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Giugiu Morgen explica vantagens de correr de Enduro para pilotos de XC

Apostando na intermodalidade, atleta espera tornar-se ainda mais competitiva em provas dentro e fora do Brasil


5 FEV, 2020     Gustavo Figueiredo    
     


Há cerca de dois anos, quando a ciclista Giuliana Morgen iniciou sua carreira em provas de mountain biking XC, a aptidão física e a habilidade com a bike sempre foram dois de seus maiores destaques. Porém, a cada dia que passa, as provas de cross-country olímpico (XCO) dentro e fora do Brasil tornam-se cada vez mais técnicas - atualmente, algumas pistas da Copa do Mundo UCI possuem obstáculos que, há alguns anos, só eram encontrados em competições de modalidades mais extremas como o downhill.

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Giugiu no Sense Enduro Cup   Pedro Cury

De olho em conquistar seu espaço dentro e fora do Brasil em seu terceiro ano correndo pela Sense Factory Racing, a jovem petropolitana de 16 anos prepara-se para uma nova fase de sua carreira. Afinal, depois de estrear na categoria Juvenil e tornar-se bicampeã brasileira de XCO, bicampeã Pan-Americana de XCO, Campeã do Sea Otter Classic nos Estados Unidos e conquistar por duas vezes o título da Copa Internacional de MTB, a atleta prepara-se para correr na Junior, categoria na qual seu principal objetivo será a disputa de etapas da UCI Juniors World Series XCO, onde ela deve bater guidão contra as melhores atletas do mundo.


Para encarar este novo desafio em nível ainda mais elevado, a atleta está apostando em uma nova arma desde o ano passado - participar de provas de Enduro, modalidade na qual o piloto deve vencer as subidas em um tempo máximo pré-determinado, com o foco totalmente voltado para as descidas. Nesta modalidade, vence quem tiver a menor somatória de tempo nas “especiais”, que são justamente os trechos cronometrados de descida.


Enduro Vs. Cross-Country

Em 2019, Giuliana Morgen participou de todas as etapas do Sense Enduro Cup, série com três estágios que contou como o primeiro campeonato nacional oficial de Enduro chancelado pela Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC). Além de ser campeã na categoria Iniciantes, a atleta andou muito bem nas especiais, com seu tempo sendo muitas vezes melhor do que o da vencedora na Elite.

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Giugiu e sua Sense Invictus de XC   Pedro Cury

Com uma temporada de bagagem e sessões frequentes de treino com Diego Knob, seu companheiro de equipe que é um dos mais destacados atletas de Enduro do Brasil e também sediado em Petrópolis, Giugiu já aprendeu que a modalidade pode ser uma excelente ferramenta para o XC, além de uma grande fonte de diversão.

“Minha habilidade na bike melhorou, mas o que mais senti diferença foi na confiança. Consegui ampliar uma visão que eu não tinha com a bike de XC. Em alguns lugares, por exemplo, eu não passava com bike de XC por medo de tentar, mas agora eu tento com a de Enduro e passo com a de XC, então minha habilidade deu uma melhorada”, comentou Giugiu.

Além disso, ela explicou que a interação com atletas mais experientes como seu pai Albert Morgen e com o próprio Knob também são muito positivas, o que acaba melhorando ainda mais sua técnica.

“Tenho andado bastante com os dois e, quando eu faço alguma coisa errada, eles me corrigem. Por exemplo, outro dia estava com dificuldade para descer uma trilha com um trecho cheio de raízes e acabei aprendendo que a gente só deve apertar o freio antes da raiz, assim a bike freia até mais do que se você for o tempo todo com o freio apertado”, comentou Giu.

“Coisas deste tipo ajudam muito. Na hora que você está em uma corrida você resgata tudo o que você aprendeu e acaba utilizando aquele monte de informações que estão na sua cabeça”, complementou.

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Giugiu, Knob e a Exalt LT de enduro   Pedro Cury

Além disso, a atleta afirma que, com certeza, a maior lição que ela aprendeu no Enduro foi a parceria e a amizade, coisas que às vezes acabam sendo um pouco menos presentes no cenário do XC.

“A maior lição que trago do Enduro é amizade, já que nele nós acabamos ficando muito mais próximos dos nossos ‘adversários’, que acabam sendo também amigos que estão correndo com você. A vibe no Enduro é muito mais de amizade e curtição. Gosto muito desse tipo de convivência que o Enduro passa para a gente”, finalizou a atleta.

Próximos desafios


Aquecendo os motores para o início da temporada 2020, Giuliana Morgen já tem seus próximos desafios agendados. De cara, ela começa a temporada correndo no dia 9 de fevereiro no The Rock, uma prova de XC Maratona realizada dentro de uma pedreira na cidade paulistana de Santana de Parnaíba, onde ela terá a oportunidade de testar suas habilidades contra diversas atletas da elite nacional.

Depois disso, ela viaja para Argentina para correr o Abierto NOA XCO no dia 23 do mesmo mês. A competição faz parte do UCI Juniors World Series XCO, contando pontuação para o ranking da entidade máxima do ciclismo

Para mais informações, acompanhe a Giugiu em seu site oficial.


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