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Lance Armstrong afirma que USADA é pouco eficiente


3 MAR, 2016     Gustavo Figueiredo    



De tempos em tempos, Lance Armstrong aparece na mídia soltando uma bomba, seja com palavras ou vencendo alguma competição amadora de corrida. Desta vez, em uma conversa informal com estudantes da Universidade do Colorado, o atleta contou que jamais poderia ter vencido o Tour sem se dopar e também atacou a USADA, agência Anti-Dopagem Norte Americana, responsável por caçar todos os seus títulos no ciclismo. Segundo ele, trata-se de uma da organizações menos eficientes do mundo.

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Armstrong foi convidado para um entrevista no Campus da Universidade para falar sobre sua situação atual. Na entrevista, ele teria conversado com os alunos durante 90 minutos e a primeira pergunta foi se ele teria conseguido vencer sem drogas. A resposta foi um sonoro "não". Em seguida, ele discorreu sobre como o doping sanguíneo dominou o esporte entre 1990 e 2000.

"Nós tínhamos todos esses blocos de construção e, infelizmente, o último era dopagem de alta octanagem. Isso não quer dizer que nós imamos para Saint-Tropez tomar espumante e depois ramávamos para o Tour de France ganhar a competição", explicou Lance sobre a necessidade de treinar intensamente para a prova mesmo utilizando substancias proibidas.

Ainda segundo Lance, a USADA é um órgão totalmente necessário mas completamente ineficiente. "Se você levar em conta o orçamento que gira em torno de 10 ou 15 milhões de dólares e o retorno de apenas 0,7% de positivos, você sabe que esse não é um número realista. Não sei qual é o número real, mas seja 10, 15 ou 20%, isso indica que o sistema está quebrado também", explicou. "Eu fui a história, eu fui o caso. Eles precisavam de alguma coisa para mostrar que o sistema era bom", disse ele aos estudantes.

Depois, Lance explicou que continua treinando e que agora passa mais tempo com sua família, mas que os últimos anos foram turbulentos. "Por muitas razoes, seja pela perspectiva da minha família, seja pela minha perspectiva, motivos financeiros ou legais, a verdade é que foi um grande colapso", concluiu.

Confira alguns momentos da entrevista




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