíço. Também na cidade, a hospedagem mais barata em albergue compartilhado fica por volta de 30 euros. É possível achar quartos privados com banheiro por um pouco mais que isso e também chalés para compartilhar.

imagem

Para outras cidades do complexo é preciso fazer uma conexão com ônibus. E claro, sempre existe a opção de alugar um carro, porém, escolhendo bem o local, é possível ficar perto do teleférico e independente de carro.

O preço para cada dia de evento custa 50 euros, incluindo um brinde (que nesse ano foi uma mochila), o ticket pra todos os teleféricos e alimentação. Não é obrigatório cumprir os 3 dias de evento.
imagem


Conheça o site oficial do evento, em francês ou inglês: http://www.passportesdusoleil.com/
Quer se hospedar em Champéry? Veja as opções da cidade em: http://www.champery.ch/.

Ainda tem dúvidas e perguntas ? Fique a vontade e use os comentários abaixo!
imagem


Fotos (13)

foto 0 -  Mais Fotos

Comentários

  • avatar

    Marcelo Perim   

    Marcelo Perim   

    Boa !!! Já animado pra fazer o percurso todo no dia 23 do mes que vem! Vambora!!
    2 ano(s) atrás - Denunciar


  • avatar

    Adriano Diniz   

    Adriano Diniz   

    Maravilhoso Pedro ! Lugar lindo , belo trabalho.
    3 ano(s) atrás - Denunciar


  • avatar

    Marcelo Zanier   

    Marcelo Zanier   

    Fiquei sem palavras! Sonho de qualquer amante de trilhas! Reportagem TOP!!!

    Vo colocar na lista de lugares a visitar!

    3 ano(s) atrás - Denunciar


  • avatar

    Flavio Martins   

    Flavio Martins   

    a qualidade das fotos ficou maravilhosa parabéns Pedro, bateu saudades da banda que animou a festa e do rango irado... fora as trilhas dos sonhos. ano que vem quero estar la com bike de Enduro..
    3 ano(s) atrás - Denunciar




  • Relacionados