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Expedição do Marajó - Uma pedalada inesquecível.

A EART (Equipe de Aventuras Ratos de Trilha) foi criada em 2003, para participar de corridas de aventuras, no circuito paraense da modalidade. Posteriormente passou a se dedicar aos esportes de aventura, buscando agregar ao esporte, o convívio intenso com a natureza exuberante de nossa região, programas de conscientização e preservação ambiental, atividade sócio-culturais e beneficentes, buscando novos adeptos ao esporte, além de ser uma ótima oportunidade de conhecer a região.

Um passo importante para o crescimento da EART foi a criação do site http://www.eart.esp.br , onde passamos a divulgar nossas atividades e agregar valor ao grupo. Com mais de seiscentos usuários registrados, a EART tem uma imagem consolidada e reconhecida em todos os ramos de atividade de ciclismo e aventura.

Atualmente Organizamos trilhas quinzenais (diurnos e noturnos) por vários municípios paraenses, o Circuito Paraense de Regularidade, passeios noturnos em Belém, todas as quartas-feiras e expedições.

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Confiram o relato do nosso amigo e membro do fórum PEDAL, Sérgio Batista.

No dia 05 de dezembro de 2009, a EART iniciou a sua 2ª Expedição do ano, intitulada de Expedição Cabo Maguary, na ilha do Marajó. A ilha do Marajó e a maior ilha fluviomarinha do mundo – a oeste banhada pelo rio Amazonas e ao norte e a leste pelo oceano Atlântico. Fazem parte dessa ilha 16 municípios, sendo que os mais importantes são: Soure, Salvaterra, Chaves e Breves.

O principal transporte até a ilha é por vias marítimas. Da vila de Icoaraci, localizada a 20 km do centro de Belém, saem balsas todos os dias com destino a vila do Camará. Das Docas de Belém você também pode pegar um navio até a vila do Camará, assim como para os outros municípios. A viagem dura cerca de 3h30 e é bastante agradável, passando por diversas ilhas que circunda Belém.

Nós vínhamos tentando achar informações sobre o Cabo Maguary há muito tempo, desde o começo do ano passado (2007), quando tivemos conhecimento do local. De lá até meados de 2008 não tivemos grandes resultados, porém, isso nos dava mais forças para chegar até lá (ao Cabo Maguary). Isso acontece porque a falta de qualquer tipo de registro aguça ainda mais a sua imaginação e espírito aventureiro, afinal, expedições não são fáceis, e nem podem ser.

Nos últimos meses que antecederam o evento começou a ser feito um grande trabalho logístico com o biker Marcelo Moreno, membro e presidente da Bike Tur Team (grupo de cicloturismo de Soure). Começamos a nos falar virtualmente, trocando idéias e acertando detalhes. Depois nos falamos pessoalmente no último Enduro, acontecido no Marajó. Nessa minha visita à Soure já ficou acertada a data da expedição, 05/12, porque a partir dessa não haveria mais tempo hábil. O inverno estava chegando e tudo alaga na região, não tendo condições alguma de pedalar. Tínhamos, também, que aproveitar o feriado de segunda-feira, 08/12, que veio em boa hora e nos daria mais tempo para aproveitar o passeio. As últimas duas semanas que antecediam o evento foram de grande expectativa, estávamos correndo contra o tempo e tinha que ficar tudo certinho, até porque logisticamente é uma expedição complicada de organizar. Além do pedal, que já sabíamos que iria ser difícil (mas nem tínhamos noção do quanto), teríamos ainda que implementar um barco de apoio, que nos auxiliaria em várias travessias de igarapés e rios, na costa norte da ilha. Na costa leste também iríamos fazer várias travessias, mas essas teríamos que aguardar a melhor hora, consultando a tábua de maré.

Não poderíamos deixar de mencionar essa valiosa parceria que fizemos com a Bike Tur Team, que nos ajudou bastante, tanto no pré-evento, durante e é claro, no seu pós (valeu muito a convivência, Marcelo, Nando e Edinho. Espero que esse seja o primeiro de muitos eventos).

Iniciamos a nossa aventura nas Docas de Belém. As 14h30 o primeiro grupo de oito bikers embarcou no navio com destino a vila de Camará, já na ilha do Marajó. Outros dois integrantes do grupo, Firmino e Velasco, iriam partir na madrugada de sábado e iriam chegar a Soure por volta das 10h, nos encontrando posteriormente na Fazenda Cangurupi. E ainda, a biker Ádila Varela, por problemas pessoais, só iria poder nos encontrar na fazenda NEP no domingo, fazendo todo o percurso de ida com o biker Fernando.

Com uma viagem tranqüila e descontraída, após 3h30 chegamos na vila do Camará (uma das principais portas de entrada ao Marajó). A partir do Camará fizemos um trajeto de 35km até a cidade de Salvaterra. Salvaterra é um paraíso para quem gosta de um ambiente rústico, praias desertas e belos igarapés de água cristalina (igarapé são pequenos braços de rios). Bem a sua frente, cortada apenas pelo rio Paracauary, fica a principal cidade da ilha, Soure – Capital do Marajó (como é conhecida). Por volta das 21h e um pequeno traslado, de pouco mais de 5 minutos, para transpor o rio Paracauary, chegamos a Soure (onde seria o nosso primeiro pernoite). Antes de dormir fizemos a nossa última refeição estruturada, e aproveitamos para comer muito bem. Alguns pediram chapa de carne de búfalo, e outros algo mais “light”, como ensopado de turú (turú e uma espécie de minhoca gigante que habita os troncos de árvores da região, que após preparado é muito saboroso e nutritivo). Depois de muita descontração partimos para montar as barracas no nosso primeiro acampamento, no quintal da casa do Marcelo Moreno.

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Os primeiros raios do sol surgiam em Soure e já estávamos desarmando acampamento para seguir com a expedição. Uma breve parada para comprar água na 4ª Rua, a partir dessa já vamos adentrar nas fazendas. Água, muita água é a recomendação. Nessa parada o Fernando me comunicou que alguém ligou pra ele e informou que iria juntar-se a nós para ir até a Ilha dos Machados (como o Fernando trabalha na rádio, ele fez algumas chamadas da expedição durante a semana). Eu fui o último a sair do mercadinho, e quando eu já estava saindo um senhor, de uns 65 anos, me chama...

- Oi, são vocês que vão para a ilha dos Machados?

Eu fiquei pensando, e percebi que ele não estava de bike... mas carregava uma pequena mala.

- Sim, somos nós...
- Mas onde está o ônibus?
- Ônibus...que ônibus?! Nós vamos de bike!

Acho que ele não gostava de pedalar, porque pela menção dele, não ficou muito satisfeito.

Mas vamos lá...

Novamente pedalando na 4ª Rua, passando o trevo que vai para a praia do Pesqueiro, perto do aeroporto, já não tem mais asfalto. Adentramos na Fazenda Bom Jesus, e logo saímos do ramal que vai para a vila do Cajuuna e entramos para a esquerda, onde em outra época (no inverno), esse ramal fica submerso ao grande volume d’água que forma da região.

Alguns dias atrás choveu bastante na região, dando início ao ciclo de chuvas do inverno que se aproxima. Em alguns trechos tinha muita lama etivemos de descer da bike e empurrá-las. Mas de qualquer forma essa chuva aliviou bastante a poeira que predomina no rigoroso verão marajoara. Naquela altura o sol já castigava bastante, mas de maneira alguma poderíamos ir com muita sede ao pote, ou melhor...ao Camelbak. Economizar água era a meta de todos naquele momento. De longe avistamos um cata-vento em uma das muitas fazendas que por lá existem, lá pedimos permissão para nos refrescar a beira do poço. Aproveitamos, também, e já completamos o nível da água dos hidrates.

No Marajó a natureza é implacável com os animais, nessa época de rigoroso verão. É muito comum ver vários animais mostos pelos campos. Cavalos, mesmo da raça Marajoara, e búfalos sofrem muito pela falta d’água.

Na fazenda Cangurupi, como combinado com a dupla que iria chegar pela manhã em Soure, paramos para almoçar e esperá-los. O cardápio foi carne seca, atum, sopão e macarrão instantâneo (miojo). Após esse “banquete”, relaxamos ao pé de uma mangueira, com um fundo musical de centenas de periquitos. A dupla chegou por volta das 15h, e imediatamente partimos.

Depois de um bom descanso estamos de volta à trilha. Vamos precisar guardar muita energia para o resto do dia, vai ser longo...

A paisagem muda completamente, o verde da vegetação que víamos em alguns momentos, a partir da fazenda Cangurupi não víamos mais. A suspensão também começa a trabalhar bastante, o trajeto ficou muito técnico, com muita terruada (terruada são buracos formados com o vai-e-vem de cavalos e búfalos, no solo seco da região), além da poeira, que incomodava muito. Depois de pedalar por um bom tempo em paralelo com a costa leste, começamos a nos afastar gradualmente. Isso não era muito bom, porque quanto mais nos afastávamos da costa, maior seria a distância para o Cabo Maguary, pelo litoral norte.

Por causa da grande dificuldade do percurso e as diversas paradas para ajustes, tivemos que por prudência pernoitar na Fazenda Boi Rozílio. Nela fomos bem recebidos pelos vaqueiros que lá estavam, nos dando acesso ao banheiro, disponibilizando carne-de-sol para o nosso jantar, deram açúcar para o nosso suco, água para nossas refeições, assim como para enchermos os nossos hidrates.

Já é manhã do domingo e temos que partir. Nosso destino é a Fazenda NEP, 20 km, onde iremos iniciar o pedal de volta, pela costa. 20 km naquelas condições de trajeto eram uma eternidade. Com todo o peso das bagagens na bike, em alguns pontos era impossível pedalar para não sacrificar ainda mais o equipamento. Um dos momentos críticos foi quando começamos a pedalar ao meio de espinhais e bambu. Muitos pneus furaram nesse momento, atrasando ainda mais a nossa chegada a Fazenda NEP.

Um dos fundamentos para o êxito de uma aventura como essa, é o equilíbrio psicológico, que em certos momentos, é até mais importante que o físico. Com o equilíbrio psicológico e mental, aliado ao físico, você consegue sobrepor todos os obstáculos e dificuldades (isso vale também para o seu dia a dia).
(Quem esteve lá sabe o quanto isso foi e é importante).

Faltando poucos quilômetros para chegarmos à NEP, um grupo que estava levando o óleo para o barco passou por nós de moto. Estávamos parados trocando um pneu, acho que eram dois pneus. Nos deram água com gelo e nos ofereceram pinga. Fizeram algumas fotos de nós em seus celulares e partiram com destino também a NEP. No caminho já ventilava um comentário pelas fazendas que iriam matar um búfalo pra nós, lá na NEP (última fazenda que pernoitaríamos), será?

Após todas as câmaras trocadas, seguimos viagem e logo já estávamos sentindo a brisa do mar. Foi uma perna bem demorada essa, um trecho bem técnico que castigou bastante as nossas bikes.

Nesse intervalo de tempo, o biker Firmino cometeu um grande erro, vamos chamar aqui de uma tremenda infelicidade. Uma das diretrizes em trilha, expedições ou em qualquer ambiente que você não conheça o caminho, é sempre parar em qualquer bifurcação e esperar o guia, nunca dobre por conta própria. Infelizmente ele não fez isso e acabou indo parar na praia, perdido e sem rumo. Fizemos várias buscas de bike, a cavalo, moto e de barco, indo até a praia. Quando chegamos à praia achamos as marcas do pneu da bike dele, e constatamos que ele estivera alí tempos atrás. Como a praia é muito extensa, resolvemos voltar para a fazenda e mandar a moto por terra até lá. Chegando de volta a fazenda, a moto foi em busca dele Recebemos por rádio a notícia que acharam ele e que já estava vindo ao nosso encontro (ufa, que alívio). Em meio a essa correria os bikers Ádila e Fernando chegam e agora o grupo está completo, 13 bikers.

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Com esse incidente não teve como irmos à ilha dos Machados e conseqüentemente a nossa volta ficou comprometida também. Resolvemos voltar na segunda bem cedo e dar ao máximo..

A noite cai e a churrasqueira já tem brasa (foi verdade, mataram um búfalo pra nós). A nossa fogueira é acesa e todos ficam no seu entorno, com o Firmino ao centro contando o seu drama na praia.

Após uma excelente noite de confraternização na Fazenda NEP, tivemos que cedo seguir caminho, mas agora pelo litoral atlântico do Marajó. Pegamos o rio Araraquara a bordo do barco de apoio em direção a praia. E nesse traslado, ao contrário das savanas marajoaras, o litoral tem muita vida: botos, tucanos, garças, guarás e muitas outras espécies de pássaros.

No litoral norte e leste do Marajó, não existem carros, barracas de vendas, ou qualquer civilização. Lá só existe o barulho das ondas, do vento e dos pássaros. Por muitos e muitos quilômetros, ninguém além de nós.

O pedal começou pela praia de areia firme e lisa, mas o vento estava contra e não pudemos render muito. A maré está seca e temos pressa para chegar nos igarapés onde o barco de apoio não vai estar. Já contornando o litoral norte para o leste, começaram a aparecer algumas dificuldades, como pedras e lama, que ficava impossível de se pedalar, era a chegada do nosso objetivo – o Cabo Maguary.

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Praia "limpa" novamente, pedal pra frente que não podemos perder tempo. Os rios e igarapés começaram a aparecer (furos no litoral). Desse ponto em diante começamos a precisar do barco de apoio, ao todo são mais de dez travessias nesse percurso, entre igarapés e rios.

A chegada ao Cabo Maguary foi comemorada por todos. Dífícil mas ao mesmo tempo gratificante chegada. Naquele ponto, ninguém além de nós tinha feito tal façanha. Uma foto foi feita para guardar para posteridade aquele momento.

Após passarmos o Cabo Maguary (objetivo da Expedição), e Depois de atravessar vários rios e igarapés, começamos a ver vários pescadores na margem da praia. Chegamos a um entreposto de pescadores, e na beira da praia pudemos saborear o “avoado” (peixe assado na brasa com sal e limão, acompanhado de farinha). Era “buffet” (self-service), tinha várias espécies, escolhia e colocava na brasa.

Por causa do atraso, das muitas quebras, tivemos que esperar a baixa-mar, que iria estar às 21h. Pedalar a noite, e principalmente atravessar os rios é bem perigoso nas condições locais. O cuidado com as arraias, o ponto certo onde atravessar, todos tinham que ficar juntos nessa hora, todo cuidado era pouco.

Descansamos na “casa” do seu Vavá (pescador local), e de certa forma ele nos fez ficar em casa também. Tínhamos uma vista muito privilegiada da praia, de dentro da nossa cabana. E para jantar, adivinhem, isso mesmo...peixe assado de brasa, mas dessa vez salgado.

A hora de sair se aproxima e começamos a arrumar as coisas. Uma oração nessas circunstâncias é sempre bem-vinda, e assim foi feita. Já pedalando, o ritmo foi muito bom e a lua ajudava bastante na iluminação. Em certos trechos não escutávamos mais o barulho das ondas, ou seja, a beira do mar estava bastante longe. As travessias começaram e era preciso bastante cuidado. A recomendação era andar arrastando os pés no chão, por causa das arraias.

Difícil, árdua, dolorosa, selvagem...para tantos adjetivos o que contribuiu foi principalmente a água, que por aquelas bandas é muito escassa, e quando achada, apenas nas fazendas, não tinha uma cor nada agradável. Para “enganar” o nosso psicológico misturávamos sempre com o nosso suco em pó (tang). O trajeto fulminava o nosso equipamento. A minha bike, por exemplo, quebrou a bacia do cubo traseiro de tanta que eram as pancadas. Pedalei por dois dias no fio da navalha, não podia forçar muito para não correr o risco de quebrar o miolo do cubo, se isso acontecesse não iria ser nada bom. Foram três bagageiros quebrados, só pra ter uma idéia, em nenhuma outra expedição quebrou esse acessório. Quando quebrado, o jeito foi improvisar toda a bagagem, que ainda estava bem pesada, nas costas e pedalar. Em alguns a corda fez ficar em carne-viva o pescoço e as costas.

Por outro lado afloraram adjetivos bem mais fortes...

Pudemos conhecer de perto a vida e o cotidiano do caboclo marajoara. Antes dessa expedição eu ficava imaginando que iríamos encontrar jagunços a beira da porteira e cerca das fazendas, armados e que poderiam nos barrar por não sermos autorizados a entrar. Não, nada disso! Fomos bem tratados em todos os lugares que passamos e pernoitamos.

Em certos momentos figuramos de heróis pedalantes em terras marajoara. Ninguém lá estava acreditando que pudéssemos estar fazendo aquilo. Isso de certa forma nos fortalecia e muito. Fazia com que pedalássemos mais forte e as terruadas virassem simples grãos de areia. O sol forte também parecia não entender o que fazíamos alí naquela habitat, que em outrora era apenas dos búfalos, cavalos e caboclos marajoara...mas que naquela momento era nosso também.

No litoral pudemos conhecer o íntimo do pescador marajoara, que por alí passa a sua temporada de pesca vindo de diversos municípios, como Vigia. Dividiram conosco o gelo da sua jornada pesqueira. Fomos acolhidos, e muito bem acolhidos em suas cabanas a beira mar. Foram-nos ofertados muitos peixes para saciar a nossa fome, e água para o nossa sede, assim como espaço para o nosso descanso até que a maré baixasse. E ainda nos foi dito um muito obrigado por estar ali, e até mesmo um é cedo, ainda não vão...

Esses são fatos que quaisquer que fossem as “cicatrizes” da “guerra”, por mais profunda e dolorosa que pudessem ser, o alívio era imediato.

Por muitos problemas acarretados, como os sucessivos estouros de pneus, tivemos que dormir na praia, e dessa vez sem nenhum apoio. Quem tinha barraca armou, quem estava de rede estendeu na areia, ao relento. Mas é garantido que foi uma das melhores dormidas, estávamos extremamente exaustos.

Estava perto, pela manhã retomamos ao trajeto. Faltavam apenas três rios pra chegar ao Pesqueiro e o GPS indicava 8 km em linha reta. E faltando poucos quilômetros para acabar a expedição, surge como uma miragem no horizonte o Edinho (irmão do Fernando). Ele tinha consigo água bem gelada e biscoitos recheados. Teve gente que chorou ao tomar água gelada, e de fato eu não estava esperando essa surpresa. Ele tinha ido ao nosso encontro na noite anterior, nesse mesmo ponto da praia, não nos encontrou, conta Edinho.

(Edinho, só temos a agradecer você. Obrigado por matar a sede de todos nós).

Chegamos!

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Ser os primeiros é sempre bom, desbravar, registrar o inimaginável, para que dessa forma torne-se imaginável. No após, você olhar para o mapa e dizer, mas sempre com humildade: “tá vendo aquela curva, lá em cima, no Marajó. Na transição da costa leste para a norte”.

- Eu já passei por lá, pedalando pelo Cabo Maguary!

Vou repetir aqui uma frase dita por um dos bikers da expedição (Marcelo Moreno): “E saibam que teremos o privilégio de sermos os primeiros a fazer oficialmente esse trajeto, portanto, quem puder participar se orgulhará em dizer: Eu conheço um pouco do Marajó”.

(Marcelo, só uma correção na sua frase, podemos dizer que nem mesmo informalmente ninguém fez isso).

EU CONHEÇO UM POUCO DO MARAJÓ!

Isso não tem valor!

Quero agradecer os seguintes:

- Marcelo Moreno: por ter me ajudado a organizar essa expedição. E ainda por ter participado e disponibilizado o espaço em sua casa para nosso acampamento.
- Fernando: pelo pronto suporte em todas as horas que foi preciso. E ainda pela disposição de levar a biker Ádila até o nosso encontro.
- Edinho: pelo apoio de todas as horas.
- Velasco: pelas surpresas no decorrer da expedição. E agora como chefe da mecânica, socorrista etc. Sempre com a mesma simpatia, ou seja, multitarefa.
- Toda a galera da EART que acreditou nesse projeto.
- Francisco Sabino (Camelbak): pelo apoio e por acreditar no projeto.
- MTBike: por acreditar no projeto.
- MuralDeBugarin.com: pelo apoio em todos os eventos.
- BikeBook.com.br: pelo apoio em todos os eventos.
- Pedal.com.br: pelo apoio.

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