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Jaque Mourão - Uma homenagem para sua avó, 12 anos depois

Atleta dedica bronze no pan-americano para sua avó, falecida há alguns anos


30 JUL, 2019     Gustavo Figueiredo    
     


No último domingo, a brasileira Jaqueline Mourão, uma das atletas mais vencedoras do Brasil, conquistou um dos resultados mais significativos de sua carreira - não só pelo desempenho em si, mas também pelo que o bronze no Pan-Americano significou para ela.

Em 2007, nos jogos do Rio de Janeiro e com toda a sua família presente, Jaqueline encerrou sua participação na prova de XCO com a quarta colocação. Na ocasião, sua avó, que faleceu há três anos, festejou bastante, satisfeita com o resultado da neta. Jaque, porém, ficou frustrada por não ter conquistado a medalha. O resultado em Lima, no Peru, permitiu que ela finalmente conseguisse fazer uma homenagem planejada 12 anos atrás.

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   Abelardo Mendes Jr/Rededoesporte.gov.br

"Senti muita dor e fui ao meu limite. Fico contente em ter conseguido essa medalha inédita na categoria feminina nos jogos Pan-Americanos. Primeiro para o Brasil e também para ficar de bem com o passado", disse, muito emocionada.

"Aquele abraço e minha avó toda feliz e eu chegando em quarto lugar, frustrada por não conseguir dar uma medalha para ela. Ela não me viu ganhar a medalha e mesmo assim ficou feliz da vida. Feliz pela neta dela. Então, dediquei essa medalha para ela. Mesmo ela tendo falecido há três anos, sei que a energia dela está comigo e graças a Deus consegui essa medalha...12 anos mais tarde", complementou a atleta.

Segundo a atleta da Sense Factory Racing, um dos segredos do sucesso foi seu próprio amadurecimento, mas também a equipe de brasileiros que acompanharam os atletas no Peru.

"A prova foi muito boa e estava me sentindo muito bem. Precisava canalizar muitas coisas que estavam na minha cabeça para o positivo. Esses 12 anos desde 2007 que fiquei em quarto nos jogos. Queria agarrar essa chance de tentar uma medalha com unhas e dentes", comentou Jaque.

"Foi muito bom ter passado uma semana aqui a psicóloga Alessandra, que me ajudou a focar e a canalizar essa energia de uma forma moito boa, então foi um trabalho excepcional. A equipe que veio para os jogos, o Avancini, o Guilherme, a Carol, nosso mecânico o Renato, o Firmino e o Cadu Polazzo me deram uma tranquilidade muito grande. Uma equipe com uma vibe muito boa e com muita sinergia", complementou.

"Com isso pude me concentrar e fazer as coisas muito bem, e isso me fez muito calma para me concentrar no que era importante, me recuperar o Brasileiro e dar o meu melhor. Dei tudo o que eu tinha", afirmou.

Nos próximos 30 dias, Jaqueline terá muitos desafios no Brasil e no exterior. Dentre eles teremos as etapas da Copa do Mundo de MTB XCO em Val di Sole, Itália, no dia 4 de agosto e em Lenzerheide, na Suíça, no dia 11 do mesmo mês. Logo em seguida, ela volta para o Brasil para disputar o título da Copa Internacional de MTB em Congonhas (MG), nos dias 17 e 18 de agosto.

Depois disso, Jaqueline disputa o Campeonato Mundial de MTB, que acontece em Mont-Sainte-Anne, Canadá, de 28 de agosto a 1º de setembro. O maior objetivo da atleta a longo prazo é conquistar a vaga para as Olimpíadas de Tóquio em 2020 - atualmente, ela lidera o ranking olímpico e é a brasileira mais bem cotada para participar.







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