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Indústria da bicicleta se posiciona em relação aos discos de estrada


15 ABR, 2016     Gustavo Figueiredo    
     


Recentemente, o uso dos freios a disco em bicicletas de estrada ganhou um novo e polêmico capitulo. Depois de apenas alguns meses de liberação, um acidente com o ciclista Fran Ventoso, que afirma ter se cortado com um freio a disco na Paris-Roubaix 2016, a UCI suspendeu por período indeterminado os testes com o equipamento no pelotão profissional.

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Freios a disco SRAM


Em meio a inúmeras trocas de farpas, onde alguns defendem e outros rejeitam a atitude da entidade máxima do ciclismo, Shimano, SRAM e Campagnolo, os três grandes fornecedores de grupos do esporte, posicionaram-se em relação ao caso e a suposta falta de segurança para o uso de discos no pelotão profissional.

Segundo Ventoso, sua lesão teria sido causada depois de bater uma bicicleta da Direct-Energie, equipe que utilizava componentes Shimano. Quando questionada pelo site Cycling Weekly, o fabricante japonês preferiu distanciar-se do caso.

"A Shimano produz diversos sistemas de frenagem para bicicletas de estrada, sejam eles discos ou ferraduras e é escolha de cada ciclistas qual sistema ele prefere utilizar. A Shimano não obriga suas equipes patrocinadas a utilizarem qualquer tipo de esquipamento. A escolha é livre.

Estávamos cientes que duas equipes utilizariam freios a disco de estrada na Paris-Roubaix. Estas duas equipes (Lampre-Merida and Direct Energie) não são patrocinadas pela Shimano então, obviamente, eles fizeram a escolha de forma independente", disse a marca.

Já a Campagnolo, que recentemente lançou seus freios a disco, emitiu o seguinte comentário:
"Nós tentamos fazer componentes e rodas que representam uma vantagem tecnológica e no desempenho de nossos atletas, mantendo completa segurança e durabilidade. Esta característica da Campagnolo é um testamento do quanto levamos a sério não só o problema do desempenho, mas também a segurança e a integridade dos produtos.

A decisão de dar andamento a produção de discos de estrada foi feita há algum tempo. A Campagnolo deve prover componentes e rodas que permitam que seus atletas possam competir com bikes que atendam o padrões da UCI", comentou o fabricante italiano.

Já a SRAM tomou uma atitude um pouco diferente, colocando em dúvida o depoimento de Fran Ventoso. "A SRAM deseja uma pronta recuperação para Francisco Ventoso. No momento, não vimos nenhuma evidência que indique que a causa da lesão foi um freio a disco e desejamos uma investigação dos fatos.

Freios a disco simplesmente são melhores em todos os sentidos.Eles proporcionam mais potência, modulação e um ambiente mais seguro devido a sua performance superior. Nos mantemos engajados com a UCI e com a WFSGI (Federação Mundial da Indústria de Materiais Desportivos) e vamos continuar participando de seus processos", disse a marca americana que afirma respeitar a decisão da UCI.

Já a WFSGI exige que mais testes sejam realizados para descobrir exatamente o que aconteceu no caso de Ventoso para que assim seja possível definir a melhor solução para o futuro do equipamento no esporte. "A decisão da UCI foi baseada em motivos de segurança e, por isso, deve ser apoiada. Todavia, a WFSGI pede que a UCI inicie imediatamente um processo de colaboração entre todos os acionistas para definir o futuro dos freios a disco no ciclismo de estrada", disse Robert de Kock, secretário geral da entidade.





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