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Festival Brasil Ride 2018 - Costa Rica - Mário Veríssimo é o campeão do 24 horas

Na categoria solo feminino, o título ficou com a também goiana Daniela Araújo


23 JUL, 2018     Gustavo Figueiredo    
     


Costa Rica, no Mato Grosso do Sul, escreveu neste fim de semana mais um importante capítulo em sua história, fato que a coloca uma vez mais como destaque nacional do turismo esportivo de aventura. A cidade foi sede neste sábado e domingo (21 e 22) da edição inédita da Brasil Ride 24 Horas de MTB, evento-teste para o Campeonato Mundial 24 Horas de MTB Solo 2019. Na principal categoria do evento, os goianos Mário Veríssimo e Daniela Araújo sagram-se os campeões, ao completarem 12 e 6 voltas respectivamente, totalizando 360 e 180 km no período de 24h.

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   Cassio Zebinato / Brasil Ride

Na solo masculino open, Mario Veríssimo esteve na frente de seus concorrentes em boa parte das 24 horas, tendo registrado ainda a volta mais rápida do circuito de quase 30 km e 500 m de altimetria acumulada: 1h13min54. Porém, na manhã deste domingo foi ameaçado pelo vice-campeão Fagnu José dos Santos, que aproveitou um momento de descanso do rival e assumiu a liderança faltando menos de 4 horas para o término, entre as voltas 8 e 9. Nas três voltas finais, porém, Veríssimo recuperou o tempo perdido e completou 12 voltas, em 23h39min19, uma a mais do que Fagnu, que fez 11 voltas em 22h37min43.

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   Cassio Zebinato / Brasil Ride

“Não foi nada fácil. De dia tivemos muito calor e vento, tudo ao mesmo tempo, além de ter muita areia no percurso. A pista não é dura, mas depois de tantas voltas começa a ficar realmente difícil. Tenho certeza que esta conquista acrescentará demais na minha carreira. Gostaria de dizer ao meu xará Mario Roma, que podem contar comigo sempre. Tudo que tiver de evento da Brasil Ride, eu quero participar”, contou Veríssimo. Além de Fagnu, o pódio da solo masculino open teve ainda André Luis de Sousa e Carlos Henrique de Oliveira (ambos com 10 voltas), e Nelson Luiz de Albuquerque (9 voltas).

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   Vladimir Togumi / Brasil Ride

“Foi minha primeira prova de 24 horas, tendo feito 12 horas anteriormente, mas em quarteto. É uma prova difícil e só acreditamos no que fizemos depois que acaba. Dá calos nos pés e nas mãos, é algo incrível. Agora vamos seguir o foco, no Campeonato Brasileiro de Maratona e na Brasil Ride na Bahia, em outubro, defendendo o título de campeão das Américas ao lado do Kennedi Lago. Foi aprendizado grande. Não imaginava ser campeão, então estou muito feliz. Agradeço minha equipe e também aqueles que fizeram meu apoio nesse dia inteiro de corrida”, agradeceu o vencedor, goiano radicado em Brasília (DF).

Solo feminino open

Entre as mulheres, a campeã Daniela Araújo precisou de apenas seis voltas para garantir o título, tendo ela completado uma volta a mais do que a vice-campeã, Cyntia Sanchez. A principal diferença entre as duas foi no tempo. Enquanto Daniela fez seis voltas em 19h33min02, Cyntia fez suas cinco em 23h52min23. Juliane Chessin completou o top 3 do pódio feminino, ao concluir quatro voltas em 14h31min02.

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   Cassio Zebinato / Brasil Ride

“Estou muito feliz. Vim para competir e não esperava vencer. Foi uma experiência incrível participar pela primeira vez da Brasil Ride. Agora, vamos encarar outros desafios da competição, provavelmente na ultramaratona na Bahia”, disse a vencedora. ”Minha estratégia principal foi observar as adversárias, pensando volta a volta e focada em conseguir ter uma boa folga para elas. Cheguei a pedalar a noite, sempre focada em ficar na frente delas. A cidade surpreendeu muito. A paisagem é linda e as pessoas muito acolhedoras”, complementou Daniela, atleta de Rio Verde (GO).

Daniela Araujo é um exemplo perfeito de como o ciclismo pode ajudar as pessoas em momentos difíceis. “Há três anos perdi minha filha e o mountain bike foi a forma que encontrei para sair da depressão, porque só queria ficar em casa e não tinha vontade de fazer mais nada. A bicicleta me trouxe a vontade de viver e de voltar a vencer. Aprendi que na vida tudo passa, por mais que os problemas sejam difíceis. O tempo é o melhor remédio e a bike ajudou muito”, relembrou.


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