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Ex-médico de Wiggins diz que desculpas da Sky lembram as de Lance Armstrong


22 DEZ, 2016     Gustavo Figueiredo    



Depois do vazamento de seus dados médicos sigilosos para a imprensa, o ciclista Bradley Wiggins enfrentou uma série de acusações de doping. Isso porque, segundo estes dados, ele teria feito uso de potentes medicamentos que normalmente são proibidos pouco antes de importantes competições. Para isso, o ciclista fez uso de TUEs, que são receitas médicas que liberam algumas substâncias banidas pela WADA.

Além disso, a Sky teria recebido uma "encomenda médica misteriosa" durante o Criterium du Dauphine em 2011. Até a última segunda-feira, o conteúdo deste pacote foi mantido em segredo, até que o diretor de Sky Dave Brailsford foi chamado para depor em uma comissão parlamentar na Grã-Bretanha.

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Bradley Wiggins. Foto: Wikimedia Commons

Sob juramento, Brailsford afirmou que o pacote continha Flumicil, um medicamento mucolítico legal e bastante comum. Porém, Prentice Steffen, ex-médico de Wiggins na Garmin Slipstream não ficou satisfeito com a resposta oferecida.

Segundo o médico, o medicamento é bastante comum no pelotão e facilmente encontrado em qualquer farmácia. Por isso, transportar a substância de Manchester, na Inglaterra, para os Alpes Franceses é algo que não faz muito sentido.

"Me pareceu um pouco estranha e insuficiente a explicação. Nós costumamos manter o Flumicil a mão porque sempre precisamos dele. É uma droga legal e efetiva para limpar os pulmões com efeito antioxidante. Nós podemos receitar ele livremente em dias de frio ou chuva quando achamos que alguém pode ficar doente", explicou o médico em entrevista ao Cyclingnews.

"Isso me lembra a época do Lance, quando eles inventavam uma história e a maioria acabava acreditando. Mas algumas pessoas diriam 'isso não faz o menor sentindo'. Se era só Flumicil, porque manter a informação em segredo por semanas?", questionou o médico.



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