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Ajuda para identificar um quadro - Caloi 60 cm

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    Enviado: 06 Jun 2016 as 00:53
Antes de mais nada, esta é minha primeira postagem no fórum, mas já o acompanho há um bom tempo.

Minha dúvida surgiu de uma necessidade. Tenho uma Caloi T-Type do primeiro lote que trincou o quadro após 20 anos de bons serviços. Penso em reparar o quadro, mas ainda não sei se é possível salvá-lo ou não, então por isso decidi comprar um quadro barato só para não deixar as peças jogadas numa caixa e permitisse o uso delas caso o quadro velho não tivesse salvação.

Parti para a compra de um quadro usado e encontrei este (fotos do anúncio):




Eu comecei a desconfiar que alguma coisa não estava normal pelo jogo de pedivelas e coroas. Dá para ver que é coisa cara.

Já em casa, o quadro e garfo montado sobre o jogo de rodas Araya aro 26 que tenho aqui:







Houston, eu tenho um problema. Este quadro é grande demais para rodas 26. Não serve para meu projeto.
Já medi. O quadro foi feito para rodas 700, mas o garfo é para rodas 27, ligeiramente maiores.

Agora a comparação desse quadro com a minha Schwinn Mountain. Alinhei os eixos dianteiros para comparar o comprimento relativo do quadro e depois comparei posição de movimento central, entre-eixos e altura de top tube:









Essa Schwinn tem quadro de 19 polegadas. É quadro grande. O outro quadro está com rodas bem menores que as originais e sem pneus, e o top tube emparelhou com o ponto mais baixo do top tube da Schwinn. Imagina esse quadro com rodas 700 com pneus. Vai ficar mais alta que a Schwinn.
Ou seja, este é um quadro gigante.

A ferrugem estava feia, mas era superficial e difícil de remover, especialmente no chain stay. Mesmo nos pontos mais feios, houve pouca craterização pela ferrugem. A tinta tinha pouca fixação e escamava ao contato com a lâmina da faca. Deu mais trabalho o uso da escova de metal na furadeira para remover a ferrugem que remover a pintura muito mall feita e pouco aderida ao metal, porque esta ferrugem não é farelenta como a característica de aço carbono, mas sim consistente como de um aço ligado.

Depois de limpo, o aspecto do quadro ficou assim:







Reparem no detalhe estranho da ponta do seat tube. Ele possui um estrangulamento para uso de um canote muito fino.
O canote da Schwinn não serve nele. O que serve é o tubo da mesa do guidão que veio com ela. Nunca ouvi falar disso na Caloi, mas é proposital.



Outro detalhe que dá para ser observado: os seat stays são soldados de topo no seat tube. Algumas Cruiser usaram essa forma construtiva nos anos 80, mas as speed até os anos 90 usavam os seat stays soldados lateralmente no seat tube. É uma construção mais moderna.

A gancheira não deixa dúvidas: o quadro é Caloi:



Aqui uma comparação de materiais. O quadro, o garfo e uma peça de aço carbono, todas escovadas com a mesma escova. Reparem no aspecto mais prateado do material do tubo do quadro. É uma possível indicação de cromo na composição.



Agora, as medidas do quadro:




50 cm de seat tube e 60 cm de top tube.

Segundo algumas tabelas que consultei, pelo seat tube, este quadro deveria ser de tamanho 55, mas o top tube é de 60 cm, indicando um quadro tamanho 60.
Esse quadro é medida especial, fora de padrão.

Outro detalhe que dá para reparar nas primeiras fotos é a presença do adesivo "Aluminum" no top tube. Claro que o adesivo não é desse quadro, mas ele ilustra um detalhe importante: Os tubos desse quadro tem 32 mm de diâmetro externo. Isso é diâmetro de quadro de alumínio, não de aço. As Caloi 10 e demais speeds tem tubos bem mais finos no triângulo principal.

Isso nos leva à questão do peso. Até onde eu sei, quadros de bicicletas speed em cromoly tem 2 kg ou menos. Este eu pesei e tem 3,1 kg com movimento central instalado, mas é quadro grande e de tubos bem largos. Acredito que um quadro de aço carbono nessas dimensões deveria pesar bem mais.

Esses tubos também são do tipo sem costura, mais caros.

Agora vamos dar uma olhada nas pedivelas:







Forjado a frio? Já não é coisa comum. Coroas de material não ferroso? Mais exótico ainda.
Interessante é comparar a pedivela esquerda com a mesa que veio com o quadro. A mesa, um bloco de alumínio, é bem mais pesado que a pedivela, que tem tamanho parecido. Ao toque os materiais são diferentes, e a temperatura da pedivela parece ser mais quente que a mesa de alumínio. Quem dá essa sensação é titânio. Essas devem ser peças em liga de titânio ou de alumínio-titânio - material bem caro e de competição.

O movimento central usa eixo quadrado, coisa antiga em termos de competições. Outro detalhe antigo pelo que pesquisei é que o eixo tem rosca externa e a fixação das pedivelas se dá por porcas. Nos eixos quadrados modernos, isso inverte: rosca interna no eixo e parafuso de fixação. Isso deve dar uma idéia da idade do quadro.
Ao ser desmontado, as caixas de rolamento e o eixo tem indicação de fabricação japonesa. As caixas não tem sinais mínimos de uso, mas o eixo tem sinais de bastente uso e os colares de esferas não estão perfeitos, não deixando o eixo girar livre.

O que sei com certeza é que esse quadro é Caloi (gancheira), é de ferro (enferruja), tem medidas fora de padrão e detalhes pouco comuns (fixação do canote do selim). Ele também veio com um conjunto de pedivelas e coroas que muito provavelmente é de competição.

Pesquisando no fórum daqui, encontrei a seguinte mensagem:
http://www.pedal.com.br/forum/tamanho-das-c10_topic23672. - http://www.pedal.com.br/forum/tamanho-das-c10_topic23672.html
"
Eu tive uma Sportissima 76 tamanho 52, quadro bem pequeno e o guidão speed bem estreito...  Hoje tenho uma C10 80 tamanho 58. Nunca vi tamanho 60... se existir deve ser daquelas profissionais anos 90 (Eddy Merckx) que os incautos chamam de "caloi 10" sem saber que são outras bikes, outro nível, apenas se parecem.
Abrçs
"

Só que as Eddie Merkx eram assim:


Comparando, este não é um quadro de Eddie Merkx porque difere em diversos detalhes. Os tubos são mais largos, o triângulo traseiro é maior, com suporte para um pezinho central, de forma que a roda não fica tão colada no seat tube, o que deixa a bicicleta ainda mais longa, as Merkx tinham parafuso para prender o canote do selim diretamente no quadro, enquanto este precisa de braçadeira adicional...

Eu não tenho a menor idéia que quadro seja este.

Um amigo me disse que este era um quadro de Cruiser Montana dos anos 80, só que eu tive uma bicicleta dessas e ela era aro 26 além de outros detalhes. Era uma bicicleta menor do que a Schwinn, e vimos o quanto esse quadro é maior.
Na minha Montana eu tinha a sensação que o top tube era curto demais (a mesa curta da Cruiser também prejudicava nesse ponto) e pedalar era desconfortável, mas neste quadro o guidão fica distante demais.

É quadro Caloi por causa da gancheira, mas de resto é todo diferente de qualquer quadro padrão de produção. É quadro feito por encomenda.
Seria um quadro de Cromoly? Ele é tão leve quanto os quadros de alumínio de porte semelhante com que já lidei.
Seria um quadro de uma bicicleta de competição da Caloi, ou seria uma Cruiser Montana como disse meu colega?

Uma coisa eu sei: quero remontar essa bicicleta, mesmo que ela seja gigante para mim.

Alguém tem alguma idéia que bicicleta seja essa?

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Primeiramente, seja bem-vindo ao Forum!
 
Sobre o seu quadro... acredito que o seu amigo tem razão!
Na minha modesta opinião, também, sim... ela é uma Caloi Cruiser Montana 10 do final dos anos 80! Pra ser mais exato, 1990!
Só esclarecendo a questão do aro; a medida original do aro dessa bicicleta era 26×1.1/2″ (essa medida de aro tem 584mm de diâmetro), e vc pré-montou com um aro Araya, que mede 26X1.75 (esse aro tem 559mm de diâmetro, ou seja, ele é 25mm menor que o original), logo, está ai a razão do seu espanto!
Não tem nada de cro-mo nesse quadro não, só o bom e velho aço carbono! rsrrsrsr
Abraço e boa sorte!!!Beer  Handshake
 
.... só achei essa imagem dessa bicicleta (1990), mas dá pra tu ter uma idéia!!! ahuahuah
 
 
 
 
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luyggi Ver Drop Down
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A parte legal desse quadro é que se eu não me engano dá pra montar com aro 700 e freio de bike speed, montando uma híbrida.
pedalar pra viver ou viver para pedalar
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Grato, Black Knight.

O mais estranho é que eu já tive exatamente essa bicicleta, com poucas diferenças. A minha tinha cubos Caloi padrão de aço e o selim tinha uma capa plástica inferior para esconder a estrutura e a mola.
O mais estranho é que não me lembro dela ser tão grande.

A impressão que eu tinha era que o top tube fosse curto demais. Ela não foi das melhores
Talvez a mesa do guidão bem curta explique parte dessa sensação.

Entretanto há uma coisa que me deixa preocupado sobre a restauração desse quadro.

A distância do centro do furo do suporte do freio traseiro até o centro da gancheira é de 350 mm.
Se a roda dela tem 584 mm, o raio da roda é de 292 mm. Isso deixaria um vão de 58 mm entre o centro do suporte do freio para a borda do aro. Mais uns 8 mm para o centro da sapatilha do freio e teremos 66 mm do centro do suporte do freio até o centro do parafuso das sapatilhas do freio.

Agora veja este vídeo dela:
https://youtu.be/5ALM0LpNP6U

No vídeo dá para ver que as sapatilhas do freio traseiro ficam no meio do furo oblongo da pinça e não na ponta.
Até onde eu sei, os freios ferradura tem um limite máximo de instalação da sapatilha por volta de 70 mm do centro de suporte e pelas medidas que eu tenho aqui, ou a roda é maior que 584 mm ou essa pinça tinha mais de 70 mm de extensão. Isso pode ser um problema para instalar freios novos nela e acertar com as rodas.

Essa bicicleta tinha vários componentes em comum com a Caloi Cross da época, como os manetes e os pedais de plástico (que vinham com a inscrição "Caloi Cross", por mais absurdo que pareça). Isso incluía os freios.
No vídeo dá para ver um detalhe curioso sobre isso. Há umas "orelhas" (cantoneiras) montadas com as sapatilhas do freio traseiro. Essas cantoneiras eram para ficar rente ao quadro. Quando freasse forte, a pinça em ferradura vira uma alavanca e tende a torcer a pinça em torno do suporte do freio.
No freio traseiro, essas cantoneiras apoiavam nos estais e davam estabilidade na frenagem. Na minha Montana eu coloquei várias voltas de fita isolantes no quadro para as cantoneiras não ferirem a pintura e a ação de apoio das cantoneiras ser mais macia.

Nas Caloi Cross, algumas bicicletas vinham com um gancho muito estranho no freio dianteiro, que davam apoio se agarrando no garfo, mas isso não vinha na Montana. Por isso a frenagem dianteira dela era muito ruim. O freio trepidava muito, passava uma sensação de insegurança e eu já tinha visto algumas Caloi Cross com a pinça revirada para cima pela força de alavanca do freio dianteiro.
Na minha fiz uma gambiarra, prendendo as pontas das pinças com braçadeiras plásticas no garfo. Melhorou, mas não resolveu.

Esse é um problema sério que não quero repetir nesta bicicleta.

Fiz umas contas e usando rodas 700, de 622 mm, as sapatilhas trabalham mais no centro de regulagem das pinças e a alavanca é bem menor. Acredito que pinças side pull modernas também sejam mais rígidas e propensas a esse problema.
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luyggi , você leu meu pensamento.

O garfo das fotos tem uma distância entre o centro do suporte dos freios e o centro da gancheira de 360 mm, 10 mm a mais que o quadro. Se estou na dúvida sobre o uso de aro 26 na traseira por causa do freio, aqui defintivamente não vai servir.

Tem mais uma coisa que não me agrada nesse garfo. O quadro inteiro com movimento central pesa 3,1 kg. Só o garfo pelado pesa 1,2 kg.

Qual a idéia maligna? Sei de um garfo de cromoly para aro 700 que ninguém quer. E porque? Porque a espiga é curta para os quadros speed, mas tem as mesmas medidas do garfo que tenho aqui. Aí dá para negociar barato.
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Não tem segredo não amigo... não vejo motivo pra tanta preocupação!
Originalmente, a bicicleta tinha aro 26X1.1/2 e a ferradura era as mesmas da Caloicross Extra Light, ou seja, as DIA-COMPE! Acredito que as de aço, da Caloicross, também sirvam!
A bicicleta do video é de um conhecido meu, o "Mestre" Milton Werner! hehehehehh
O nome das peças que tu tá querendo pro freio é "STOP BRAKE"! Aliás, eu usei na montagem da minha Caloicross!!! (http://www.pedal.com.br/forum/caloi-caloicross-extra-nylon-o-mito_topic79725.html)
Tu encontra isso no ML!  Wink
Abraxxx...
 
Beer Handshake
 
- Stop Brake
 
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Black Knightm, grato pelas dicas.

Não liga muito para as minhas divagações. Gosto de por pra fora os pensamentos. Ajuda a materializar o que eu penso e fica mais fácil resolver os problemas.
Quem me conhece sabe que eu mexo com uns ferros velhos um pouco piores de restaurar que bicicleta. Eu ajudo muitos amigos com carros antigos.

Bicicleta é fichinha de arrumar perto de muito carro antigo. Ainda tem muita peça nos Mercado Livre da vida.
Duro é achar o interruptor que abre o vidro quebra-vento da porta direita do Cadillac 1962.

Vi sua restauração da Caloi Cross e ficou perfeita. Aquilo deve ter dado um trabalhão.
Restauração para a originalidade sempre é processo complicado. Um detalhezinho fora do lugar que ninguém nota, mas você fica chorando porque não está perfeito.

Para essa minha bicicleta, no entanto, tenho planos diferentes. Penso em ser mais criativo. Vai ser muito difícil remontar uma Montana 10 original. Algumas peças até são encontráveis, mas outras... Dor de cabeça.
Aí vem o que me disse um colega meu, que restaura os próprios carros antigos. Ele certa vez me disse que quando você encontra um carro antigo legal, mas faltando muita coisa impossível de se conseguir, então vale a pena ser criativo e montar um hot rod. O hot rod bem montado trás dignidade de volta para o carro. Se ficarem ranhetando que tem de recuperar o carro para a originalidade, o carro sempre vai ficar parcial até o dia que mandarem ele para o ferro velho.

Daí acho que a ideia é montar uma híbrida com esse quadro. Uma bicicleta grande para pedalar com conforto.

Restauração mesmo eu tenho outra pela frente: Uma Philips praticamente original, relíquia de família.
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Acredito que descobri que bicicleta é essa.
Tem uma Caloi Cruiser Extra Light sendo anunciada no Mercado Livre com mesa e coroa idênticos aos do meu quadro:
http://produto.mercadolivre.com.br/MLB-767265404-caloi-mountain-bike-cruise-extra-light-primeira-18-marchas-_JM













O mais estranho é que as rodas araya que tenho aqui são na mesma medida destas. Apenas a catraca da minha é de 5 velocidades.

Outra coisa estranha é que quando pesquiso por "Cruiser Extra Light" o que aparece geralmente é uma bicicleta com quadro característico de Cruiser, e não esta.
Esta deve ter sido um modelo bem top de vida muito curta, usando quadro de Montana.
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Bom, dando continuidade ao trabalho.

Pesquisei bastante na internet e fora a bicicleta que postei, só encontrei quadros dela em ofertas antigas do Mercado Livre:




Há muito pouca informação desse modelo. As raras menções a ele dizem que se chamava apenas "Caloi Mountain Bike", e comumente chamado de "Caloi Mountain Bike 15" pelo que estava escrito no quadro. Era um modelo montado sobre o quadro da Cruiser Montana, mas com peças mais nobres e com uma terceira coroa.

Em função disso, descobri que as peças que vieram com o quadro são todas originais, o que é bom, pois refiz muitas contas e para tornar a restauração viável em tempos de vacas magras, o negócio usar o máximo do que tenho em mãos.

Entrei em contato com o vendedor do quadro, e ele encontrou mais algumas peças, principalmente as manetes (Caloi) e as pinças de freio (Shimano Tourney).
Ele tambem me garantiu que as rodas Araya que comprei dele eram dessa mesma bicicleta, o que é de imensa ajuda.

A bicicleta agora está nessa configuração:


O guidão é estranho, muito aberto e plano, mas a mesa alta parece colocá-lo numa posição de conforto.



Os manetes, vindos agora, tem a marca da Caloi:




Os freios, apesar da minha impressão inicial, alcançam sem problemas a borda dos aros. São ferraduras de "pernas" bem longas. Acho que vou precisar de stop brakes:









Há outras peças a caminho, como o canote do selim de 22mm. Era de Caloi Ceci, e por isso bem longo, mas antes sobrar que faltar.

A grande falta é dos câmbios. O câmbio traseiro nem seria problema, porque bastaria usar um câmbio de Caloi 10 antigo com gancheira. O problema é o câmbio dianteiro. O Seat Tube é maior que a das Caloi 10, e as Cruiser com câmbio dianteiro são muito raras e é difícil de ver essa peça à venda. Há ainda o problema que não sei se os câmbios de Cruiser, por serem para 2 coroas teriam curso para 3.

O jeito é comprar um câmbio moderno.
Esse quadro exige câmbio traseiro com gancheira, o que me coloca na linha Tourney da Shimano. Não são a última bolacha do pacote, mas para uma bicicleta de passeio, quebram bem o galho.
Pelo que vi, tem os Shimano Tourney TX-31, o TX-35 e o TX-55 para a traseira e os TX-50 e TX-51 para a dianteira. Não sei bem a diferença entre eles, mas tanto o TX-35 com o TX-55 e o TX-50 com o TX-51 são próximos em preço.

A escolha provavelmente será sobre esses modelos, mas gostaria de saber a diferença entre eles. É aí que eu peço ajuda para o pessoal.

Os modelos TX-50 e TX-51 foram escolhidos por serem Dual Pull. A maioria dos câmbios baratos modernos são todos do tipo Up Pull, mas no quadro, o cabo do câmbio dianteiro desce até junto do movimento central e é conduzido por um conduíte até o câmbio dianteiro vindo de baixo.
O problema que eu tenho com os TX-50 e 51 é que os câmbios da época da bicicleta tinham o terminal do conduíte no próprio câmbio, algo que os atuais não tem. Mas esse é um problema que já tem solução a caminho.

Outra briga são os passadores de marcha. Coroa e catraca dessa bicicleta não são indexadas, e passadores novos não indexados nem "catraqueados" (como os grip shifit) são difícieis de encontrar.
Para ela, penso em comprar um passador usado de Caloi 10 para instalar na coluna da mesa.

Bom, por enquanto a bike vai hibernar nesse estágio até ter novo fôlego financeiro para continuar.

Mas a atualização não termina aqui.
Estou no bom caminho do restauro da Mountain Bike 15, mas continuei com o problema das peças da T Type com quadro quebrado.

O quadro da T Type é este:


Foi um dos primeiros modelos de T Type lançados. A data de fabricação do eixo do movimento central é de fevereiro de 1995.
Reparem num detalhe: o garfo é fixo. Procurem na internet. Fora modelos adaptados, não se vê T Type com garfo fixo.
A história é que comprei essa bicicleta praticamente no lançamento do modelo. Haviam versões com e sem suspensão. Eu experimentei na época a versão com suspensão e era horrível. Se a suspensão da T Type é ruim hoje, imaginem como era a 20 anos. Então preferi a com garfo rígido.
E olha que já vi gente dizendo que T Type com garfo rígido original de fábrica é lenda...

O quadro dela quebrou aqui:


Sempre cuidei para não abusar na altura do canote do selim, mas não tem jeito. O ponto naturalmente concentra tensão. 20 anos de uso e um dia quebra mesmo. Quebrou tem uns 2 ou 3 anos e a bicicleta ficou encostada de vez.

Aí fiquei com o mico. O que fazer com as peças? A idéia da compra da Caloi era para montar essas peças, mas não serviu. E agora? Eu continuava precisando de um quadro de Mountain Bike.

Quando fui no vendedor pegar as peças da Caloi, falei disso para ele e ele tinha outro quadro. Ele me mandou a oferta no Mercado Livre, negociei e fechei o negócio na hora.

É agora a hora que me enforcam aqui. Que venham pedras e galhos...
O quadro com as peças da T Type é este aqui:







Nada mal para um quadro de R$ 250,00. Alinhadinho, sem amassados, ferrugem apenas superficial...
Acho que esse sim é de cromoly. Ele pesa com garfo e movimento central selado (2,8 kg) menos que o quadro de aço pelado da Caloi (3,1 kg).

Esse quadro passou pela mão de algum "mano", porque olha o "enfeite" de palhaços do outro lado do quadro:


Eu sei que em presídios, tatuagens de palhaços e coringas indica que o detento é agressivo, com roubos violentos e matador de policiais, e muitos moleques em "comunidades" usam esses símbolos na forma de stickers em bicicletas e skates como forma de ostentação de uma presumida força e masculinidade.
Colocar esse monte de stickers de palhaços era um sinal que o antigo dono queria passar.

Infelizmente, o coitado foi muito molestado.
Ele foi repintado com tinta spray preta que ficou fosca e depois tentaram raspar o quadro com faca na raça:



Por sorte esse cinza é o primer original, bem duro e o metal de base sofreu pouco. Nada que uma boa repintura não recupere.
Só que isso me causou um problema. Não sei que modelo de GT é esse. Não sei se é uma Tequesta, Outpost ou outro modelo qualquer.
Entretanto, pelo que andei pesquisando, esse quadro dá boas dicas.

Em primeiro lugar, ele tem um canal por baixo do top tube para a passagem do cabo do freio traseiro:





Outra dica fica entre os estais traseiros. Muitas GT possuem duas travessas que interligam os estais de selim acima da roda, um comum a todos os quadros, e outro logo acima que liga os estais e o seat tube.
Segundo material de promoção de época da própria GT, a segunda travessa era um reforço para aumentar a rigidez do quadro contra as poderosas forças de separação dos estais causadas pelo freio U-Brake. Depois que a GT migrou o freio traseiro para cantilever, a travessa adicional perdeu o sentido. Mas encontrei imagens de GT com freio cantilever (ou V-Brake convertidos) tanto com como sem essa travessa.



Até onde minha pesquisa chegou, a GT produziu quadros com o canal sob o top tube entre 91 e 95 em alguns dos seus modelos. A adoção do freio cantilever em substituição ao U-Brake ocorreu em 93, portanto o quadro deve ter sido construído entre 93 e 95.

Agora é a hora da cereja do bolo.
Quando fui desmontar o movimento central, tomei um susto: era sistema de movimento central selado, mas estava invertido. Movimento selado à esquerda e bucha plástica à direita. Pensei "Me ferrei. Alguém instalou isso invertido e estragou a rosca!".
Um pouquinho de força no cabo de força e as peças sairam com facilidade com o sentido certo de rosca.

Quando o conjunto selado saiu, já vi que era Shimano com o código da peça: BB-LP25.



Fui pesquisar. O LP25 foi um dos primeiros sistemas selados a serem colocados no mercado e foi utilizado por grandes marcas em modelos top: Cannondale, Trek, GT... Só que pelo jeito durou muito pouco. E isso foi na fase 93 a 95, o que é mais um indício da época e da originalidade do quadro.

O detalhe mais pitoresco é que ele ainda tem aquela resistência pastosa de peça nova e justa. Ela também não tem aspecto de peça que foi um dia desmontada:



O que estraga é que é uma peça de 110 mm. Muito curta para as pedivelas da T Type. Reparem na marcação "MM 110" na lateral direita do conjunto.



A caixa do movimento central no quadro mostra como está internamente o quadro:


Uma coisa boa foi ter achado esse quadro com o garfo original em perfeito estado. Prefiro assim do que o monte de quadros de GT que vi à venda na internet sem o garfo. Provavelmente tiraram o garfo para colocar um amortecido e jogaram o velho fora. Aí a gente compra o quadro e ainda tem de gastar uma grana num novo garfo.

O estado deste quadro mostra uma história presumível bem triste. Alguém comprou essa bicicleta e repassou para alguém que não sabia o que tinha na mão. Sabe-se lá por quantas mãos passou até que caiu nas mãos de um "maninho" barra pesada (ou que deseja ser assim). Colocou um monte de adesivos de palhaços e coringas para depois tentar repeintar o quadro. Quando viu que ficou difícil de fazer na ignorância, desmontou a bicicleta e largou o quadro numa bicicletaria de bairro, onde o vendedor encontrou ele para me revender.

Apesar do que sofreu, é um quadro com poco sinal de uso ou desgaste e com pouca corrosão. É uym quadro pedindo para ser remontado.

Assim como a Caloi, acho que esse é um resgate desse quadro para a dignidade. Antes rodar com peças de Caloi na minha mão do que na mão de qualquer zé fazendo barbaridades com ele.

Já olhei de todos os ângulos e vou ter de fazer com este quadro o que já fiz com a Caloi: deixar no metal, destruindo o adesivo original. Estou com pena, mas não tem como salvar.

O que eu gostaria de saber é de que modelo exatamente é essa bicicleta, e uma boa foto dos logotipos originais para eu poder reproduzir e adesivar na reconstrução.
Tem como me ajudar, pessoal?


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ADLER1913 Ver Drop Down


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Olá Amigo! 

Encontrei esta sua postagem (fazia muito tempo que não acessava o fórum) e que boa surpresa ver que está salvando essas bikes!

Realmente, o primeiro quadro é uma Caloi Mountain Bike 15, produzido por um período de final de 88 até início de 90. 
Posso dar alguns pitacos: o guidão e a mesa (prefiro chamar de canote, pois mesa é das BMX's, mas vamos lá) são originais.
O conjunto de freios, normalmente eram da Dia-Compe. Os aros eram esses mesmos, 26", com pneus Pirelli 2.125" com faixas creme.

O quadro é de aço carbono, com tubos com costura (basicão mesmo). Até mesmo a geometria não era adequada para MTB, mas sim para passeios, derivada de alguns modelos da Cruiser. 
O que essa bike tinha de incrível para a época era o fato de ter a coroa de 28 dentes, permitindo uma transmissão de 1:1!

Como está o andar das obras?

Abraços!
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Olá. Adler!

Eu ajudo amigos com carros antigos há mais de 20 anos, então eu entendo bem o que é ter uma bicicleta histórica nas mãos quando acontece.

Essa Caloi Mountain Bike é um caso de um modelo que além de raro, tem história por trás.
Há muito poucas referências sobre ela. Ela foi quase apagada da história. Tem muita gente que acredita que a primeira Mountain Bike oficial foi a que ficpu conhecida como "Craquelê", que tinha o quadro que era cópia da GT e depois recebeu o codinome oficial de ATN.

A coisa está no seguinte passo. Conversei com alguns jornalistas que cobriam o setor de bicicletas na época. O que me disseram é que a Caloi era uma bagunça danada. Eles montavam as bicicletas com as peças que eles tinham na mão. Então algumas peças não eram padrão.
Então teve

No site escoladebicicleta.com.br, o primo da Renata Falzoni conta algumas histórias dessa bicicleta.
A bicicleta era muito ruim dinamicamente. Dá para ver que está tudo errado. O seat tube é muito mais deitado que o das minhas outra mountain bikes. O cáster também é pronunciado demais, obrigando o garfo a ter uma curvatura sensível para anular o excesso de trail da geometria.
Com a inclinação do seat tube, os pedais ficam mais à frente em relação ao selim, e o top tube de 60 com guidão plano e muito largo e com a mesa longa, força o ciclista numa posição que é um castigo pra pedalar.

Durante o levantamento deu para perceber o problema da misturada de peças. Existem referências a esta bicicleta sendo a primeira com 18 marchas, incluindo o site da Caloi, e existem outras, como a do primo da Renata Falzoni que fala que ela tinha 15 marchas.
A bicicleta montada que eu mostro mais acima tem 18 marchas, mas a minha veio com 15. Aquela tinha manetes e pinças de freio Diacompe, enquanto ao minha tinha manetes Caloi e pinças Shimano Toruney.

Exemplo de como esse modelo é confuso. Esta bicicleta está à venda em Santana. Ela tem todos os elementos da Caloi Mountain Bike, mas perdeu todos os adesivos que nos permitiriam fazer uma identificação precisa, mas ela é preta como era o primeiro lote histórico da qual a minha pertence e que foi recolhido pela Caloi.



Mas essa bicicleta tem um detalhe que destoa muito das outras Mountain Bikes que achei. Repare: ela usa pedivelas monobloco, e, portanto, a caixa do movimento central é diferente.


A carcaça que comprei tinha falta de vários componentes pequenos, mas as maiores faltas eram os câmbios e o selim.
Os câmbios, que pensei que seria um terror de achar, já resolvi da forma mais barata e melhor possível. Achei um vendedor no Mercado Livre vendendo várias peças de bicicleta novas, mas de estoque antigo de uma bicicletaria que fechouhá muitos anos. Comprei os passadores e o câmbio dianteiro da Sun Race iguais aos da bicicleta montada logo acima, e para o câmbio traseiro, um Shimano Tourney TX-20.
O câmbio Shimano da época dessa bicicleta é o TX-10, do qual o TX-20 é só uma atualização visual com uns plastiquinhos a mais.
É uma concessão, mas é o mais pŕóximo que consegui chegar.Porém, considerando que o primo da Renta Falzoni disse que algumas chegaram a sair com câmbios Dimosil, é um fato bem aceitável.

Aliás ele diz uma coisa que eu já comprovei. Ele diz que o câmbio dianteiro não acionava a coroa menor, fato que comprovei quando fiz uma montagem de teste.

A encrenca que eu estou encontrando agora é sobre o canote do selim. Como você pode ver nas fotos acima, esse quadro tem um estreitamento, um pescoço, que reduz o diâmetro do canote do selim.
A encrenca é que o diâmetro do canote exigido pelo quadro é de 21,1 mm, mas o menor canote que consigo encontrar é de 22,2mm. Tenho 2 canotes nessa medida, comprados como se fosse de 21,1, mas não serviram.
Aqui não vai ter jeito. Vou procurar uma barra de alumínio redondo de 25 mm de diâmetro e vou mandar rebaixar no torno. E uso selim comum com carrinho de braçadeira.

Agora estou numa fase de recuperar as peças que tenho, uma a uma, antes de mandar pintar o quadro e remontar a bicicleta toda.

A primeira peça a receber atenção especial foi a mesa.
Originalmente ela era pintada de preto, possivelmente com pintura eletrostática, já que a consistência dela era como a de uma pintura vitrificada, e sobre ela pintaram com tinta spray, deixando a peça feia.
Lixei a peça e poli. Ficou uma peça praticamente espelhada.



Novamente é uma concessão, mas basta pintar de preto para recuperar a originalidade.

Outra coisa que andei trabalhando foi nos grafismos.
Há uma oferta dos adesivos originais dessa bicicleta no ML:


Eu consegui identificar as fontes e já gerei o padrão desses grafismos:



Recentemente fiz uma remontagem de testes para ver em que pé ela está e fazer testes com os grafismos.


















Bom, este é o estágio atual. Ainda faltam muitos detalhes, mas a bicicleta está quase completa. A grande falta é o selim.
Depois, ela será pintada de preto, como era original e os escritos "CALOI" e "MOUNTAIN BIKE" serão grafados em branco. O grafismo em cinza será no tom de tinta alumínio.

Recebi uma indicação de um rapaz que recria esses grafismos para carros antigos. Farei com ele.
Depois dos grafismos aplicados, umas boas demãos de verniz PU e polimento.
Pronto. Bicicleta nova de novo.

Não estou remontando essa bicicleta para rodar muito com ela. Pretendo reconstruir para poder recontar a história perdida dela.

Tem também a GT, mas essa é uma história que conto depois, até porque comprei uma Caloi TRS de quadro quebrado para fornecer peças para ela.

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zex Ver Drop Down
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A bike GT da uma excelente  híbrida, e fica bem legal se for montada com aros 700c ....

A minha eu montei a algum tem tempo trás e ficou assim.....


Por favor me corrijam se eu estiver errado...
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Gryphon Ver Drop Down
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Zex, concordo com você. Porém a grana anda curta e meu quadro de GT foi uma aquisição fortuita.

Eu estava procurando um quadro de Caloi. Podia ser um de ANDES ou de ASPEN ou qualquer outra mountain bike para receber as peças da T Type.
Aí, por acaso topei com a GT a preço de Caloi.

Só que as coisas correram para outro lado.
Por acaso topei com uma oferta de uma Caloi TRS com o quadro quebrado, que comprei por apenas R$ 100,00 e com muitas peças aproveitáveis.









Essa TRS era uma salada de frutas e recebeu um kit de peças bem usadas de uma outra bicicleta. O que era original da TRS era novo, mas as peças não originais estavam bem desgastadas.
Nas rodas, os rolamentos estão roncando feio, os pneus bem gastos (aparecendo a lona no pneu dianteiro), o aro dianteiro está amassado... Não dá para usar.

Gostei muito do avanço (mesa) que veio nela. Casa bem com o visual de época da GT. Esse já foi polido do mesmo jeito que fiz com o da Caloi. O avanço que era da T Type era um bem feinho, de tubo soldado, que eu não tinha gostado.
Guidão tenho para escolher.

O mais interessante ficou para o conjunto de pedivelas e movimento central.
A T Type tinha um conjunto de movimento central do tipo eixo e caixa, mas não consegui remover a caixa da coroa do quadro. Aí vou olhar, o eixo é assimétrico e não achei movimento central selado na medida para manter a linha de corrente. Para piorar, a T Type usava um conjunto de pedivelas revestidas de plástico e um conjunto de coroas grandes de speed, feitas de aço e pesando um absurdo.
Na TRS o conjunto de pedivelas e coroas também são de aço, mas menores e bem mais leves. Na verdade o conjunto é idêntico ao da minha Schwinn, que casa bem com meu jeito de pedalar. E como movimento central, tinha um conjunto selado da Neco, praticamente zerado.

Saíram os freios cantilever de chapa de aço estampado da T Type e entrou os V-Brake da TRS.

Em resumo, a TRS serviu be para uma atualização do conjunto da T Type que a GT irá herdar.

E, embora eu tenha 2 câmbios dianteiros sobrando, falta um câmbio para a GT, porque os câmbios são acionados por cima e no quadro da GT se aciona por baixo.

Essa GT já tentei lixar, mas a tinta é bem resistente. Como o quadro da Caloi ainda tem umas ferrugens em cantos de difícil acesso, vou levar os quadros, grafos e quidões das duas para um jateamento de areia e deixar tudo limpinho para depois pintar.
Minha idéia é pintar de preto e usar grafismos em dourado sob um verniz brilhante.
Só que aí não farei menção ao nome GT para não chamar a atenção dos malandros.

Quero que ela fique com um visual de bicicleta antiga, porque chama menos a atenção dos amigos do alheio. Outra coisa que eu quero fazer é deixar a frase "STEEL FRAMESET" para deixar bem na vista que o quadro é de aço. Malandro quer bicicleta de alumínio para cima, e bicicleta velha com quadro de aço não interessa.

A opção por aros 700C é interessante sim como complemento ao que eu já tenho.
Eu pedalo quase todos os dias da semana num parque público onde tem uma antiga pista de corrida de cavalos em chão de terra batida, recoberta com areia e pediscos. É uma pista de pedalada pesada, o que é ideal para condicionamento. Mas isso me obriga a pneus com cravos, que não são ideias para o asfalto.
Minha ideia com a GT é ter uma bicicleta urbana confortável, para ir buscar as coisas na padaria ou no supermercado. Aí um aro 700C fica interessante. Porém, quando for fazer essa opção, já entraria a idéia de colocar todo um grupo novo de qualidade no lugar, um ALIVIO talvez.

Porém, por enquanto, ela vai de kit Caloi mesmo.


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Marcelo Rosa Ver Drop Down
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Top! 
Vou acompanhando aqui. Pelo menos não da pra perder as atualizações.
Abc
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Atualizando.

Dei um tempo nas reformas da Caloi Mountain Bike porque faltavam informações. Faltavam fotos para uma boa reconstrução visual, informações de componentes...
Eis que eu topo com isto na OLX:


Sim, achei uma segunda agulha no palheiro. Uma outra Caloi Mountain Bike com o mesmo padrão da minha (pelo menos nas rodas), e pelo precinho de R$ 200,00!!!
Só tinha um problema: ela estava em Piracicaba, a 160 km de São Paulo! Mas como os deuses do ciclismo sorriem para os afortunados, um amigo meu, ligado em carros antigos, foi buscar algumas ferramentas específicas de DKW em Paulínia e eu iria com ele. Piracicaba era uma esticadinha de 60 km de estrada...
Fui lá e busquei!

A bicicleta estava relativamente completa e bem conservada para sua idade.
Foram trocados apenas o guidão, selim e canote, pedais e manoplas. O câmbio traseiro foi perdido, "arte" do irmão do dono.
Não foi só nisso que dei sorte. A bicicleta foi presente do avô para o dono atual no começo da adolescência, então não só a bicicleta foi tratada a pão de ló como o dono tem de memórias vários detalhes importantes que faltavam para minha restauração.
- O câmbio faltante é da Sun Race;
- Os pedais eram de plástico, da Caloi Cross (tive uma Cruiser Montana 10 que também usava esses pedais);
- O selim original tinha uma mola central e canote soldado na estrutura, com "Caloi" escrito na parte de trás (descrição bate com banco Dulcor usado nas barraforte e outras bicicletas da Caloi);

Outra vista dela:


Uma coisa importante de tê-la é ter acesso ao padrão de decoração do quadro, algo que eu só tinha em fotos de baixa resolução.







Curiosidade:
http://escoladebicicletacorreio.blogspot.com.br/2014/07/caloi-mtb-15.html
Aqui o Arturo Alcorta, primo da Renata Falzoni diz que a bicicleta tinha a traseira desalinhada. Eu não tinha entendido o que ele tinha dito até ver isto:



Reparem onde está o pivô da pinça de freio e onde fica a linha de centro do pneu. Tremenda babada da Caloi.

Também vemos que a pinça de freio nem é a Diacompe que deveria equipar o modelo e nem é a Shimano Tourney da primeira Caloi.
É algo que já foi comentado. A Caloi, conforme dizem, montava bicicletas com o que ela tinha à mão. Parece ser este o caso. As manetes desta segunda é Diacompe, mas as pinças são de um fornecedor desconhecido.
Essa bicicleta foi feita às pressas para o natal de 1988, portanto deve ter sido uma correria conseguir componentes para ela.

Vemos esse fenômeno quando comparamos outros componentes da primeira com a da segunda.

- Caixa de direção
-- Primeira:



É uma caixa padrão da Caloi, muito usada nas Caloi 10.

-- Segunda:



-- Primeira:



-- Segunda:



- Movimento Central:
-- Primeira:


A caixa foi feita no Japão, componente de primeiro mundo.

-- Segunda:



É uma caixa de movimento central padrão da Caloi, igual a tantas usadas nas Caloi 10.

Detalhe para a tampa da pedivela. Nesta vieram as duas tampas que são metálicas e não de plástico como atualmente.

Para finalizar, a segunda aceita muito bem um canote de 22,2 mm que não serviu na primeira.



O detalhe do canote mostra que houve uma correção na produção dos quadros entre a primeira e a segunda, sendo que a primeira deve ser mais antiga, com a segunda sendo corrigida para um padrão melhor de canote.

Bom, agora são duas Caloi a serem restauradas.
Estou pensando o que fazer.

A segunda vai servir de referencial para a pintura e decoração do quadro da primeira. Não poderia ter conseguido fonte melhor que ter outra original do lado.
Como a segunda envelheceu dignamente, acho inapropriado uma descaracterização dela. Ela deve ser reformada, mas mantendo a pintura e decoração originais como está. No máximo uma boa limpeza e polimento.
Ela deve então seguir uma restauração ao estilo europeu, onde eles valorizam o desgaste natural do veículo.

Já a primeira vai para uma restauração ao estilo americano, sendo restaurada como se fosse nova. Não havia outra opção, já que a bicicleta chegou toda enferrujada e descaracterizada.

E agora o trabalho prossegue com mais um membro da família.
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Marcelo Rosa Ver Drop Down
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Opa!
Show!
Cara, vc é um GURU das bikes com ctza vai conseguir fazê-las ficarem tops
Boa luta nesta saga.
:)

Marcelo Rosa
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joaoandre1990 Ver Drop Down
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Vim pelo tópico da Caloi ATN craquelada.. Parabéns pelo nível de conhecimento. Aprendi lendo seus tópicos. Obrigado por compartilhar tanta informação!
NO GEARS, NO PROBLEMS!
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Gryphon Ver Drop Down
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Originalmente Postado por joaoandre1990 joaoandre1990 Escreveu:

Vim pelo tópico da Caloi ATN craquelada.. Parabéns pelo nível de conhecimento. Aprendi lendo seus tópicos. Obrigado por compartilhar tanta informação!


Opa! Obrigado!

Minha intenção é poder resgatar exatamente essas histórias com essas bicicetas.

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lutela Ver Drop Down
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Opções de Post Opções de Post   Obrigado! (0) Obrigado!(0)   Citação de lutela Citação de  ResponderResposta Link direto para este Post Enviado: 05 Mai 2020 as 12:58
Pelo jeito não teve andamento essa restauração
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lutela Ver Drop Down
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Fiquei interessado como o resultado final.
Portela
caloi aspen pro gs
caloi aluminium supra
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