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Ganhar mundiais em três modalidades foi a pior coisa que eu fiz, diz Pauline Prevot

A ciclista Pauline Ferrand-Prevot, campeã mundial de mountain bike, estrada e cyclo-cross em 2015 afirmou recentemente que vencer tanto em tão pouco tempo foi a pior coisa que ela fez em sua vida, já que o esforço acumulado resultou em uma temporada desastrosa em 2016, marcada por lesões e doenças - sinais clássicos de um corpo exaurido.

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A confissão veio depois que a atleta foi apenas vigésima sexta colocada na prova de ciclismo de estrada nas Olimpíadas Rio 2016 e do abandono na prova de MTB XCO duas semanas depois. Em sua conta do Facebook, ela ainda afirmou que o ciclismo havia se tornado seu pior pesadelo, levantando sérios questionamentos sobre a conquista de seus três mundiais em apenas um ano.

No começo desta temporada, Prevot sofreu uma fratura por estresse na tíbia e, contrariando a recomendação de seu treinador, voltou aos treinos de forma intensa antes de estar 100% recuperada. Depois, a atleta passou a sofrer com alergias que precisaram ser tratadas com corticoides depois que três semanas de antibióticos não foram capazes de resolver o problema.

Impedida de competir por contra das regras anti-doping, a ciclista pegou ainda mais pesado nos treinos, o que resultou em uma inflamação do ciático. Gérard Brocks, treinador da atleta, afirmou que ela conseguia obter bons números de potência, mas que seu desempenho oscilava demais.

Somado a isso, uma série de outras dificuldades menores acabaram minando o psicológico da ciclista. Mesmo assim, Prevot insistiu no plano de correr as provas de estrada e de MTB XCO das olimpíadas, obtendo o resultado que nós conhecemos. "No fim, mesmo me dedicando não recuperei o tempo perdido. Esta Olimpíada foi o resultado de um ano de inferno", disse.






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