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Flagrado com EPO, ciclista afirma ter perdito tudo e recebe ajuda da Colnago


7 JAN, 2016     Gustavo Figueiredo    
     


O italiano Matteo Rabottini, flagrado com EPO em um exame fora de competição em Agosto de 2014, está cumprindo uma suspenção de dois anos por doping. Porém, além de perder dois anos de sua carreira, o ciclista afirma que o doping transformou sua vida em um inferno.

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"Não tenho ninguém. É um inferno que eu vivo, todos desistiram de mim. Quando as notícias chegaram, meu pai ficou muito frustrado. Deste então nem ele nem minha mãe falam comigo. Até minha companheira me deixou e levou meu filho Diego. Não têm mais ninguém", afirmou o atleta em entrevista ao jorna italiano Gazzetta dello Sport.

O atleta que venceu a camisa de escalador do Giro em 2012 diz ter se dopado porque gostaria de voltar a vencer, e que não pediu conselhos nem a ajuda de ninguém para fazer isso. O atleta afirma ter comprado uma ampola com 5 mil UI de EPO, tendo injetado 500UI do medicamento em suas veias em dois dias consecutivos em 3 e 4 de agosto. Porém, no dia 7 daquele mês, ele acabou sendo testado e flagrado com a substância proibida.

"As pessoas dizem que o tempo arruma tudo, mas não é verdade´.Tudo é um inferno muito longe do paraíso. Eu sei o que é o inferno e não cometerei o mesmo erro duas vezes, já que não quero voltar para lá. Confiem em mim", completou o atleta.

Ajuda da Colnago

Pouco depois de anunciar seu drama, a sorte de Matteo Rabottini parece ter melhorado um pouco. Logo depois de ler a entrevista do atleta, Ernesto Colnago ofereceu ajuda a seu compatriota. "Conheço Luciano, o pai dele. Ele correu no meu tempo e sei que é uma boa pessoa. Seu filho percebeu a besteira que fez e está sofrendo muito, sentindo-se solitário. Somente seu avô telefona as vezes. Estou no ciclismo a 60 anos e sinto que não devemos abandonar Matteo", disse.

"Ele precisa pedir desculpas para sua família e resolver seus problemas com sua esposa. Aí sim ele poderá voltar para a bicicleta. Sua confissão é um pedido desesperado de ajuda, ele está pedindo uma mão. Nós vamos ajuda-lo e apoia-lo", completou Colnago.





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