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Vida não tem preço. Ou tem?

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Fabio Ver Drop Down


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    Enviado: 05 Nov 2015 as 22:22
https://fbcdn-photos-f-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xlf1/v/t1.0-0/s600x600/12196164_879353448820510_8523731330684674385_n.jpg?oh=98189753c34b4fb952302857bbb4e992&oe=56CC8B2B&__gda__=1456102316_9ebedbe610d5fd30bd11562528bc79cc
 

Para o Diário de São Paulo de hoje, reduzir mortes no trânsito tem um preço alto.

Mas uma vida não tem preço.

Vamos analisar racionalmente. Ando de bike, mas vou analisar os 2 lados da moeda.

 

1ª Esses dados de percentagem de menos mortes são reais? Afinal, atualmente quem controla a CET de São Paulo é o PT. E tanto o PT quanto a CET têm interesse em mostrar que as reduções de velocidade deram resultado no que tange à redução de mortes. Assim como, no âmbito federal, o PT também tem GRANDE influência sobre o IBOPE.

2ª Se essa redução de mortes for real, ela se enquadra em redução de mortes de ciclistas e pedestres em quais circunstâncias? Exemplo: Um carro atropelando um ciclista ou pedestre no farol vermelho? Um carro atropelando um pedestre na calçada ou um ciclista na ciclovia? Ou um carro atropelando um pedestre que atravessou uma via como a marginal onde é proibido pedestres ou um ciclista na faixa da esquerda de uma via como a marginal, onde também não deveriam andar?

3ª Se os dados forem realmente verdadeiros, ou seja, reduziram mortes e como uma vida não tem preço, então não interessa se a arrecadação aumentou MUITO. Logo, se baixasse a velocidade máxima permitida para 20 km/h, não salvariam muito mais vidas? Mesmo que as multas iam aumentar MUITO? Vida não tem preço. Ou aí a vida já tem preço e vão querer deixar em 50 km/h mesmo que é um bom equilíbrio entre preço de vida e velocidade máxima?

4ª Vejo pessoas atravessando a Fernão Dias embaixo da passarela. Bem na sombra da mesma. Preferem se dar ao trabalho de pular uma grade no meio da estrada do que subir a passarela. Como uma vida não tem preço, não seria melhor reduzir a velocidade na Fernão Dias de 100 km/h para 50 km/h? Nos trilhos da CPTM também tem gente que anda por lá. Vamos diminuir a velocidade do trem para 15 km/h, visto que a inércia da composição é imensa frente à um carro e o atrito das rodas com o trilho menor?

5ª Não existe indústria da multa, basta obedecer as leis, não é? Então mesmo que a velocidade da marginal for de 20 km/h, mesmo assim não será indústria da multa, pois basta obedecer. Não é? Então não bastaria os pedestres obedecerem e não atravessarem a marginal e mantê-las em 70 km/h e 90 km/h de máxima? Logo foi reduzido porque alguém não obedece, certo? Quem que não obedeceu então?

 

 



Editado por Fabio - 05 Nov 2015 as 22:23
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Kodornna Ver Drop Down
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Opções de Post Opções de Post   Obrigado! (0) Obrigado!(0)   Citação de Kodornna Citação de  ResponderResposta Link direto para este Post Enviado: 06 Nov 2015 as 20:57
Fabio, parece que vocÊ só 'tá vendo um lado da moeda nas perguntas, mas acho que a forçada de mão foi proposital, já que você é ciclista.

Sobre a primeira pergunta: ela peca por essa contaminação de discussão política: quer dizer que se os dados são divulgados por um orgão público subordinado a uma secretaria de uma prefeitura do PT, eles não são confiáveis? E o IBOPE não pe confiável porque você acha que o PT tem influência sobre eles? E O VoxPopuli? O PT também controla? Bom mesmo deve ser o DataFolha, né?? Imagino que os dados do Detran sejam todos mentirosos também e por aí vai.
Você só se esquece que o PT, tanto em nível municipal quanto no Federal, presa pela transparência, e isso não sou eu quem diz; são agências internacionais interessadas em medir a transparência de órgãos governamentais. Dito isso, nem vou falar de outros partidos...

'Tá vendo como você tirou completamento qualquer mérito da pergunta?
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Fabio Ver Drop Down


Registrado: 07 Out 2003
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Opções de Post Opções de Post   Obrigado! (0) Obrigado!(0)   Citação de Fabio Citação de  ResponderResposta Link direto para este Post Enviado: 06 Nov 2015 as 21:48
Codorna, você "respondeu" o tópico, mas não entrou na discussão que abri. Apenas fez uma defesa velada ao PT. Apenas isso.
Você diz que minha 1ª pergunta peca por contaminação de discussão política. Então pergunto: Se o CET fosse subordinado ao PMDB, ao PSDB, ou a qualquer outra partido que não o PT, você teria a mesma opinião? Outra coisa. Então considere apenas que citei o CET e esqueça que o CET é subordinado à algum partido. Assim resolve seu problema e você pode responder sem se ofender em eu ter citado o PT. Pronto. Resolvido. Fora isso são 5 tópicos que criei e você disse que o 1º foi contaminado, fez sua defesa disfarçada ao PT e parou por aí, nem citou os outros 4. Aliás, você se registrou no fórum em 2011 e a anos não posta nada. Mas fez questão de postar aqui, mesmo que fosse só para defender o PT e não falar absolutamente nada sobre o tema.
 
Se um órgão faz alguma mudança e quer provar que estava certo, nada mais natural de surjam suspeitas de manipulação de resultados. Ainda mais se as mudanças feitas forem polêmicas. Quanto ao fato do órgão público em questão ser subordinado ao PT, isso só ocorre pelo fato do PT estar no comando da cidade. Se fosse o PSDB, PC do B, PSOL, qualquer um que fosse, a suspeita sobre manipulação de dados seria a mesma, mesmo que o CET estivesse sob a batuta do PMDB, PSDB, PRONA, etc.
 
Além de não entrar no mérito do assunto do texto, se resumindo a fazer uma defesa velada ao PT, você ainda cita supostas agências internacionais que acham o PT "super transparente". Com certeza Nova Iorque não pensa assim. Ou então, como as agências que acham que o PT é transparente são internacionais, ao contrário das nacionais que não acham isso, pode ser um famoso caso para o ditado: Quem está de fora vê melhor. LOL
 
 
Agora voltando ao assunto do tópico que criei.
 
-Se o fumo é liberado em todos os países, logo também se vê que a vida tem preço sim. Afinal o fumo arrecada impostos.
 
-Muitos estados dos EUA não obrigam a usar cinto de segurança e nem capacete nas motos. Logo, nem tudo é feito para salvar vidas a qualquer custo.
 
-E uma coisa que pensei agora. Esse dia ao desembarcar em Guarulhos, tomei um Guarucop (táxi) e conversando com o motorista perguntei porque só andam pela Dutra e não pela Trabalhores. Ele me disse que é porque na Trabalhadores, as vezes pode aparecer uma capivara na via vinda do Parque Ecológico do Tietê. Então pensei. Não seria mais aceitável baixar a velocidade na Ayrton Senna de 120 km/h para 70 km/h, já que capivaras "irracionais" podem invadir a pista e causar acidentes para motoristas e motociclistas (fora para elas mesmas) em vez de baixar a velocidade nas pistas expressas das marginais de 90 km/h para 70 km/h, já que nas marginais é proibido o tráfego de pedestres "racionais"? Afinal a capivara invade a estrada por ser irracional. Já o pedestre sendo racional não deveria atravessar a marginal. E o pedestre sabe disso, já a capivara não tem como ensinar.
 


Editado por Fabio - 06 Nov 2015 as 22:00
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Fabio Ver Drop Down


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Opções de Post Opções de Post   Obrigado! (0) Obrigado!(0)   Citação de Fabio Citação de  ResponderResposta Link direto para este Post Enviado: 06 Nov 2015 as 21:53
Abaixo uma versão de meu post inicial especial ao Codorna. Tirei a 1ª questão para ficar de mais fácil entendimento à ele.
 
 
Originalmente Postado por Fabio Fabio Escreveu:

https://fbcdn-photos-f-a.akamaihd.net/hphotos-ak-xlf1/v/t1.0-0/s600x600/12196164_879353448820510_8523731330684674385_n.jpg?oh=98189753c34b4fb952302857bbb4e992&oe=56CC8B2B&__gda__=1456102316_9ebedbe610d5fd30bd11562528bc79cc
 

Para o Diário de São Paulo de hoje, reduzir mortes no trânsito tem um preço alto.

Mas uma vida não tem preço.

Vamos analisar racionalmente. Ando de bike, mas vou analisar os 2 lados da moeda.

 

2ª Se essa redução de mortes for real, ela se enquadra em redução de mortes de ciclistas e pedestres em quais circunstâncias? Exemplo: Um carro atropelando um ciclista ou pedestre no farol vermelho? Um carro atropelando um pedestre na calçada ou um ciclista na ciclovia? Ou um carro atropelando um pedestre que atravessou uma via como a marginal onde é proibido pedestres ou um ciclista na faixa da esquerda de uma via como a marginal, onde também não deveriam andar?

3ª Se os dados forem realmente verdadeiros, ou seja, reduziram mortes e como uma vida não tem preço, então não interessa se a arrecadação aumentou MUITO. Logo, se baixasse a velocidade máxima permitida para 20 km/h, não salvariam muito mais vidas? Mesmo que as multas iam aumentar MUITO? Vida não tem preço. Ou aí a vida já tem preço e vão querer deixar em 50 km/h mesmo que é um bom equilíbrio entre preço de vida e velocidade máxima?

4ª Vejo pessoas atravessando a Fernão Dias embaixo da passarela. Bem na sombra da mesma. Preferem se dar ao trabalho de pular uma grade no meio da estrada do que subir a passarela. Como uma vida não tem preço, não seria melhor reduzir a velocidade na Fernão Dias de 100 km/h para 50 km/h? Nos trilhos da CPTM também tem gente que anda por lá. Vamos diminuir a velocidade do trem para 15 km/h, visto que a inércia da composição é imensa frente à um carro e o atrito das rodas com o trilho menor?

5ª Não existe indústria da multa, basta obedecer as leis, não é? Então mesmo que a velocidade da marginal for de 20 km/h, mesmo assim não será indústria da multa, pois basta obedecer. Não é? Então não bastaria os pedestres obedecerem e não atravessarem a marginal e mantê-las em 70 km/h e 90 km/h de máxima? Logo foi reduzido porque alguém não obedece, certo? Quem que não obedeceu então?

 

 



Editado por Fabio - 06 Nov 2015 as 22:01
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gms Ver Drop Down


Registrado: 20 Abr 2010
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Opções de Post Opções de Post   Obrigado! (0) Obrigado!(0)   Citação de gms Citação de  ResponderResposta Link direto para este Post Enviado: 07 Nov 2015 as 11:34
Eu não captei o seu ponto, para ser sincero.

Você quer argumentar que a redução dos limites de velocidade (principalmente na cidade de SP) tem caráter arrecadatório, ao invés de proteger a vida, sendo que a prefeitura diz o contrário?

Se for esse o seu ponto, eu acho que é algo consideravelmente bem aceito entre a população de SP, embora isso não queira dizer que exista uma maioria contra essas reduções. Devem existir pessoas que pensem algo como "tem caráter arrecadatório mas pelo menos melhora o trânsito ou poupa vidas".

Mas indo aos pontos específicos.

Citação de 1ª Esses dados de percentagem de menos mortes são reais? Afinal, atualmente quem controla a CET de São Paulo é o PT. E tanto o PT quanto a CET têm interesse em mostrar que as reduções de velocidade deram resultado no que tange à redução de mortes. Assim como, no âmbito federal, o PT também tem GRANDE influência sobre o IBOPE.

Se são reais ou não, é sempre argumentável. Qualquer instituto de pesquisa pode maquiar os resultados. O melhor que você pode fazer com esses dados é pegar e de fato ler os relatórios, principalmente as notas técnicas onde eles explicam como a pesquisa foi realizada.
Ou você mesmo contratar um instituto para realizar a pesquisa para você ou, para ter mais controle ainda, montar um time e ir fazer a pesquisa você mesmo, caso não confie nos institutos. Alternativas aos dados apresentados existem, só depende de quanto você está disposto a pagar.

Citação de 2ª Se essa redução de mortes for real, ela se enquadra em redução de mortes de ciclistas e pedestres em quais circunstâncias? Exemplo: Um carro atropelando um ciclista ou pedestre no farol vermelho? Um carro atropelando um pedestre na calçada ou um ciclista na ciclovia? Ou um carro atropelando um pedestre que atravessou uma via como a marginal onde é proibido pedestres ou um ciclista na faixa da esquerda de uma via como a marginal, onde também não deveriam andar?

Novamente, leia as notas técnicas das pesquisas para descobrir. Esse tipo de pergunta provavelmente está respondido lá ou no relatório divulgado junto com os dados. Mas é fato que a chamada da notícia é problemática porque ela junta tudo em um saco só. Mortes no trânsito são normalmente separados em sub-grupos como atropelamentos, colisão, etc. Se não me falha a memória, acidentes envolvendo motos nas marginais são considerados como atropelamentos (mas posso estar enganado aqui então é melhor ir procurar fontes oficiais).

Citação de 3ª Se os dados forem realmente verdadeiros, ou seja, reduziram mortes e como uma vida não tem preço, então não interessa se a arrecadação aumentou MUITO. Logo, se baixasse a velocidade máxima permitida para 20 km/h, não salvariam muito mais vidas? Mesmo que as multas iam aumentar MUITO? Vida não tem preço. Ou aí a vida já tem preço e vão querer deixar em 50 km/h mesmo que é um bom equilíbrio entre preço de vida e velocidade máxima?

Políticas de redução de velocidade podem ter o intuito de incentivar a troca do transporte privado pelo coletivo também. Mas também não se deve ficar forçando velocidades muito baixas em vias. Existe uma coisa chamada "velocidade operacional" da via. Essa velocidade operacional é a velocidade abaixo do qual 85% dos motoristas dirigem quanto expostos apenas aos elementos do ambiente, sem limites artificiais impostos.
O problema de você jogar a velocidade limite muito abaixo dessa velocidade operacional é que você força um elemento extra para o motorista se preocupar, o velocímetro. E o velocímetro não está fora do carro, está dentro, ou seja, força o foco do motorista para longe de onde ele deveria estar prestando atenção, que é a rua. Isso pode trazer problemas também (não só multas para o motorista que fica difícil de culpar por trafegar a, sei lá, 48km/h na via com limite de 40km/h, como também acidentes).
Nas marginais, essa velocidade operacional provavelmente é acima de 70km/h, já que a pista é consideravelmente lisa, consideravelmente reta e consideravelmente larga. 70km/h deve estar próximo do limite mínimo tolerável, embora deva estar bem difícil conseguir alcançar essa velocidade atualmente dado o número de veículos circulando o tempo todo lá.

Citação de 4ª Vejo pessoas atravessando a Fernão Dias embaixo da passarela. Bem na sombra da mesma. Preferem se dar ao trabalho de pular uma grade no meio da estrada do que subir a passarela. Como uma vida não tem preço, não seria melhor reduzir a velocidade na Fernão Dias de 100 km/h para 50 km/h? Nos trilhos da CPTM também tem gente que anda por lá. Vamos diminuir a velocidade do trem para 15 km/h, visto que a inércia da composição é imensa frente à um carro e o atrito das rodas com o trilho menor?

O problema, aqui, óbviamente não são os motoristas, são os pedestres então a lógica deveria ser focar neles. Muros mais altos são sempre uma opção, mas eu imagino que você tenha levantado esse ponto para dar uma argumentada indireta de que a política de redução de velocidade é arrecadatória e isso muito provavelmente é verdade (embora possa trazer benefícios para o trânsito).

Citação de 5ª Não existe indústria da multa, basta obedecer as leis, não é? Então mesmo que a velocidade da marginal for de 20 km/h, mesmo assim não será indústria da multa, pois basta obedecer. Não é? Então não bastaria os pedestres obedecerem e não atravessarem a marginal e mantê-las em 70 km/h e 90 km/h de máxima? Logo foi reduzido porque alguém não obedece, certo? Quem que não obedeceu então?

Novamente, aqui você está provavelmente argumentado que existe uma indústria da multa (o que é bem provável). De qualquer forma, a questão das mortes nas marginais tem que ver mais de perto, porque pode ser que o problema esteja na nomenclatura usada nas estatísticas (atropelamento=motoqueiro que foi derrubado).


No Flatout (um blog para carros) tem alguns textos muito bons sobre o assunto do limite de velocidade e da fiscalização das ruas.
Originalmente Postado por Flatout Flatout Escreveu:


http://www.cetsp.com.br/media/388004/relatorioreducaovelocidadesfev2015.pdf - O estudo da CET que motivou a mudança [nos limites de velocidade nas marginais], em sua página 15, informa:

“Dos 25.508 acidentes de trânsito com vítimas ocorridos em São Paulo em 2013, 1.275 aconteceram nas Marginais, equivalentes a 4,9% do total dos acidentes da cidade. Dos 1.114 acidentes de trânsito com mortes, 56 aconteceram nas Marginais, ou seja, 5% dos acidentes fatais da cidade.”

(...)
Sim, nós obviamente concordamos que toda vida é preciosa. Mas, se é ela o motivo da mudança, por que não se ataca o que causa os outros 95% das mortes por trânsito na cidade?

(...)
Os atropelamentos por ônibus cresceram 31% com as faixas exclusivas. Bora reduzir a velocidade deles?


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Calegari Ver Drop Down


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Valinhos
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Acreditar em multa como sendo tributo a ser arrecadado é pura bobagem, definição de tributo está no CTN art 3. Multa é apenas uma sanção por ato ilícito, você leva pra aprender, ou vai pagar sempre de burro por não respeitar regras. Fui várias vezes a São Paulo e eu achei muito boa essa redução de velocidade, claro sempre tem uns manés que não respeitam, infelizmente este país precisa amadurecer um pouco. Se aqui fosse um país decente, apenas a placa indicando a velocidade já seria suficiente, porém o problema aqui é que as pessoas só respeitam quando dói no bolso. E quem anda no trilho do trem, e atravessa a pista embaixo de uma passarela só tem um nome: OTÁRIO.
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georgehfs Ver Drop Down


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1.Quem acredita em políticos ou é muito bobo, ou quer acreditar $$$$, e o PT é partido que levou corrupção a outro nível.

2. Estatísticas e PT são duas palavras que juntas formam outra: mentira.

3. Vou deixar um exemplo: Extintores para incêndio. Alguém consegue explicar isso? Provavelmente os políticos criaram essa lei preocupados com nossa integridade , correto?
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Fabio Ver Drop Down


Registrado: 07 Out 2003
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gms, gostei das suas opiniões.

 

Originalmente Postado por gms gms Escreveu:

Eu não captei o seu ponto, para ser sincero.

Era essa a intenção. Nâo ter lado para ser imparcial na discussão.

 

 

Originalmente Postado por gms gms Escreveu:

 
Citação de 1ª Esses dados de percentagem de menos mortes são reais? Afinal, atualmente quem controla a CET de São Paulo é o PT. E tanto o PT quanto a CET têm interesse em mostrar que as reduções de velocidade deram resultado no que tange à redução de mortes. Assim como, no âmbito federal, o PT também tem GRANDE influência sobre o IBOPE.

Se são reais ou não, é sempre argumentável. Qualquer instituto de pesquisa pode maquiar os resultados. O melhor que você pode fazer com esses dados é pegar e de fato ler os relatórios, principalmente as notas técnicas onde eles explicam como a pesquisa foi realizada.
Ou você mesmo contratar um instituto para realizar a pesquisa para você ou, para ter mais controle ainda, montar um time e ir fazer a pesquisa você mesmo, caso não confie nos institutos. Alternativas aos dados apresentados existem, só depende de quanto você está disposto a pagar.

 

 

Óbvio que existem alternativas e mais óbvio que não irei atrás, pois estou apenas numa discussão de fórum de bike.

 

 



Originalmente Postado por gms gms Escreveu:

Citação de 2ª Se essa redução de mortes for real, ela se enquadra em redução de mortes de ciclistas e pedestres em quais circunstâncias? Exemplo: Um carro atropelando um ciclista ou pedestre no farol vermelho? Um carro atropelando um pedestre na calçada ou um ciclista na ciclovia? Ou um carro atropelando um pedestre que atravessou uma via como a marginal onde é proibido pedestres ou um ciclista na faixa da esquerda de uma via como a marginal, onde também não deveriam andar?

Novamente, leia as notas técnicas das pesquisas para descobrir. Esse tipo de pergunta provavelmente está respondido lá ou no relatório divulgado junto com os dados. Mas é fato que a chamada da notícia é problemática porque ela junta tudo em um saco só. Mortes no trânsito são normalmente separados em sub-grupos como atropelamentos, colisão, etc. Se não me falha a memória, acidentes envolvendo motos nas marginais são considerados como atropelamentos (mas posso estar enganado aqui então é melhor ir procurar fontes oficiais).

 

Não tenho certeza dos sub-grupos de classificação dos tipos de acidentes, mas lembro que a anos atrás não se tinha dados sobre acidentes com bikes, pois eram contabilizados como acidentes com motos. Mas, se for verdade que acidentes envolvendo motos são considerados atropelamentos, só aí já fica claro a má fé dessas pesquisas de atropelamentos nas marginais e, mais claro ainda que não existem pedestres nas marginais, como seria de fato o correto. Afinal notícia ruim sempre “é notícia” e em qualquer telejornal sempre falam de acidentes com vans, motos, atropelamentos, caminhões, etc, e NUNCA vi uma notícia sequer de atropelamento nas marginais, o que convenhamos ia dar uma bela matéria em termos de audiência, já que é bem anormal alguém ser atropelado nas marginais. Seria como noticiar que alguém foi atropelado no circuito de Interlagos. Em resumo, pode até ser que tenha reduzido o número de acidentes com motos, mas não de atropelamentos, visto que pode ser que nunca houve esse tipo de acontecimento.

 



Originalmente Postado por gms gms Escreveu:

Citação de 3ª Se os dados forem realmente verdadeiros, ou seja, reduziram mortes e como uma vida não tem preço, então não interessa se a arrecadação aumentou MUITO. Logo, se baixasse a velocidade máxima permitida para 20 km/h, não salvariam muito mais vidas? Mesmo que as multas iam aumentar MUITO? Vida não tem preço. Ou aí a vida já tem preço e vão querer deixar em 50 km/h mesmo que é um bom equilíbrio entre preço de vida e velocidade máxima?

Políticas de redução de velocidade podem ter o intuito de incentivar a troca do transporte privado pelo coletivo também. Mas também não se deve ficar forçando velocidades muito baixas em vias. Existe uma coisa chamada "velocidade operacional" da via. Essa velocidade operacional é a velocidade abaixo do qual 85% dos motoristas dirigem quanto expostos apenas aos elementos do ambiente, sem limites artificiais impostos.
O problema de você jogar a velocidade limite muito abaixo dessa velocidade operacional é que você força um elemento extra para o motorista se preocupar, o velocímetro. E o velocímetro não está fora do carro, está dentro, ou seja, força o foco do motorista para longe de onde ele deveria estar prestando atenção, que é a rua. Isso pode trazer problemas também (não só multas para o motorista que fica difícil de culpar por trafegar a, sei lá, 48km/h na via com limite de 40km/h, como também acidentes).
Nas marginais, essa velocidade operacional provavelmente é acima de 70km/h, já que a pista é consideravelmente lisa, consideravelmente reta e consideravelmente larga. 70km/h deve estar próximo do limite mínimo tolerável, embora deva estar bem difícil conseguir alcançar essa velocidade atualmente dado o número de veículos circulando o tempo todo lá.

 

Adorei seu ponto de vista.

Realmente pode ser uma forma de pressionar o iso do transporte coletivo, mas de uma forma esdrúxula, ou seja, em vez de melhorar o transporte público que é ruim, eles pioram o transporte privado que também já é ruim. Ou seja, ficamos entre ruim e muito ruim. E também falam em usar transporte coletivo como se o mesmo comportasse mais alguém no sistema. O metrô em São Paulo passa uma composição a cada 30 segundos e não tem como entrar. Só se fizer linha dupla, vagão 2 andares, sei lá. Ou então que parem de vir para São Paulo, sei lá.

Em algumas estradas (parecem avenidas daqui) da FL a anos atrás, tinha uma velocidade limite de (não lembro direito) 55 mph e o índice de multas era enorme, o que era bom para prefeitura ou estado, não sei para quem vai o dinheiro lá. E sabe o que fizeram? Aumentaram para 55 mph. Sabe o que aconteceu, o número de multas caiu absurdamente, mostrando que existe sim uma velocidade natural da via e que não é verdade aquele papo de que se é 50 km/h e andam a 70 km/h, se colocar 70 km/h vão andar a 90 km/h. Da mesma forma que é absurdo o argumento de que baixaram as expressas das marginais de 90 km/h para 70 km/h para evitar rachas nas madrugadas. Ora, se o cara corria a 160 km/h sendo 90 km/h, acha que baixando para 70 km/h o vagabundo vai respeitar? Isso é ironizar a inteligência do paulistano. Assim como dizer que é para reduzir o número de pedestres atropelados. Faça-me o favor.

Se o simples fato do número de multas aumentar com o decréscimo do limite de velocidade máxima, isso já confirma que o limite ficou aquém do natural da via. É o que se vê hoje, todo mundo andando e freando nos radares. Se fosse normal, todo mundo ia numa constante sem precisar frear em radares.

Quanto ao fato de ser difícil alcançar o limite com transito, isso é fato. Mais um motivo que nem precisa de limite para o trânsito andar lento. Ou seja, a velocidade na hora e pico continua a mesma bosta e é nesse momento que talvez tenha os ambulantes que o prefeito cita. Logo não mudou em nada a velocidade que os veículos passam ao lado do ambulante, ou melhor, a velocidade que os veículos estão quando o ambulante passa ao lado deles, já que quem não deveria estar lá é o ambulante.

A 23 de Maio sempre teve velocidade de 80 km/h desde a inauguração a décadas atrás. E quando baixaram para 70 km/h. Na época testaram o sistema de média horária de velocidade entre os radares. E a 70 km/h aumentou absurdamente, ou seja, quando era 80 km/h, ninguém ficava freando no radar e aumentando para 90 km/h, pois 80 km/h era natural. Já a 70 km/h... E agora a 60 km/h então. Imagina quando o louco colocar 50 km/h. Ainda bem que na pesquisa está em 4ª. E ainda assim acho absurdo estar em 4ª. Enfim, mesmo a 60 km/h hoje em dia, você desce com freio-motor e ainda freando antes do túnel Ayrton Senna e sempre de olho do velocímetro. Daqui a pouco alguém ainda é atropelado, pois hoje em dia os motoristas não podem olhar 100% para a pista, tem que ficar olhando para o velocímetro. Só se o cara tiver um carro com HUD.

 



Originalmente Postado por gms gms Escreveu:

 [quote]4ª Vejo pessoas atravessando a Fernão Dias embaixo da passarela. Bem na sombra da mesma. Preferem se dar ao trabalho de pular uma grade no meio da estrada do que subir a passarela. Como uma vida não tem preço, não seria melhor reduzir a velocidade na Fernão Dias de 100 km/h para 50 km/h? Nos trilhos da CPTM também tem gente que anda por lá. Vamos diminuir a velocidade do trem para 15 km/h, visto que a inércia da composição é imensa frente à um carro e o atrito das rodas com o trilho menor?

O problema, aqui, óbviamente não são os motoristas, são os pedestres então a lógica deveria ser focar neles. Muros mais altos são sempre uma opção, mas eu imagino que você tenha levantado esse ponto para dar uma argumentada indireta de que a política de redução de velocidade é arrecadatória e isso muito provavelmente é verdade (embora possa trazer benefícios para o trânsito). [quote]

 

Exato, da mesma forma que se fosse verdade os fatos sobre os tais atropelamentos nas marginais, o motorista não seria o culpado e sim os supostos e imaginários pedestres do prefeito que circulam por lá. Deveria então ir na raiz do problema. Mas fazendo uma analogia, se um dia alguém invadir a pista do aeroporeto, o prefeito vai fechar o aeroporto em vez de impedir a invasão de pedestres. E depois vai na TV encher a boca e dizer que salvou vidas.

 

 



Editado por Fabio - 08 Nov 2015 as 19:12
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Fabio Ver Drop Down


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Originalmente Postado por Calegari Calegari Escreveu:

Acreditar em multa como sendo tributo a ser arrecadado é pura bobagem, definição de tributo está no CTN art 3. Multa é apenas uma sanção por ato ilícito, você leva pra aprender, ou vai pagar sempre de burro por não respeitar regras. Fui várias vezes a São Paulo e eu achei muito boa essa redução de velocidade, claro sempre tem uns manés que não respeitam, infelizmente este país precisa amadurecer um pouco. Se aqui fosse um país decente, apenas a placa indicando a velocidade já seria suficiente, porém o problema aqui é que as pessoas só respeitam quando dói no bolso. E quem anda no trilho do trem, e atravessa a pista embaixo de uma passarela só tem um nome: OTÁRIO.
 
 
Por definição sim, mas mesmo na definição oficial não sendo tributo e apenas uma sanção, não muda o fato de que podem criar uma lei, com sanção para quem desobedecer, que seja quase impraticável de cumprir. Se colocarem uma lei com sanção que todos devem usar relação 1x11 com coroa 42 e quem empurrar a bike vai sofrer sanção. Acha que a punição no bolso vai fazer alguém aprender a subir? E esse papinho de país decente é síndrome de vira-lata, todo país tem sanções, seja em termos financeiros, termos físicos (chibatadas em alguns países) ou em termos criminais com privação de liberdade ou pena de morte. Não entendi sua posição. Você acha que só brasileiro infringe leis? É isso?
 
Quanto ao fato dos "otários", como você mesmo disse, atravessarem a linha do trem ou as estradas, então não seria otário quem tenta atravessar as marginais? Ainda otário em dobro, pois não tem para onde ir, ao contrário da estrada? Então por causa de "otários" todos os paulistanos devem andar a 50 km/h? Ou pior: Todos os paulistanos devem andar nas marginais a 50 km/h por causa de otários imaginários da mente do prefeito?
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Opções de Post Opções de Post   Obrigado! (0) Obrigado!(0)   Citação de Fabio Citação de  ResponderResposta Link direto para este Post Enviado: 08 Nov 2015 as 20:00
Originalmente Postado por georgehfs georgehfs Escreveu:


1.Quem acredita em políticos ou é muito bobo, ou quer acreditar $$$$, e o PT é partido que levou corrupção a outro nível.

2. Estatísticas e PT são duas palavras que juntas formam outra: mentira.

3. Vou deixar um exemplo: Extintores para incêndio. Alguém consegue explicar isso? Provavelmente os políticos criaram essa lei preocupados com nossa integridade , correto?
 
 
 
________________________________
 
Põe uma linha aí para eu assinar embaixo.
 
ClapClapClap
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Para mim não ficou claro o seu ponto porque me pareceu mais que você é contra os limites de velocidade imposto e mesmo nas suas colocações onde você supostamente se posiciona a favor, soa mais como colocações irônicas e não questionamentos sérios.

Sobre os atropelamentos nas marginais, você coloca como se as marginais, por natureza, não possam ter atropelamentos porque lá não é lugar de pedestre. Segundo o relatório da CET, atropelamento é considerado uma colisão entre veículo contra pedestre. Portanto atropelamento inclui motorista de carro que sai do carro e é atropelado. E em teoria, um motociclista (ou garupa) que cai na pista e é atingido por um veículo poderia ser considerado atropelamento. (A CET também tém estatísticas separadas para acidentes com ciclistas, mas imagino que a partir do momento que o ciclista não está em cima da bike, ele seja considerado pedestre.)

Ou seja, atropelamentos nas marginais podem ocorrer e não porque as pessoas estão tentando chegar na margem do rio. Um carro pode quebrar e o motorista sai para empurrar e é atropelado. Um guincho chega para tirar o carro e o funcionário operando o guincho fora do caminhão é atropelado. Ou um motociclista cai na pista (toque, imprudência, pista ruim) e logo em seguida é atropelado, embora possa se argumentar aqui o tipo de acidente. Mas um atropelamento ocorreu, talvez precedido de colisão ou choque.

Esses casos justificam a redução das velocidades? Aqui que o debate se acalora. A prefeitura diz que sim, muitos outros dizem que não. Eu diria que seria mais interessante tentar minimizar esses cenários de acontecer, forçando uma renovação da frota de veículos e/ou manutenção, mantendo a qualidade das vias, criando rotas para evitar o excesso de veículos em algumas vias, etc. Mas é aquela coisa, colocar radar é mais barato e o retorno do investimento é imediato, ou seja, um investimento mais racional do ponto de vista econômico de curto prazo.

E a questão sobre limites altos ou baixos de velocidade, existem exemplos de locais onde o aumento do limite de velocidade reduziu o número de acidentes e existem exemplos para mostrar que limites baixos servem apenas para arrecadar dinheiro e não para aumentar a segurança ou educar.

Um vídeo feito por um canadense contra limites de velocidades irreais (em inglês).
https://www.youtube.com/watch?v=2BKdbxX1pDw

Claro que isso não quer dizer que ruas retas e lisas no meio da cidade deveriam ter limites maiores de velocidade, porque depende do ambiente também, não apenas da qualidade da rua. Se for uma área comercial movimentada, o limite tem que ser menor, mesmo que estejamos falando de uma avenida totalmente reta, plana e com 4 vias de rolamento (2 para cada sentido).

Outro problema no Brasil com as multas de trânsito é que, até onde eu saiba, o uso do que é arrecadado é extremamente limitado. Ações e programas educativos para o trânsito ou mais fiscalização. Não está previsto o uso desse recurso para melhorar ações que visem melhorar o trânsito senão com fiscalização (esqueça melhorar a estrutura viária, melhorar o transporte público, financiar pesquisas para tomar decisões mais inteligentes, etc). Dá-se a impressão de que foi criado com o intuito de servir como um investimento auto-alimentado. Você gasta com fiscalização para aumentar a arrecadação para gastar ainda mais com fiscalização para aumentar ainda mais a fiscalização.

A função da fiscalização e da multa deveria ser para conscientizar e educar as pessoas (e reduzir o risco, de preferência de maneira imediata) mas muita da fiscalização que vemos por aí tem muito mais cara de estar alí só para arrecadar e pintar o poder público como eficiente. De que adianta você colocar um radar numa rua e mandar uma multa que só vai chegar um mês depois? O indivíduo continua correndo e sendo um risco para os outros até chegar no seu destino e ele só se dá conta de que ele era um perigo um mês depois (se é que vai se lembrar do fato).
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Opções de Post Opções de Post   Obrigado! (0) Obrigado!(0)   Citação de gms Citação de  ResponderResposta Link direto para este Post Enviado: 09 Nov 2015 as 08:49
Não consigo editar minha postagem então vai um extra.

Eu deveria ter dito que suas colocações soaram sarcásticas e não irônicas.

Outro ponto que eu quero acrescentar é a diferença entre os cenários de pessoas nas marginais e nos trilhos de trem.
Nas marginais, como eu coloquei, existem situações onde as pessoas podem ser forçadas e andar nas marginais, se transformando em pedestres, no meio dos veículos em movimento (carro quebra, por exemplo). Nesse caso, uma discussão sobre se deveríamos nos preocupar em proteger as pessoas desses casos diminuindo a velocidade me parece plausível, já que elas estão sendo obrigadas a fazer algo que, em tese, não deveriam por pura falta de alternativa.

No caso dos trilhos de trem, não consigo imaginar um cenário onde as pessoas são forçadas a andar no trilhos enquanto os trens estão em movimento. Se o trem quebra e as pessoas tem que ir andando pelos trilhos, eu imagino que exista um esquema de segurança para reduzir os riscos.
Nos outros cenários que consigo imaginar, o indivíduo não é forçado a atravessar os trilhos, ele tem outras opções (dar a volta na estação, normalmente) que foram feitas para evitar que eles tenham de atravessar os trilhos.
E nesses casos eu acho que não é plausível discutir a redução da velocidade para proteger essas pessoas. A discussão deveria ser em como evitar que elas façam o que não devem já que existem alternativas seguras.
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Suas observações sobre as situações de atropelamento nas marginais são interessantes, diria que mais que as do prefeito, que poderia usar suas alegações que soam melhores do que as dele. Pois quando citei pedestres atravessando a marginal, foi só reescrevendo aqui o que ele disse. Quem disse que existem pedestres querendo atravessar a marginal em direção ao rio foi ele. Ele deveria aprender com você, pois seus argumentos foram muito melhores.

Mas esses cenários também ocorrem em estradas. Aí entrar na questão se é correto ou não alterar os limites pensando nessas situações.

Sobre educação de trânsito, cito um exemplo clássico no Brasil. Até hoje no exame prático se dá mais valor para formar manobristas do que motoristas, ou seja, dão mais valor para estacionar em vez de ensinar a fazer ultrapassagem. Que aliás, é maior causa de acidentes em estradas, e isso não é fiscalizável por "radar" e nem dá lucro. 
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Mexer no bolso sempre dói. Infelizmente muitas pessoas só aprendem desse jeito.

Por mim, pode encher essa cidade de radar 50km/h e ciclofaixas em todas as avenidas. Deixa que os coxinhas batam a cabeça na parede de raiva. LOL
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Originalmente Postado por Fabio Fabio Escreveu:

Originalmente Postado por Calegari Calegari Escreveu:

Acreditar em multa como sendo tributo a ser arrecadado é pura bobagem, definição de tributo está no CTN art 3. Multa é apenas uma sanção por ato ilícito, você leva pra aprender, ou vai pagar sempre de burro por não respeitar regras. Fui várias vezes a São Paulo e eu achei muito boa essa redução de velocidade, claro sempre tem uns manés que não respeitam, infelizmente este país precisa amadurecer um pouco. Se aqui fosse um país decente, apenas a placa indicando a velocidade já seria suficiente, porém o problema aqui é que as pessoas só respeitam quando dói no bolso. E quem anda no trilho do trem, e atravessa a pista embaixo de uma passarela só tem um nome: OTÁRIO.
 
 
Por definição sim, mas mesmo na definição oficial não sendo tributo e apenas uma sanção, não muda o fato de que podem criar uma lei, com sanção para quem desobedecer, que seja quase impraticável de cumprir. Se colocarem uma lei com sanção que todos devem usar relação 1x11 com coroa 42 e quem empurrar a bike vai sofrer sanção. Acha que a punição no bolso vai fazer alguém aprender a subir? E esse papinho de país decente é síndrome de vira-lata, todo país tem sanções, seja em termos financeiros, termos físicos (chibatadas em alguns países) ou em termos criminais com privação de liberdade ou pena de morte. Não entendi sua posição. Você acha que só brasileiro infringe leis? É isso?
 
Quanto ao fato dos "otários", como você mesmo disse, atravessarem a linha do trem ou as estradas, então não seria otário quem tenta atravessar as marginais? Ainda otário em dobro, pois não tem para onde ir, ao contrário da estrada? Então por causa de "otários" todos os paulistanos devem andar a 50 km/h? Ou pior: Todos os paulistanos devem andar nas marginais a 50 km/h por causa de otários imaginários da mente do prefeito?

no Brasil é fato que as pessoas só respeitam alguma coisa mediante uma multa no meio da cara. Isso quando não tem muita grana né, pq se tem dinheiro putz, tem cara que banca as infrações e continua descumprindo numa boa, tamanho é a falta de capacidade mental de entender o porquê de tal regra existir, como agir fora da lei afeta outras pessoas, nem se dão ao trabalho de tentar entender. E isso acontece com qualquer coisa mesmo, por exemplo, perturbar os vizinhos com festa barulhenta, tamanho o egoísmo que existe. 
Otário mesmo, como eu disse acima, se tem uma  ponte para atravessar e o cara passa por baixo, não conheço uma definição melhor e inflelizmente pagamos o preço pelas asneiras dos outros. Agora se precisa construir passarelas para as pessoas não se arriscarem mais, de fato é algo que esses que se sentem prejudicados procurarem seus vereadores e solicitarem estudos para implantação de passarelas e pressionarem para que atendam suas reivindicações. Outro problema dessa rep. da  banânia, é que as pessoas votam nos políticos e deixam eles lá fazendo o que querem... Meu, o voto é de cada um de nós, se o cara ou partido faz algo que vc não gostou, vc tem todo o direito de ir na sessão da câmara e cobrá-los, afinal eles estão lá para te representar. Mas colocar isso na cabeça do brasileiro é difícil, mais fácil ficar reclamando a toa.

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Exato. Tem pessoas que só aprendem mesmo se doer no bolso e, como você disse, as vezes nem assim.
 
Essa do som alto eu sei bem o que é, pois me irrita profundamente.
 
A lei deve ser seguida, simplesmente por existir, mas isso não impede que o cidadão tenha discernimento para julgá-la correta ou não. Não é porque a lei é seguida (geralmente para evitar sanções) que deve-se concordar com a mesma.
 
Por exemplo. Atualmente o governo federal conseguiu a proeza de errar nas previsões orçamentárias (gastou o que não podia para angariar votos), que numa maneira simplista são apenas contas de adição e subtração que qualquer criança já sabe e, agora quer repor o rombo com a volta da CPMF. Se voltar, todo mundo vai seguir a regra ao fazer movimentações financeiras, mas duvido que todos vão achar isso correto. Como disse não é porque tal lei exista, que ela seja correta. Muitas vezes ela é criada com outros objetivos, que quase sempre são captar recur$os para o governo. Foi assim com CPMF, com aumento do IOF para compensar o fim da CPMF (se esquecem disso ao querer voltar com a CPMF sem baixar o IOF), empréstimos compulsórios sobre combustíveis, multas em determinadas cidades do país por deixar sal sobre a mesa, bloqueio de valores pelo Collor, multas para estabelecimentos onde algum músico se apresente sem ser filiado (pagar taxa) ao sindicato dos músicos, multa para quem não tiver kit de primeiros socorros no carro, multa para motociclista que não usar o X refletivo que era fabricado no bairro do Brás pelo Turco Louco e seu finado irmão, sendo que quem criou a lei foi o Turco Louco, taxas para emplacar bicicletas que ainda não foi aprovada, mas que o Adilson Amadeu, dono de vários escritórios de despachantes tenta toda vez emplacar (desculpe o trocadilho), etc.  
 
Enfim, não é o fato de uma lei existir com suas devidas sanções que as tornam a verdade absoluta. E não é o fato de alguém discordar dessa lei, cumprindo ou não, que o torna um marginal.
 
Se você tiver uma dívida comigo de R$ 1.000,00 e na hora de me pagar, você me der um cheque de terceiros de R$ 900,00 que você não depositou + R$ 100,00 que sacou da c/c, totalizando os R$ 1.000,00 dessa forma, em vez de sacar os R$ 1.000,00 de sua c/c numa época que exista CPMF. Isso lhe torna sonegador? Um criminoso?
 
O negócio é que ultimamente, muitas leis com suas devidas sanções são criadas para afetar apenas um grupo e dizem que é para beneficiar outro. Dessa forma sempre vai haver defensores, mesmo que os tais benefícios sejam inverossímeis. Talvez só a CPMF afete a todos e todos sejam contra, embora sempre existiram os iludidos achando que "só rico paga CPMF", se esquecendo que até o pão que comprar na padaria vai ter repassado isso ao preço final para o consumidor. Sem falar que existe aquela frase da Arte da Guerra, que é preciso primeiro dividir para depois conquistar, algo que se aproxima do ditado que o inimigo do meu inimigo é meu amigo. Mas essa é a intenção quando o plano é de poder. Participo de fóruns de bike, de carros, de kart, de moto, de aquarismo, de home theater, de boxe, de vale tudo e de mergulho. Fora outros que não sou ativo. Em todos eles, todo mundo é contra a redução de velocidade nas marginais, a não ser um ou outro PTista que ainda tem coragem de se manifestar e, que a cada dia se tornam mais raros. Já aqui, vejo que mesmo os que não são (ou não eram) PTistas, aparecem em maior número para defender tal medida. Por quê? Porque ao criar a medida, deram a entender que é para maior segurança de ciclistas também. Pronto. Dividiu a população, pois quem não anda é contra e quem anda se torna a favor, mesmo que os benefícios não sejam verídicos, mas somente o fato de mencionar os ciclistas, já faz com que ganhem a simpatia deles. E isso é um exemplo de como dividem a população. Imagina se fosse criado uma lei onde quem tem olhos azuis pagaria 10% menos de imposto. E isso nem sei qual argumento iriam usar, pois não tenho tamanha imaginação. Óbvio que a maioria de olhos azuis iria gostar e dizer que a lei está certa. E o restante iria se dizer contra. E com isso iriam criar embates entre a população segmentando-a. Isso sem entrar em assuntos mais explosivos de ordem racial, onde criam benefícios para um grupo e não para outro. E aí a coisa fica mais complicada, pois dependendo da forma como alguém se manifestar contra, pode ser entendido como criminoso de alguma lei de proteção, etc. Eu já tive 18 anos. Quando tinha 18 anos, eu já trabalhava fazia alguns anos e nem por isso deixei de estudar. Hoje o menor de 16 não trabalha e também não estuda. Enfim, fiz 18 e comprei um carro. Na época dei 60% de entrada, que tinha juntado durante anos e o restante em 24x. Na época raríssimos eram os que faziam em 36x. Talvez por isso carro era mais barato, afinal não tinha crédito fácil que elevaram os preços. Fui fazer o seguro. Chegou a hora do desespero. Não importa em reais quando foi, mas foi algo na ordem de quase 20% do valor do carro. Afinal eu tinha perfil de louco. Carro importado, esportivo, solteiro, 18 anos, menos de 1 ano habilitado, enfim... Mas eu não era louco, não ia tirar racha, etc. Mas a seguradora não quer saber de meu caso em especial, ela vai por amostragem, e sexo masculino, solteiro, 18 anos, etc, era perfil de grande risco à ela. Eu pergunto: Isso também não é uma forma de discriminação? Só não estão considerando a raça e nem religião, mas estão levando em conta a idade, o gênero (masculino), etc.
 
E o pior que mais vejo hoje é o seguinte?
 
Gostar de loira não significa que você odeia morena;
Gostar de Ferrari não significa que não goste de Porsche;
Gostar de Trek não significa que não posso ter uma Caloi.
 
E isso falando em "coisas" de mesmo estilo.
 
Podemos partir para exemplos com estilos diferentes:
 
Gostar de boliche não me faz odiar futebol;
Gostar de bike não me faz odiar salto com vara;
Gostar de mulher não me faz odiar homossexual;
Gostar de pizza não me faz odiar quem joga basquete.
 
Sei que são comparações absurdas, principalmente a do basquete com pizza, já que ambas não são concorrentes, são totalmente diferentes e posso gostar de ambos. Mas, infelizmente é o vemos hoje em dia, ainda mais patrocinado pelo governo. Não é porque amo bikes que tenho que ser contra tudo que tenha relação com automóveis. E é o que vejo muito ultimamente, só porque o cara gosta de bike, acaba sempre atacando tudo do universo automobilístico. Vejo muito isso aqui no fórum. Principalmente de quem usa a bike de forma urbana. Já cheguei a ler aqui mesmo de um usuário, que ele não entende como possa existir bicicletas sem para-lamas e sem alforje traseiro. Se até aqui criam essa rixa entre ciclistas, não é de se estranhar que incitem ódio ao automóvel. Como se um fosse concorrente do outro. Como se o fato do cara trabalhar de bike o impedisse de ir num casamento de carro. Mas esperar o quê, se mesmo aqui criam disputas entre MTB e speed, sendo que a essência é a mesma, que é a paixão pelo ciclismo. Então não me espanta a facilidade com que o governo consiga inserir na mente de alguns que todas as leis que criam sejam corretas e em beneficio geral à sociedade.
 
Só para encerrar, eu gostaria de comentar que leio inúmeros sites de bike. Amo bike.
 
Exemplos:
 
Estrangeiros
http://www.forumbtt.net/ (fórum fraco se comparado com o pedal.com.br, embora elas tenham acesso a mais marcas)
www.mtbr.com (não gosto)
www.bike-magazin.de/ (ótimo em testes)
Tem mais um francês e um americano que não lembro agora, pois não entro muito.
 
Nacionais
http://mtbbrasilia.com.br/ (site mais de releases de imprensa)
http://www.29er.com.br/ (blog do Adil que deu uma parada depois que foi pro México)
http://www.bikemagazine.com.br/ (um dos primeiros que eu lia junto com o pedal.com.br, mas não me interesso mais pelo conteúdo)
http://www.pedal.com.br/forum/ (peca em notícias e matérias, mas tem o melhor fórum)
 
 
Tinha um fórum de MTB de BH que o Flávio Página que participava aqui também participava, mas ele agora só pensa em relógios.
 
Tinha o da Lama ao Caos que era uma espécie de praquempedala.com.br, mas parou, pois não deve ter tido o mesmo suce$$o do Henrique.
 
E o http://www.praquempedala.com.br/ do Henrique, que tem um fórum praticamente morto, muitas notícias que ele cria, copiando conteúdos dos estrangeiros, pegando vídeos no YouTube, etc. Mas que o grande atrativo/diferencial sempre foram os comentários. Henrique é recente nas bikes, mas é dedicado. Esse ano foi pela 3ª vez no Brasil Ride. E também anda de speed. Site de suce$$o para ele. Mas, que infelizmente, vem se perdendo num estilo meio Gugu. Hoje até deixei um comentário para ele falando disso, que estou reproduzindo no fim desse post. Primeiro problema estão os frequentadores. As vezes ele põe uma notícia de um ladrão de bikes que se deu mal e tem 1000 comentários, sendo MUITOS defendendo o bandido e brigando feio com ele, dizendo que não deveria ter exposto a cara do marginal, que vai denunciar o site, que deveria se focar em fazer posts de bike e não de crimes de bike, etc. Mas aí eu disse: engraçado que quando faz um post só sobre bike tem 3 comentários e quando faz sobre ladrão de bikes tem 1000, então vocês que defendem o bandido, por que não vão comentar no post sobre o novo quadro X, etc. E ele me agradeceu dizendo que lavou a alma ao ler meu comentário. Mas como eu também já discuti com ele (no bom sentido), o site está se perdendo. Tudo que é vídeo do YouTube com alguma coisa da guerra sobre carros e bikes, ele faz um post. Hoje mesmo ou ontem colocou um mostrando que o carro deu uma fechada na bike, esse dia que o carro passou perto da bike não respeitando o 1,5m, etc. Tudo é motivo para post contra carro lá. Esse dia fez outro post dizendo que não sei qual país vai proibir carro no centro e ele diz que isso sim que é progresso, etc. Não sei se faz isso para atrair leitores, ou se realmente acredita nisso sem perceber que está gerando ódio entre bikes e carros. Na época ele me respondeu que o site dele não é somente sobre a parte esportiva do mundo das bikes e sim sobre tudo e por isso posta esses vídeos de briguinhas entre caros e bikes.
 
Abaixo o comentário que fiz hoje:
 
Lembrei do programa do Gugu no SBT. Antes era um programa de auditório com convidados que participavam de provas (de extremo mal gosto). Mas depois que o Gugu “arrumou” um helicóptero e antes do episódio falso do PCC, os convidados nem apareciam mais, pois toda hora o Gugu parava o programa (estilo João Kleber) para mostrar a notícia super importante de última hora captada pelo helicóptero. Qualquer coisa era notícia e interrompia o programa, tipo o plantão da Globo quando interrompeu a programação para dizer que o Tancredo Neves tinha falecido. A diferença entre o plantão da Globo e as notícias do Gugu era clara. Se o helicóptero filmava de cima um PM dando uma geral num garoto suspeito de 18 anos numa parede na periferia, parava tudo para mostrar a cena como se fosse a coisa mais importante do dia.


Editado por Fabio - 09 Nov 2015 as 22:20
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A lei é a verdade absoluta enquanto ela esteja em vigor. Se agir contra a lei você é um fora da lei simples assim. Se ela é revogada não mais será a verdade, outra lei valerá e teremos de seguir. Claro eu também concordo que não é porque a lei ta vigente aí que não temos de ter discernimento. Imagina os caras promulgam uma lei pra todo mundo andar plantando bananeira, teríamos que nos juntar e ir contestar, porém estaríamos em maioria e a lei acabaria sendo revogada. O que não adianta é 3 pessoas não curtirem a ciclofaixa e querer desrespeitar o direito de milhões de pessoas se divertir nela. Podem até contestar para as autoridades, mas é minoria né, a maioria aprovando não haveria muito o que ser feito.
Não manjo de estelionato, e nem de direito mesmo rssrsrsr, mas tipo, vc roubar um pacote de bolacha te faz ladrão igual um cara que rouba um relógio rolex, porém no julgamento provavelmente vc levaria uma pena mais suave pela motivação e talz, mas roubo é crime, ponto. (desculpem aí por eu fugir pra plutão do assunto principal)
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só para citar, trampei numa câmara uns tempos atrás, e sempre via sessões vazias... o povo não se interessa em ver os seus representantes lá, aí os caras fazem o que bem entendem. Então um belo dia um cabeça oca do vereador fez um projeto de lei para proibir andar de skate ( mais ou menos isso ), não deu outra, os skatistas se juntaram e o beleza tirou o projeto rapidinho... imagina se ninguém fala nada e isso passa. Temos de acompanhar o que esses caras fazem lá, pois muita merda passa despercebida e quando vamos ver a bagaça virou uma obrigação e é muito mais trabalhoso derrubar.
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Originalmente Postado por Calegari Calegari Escreveu:

teríamos que nos juntar e ir contestar, porém estaríamos em maioria e a lei acabaria sendo revogada. O que não adianta é 3 pessoas não curtirem a ciclofaixa e querer desrespeitar o direito de milhões de pessoas se divertir nela. Podem até contestar para as autoridades, mas é minoria né, a maioria aprovando não haveria muito o que ser feito.
 
 
Nem sempre.
 
Em 2005 no referendo sobre o desarmamento, houve 60.000.000 milhões contra. Mais do que a Dilma teve na última eleição. Ou seja, foi a vontade explicita do povo em não querer o desarmamento. Mas mesmo assim o governo continua querendo mudar isso. Ou seja, não seguem a vontade do povo e ficam tentando até conseguir a vontade deles. Então nem sempre maioria fala mais alto perante o governo. Agora por que querem tanto o cidadão desarmado são outros quinhentos. E para terem feito o referendo é porque estavam crentes que iam ganhar. Quebraram a cara. Agora querer mudar uma vontade que o povo escolheu não é golpe?
 
 
 
Em tempo: Esqueci de mencionar que está se formando também um tipo de ciclista estilo da esquerda caviar. Um defende o socialismo e é cercado de luxo em meio a pobreza e outro agora defende que todos devem andar de bike, tipo ir em casamento de bike, levar a vó no hospital de bike, ir no Carrefour de bike, mas na verdade só anda de carro.


Editado por Fabio - 09 Nov 2015 as 23:40
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é uma luta cansativa acompanhar esses assuntos de política, político faz projeto de lei idiota e se vc nao ficar a par a bagaça vai tomando forma, e vira uma dor de cabeça depois...O povo tem que aprender a acompanhar esses assuntos na cidade, quando trabalhei no legislativo eu via cada coisa que nem absurda era, era abmuda. 
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Acho q este topico deveria estar no Assuntos nao relacionados com bikes e/ou no Off,ja que nao trata de bicicletas/cicloativismo,e sim de assuntos politicos.
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Opções de Post Opções de Post   Obrigado! (0) Obrigado!(0)   Citação de Fabio Citação de  ResponderResposta Link direto para este Post Enviado: 10 Nov 2015 as 09:11
Eu nenhum comentário eu citei ciclovias ou as ciclofaixas de São Paulo. Mas agora vou comentar. Não suporte ver as ciclofaixas, mesmo que vazias sem bike alguma, com pedestres andando nelas. Me irrita. A calçada ao lado vazia e os pedestres passeando pela ciclovia/ciclofaixa. Pior que na calçada andam mais rápido, mas na ciclofaixa se rastejam achando que estão num parque. E ainda andam em duplas em paralelo não dando espaço para alguma suposta bike passar. Tem merda na cabeça? Agora imagina limitar a velocidade das bikes para 10 km/h, pois tem pedestre na ciclofaixa? rs Se perguntarem para esses pedestres: O que vocês querem ser quando crescer? Vão responder: Bicicleta

Lembro também quando era criança que inaugurarão uma ciclovia no litoral ao lado da praia e um dos pedestres chegou a gritar para mim que lá não era lugar de bicicleta. rs
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