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Everesting - Fred Costa Pinto completa desafio na terra

Conheça a história de Frederico Costa Pinto, 44 anos, professor universitário e cientista, que pedalou morro acima uma altimetria que ultrapassa o equivalente ao Monte Everest, a montanha mais alta do mundo com 8.848m acima do nível do mar.

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O feito inédito do ciclista brasileiro aconteceu em estrada de terra. Após uma tentativa frustrada em janeiro, Fred voltou para as montanhas de São Francisco Xavier (SP), cidade situada na Serra da Mantiqueira para uma concluir com sucesso seu desafio “Everesting, que também foi realizado no asfalto pelo brasileiro Rodrigo Souza, que subiu 24 vezes a Mesa do Imperador, no Rio de Janeiro.

“A bicicleta é um veículo curioso. Seu passageiro é seu motor” – responde Fred, parafraseando John Howard.

O conceito

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O Everesting trata-se de escolher uma subida, tanto faz se curta ou longa, inclinada ou suave. Subir e descer. Repetir até que o ganho vertical acumulado seja igual à elevação do Monte Everest. Pode ir no ritmo que quiser, só não vale dormir.

“Em comparação com Everesting em asfalto (em que Fred completou duas vezes), posso dizer sem sombra de dúvida que não há comparação de dificuldade. Terra é imprevisível, cansa muito mais pelo arrasto do pneu de cravo e a descida cansa tanto quanto a subida (sinceramente, eu descia querendo que acabasse logo e começasse a subir de novo). Apesar de eu pegar lama no começo e pedras no final, estava muito mais fácil de manter o ritmo previsto. O maior desafio, como sempre, é vencer a solidão (em especial no meio da noite, no meio das árvores, escuro e sombras que, com o cansaço, pregam peças e ilusões visuais) e a sensação de falta de propósito que pode bater” descreve Fred que fez a subida 9 vezes.

O local

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O palco escolhido foi São Francisco Xavier (SFX), um simpático distrito da cidade de São José dos Campos (SP), localizado entre as montanhas da Serra da Mantiqueira.

“A região inteira é linda e cheia de montanhas e serras. SFX é pequena, pacata e turística. A estrada que escolhi é a via direta entre SFX e Joanópolis. A estrada é favorável por ser razoavelmente constante de inclinação (apesar de ter trechos que pulam dos ~ 5% médios para 14%) e muito coberta de árvores. Isso ajuda demais a evitar muito calor durante o dia. Fiz um reconhecimento de alguns locais em potencial há alguns meses e esse foi o que encontrei como mais ideal”.

A escolha da bike

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Para o desafio na terra, Fred não optou por uma mountain bike, preferindo utilizar uma Gravel para o desafio - uma Specialized Diverge Expert.

“Tenho certeza que uma bike do estilo adventure, gravel, all-road ou como quiserem chamar, é muito melhor para isso que mountain bikes. Apesar de perder um pouco de velocidade na descida por ser um quadro sem suspensão, estou muito acostumado com a geometria de bicicletas com rodas aro 700 e acho muito confortável a postura do guidão drop. Certamente não conseguiria subir tão rápido e com eficiência", disse.

A motivação

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Apesar de superar o mega desafio, Fred é um cara “normal” que concilia a rotina de trabalho, família e o amor pelo ciclismo.

“Sou professor universitário e cientista na USP. Moro bem perto da USP, durante a semana vou treinar cedo e depois sigo direto para o trabalho. Uso bicicleta como meio de transporte há décadas. Para todo mundo com trabalho, família, filhos etc manter uma rotina requer organização e dedicação, mas não é impossível” relembra Fred, que dá aula de sabedoria após completar o desafio que acumulou dados impressionantes:

23h34m19s em movimento
374,9km de distância total
9.199m acumulados.

Obs: As fotos que ilustram a história são de Carol Penna (esposa).

Link para o Everesting no Strava.


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Comentários

Esse percurso entre SFX e Joanópolis é demais, muito lindo !!



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