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Federação Belga deve investir 50 mil euros em equipamento para detectar doping mecânico


22 FEV, 2016     Gustavo Figueiredo    
     


Depois do recente escândalo de doping mecânico que abalou o mundo do ciclismo, quando a belga Femke Van den Driessche foi flagrada com um motor em sua bicicleta durante a prova Sub-23 do mundial de Cyclo-Cross, o mundo voltou-se para esta modalidade diferente de fraude.

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Depois do problema, a Federação Belga de ciclismo afirmou que vai comprar um scanner eletrônico capaz de detectar de forma simples e eficiente motores elétricos em bicicletas. O equipamento custará cerca de 50 mil Euros e poderá ser usado pela primeira vez na Omloop Het Nieuwsblad, que acontece neste sábado.

"A UCI está trabalhando nos métodos de controle mas eles não estarão prontos nesta temporada. Como nós não queremos esperar, vamos comprar um scanner e começar com os testes semana que vem", disse Tom Van Damme, presidente da Federação belga de ciclismo. "O equipamento deve ser pratico o suficiente para testarmos muitas biciclistas em pouco tempo. Muitas empresas de reputação e o comitê técnico devem tomar uma decisão rápida. O custo será alto, devendo girar em torno de 40 ou 50 mil euros", completou.

Para tentar contornar o problema, a UCI realizou recentemente um amplo teste na La Méditerranéenne. Porém a ASO, organizadora do Tour de France, a Liga Francesa de Ciclistas, a Associação dos Ciclistas Profissionais e nomes importante como Eddy Merckx já declaram que as medidas de detecção e a pena atual de apenas 6 meses são insuficiente para coibir futuros casos de doping mecânico.


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