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Câmbio com cardan, Ceramic Speed

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Ismah/Cabelo Ver Drop Down
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Registrado: 26 Abr 2017
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    Enviado: 09 Jul 2018 as 04:06












Basicamente, um eixo cardan, onde a engrenagem traseira, se movimenta sobre o eixo, variando o tamanho da roda dentada do "cassete", e reduzindo ou aumentando a eficiência... É um sistema um tanto complexo, baseado em rolamentos - principal produto da Ceramic Speed.
Aparentemente, é todo em fibra de carbono, com rolamentos de aço. Isso joga o custo lá em cima, mas permite um sistema isolado - protegendo de fatores externos que causam desgaste, e sempre imerso em óleo, beirando o ideal.

Links para mais...

https://www.velonews.com/2018/07/bikes-and-tech/ceramicspeed-shows-off-revolutionary-driven-drivetrain-eurobike_471747

https://cyclingtips.com/2018/07/ceramicspeed-driven-drivetrain/
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jklaser Ver Drop Down
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Eu se que ainda é um protótipo e tal, mas tá com "mó" cara de que vai quebrar tudo quando o cara socar a bota  Big smile
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TGTECH Ver Drop Down
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Restinga Seca
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Originalmente Postado por jklaser jklaser Escreveu:

Eu se que ainda é um protótipo e tal, mas tá com "mó" cara de que vai quebrar tudo quando o cara socar a bota  Big smile

E um pedal no barro, como fica.... 
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misera Ver Drop Down


Registrado: 07 Jul 2015
belo horizonte
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Tbm tive essa impressão , o kra no video ta rodando de leve com o dedo e mesmo assim faz um barulho bem esquisito.
Eu nem imagino o som e o tranco na hora da mudanca.
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Leo Amaral Ver Drop Down
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Registrado: 04 Fev 2013
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AAcho que esse "trem" aí não é para MTB, não. Se uma pedra se encaixa nesses "espinhos"LOL o trem não vai encaixar.

Fico imaginando o Tour de France sendo transmitido e a gente lendo as faixas no meio da estrada: Consertamos cardã e fazemos recauchutagem de pneu 23c.
------
"If you don't know where you are going, any road will get you there." The Cheshire Cat in Alice's Adventures in Wonderland, Lewis Carroll. Antigo ltadeu70.
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TomSemFreio Ver Drop Down
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Registrado: 15 Set 2015
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As bicicletas do Bradesco são com cardã.
Antonio Carlos
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Scrat Ver Drop Down


Registrado: 11 Jun 2018
SJC
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Esse sistema acredito que teria que ser fechado, como a própria caixa de câmbio de carros(ou satélite do diferencial)para evitar impurezas no sistema como já disseram acima.
Mas achei um sistema muito bonito que pode evoluir sim...
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JcFiebig Ver Drop Down
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Registrado: 29 Nov 2016
P. das Missões
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Se o pessoal andava dizendo que o disco de freio era um perigo porque poderia causar lesões graves em um eventual contato, imagina esse troço aí? Parece mais uma animaçãozinha da abertura de Game of Thrones.
https://www.strava.com/athletes/18555940
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Oggi Big Wheel 7.3 2017
Caloi Strada Racing 2017
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fassis Ver Drop Down


Registrado: 27 Fev 2018
Jataí-GO
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Tenho impressão que há muito maior perda de energia nesse tipo de transmissão do que no convencional por corrente. Por duas vezes é trocado o eixo da transmissão de força. No pedal o eixo é transversal, daí tem que girar o cardã que está na longitudinal e este gira o eixo da roda traseira, que volta a ser transversal. Há perdas nisso. Girar aqueles rolamentos gera perdas de energia. Na bike convencional tanto o pedal quanto o eixo da roda traseira estão na transversal, eixos paralelos e não perpendiculares. Sem falar no custo disso aí. Também acho que em um esforço maior há grande chance do sistema não aguentar, em especial na "coroa" maior, mais distante do centro da roda e portanto mais passível de dar uma flexão e "pular" dentes em um esforço maior. Sei lá, posso estar totalmente errado, mas esse negócio não me convenceu. O tempo vai dizer se presta.
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Gryphon Ver Drop Down
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Registrado: 05 Jun 2016
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Opções de Post Opções de Post   Obrigado! (0) Obrigado!(0)   Citação de Gryphon Citação de  ResponderResposta Link direto para este Post Enviado: 09 Jul 2018 as 11:59
Estou no ramo da tecnologia há quase 40 anos e tem uma coisa que nunca muda: as ditas "promessas tecnológicas".

Bicicleta com cardan existe desde que inventaram a bicicleta de segurança. Não tem novidade nenhuma. Funciona? Funciona. E porque não são comuns? Não são pelo simples fato que as bicicletas com sistema de corrente são melhores e mais baratas.
Igualmente, já existiram carros com transmissão por corrente. Funciona? Funciona. Mas porque mais ninguém usa? Ninguém mais usa porque a transmissão por engrenagens é melhor e mais barata.

Aí sempre aparece alguém reinventando a roda e projetos engavetados, dando uma roupagem nova para uma ideia velha e todo mundo fica maravilhado e acha que aquilo é o futuro. Esquece. Quase sempre é alguém fazendo fanfarronices para deslumbrar, mas sem necessariamente se comprometer que será uma realidade futura.

Existe um fenômeno na tecnologia que o público leigo não está habituado e acaba caindo nessa armadilha.
Vou explicar esse fenômeno com um exemplo.

Bem no finalzinho do século XIX, em 1898, uma pequena empresa chamada Bosch patenteou e demonstrou um sistema de injeção direta de gasolina para motores de ciclo Otto, feito a partir do seu sistema de bomba injetora para motores Diesel. Apareceu e foi direto pra gaveta. Houve então várias tentativas de usar sistemas de injeção de combustível em motores de ciclo Otto, mas nunca vingavam. Veio a 2ª Guerra Mundial e os alemães usavam sistemas de injeção nos motores de seus aviões, até com vantagens funcionais, algo que ingleses e americanos tentaram mas nunca conseguiram fazer funcionar direito.
Terminada a guerra, uma das primeiras edições do Corvette usou um sistema Bendix de injeção indireta de combustível.
Foram várias as tentativas de tentar fazer a injeção de combustível funcionar em automóveis, mas ela nunca desbancou os carburadores nessa tarefa.
A injeção de combustível só deu certo quando aconteceu uma outra revolução: a da eletrônica, mais especificamente a eletrônica digital. Só com ela a injeção conseguiu suplantar as vantagens que o carburador tinha sobre ela.

Este é fenômeno. Existe uma miríade de tecnologias que prometem muito, mas elas tem desvantagens não tão aparentes que condenam o seu uso. Aí elas ficam entrando e saindo da gaveta sem nunca se firmarem. Algumas poucas alcançam o sucesso, mas somente após uma mudança de paradigma tecnológico. Se não houver essa mudança de paradigma, aquela tecnologia nunca vai deixar de ser uma eterna promessa que nunca se realiza.
Motor Wankel mandou lembranças.

Aí ocorre o segundo passo. Tem gente que se beneficia disso.
Um exemplo é o de um francês que há décadas tenta "vender" seu projeto de carro movido a ar comprimido. Funciona? Funciona. Ele tem até carros para jornalistas experimentarem. Só que as afirmações técnicas dele para justificar o carro a ar batem de frente com as leis da física.
Qual é a realidade? Esse francês, na verdade, vive de obter dinheiro de potenciais investidores incautos ou de leigos maravilhados com a promessa tecnológica. São processos passam anos e anos consumindo dinheiro e eles nunca viram realidade. É bem provável que o francês saiba disso e apenas insiste porque é uma forma de continuar ganhando um dinheiro que ele não ganharia trabalhando honestamente.

Existe um projetista de carro voador que também faz oferta parecida do seu invento há pelo menos 25 anos. Há vídeos dos carros dele decolando verticalmente, mas ele nunca fez uma demonstração pública e os vídeos dele tem tomadas que poderiam ocultar cabos de içamento, o que indicaria uma falsificação.

Um passo à frente. Mesmo grandes fabricantes se utilizam desse recurso. As fábricas precisam mostrar que investem num mundo tecnológico revolucionário que o consumidor espera. A inovação tecnológica é parte importante da imagem de qualquer grande fabricante. Só que eles nem sempre tem o que mostrar, e aí eles apelam para tecnologias exóticas antigas e dão roupagem nova para elas como se fossem promessas, quando na verdade estão apenas "tapando buraco".
Basta olhar com cuidado para protótipos "inovadores" e verão dúzias de promessas tecnológicas sem pé nem cabeça. Exemplo é o carro guiado sem volante, com um joystick no lugar. Não tem nada de inovador e há todo um conjunto de desvantagens do uso desse controle em automóveis. Mas um protótipo com joystick sempre passa uma imagem de nave  espacial para o leigo.

Ainda no caso do francês do carro a ar, houve uma associação entre ele e a Tata, fabricante indiano de carros. Ninguém viu nada que essa união tivesse feito para que o carro a ar virasse realidade. Na verdade, ninguém viu um investimento sério da Tata no projeto. A associação na verdade mais pareceu ser um acordo de cavalheiros com benefícios mútuos, com o francês recebendo o que parecia ser um referendo de um fabricante de automóveis, que lhe conferia um ar de seriedade que o ajudaria na sua captação de mais recursos num projeto sem futuro, e da parte da Tata mostrava que ela estaria investindo em um projeto revolucionário.

Isso não é novo e é regularmente praticado, mas é um golpe contra a credibilidade dos consumidores em prol de alguns minutos sob os holofotes e alguns dólares no bolso por algo que sabidamente não vai dar certo.
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fassis Ver Drop Down


Registrado: 27 Fev 2018
Jataí-GO
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Concordo plenamente. A evolução sempre tem que ser buscada, mas não me parece que seja este o caso dessa transmissão de bike por cardã.

Originalmente Postado por Gryphon Gryphon Escreveu:

Estou no ramo da tecnologia há quase 40 anos e tem uma coisa que nunca muda: as ditas "promessas tecnológicas".

Bicicleta com cardan existe desde que inventaram a bicicleta de segurança. Não tem novidade nenhuma. Funciona? Funciona. E porque não são comuns? Não são pelo simples fato que as bicicletas com sistema de corrente são melhores e mais baratas.
Igualmente, já existiram carros com transmissão por corrente. Funciona? Funciona. Mas porque mais ninguém usa? Ninguém mais usa porque a transmissão por engrenagens é melhor e mais barata.

Aí sempre aparece alguém reinventando a roda e projetos engavetados, dando uma roupagem nova para uma ideia velha e todo mundo fica maravilhado e acha que aquilo é o futuro. Esquece. Quase sempre é alguém fazendo fanfarronices para deslumbrar, mas sem necessariamente se comprometer que será uma realidade futura.

Existe um fenômeno na tecnologia que o público leigo não está habituado e acaba caindo nessa armadilha.
Vou explicar esse fenômeno com um exemplo.

Bem no finalzinho do século XIX, em 1898, uma pequena empresa chamada Bosch patenteou e demonstrou um sistema de injeção direta de gasolina para motores de ciclo Otto, feito a partir do seu sistema de bomba injetora para motores Diesel. Apareceu e foi direto pra gaveta. Houve então várias tentativas de usar sistemas de injeção de combustível em motores de ciclo Otto, mas nunca vingavam. Veio a 2ª Guerra Mundial e os alemães usavam sistemas de injeção nos motores de seus aviões, até com vantagens funcionais, algo que ingleses e americanos tentaram mas nunca conseguiram fazer funcionar direito.
Terminada a guerra, uma das primeiras edições do Corvette usou um sistema Bendix de injeção indireta de combustível.
Foram várias as tentativas de tentar fazer a injeção de combustível funcionar em automóveis, mas ela nunca desbancou os carburadores nessa tarefa.
A injeção de combustível só deu certo quando aconteceu uma outra revolução: a da eletrônica, mais especificamente a eletrônica digital. Só com ela a injeção conseguiu suplantar as vantagens que o carburador tinha sobre ela.

Este é fenômeno. Existe uma miríade de tecnologias que prometem muito, mas elas tem desvantagens não tão aparentes que condenam o seu uso. Aí elas ficam entrando e saindo da gaveta sem nunca se firmarem. Algumas poucas alcançam o sucesso, mas somente após uma mudança de paradigma tecnológico. Se não houver essa mudança de paradigma, aquela tecnologia nunca vai deixar de ser uma eterna promessa que nunca se realiza.
Motor Wankel mandou lembranças.

Aí ocorre o segundo passo. Tem gente que se beneficia disso.
Um exemplo é o de um francês que há décadas tenta "vender" seu projeto de carro movido a ar comprimido. Funciona? Funciona. Ele tem até carros para jornalistas experimentarem. Só que as afirmações técnicas dele para justificar o carro a ar batem de frente com as leis da física.
Qual é a realidade? Esse francês, na verdade, vive de obter dinheiro de potenciais investidores incautos ou de leigos maravilhados com a promessa tecnológica. São processos passam anos e anos consumindo dinheiro e eles nunca viram realidade. É bem provável que o francês saiba disso e apenas insiste porque é uma forma de continuar ganhando um dinheiro que ele não ganharia trabalhando honestamente.

Existe um projetista de carro voador que também faz oferta parecida do seu invento há pelo menos 25 anos. Há vídeos dos carros dele decolando verticalmente, mas ele nunca fez uma demonstração pública e os vídeos dele tem tomadas que poderiam ocultar cabos de içamento, o que indicaria uma falsificação.

Um passo à frente. Mesmo grandes fabricantes se utilizam desse recurso. As fábricas precisam mostrar que investem num mundo tecnológico revolucionário que o consumidor espera. A inovação tecnológica é parte importante da imagem de qualquer grande fabricante. Só que eles nem sempre tem o que mostrar, e aí eles apelam para tecnologias exóticas antigas e dão roupagem nova para elas como se fossem promessas, quando na verdade estão apenas "tapando buraco".
Basta olhar com cuidado para protótipos "inovadores" e verão dúzias de promessas tecnológicas sem pé nem cabeça. Exemplo é o carro guiado sem volante, com um joystick no lugar. Não tem nada de inovador e há todo um conjunto de desvantagens do uso desse controle em automóveis. Mas um protótipo com joystick sempre passa uma imagem de nave  espacial para o leigo.

Ainda no caso do francês do carro a ar, houve uma associação entre ele e a Tata, fabricante indiano de carros. Ninguém viu nada que essa união tivesse feito para que o carro a ar virasse realidade. Na verdade, ninguém viu um investimento sério da Tata no projeto. A associação na verdade mais pareceu ser um acordo de cavalheiros com benefícios mútuos, com o francês recebendo o que parecia ser um referendo de um fabricante de automóveis, que lhe conferia um ar de seriedade que o ajudaria na sua captação de mais recursos num projeto sem futuro, e da parte da Tata mostrava que ela estaria investindo em um projeto revolucionário.

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hugobci Ver Drop Down
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Registrado: 06 Fev 2009
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Tudo isso ai me lembrou na hora o Elon Musk que vende ideias que já existem com roupagem nova e vive de dinheiro público norte-americano e de investidores incautos. Algumas coisas dele até "vingam".
Também podemos pensar nessas tecnologoas como vitrine. Talvez não vingue pra bikes mas possa ser aplicado em outra coisa..



Originalmente Postado por Gryphon Gryphon Escreveu:

Estou no ramo da tecnologia há quase 40 anos e tem uma coisa que nunca muda: as ditas "promessas tecnológicas".

Bicicleta com cardan existe desde que inventaram a bicicleta de segurança. Não tem novidade nenhuma. Funciona? Funciona. E porque não são comuns? Não são pelo simples fato que as bicicletas com sistema de corrente são melhores e mais baratas.
Igualmente, já existiram carros com transmissão por corrente. Funciona? Funciona. Mas porque mais ninguém usa? Ninguém mais usa porque a transmissão por engrenagens é melhor e mais barata.

Aí sempre aparece alguém reinventando a roda e projetos engavetados, dando uma roupagem nova para uma ideia velha e todo mundo fica maravilhado e acha que aquilo é o futuro. Esquece. Quase sempre é alguém fazendo fanfarronices para deslumbrar, mas sem necessariamente se comprometer que será uma realidade futura.

Existe um fenômeno na tecnologia que o público leigo não está habituado e acaba caindo nessa armadilha.
Vou explicar esse fenômeno com um exemplo.

Bem no finalzinho do século XIX, em 1898, uma pequena empresa chamada Bosch patenteou e demonstrou um sistema de injeção direta de gasolina para motores de ciclo Otto, feito a partir do seu sistema de bomba injetora para motores Diesel. Apareceu e foi direto pra gaveta. Houve então várias tentativas de usar sistemas de injeção de combustível em motores de ciclo Otto, mas nunca vingavam. Veio a 2ª Guerra Mundial e os alemães usavam sistemas de injeção nos motores de seus aviões, até com vantagens funcionais, algo que ingleses e americanos tentaram mas nunca conseguiram fazer funcionar direito.
Terminada a guerra, uma das primeiras edições do Corvette usou um sistema Bendix de injeção indireta de combustível.
Foram várias as tentativas de tentar fazer a injeção de combustível funcionar em automóveis, mas ela nunca desbancou os carburadores nessa tarefa.
A injeção de combustível só deu certo quando aconteceu uma outra revolução: a da eletrônica, mais especificamente a eletrônica digital. Só com ela a injeção conseguiu suplantar as vantagens que o carburador tinha sobre ela.

Este é fenômeno. Existe uma miríade de tecnologias que prometem muito, mas elas tem desvantagens não tão aparentes que condenam o seu uso. Aí elas ficam entrando e saindo da gaveta sem nunca se firmarem. Algumas poucas alcançam o sucesso, mas somente após uma mudança de paradigma tecnológico. Se não houver essa mudança de paradigma, aquela tecnologia nunca vai deixar de ser uma eterna promessa que nunca se realiza.
Motor Wankel mandou lembranças.

Aí ocorre o segundo passo. Tem gente que se beneficia disso.
Um exemplo é o de um francês que há décadas tenta "vender" seu projeto de carro movido a ar comprimido. Funciona? Funciona. Ele tem até carros para jornalistas experimentarem. Só que as afirmações técnicas dele para justificar o carro a ar batem de frente com as leis da física.
Qual é a realidade? Esse francês, na verdade, vive de obter dinheiro de potenciais investidores incautos ou de leigos maravilhados com a promessa tecnológica. São processos passam anos e anos consumindo dinheiro e eles nunca viram realidade. É bem provável que o francês saiba disso e apenas insiste porque é uma forma de continuar ganhando um dinheiro que ele não ganharia trabalhando honestamente.

Existe um projetista de carro voador que também faz oferta parecida do seu invento há pelo menos 25 anos. Há vídeos dos carros dele decolando verticalmente, mas ele nunca fez uma demonstração pública e os vídeos dele tem tomadas que poderiam ocultar cabos de içamento, o que indicaria uma falsificação.

Um passo à frente. Mesmo grandes fabricantes se utilizam desse recurso. As fábricas precisam mostrar que investem num mundo tecnológico revolucionário que o consumidor espera. A inovação tecnológica é parte importante da imagem de qualquer grande fabricante. Só que eles nem sempre tem o que mostrar, e aí eles apelam para tecnologias exóticas antigas e dão roupagem nova para elas como se fossem promessas, quando na verdade estão apenas "tapando buraco".
Basta olhar com cuidado para protótipos "inovadores" e verão dúzias de promessas tecnológicas sem pé nem cabeça. Exemplo é o carro guiado sem volante, com um joystick no lugar. Não tem nada de inovador e há todo um conjunto de desvantagens do uso desse controle em automóveis. Mas um protótipo com joystick sempre passa uma imagem de nave  espacial para o leigo.

Ainda no caso do francês do carro a ar, houve uma associação entre ele e a Tata, fabricante indiano de carros. Ninguém viu nada que essa união tivesse feito para que o carro a ar virasse realidade. Na verdade, ninguém viu um investimento sério da Tata no projeto. A associação na verdade mais pareceu ser um acordo de cavalheiros com benefícios mútuos, com o francês recebendo o que parecia ser um referendo de um fabricante de automóveis, que lhe conferia um ar de seriedade que o ajudaria na sua captação de mais recursos num projeto sem futuro, e da parte da Tata mostrava que ela estaria investindo em um projeto revolucionário.

Isso não é novo e é regularmente praticado, mas é um golpe contra a credibilidade dos consumidores em prol de alguns minutos sob os holofotes e alguns dólares no bolso por algo que sabidamente não vai dar certo.
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TomSemFreio Ver Drop Down
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Alguns objetos são definitivos, existem a dezenas, centenas de anos e continuarão existindo. Posso citar a toalha de banho (nunca inventaram nada melhor) a chave/ fechadura (barata e eficaz), o lápis e muitos outros.
Felizmente, a transmissão por corrente é um desses objetos, bem como o câmbio traseiro tipo "derailleur". Existem há uns cem anos ou mais e continuam imbatíveis graças à perda mínima de energia, jamais alcançada por qualquer outro sistema, por mais moderno que pareça, como o pinion e outros baseados em engrenagens.

Algumas ideias são concebidas para tirar dinheiro dos incautos, como o carro a ar, citado acima. Uns chamam de carro, mas eu chamo de bomba, um negócio desses , que pode liberar em caso de acidente, toda energia acumulada. Um risco enorme.

E o carro brasileiro chamado Obvio! , cujo projeto viajou o Brasil inteiro tentando enganar prefeitos com uma foto do Jack Stewart ? Ainda bem que não convenceu ninguém. Furo nágua total

Antonio Carlos
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fotoebike Ver Drop Down


Registrado: 13 Jul 2018
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Eu vi essa notícia da CeramicSpeed e, no primeiro momento pensei nisso como um novo conceito, uma novidade, de fato. Depois fiquei um tempinho procurando informações aqui e ali e vi que lá em mil novecentos e antigamente essa tecnologia já era empregada nas bikes. Acho que o que a empresa está buscando é mais uma tentativa aprimorar algo que já existe, se é que posso me expressar dessa forma.

Pesquisando rapidinho, vi que por volta dos anos 1900, a empresa American Bicycle Co. já promovia o uso de bicicletas sem corrente aos ciclistas daquela época. E há muitas coisas semelhantes, vejam na foto abaixo:



Guardadas as devidas proporções, são praticamente idênticos. No entanto - e aqui ressalto apenas minha opinião sem ser perito, mas entusiasta - acho que o acabamento antigo era melhor. Prefiro o aspecto "moedor de cana" ao "ralador de carne".

Tem mais algumas informações sobre esse assunto no link abaixo:
http://www.fotoebike.com/2018/07/ceramicspeed-apresentou-um-novo-conceito-ou-uma-reinvencao. - http://www.fotoebike.com/2018/07/ceramicspeed-apresentou-um-novo-conceito-ou-uma-reinvencao.html
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Fernando_BRA Ver Drop Down
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Registrado: 04 Out 2009
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É, não podemos negar que há uma propaganda exagerada em um sistema baseado em patentes antigas.
Apesar considerar a existencia de aventureiros tecnologicos como os vários já citados,  creio que essa tentativa da Ceramicspeed com seu projeto Driven não esteja enquadrada como um deles, por 2 razões:

1- Mesmo que o conceito principal -eixo cardan- seja um engavetado sendo desengavetado, há um grande diferencial: a transmissão das cargas não é realizada por dentes de engrenagens. É por rolamentos e diga-se de passagem, geometricamente muito similares aos elos, dentes e rolamentos usados atualmente. A manutenção dessa geometria estrá sendo o tal do comprometimento que faltou nos antecessores cardans para bicicletas, considero isso um desenvolvimento de ponta, caso as propriedades mecânicas sejam satisfatórias na realidade do ciclismo tanto de estrada quanto MTB, que são as modalidades que eles divulgam estar comprometidos;

2-Os tais dos 49% de menos resistência em atrito é plausível pois o Driven possui 2 pontos de atrito enquanto a maioria dos sistemas atuais possui 8. A Ceramic Speed divulgou testes em laboratório comparativos usando o Dura Ace original da Shimano e o adaptado por eles. Se é fake news é outra história, não duvido que possam ter mentido, tudo é possível quando tem dinheiro no meio, mas to me baseando nisso.

Em suma , mei ponto de vista de um caça foice preguiçoso, mecânico das minhas próprias bikes desde 2009, técnico em mecanica industrial desde 1997, assistente de engenharia naval desde 2008 e bem alinhado com tecnologia é que concordo com 90% com o que o Gryphon escreveu, (motor wankel mandou lembranças resumiu bem kkkk), mas os 10% que discordo é que essa iniciativa da Ceramic Speed não se enquadra entre aventureiros, me parece(me parece) ser sério, mas ... posso ser mais um iludido tb. Tudo é possível. 

O negócio mesmo é esperar um MTBero ou um Speedero testar pra ver qual é.
>>>> A PERNA TEM QUE QUEIMAR!!! >>>>
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