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Bicicleta elétrica ganha espaço no transporte

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holigunk Ver Drop Down
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Opções de Post Opções de Post   Obrigado! (0) Obrigado!(0)   Citação de holigunk Citação de  ResponderResposta Link direto para este Post Tópico: Bicicleta elétrica ganha espaço no transporte
    Enviado: 05 Mar 2013 as 09:47
O que acham dessa opção de transporte? Como tem menos de 50 cilindradas acredito não ser preciso habilitação A para pilotar, mais a reportagem não deixa muito clara essa questão. Deve ser uma ótima opção para que vive em capitais, visto que o transito é caótico.
Bicicleta elétrica ganha espaço no transporte do belo-horizontinoEla vira opção para escapar do trânsito caótico, com a vantagem de ser um veículo não poluente

Guilherme Paranaiba

Publicação: 04/03/2013 06:00 Atualização: 04/03/2013 10:30



Em meio ao emaranhado de veículos pelas ruas e avenidas de Belo Horizonte, um exemplo inovador começa a chamar a atenção de quem circula pelo trânsito da capital. O formato não é nenhuma novidade: as duas rodas, o quadro, as marchas e os pedais não deixam dúvida de que o meio de transporte em questão é a bicicleta. Porém, as pernas acostumadas a fazer força agora ganham momentos de relaxamento, já que o impulso necessário para a locomoção vem de um motor movido a energia elétrica. Essa é a alternativa procurada por adeptos de uma opção mais sustentável, que garanta a fuga de engarrafamentos e ajude o ciclista a vencer obstáculos de uma cidade montanhosa. Mas ao mesmo tempo que as bikes elétricas, as e-bikes, começam a dar as caras, a falta de regulamentação específica cria uma situação confusa e curiosa, já que, sem registro ou licenciamento, não é possível atrelar multas aos veículos.

O fotógrafo Angelo Costa Paulino, de 47 anos, é um dos entusiastas do modelo na capital. Morador do Bairro São Bento, na Região Centro-Sul, ele usa a bicicleta para pequenas distâncias, como ir até a padaria ou ao supermercado, mas chegou a adotar a magrela motorizada até mesmo na rotina diária de trabalho num bairro vizinho, o Santa Lúcia. “Hoje estou trabalhando em Nova Lima (Grande BH), o que inviabilizou o uso constante”, diz Angelo. Ele conta ter descoberto a possibilidade há dois anos num evento de seguradoras paulistas, que a utilizava para geração de sinistros. “Desde então, comecei a pesquisar e montei a minha própria bicicleta elétrica”, afirma o fotógrafo.

Angelo explica que a principal vantagem é o menor desgaste em relação à bicicleta comum. Apesar disso, os pedais continuam indispensáveis para subir morros, já que apenas o motor não é suficiente quando a via é muito íngreme. “Já rodei por vários bairros, como Mangabeiras e Belvedere, para testar o desempenho. Consigo uma autonomia de mais de 30 quilômetros com a bateria carregada em cerca de quatro horas”, diz ele. Angelo instalou uma espécie de computador de bordo com a quilometragem percorrida, para que ele tenha noção do consumo. Um marcador luminoso indica a carga da bateria. O funcionamento por meio dos pedais permanece. A diferença é o acelerador de mão, igual ao usado em uma moto. 

Dono de uma empresa de entregas e transporte executivo, Felipe Ferreira já conta com três bicicletas movidas a energia elétrica na frota. Tudo começou em setembro, quando uma conversa chamou sua atenção. “Eu já usava uma bike comum em pequenas entregas. Um dos meus clientes me disse que o ciclista chegava muito suado para fazer a entrega. Ele, então, me perguntou se eu não tinha outra opção”, conta Felipe. Como já era parceiro de uma loja de bicicletas, ficou diante de duas escolhas: uma bike a gasolina e a elétrica. “Apostei na sustentabilidade e o resultado foi o melhor possível. O ciclista ficou menos cansado, começamos a gastar menos tempo na entrega, os clientes elogiaram e alguns fazem questão da e-bike”, afirma Felipe.

Quem comanda uma das magrelas é Michael Xavier de Araújo, de 23 anos. Ele está há dois anos na firma e já leva encomendas de moto, de bicicleta normal e na elétrica. Esta última é sua preferida. “Canso bem menos, consigo desenvolver mais no trânsito e gasto menos tempo, principalmente por conta da questão de estacionamento. Com a bike, basta amarrá-la em algum poste ou nos bicicletários”, diz ele. Ela chega a atingir 50km/h. A pedalada ajuda a recarregar a bateria. 

CRESCENDO Para Itamar Carvalho, representante de uma das quatro empresas que comercializam bikes elétricas no Brasil (os preços variam de R$ 2.300 a R$ 3.800), a tendência é de alto crescimento no setor. Ele contabiliza cerca de 60 vendas recentes para compradores de BH, boa parte dos negócios feita pela internet. “Nossos modelos variam de 350 a 800 watts de potência e a autonomia média é de 40 quilômetros. A principal desvantagem é o tempo para a recarga da bateria, de cerca de seis horas”, diz ele.

 

 

 

Norma de circulação, um dos dilemas

 

 

Com as bikes elétricas rodando pelas ruas de BH, uma das dúvidas principais é quanto às normas de circulação. Quais são as regras para locomoção? Em Belo Horizonte não há legislação específica que regule o registro e o licenciamento, conforme prevê o artigo 129 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB). A Resolução 315 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) equipara as bicicletas motorizadas aos ciclomotores, para os quais é exigida carteira de habilitação como a das motos, ou Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC). Há ainda um detalhe no caso de registro de algum tipo de infração. Sem serem emplacadas, as e-bikes ficam isentas de multas. 

Em maio, no Rio de Janeiro, um ciclista foi abordado por volta das 4h pela Operação Lei Seca. Como ele se recusou a soprar o bafômetro, recebeu multa de R$ 957,70 e perdeu sete pontos na CNH. Ele também acabou autuado por pilotar um veículo de categoria diferente de sua licença, o que lhe rendeu mais sete pontos e outra autuação de R$ 574,62. Sem capacete, perdeu outros sete pontos e recebeu penalidade de R$ 191,54. Alguns dias depois, a Prefeitura do Rio publicou decreto autorizando as e-bikes a circularem sem licenciamento, habilitação e dispositivos obrigatórios de segurança. A discussão obrigou o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) a repensar o tema. A assessoria do órgão informou que técnicos estão trabalhando em comissões temáticas há quase um ano e que em breve deve sair nova orientação sobre o assunto. Em Belo Horizonte, a BHTrans informou que aguarda a normatização dos órgãos superiores.

O comandante do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran) da capital, tenente-coronel Roberto Lemos, admite que não é possível multar as novas bikes, por causa da ausência de placas ou chassi, mas garante que uma bike elétrica pode ser apreendida e o ciclista obrigado a buscar um registro similar ao exigido para ciclomotores. O militar acredita que, mesmo nos casos das magrelas motorizadas, o estado deve ter o controle para que o trânsito não seja prejudicado. 

“É importante uma regulamentação, pois se esse modelo começar a encher as ruas e avenidas teremos mais chances de acidentes e até o uso delas em ações criminosas, como os furtos. Nesse caso, o registro se torna necessário para apuração”, diz Lemos. O comandante do BPTran também chama a atenção para a necessidade de conhecimento do tráfego urbano pelos ciclistas motorizados. “Com os motoqueiros já temos vários cursos e tentativas de conscientização e ainda assim enfrentamos problemas com acidentes. Podemos ter a mesma situação com as bicicletas se o uso for indiscriminado e sem normas.”

O consultor em transporte e trânsito Silvestre de Andrade defende a viabilidade da bike elétrica numa cidade travada por gargalos de trânsito. “A regulamentação é muito importante para trazer os padrões de segurança, principalmente do ponto de vista da potência. Se a potência não for explicada, podemos ter modelos que se assemelham às motocicletas e aí perde-se o sentido”, diz Silvestre. Porém, ele chama a atenção para o exagero nas regulamentações. “As regras não podem representar um excesso burocrático. Se for feito dessa forma, acaba constrangendo o uso e perde o espírito da bicicleta”. 



Saiba mais

Exigência de habilitação

Bicicletas elétricas são equiparadas aos ciclomotores, de acordo com a Resolução 315 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Elas só podem ser conduzidas com CNH da categoria A ou autorização especial. Segundo a norma, os modelos das e-bikes não podem ter mais de quatro quilowatts de potência, o peso máximo do condutor e do veículo não pode ultrapassar 140kg e a velocidade máxima declarada pelo fabricante tem que ser limitada a 50km/h. Além disso, o equipamento deve ter espelhos retrovisores dos dois lados, farol dianteiro de cor branca ou amarela, lanterna vermelha na parte traseira, velocímetro, buzina e pneus que ofereçam condições mínimas de segurança.



Fonte:http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2013/03/04/interna_gerais,354364/bicicleta-eletrica-ganha-espaco-no-transporte-do-belo-horizontino.shtml

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Registrado: 22 Mai 2011
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Opções de Post Opções de Post   Obrigado! (0) Obrigado!(0)   Citação de 1* Citação de  ResponderResposta Link direto para este Post Enviado: 13 Abr 2013 as 14:45

O banco do Brasil abriu um consórcio para aquisição de bikes elétricas...aqui e alí estão aparecendo iniciativas de incentivo ao uso de bicicletas nas cidades...mas esse lance de ter de ser habilitado na categoria A...vai dar m...

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