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Morte de idoso atropelado em SP intensifica discussão sobre ciclovias

Acidente aconteceu na faixa exclusiva de ônibus e causou grande repercução


21 AGO, 2015     Gustavo Figueiredo    



Como havíamos noticiado há alguns dias atrás, na tarde dessa segunda-feira (17), Florisbaldo Carvalho da Rocha saiu de sua casa e, como de costume, atravessava a Rua Amaral Gurgel, via localizada abaixo do Minhocão, para comprar pão. Ao mesmo tempo, Gilmar Raimundo de Alencar vinha com sua bicicleta pela faixa de ônibus. Segundo o ciclista, ele estava tentado chegar à um acesso da ciclovia.

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Trecho da ciclovia do Minhocão

Ao passar por trás de uma pilastra, o idoso não viu a bicicleta se aproximando e, infelizmente, a colisão foi inevitável. Ele ainda chegou a ser socorrido mas não suportou os ferimentos e faleceu no hospital.

Segundo novas informações, a colisão ocorreu na rua e não na ciclovia. “Eu estava prestando atenção no trânsito, estava com o foco na frente. Não tive a menor chance de reação”, disse. “Não estava na ciclovia, estava na rua. Ia acessar a ciclovia. Estava fazendo a trajetória da pista e o impacto se deu na rua, na faixa de ônibus, um pouco antes do acesso da ciclovia o canteiro a 50m”, disse ao G1.

Além de causar muita dor à família, este terrível acidente acabou por colocar ainda mais lenha na fogueira da discussão sobre a implementação da rede de ciclovias de São Paulo por Fernando Haddad (PT). Para os que são contra, esta é só mais uma prova da falta de planejamento das obras. Porém, para os que são a favor, este lamentável acidente é pontual e deve ser usado para aprimorar o sistema.

Seja como for, uma morte nunca deve ser aceitada como cotidiana e um acidente como este não deve servir para aumentar ainda mais a animosidade entre motoristas, ciclistas e pedestres. Por isso, de bike, a pé, de carro ou de moto, sempre é bom manter a calma e o respeito.


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