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Henrique Avancini faz um balanço da sua temporada 2010

Avancini concluí a sua segunda temporada como atleta da UCI


23 NOV, 2010     Guiné    



Com exclusividade, Henrique Avancini relata tudo para o Pedal sobre a sua segunda temporada como atleta de uma equipe UCI. O video também tem depoimentos do brasileiro com imagens em competições. Confira!

“O começo do ano foi bombástico pra mim. O ritmo que eu estava andando na minha primeira sequência de provas no exterior foi surpreendente até pra mim. Tive grandes resultados, principalmente durante a Cyprus Sun Shine Cup, que é um dos campeonatos de maior repercussão na Europa. Após uma série de 6 provas na Europa, eu retornei para o Brasil para competir na Copa Internacional em Araxá e me preparar para o campeonato pan-americano na Guatemala.

Na Copa Internacional não consegui andar bem devido ao cansaço da série de provas que tinha feito, além de viagem e também treinos para o pan-americano. O campeonato pan-americano era uma prova alvo pra mim e eu queria muito vencê-la. Terminei na segunda posição, que foi excelente mas isso me abalou um pouco, pois no dia da prova, não tive o rendimento que esperava ter.

Após a minha primeira sequência de provas, eu retornaria para a Europa para a primeira etapa da Copa do Mundo em Dalby Forest na Inglaterra, mas os problemas com vôos devido ao vulcão na Finlândia, acabaram atrasando minha ida para Europa. Então dei continuidade ao calendário na segunda etapa da Copa do Mundo em Houffalize na Bégica, onde estava bem fisicamente, mas não fiz uma boa prova.

Uma semana depois eu estava na Eslovênia, em uma prova muito enlameada e técnica, eu sofri uma queda na largada e segui fazendo uma prova de recuperação e liderei a prova até a última volta, mas terminei na segunda colocação e venci na sub-23. Parecia que o vigor do começo do ano estava de volta. Na quinta-feira seguinte começaria uma prova de 4 dias o Tour Ville d'Aosta, que teve a participação de uma seleção brasileira através de meu convite. Fiquei muito feliz de ajudar na participação deles. Eu vinha fazendo uma boa prova, andando muito bem e sendo progressivo dento da prova, mas no final do terceiro dia quebrei meu câmbio dianteiro e tive de abandonar a prova.

Na semana seguinte competi na terceira etapa da Copa do Mundo em Offenburg na Alemanha, onde me embolei com outro atleta na largada e acabei perdendo mais de 100 posições e então ficou complicado tentar uma prova de recuperação. Uma semana após eu estava na Croácia para uma prova classe 1 onde eu andei muito bem conquistando a terceira colocação na elite entre muitos atletas renomados da Europa. No domingo seguinte, eu estava na França para competir pela segunda vez em minha carreira no Tour de France du VTT que durou toda a semana. Tive um desempenho bom, mas a prova é muito dura com 5 provas de XC muito forte e dois contra-relógios. No primeiro contra-relógio terminei em 11° e foi o meu melhor resultado, acabei em 22° na classificação geral.

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Depois do Tour de France seguimos para Áustria, para uma prova classe 1 de nível muito alto tanto de pilotos como tecnicamente. Acredito que tenha sido a prova mais difícil tecnicamente que eu já tenha feito. Eu vinha cansado do Tour de France, mas mesmo assim, consegui liderar a prova durante a primeira volta mas logo na segunda volta quebrei a gancheira quando um outro atleta caiu na minha frente. Na sexta seguinte estávamos de novo na França para competir o Tour de L'Ain de 3 dias. Tive um ótimo desempenho e acabei na 15° colocação geral que foi muito boa.

Após o Tour de L'Ain retornei ao Brasil para competir no campeonato brasileiro de XC. No brasileiro tive um péssimo desempenho e não me adaptei às condições que a pista estava no dia. Apesar de ter feito muitas provas na lama na Europa, o tipo de barro era muito diferente e as condições do circuito não permitiam nem empurrar a bike em condições de competição.

Depois do brasileiro eu retornaria para Europa para mais duas etapas da Copa do Mundo e mais duas provas do calendário UCI, mas em uma conversa por telefone com o manager da equipe ISD, resolvemos cancelar essas provas para que eu focasse totalmente no Campeonato Mundial que seria em setembro no Canadá. Fiz uma ótima série de treinos e voltei a me sentir muito bem. Antes do Mundial competi na Copa Internacional em Congonhas que serviu como um treino de luxo para o mundial. Eu fui muito confiante para o mundial até porque já tinha andado na frente de todos os atletas candidatos ao podium no Mundial, então eu confiava que faria um grande resultado, mas um raio da roda traseira quebrou no meio devido a um toque de outro atleta na minha roda o que furou o pneu e ainda travou o cassete. O mundial foi minha grande decepção da temporada, já que tinha apostado tudo no mundial e tudo acabou na primeira volta.

Depois do mundial retornei para o Brasil para a Copa Internacional do Paraná, onde terminei em segundo e fiquei satisfeito com o resultado, porque depois do mundial perdi muito a gana de andar, mas ainda estava com reflexos da minha preparação para o mundial. Após a Copa Internacional do Paraná fui ao Chile para minha última competição válida para o ranking internacional. Andei muito bem, mas um furo me fez perder a prova, mas mesmo assim terminei na segunda colocação na elite.

Analisando a temporada por inteiro, acredito que fisicamente tenha sido minha temporada mais forte de longe, principalmente nas provas internacionais que eram as importantes para meus patrocinadores, porém o número de quebras foi muito grande o que prejudicou demais o resultado geral da temporada.”

Alguns números da temporada

Dias de competição em provas válidas para o ranking UCI: 33
Provas com problemas mecânicos que necessitaram de paradas na zona de apoio mecânico: 7
Abando em provas devido a problemas mecânicos: 4
Colocação no ranking UCI: 60° geral e 10° na sub-23, ISD Cyling Team 9° no ranking UCI de equipes.



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