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Motoristas ficaram mais pacientes com ciclistas depois do lockdown, diz pesquisa britânica

Trabalho realizado com mil motoristas e mil ciclistas aponta para melhora na relação entre os grupos

Segundo uma pesquisa realizada Green Flag, uma empresa que presta auxilio mecânico na Inglaterra, os motoristas daquele país teriam ficado mais pacientes com a presença de ciclistas na via depois das medidas de restrição de circulação criadas para evitar a proliferação da Covid-19.

Cerca de um terço dos mil motoristas entrevistaram acreditam que estão sendo mais pacientes com os ciclistas. Além disso, 36% dos entrevistados perceberam uma melhora na relação entre quem está de carro e de bike - a pesquisa ainda conversou com mil ciclistas.

Em Londres, por exemplo, a mudança foi ainda mais notável, com mais da metade dos motoristas afirmando que agora eles possuem um novo entendimento sobre as pessoas que andam de bike.

Segundo os pesquisadores, uma das maiores causas para isso foi o grande aumento no número de pessoas pedalando durante o lockdown. Afinal, com as ruas desertas e academias fechadas, a bike transformou-se na atividade física de muita gente. Além disso, ela foi a opção de deslocamento para quem preferiu fugir do transporte público.

Lado negativo

Apesar da melhora no panorama, o mesmo trabalho indicou que dois terços dos motoristas ainda ficam frustrados ao compartilhar a via com bicicletas. Para cerca da metade dos ciclistas, a maior irritação é com carros passando muto perto.

Já os motoristas ficam muito irritados com ciclistas que passam na luz vermelha, com 41% afirmando que este é o costume mais irritante dos bikers. Em segundo lugar ficaram ciclistas andando em grupos grandes, com 39% das respostas.

"Sempre houve rivalidade entre ciclistas e motoristas competindo por espaço no Reino Unido", afirmou Mark Newberry, diretor da Green Flag.

"Embora essa pesquisa mostre que ainda existe tensão, é promissor ver o ciclismo ganhar tanta popularidade durante o lockdown. Isso aumentou o entendimento entre eles. Apesar dos atritos, é importante lembrar que a segurança de cada grupo depende das ações do outro", finalizou.


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