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França e Reino Unido apostam na bike para acelerar recuperação depois da pandemia

Para países Europeus, bike pode evitar gargalos no trânsito e reduzir número de contágios na reabertura econômica

     

Em uma teleconferência com prefeitos eleitos de diversas cidades do Reino Unido, Boris Johnson, o primeiro ministro, fez um pedido para que, durante a recuperação econômica pós pandemia e quarentena do coronavírus, os carros sejam mantidos fora das ruas, para não atrapalhar a recuperação econômica do país. A afirmação foi feita por Jamie Driscoll, prefeito da Autoridade Combinada do Norte de Tyne, em uma entrevista ao jornal Guardian.

Entenda porque a bicicleta pode ser uma boa opção de meio de transporte na pandemia do coronavírus.

"Foi interessante que o Primeiro Ministro estava falando em aproveitar a oportunidade para incentivar viagens urbanas verdes, transporte ativo e infraestrutura para o ciclismo, para tirar os carros da rua", afirmou Driscoll.

"Temos o risco real das pessoas voltarem paras os seus carros para ir trabalhar, em centros de cidades que não foram projetadas para esta quantidade de trânsito. O congestionamento vai prejudicar os ônibus, criando um ciclo vicioso", afirmou.

Will Norman, Comissário do Ciclismo em Londres em uma postagem no Twitter, afirmou que a capacidade do sistema de transporte público de Londres, que já operava no limite, ficará ainda mais reduzida quando as restrições começarem a cair. A expectativa é que até 8 milhões de viagens por dia tenham que ser feitas com outros modais.

"Se apenas uma pequena parte optar pelo carro, Londres vai travar completamente, prejudicando nossa recuperação econômica", disse.

França libera pacote de incentivo ao ciclismo

Enquanto no Reino Unido as autoridades começam a discutir como a bike pode ajudar no cenário pós-pandemia, a França, um dos países mais afetados pela Covid-19, já toma ações para incentivar o uso do modal, com o objetivo de esvaziar trens, ônibus e metros. Até o último dia 30, a França era o quarto pais Europeu com mais mortes, totalizando 24.087.

Para o retorno às atividades, o que deve acontecer gradualmente a partir do dia 11 de maio, a França criou um fundo de de 20 milhões de euros, o que equivale a aproximadamente R$ 116 milhões, destinado a incentivar a bike como meio de transporte, esvaziando o transporte público para diminuir as chances de novos contágios acontecerem.

O auxilio será de 50 euros por pessoa, o que equivale a R$ 290, para realizar reparos na bicicleta em itens como freios, pneus e sistemas de iluminação. Na prática, o governo vai pagar para as pessoas pedaladas.

Além disso, o projeto encabeçado pelo Transição Ecológica e Solidária da França, comandada por Elisabeth Borne, ainda apostará na instalação de ciclofaixas temporárias adicionais nas grandes cidades, além da ampliação dos locais de estacionamento seguro de bicicletas.



     


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